segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lei Seca


Não gosto daqueles críticos que só fazem uso da crítica negativa. A crítica deve ser imparcial. Concordo, que no nosso dia a dia, observamos muito mais fatos negativos do que positivos. Porém, é inegável que também ocorrem coisas positivas.Um exemplo disso é a nova lei "Anti- Beudo" ou a Lei Seca como alguns denominam.
Essa lei, que a princípio diz apenas querer prevenir os numerosos acidentes de trânsito, na verdade esconde outras interessantes medidas. Ela atingirá diretamente nossas relações.
Com a lei "Anti-Beudo", aqueles que antes, tomavam uma cervejinha e faziam questão de sair de casa sozinhos, ou melhor, de sair com seus carros, terão agora a necessidade de ter ao menos um amigo ao lado, e diga-se, um amigo que não beba. Vejam que essa medida dá vida nova àqueles que antes sentiam-se vítimas do "preconceito sóbrio". Ela, com certeza no levará a criar uma nova rede de relações, e criará uma confusão mental nas chamadas "marias - gasolinas"; essas não mais saberão quem é o verdadeiro dono do carro, ou na pior das hipóteses se questionarão: "será que o dono do carro é esse mané que não bebe?
Quando a questão é congestionamento no trânsito, a Lei Seca é direta. Com menos carros em circulação, os engarrafamentos logicamente irão diminuir. Não será mais necessário o rodízio.
Porém, a medida mais interessante promovida por ela, é a criação de um novo tipo de emprego: a mais nova e valorizada profissão de "motorista de bêbado". Estranho? Explico.
É lógico, que muitos "playboys beudos" por aí - temendo a perda de valor - terão ainda de demonstrar todo o seu poder, ou melhor, todo o poder que aparentam ter. Para isso eles contratarão um "amigo motorista". Ele será o responsável pela guarda do bêbado. Será como um segurança particular, ou se preferirem, um "babá de marmanjo". Recebe-se um carrão e um bom salário para levar e trazer o "marmanjão beudo" de suas festas. O lado ruim será o obrigatório uso de uniforme, afim, de as "marias- gasolinas" não confundirem o proletário motorista com o burguês proprietário.
Lógico que muitos trairão o álcool e migrarão para outras drogas, não detectáveis pelo bafômetro, mas esses não eram bêbados de verdade.
Parece inclusive que no próximo vestibular, já teremos em diversas universidades um novo curso a ser oferecido denominado: "Motorista Psicoetílico". Este será um curso completo. Algumas disciplinas dispotas são: "Psicologia Aplicada ao Trânsito e ao Borracho", "Conhecimento Etílico", "Primeiros Socorros e Segurança", além claro, da mais completa teoria sobre o trânsito e a prática de dirigir. O slogan publicitário será: "Beudo que é beudo não larga a bebida e sim contrata um completo motorista."

domingo, 29 de junho de 2008

Guardem o Riso...


Faltando poucos dias para a definição dos candidatos ao executivo e ao legisltaivo municipal, nota-se já, aquele clima político pairando pelos ares do município. "Quem vai com quem? Aquele é fraco. Se fosse estes dois era certo que ganhavam"...estes e outros tantos... são os comentários que rondam o dia a dia na cidade.
Acho bonito, legal, interessante observar todos os munícipes envolvidos numa coisa só, ainda mais quando isso se chama política. Porém acima de tudo, acho o clima político extremamente engraçado. Ele é incrível.
Primeiro que todo mundo começa se relacionar amigavelmente, todos parecem ser velhos conhecidos...apertos de mão pra cá, abraços pra lá, caronas, favores, defesas e acusações. Tudo isso, se observarmos, é digno de gargalhadas sem igual. Sem falarmos nas composições das "chapas". Essas não tem mais ideologia, ou seja, elas não possuem defesa de ideal algum. A chapa A, que era inimiga da B, aliam-se naturalmente entre si. Hoje rompe-se com um, amanhã alia-se com o mesmo. Isso é cômico, mas é realidade.
Na verdade, se formos analisar mais profundamente, nossos políticos estão mais transparentes. Eles não têm mais vergonha, ou seja, "eles não têm mais vergonha de parecerem sem vergonha". Eles não têm mais vergonha de dizer que estão ali somente pelo poder. Ninguém mais acredita(eu espero), naqueles papos furados do tipo: "nós queremos mudar a política, sanar os problemas da população e quem vai nos falar isso são vocês, quem vai ditar as regras é o povo planaltense." ME POUPEM DISSO POR FAVOR.
Já abordei aqui no blog, que foi Lula, que acabou de vez com a ideologia e com aquil0 que restava de digno na política. Depois de Lula, ficou escancarado que a política se resume apenas na palavra: poder. Foi pelo poder que Lula deixou de ser Lula e se aliou com José de Alencar. Foi pelo poder que Lula chamou aos ministérios os mais diversos adversários políticos do passad0 , e também foi pelo poder que o PT expulsou do partido aqueles que continuaram seguindo a ideologia petista (Heloísa Helena, Luciana Genro, João Fontes).
Cito isso para ficar claro que tanto na esfera federal como na municipal, tudo pode acontecer. São todos comediantes. Eles nos fazem rir.
É isso que a política nos ensinou nos últimos anos, ela nos ensinou a rir, e diga-se, a rir muito.
Para terminar, aconselho vocês que guardem um pouco do riso, afinal, a política nem começou , é tudo só especulação. Porém concordo que as prórpias especulações estão hilárias...hehe.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Achei bonito isso.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"

(John Lennon)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Crise do Casamento no Século XXI.

Estava eu, navegando pelo mundo virtual, e como de costume conectado no msn, quando sou surpreendido com a pergunta de uma leitora do blog. Ela acabara de ler o texto do Juremir sobre o Homem Moderno, e de forma direta me perguntou:

Blogueira: Você é um homem moderno?
Ale: Não sei. Acho que eu e ele temos algo em comum. Somos homens, e estamos em crise.
Blogueira: Só isso em comum?
Ale: Acho q é o bastante.

Blogueira: E porque estão em crise?

Ale: Nossa crise é consequência da dificuldade que temos em assimilar essa nova mulher. Mulher independente, que diz saber o que quer, mas que na minha opinião ainda não sabe o que quer, e nem quem é. Tanto nós homens, como você mulheres, vivem uma crise.
Blogueira: Como assim? Não seria somente vocês homens que estão em crise?
Ale: Não exatamente. Nossa crise é decorrente da independência feminina. Ela é fruto dessa nova mulher que pode tudo. Porém, vocês também estão em crise, insatisfeitas e depressivas. Mas antes de explicar a crise feminina, explicarei a masculina.

Blogueira: Então me diga, porque vocês homens estão em crise?
Ale: Para lhe explicar isso, precisamos voltar um pouco no tempo. Retrocederemos 40 anos para assim entendermos a crise masculina do século XXI.
Imagine o homem de 1968. Imagine que esse homem, com aproximadamente 30 anos, encontre e se apaixone por uma adolescente. Essa adolescente, é menina de família, virgem, bem quista. Ela está ansiosa em sair de casa - mulher com 20 anos nessa época é titia - ela não quer ser titia. Ela vê naquele homem, a chance de viver aquilo que toda mulher da época sonha: estabilidade financeira e filhos. Enfim ela sonha com um ambiente familiar que lhe possibilite felicidade eterna, ela sonha em casar.
O homem também vê naquela menina seu sonho realizado. Ela é virgem, intocada, perfeita para sociedade e para constituir uma família. Ele que já viveu e aproveitou sua vida até os 30 , vê nela a possibilidade de ter uma família estável. A adolescente faz ele se sentir jovem, mais homem, menos rejeitado pela idade que já começa o atormentar. Ele pensa: "já fiz tudo o que podia, agora está na hora de me aquietar e ter alguém para passar a velhice. Está na hora de casar”. Nada mais machista e conservador. Porém, é o pensamento social da época. É bom lembrarmos que muito da história de nossas famílias está presente neste cenário.
Agora imagine o homem hoje. Estamos em 2008. Esse homem com aproximadamente 30 anos, se apaixona por uma adolescente. Essa menina, ao contrário da outra, já sabe tudo de sexo - senão na prática, na teoria. Ela quer ir para a faculdade, transar com vários caras, se formar, conseguir um bom trabalho, e depois, quem sabe depois, encontrar alguém que possa lhe dar um filho. O homem ao tomar conhecimento disso, se apavora, se desespera, se vê um miserável diante da existência. Ele tem que ser tudo aquilo que o "Juremir" coloca em seu belo texto, para ainda poder sonhar em ter a segurança que o homem de 1968 tinha. Ele não sabe para que lado correr, vive inseguro e com medo da perda. Casar? Isso é suicídio.
Blogueira: Sim, estou entendendo, mas até agora você só falou da crise masculina, onde fica a crise feminina que você me disse anteriormente?
Ale: Sim, a crise feminina é resultado da não assimilação da mulher com relação as suas próprias ações. A mulher de 40 anos para cá, revolucionou, fez história, ultrapassou seus limites, assustou o homem e o mundo. Embora tenha feito tudo isso, ela não parou de sonhar com a família dos anos 60. Ela ainda sonha em casar, sonha com o marido ideal, com os filhos, com a velhice ao lado do parceiro. A crise da mulher vem disso. Vem do conflito originado entre suas ações e seus sonhos. A mulher de hoje, faz muito mais do que a mulher de 68; mas quando reflete sobre o que fez, vê no homem, na sociedade, em si mesma e nas outras mulheres, o preconceito sobre suas ações. Assim, embora ela seja independente em seus atos, ela é escrava de sua própria moral que ainda não se modificou. No fundo ela ainda sonha com o casamento. A mulher só se libertou na prática e não na teoria. Ela é uma pseudo-independente, que quando reflete sobre suas ações entra em colapso nervoso e cai em depressão. Ou você acha que tantos casos de depressão verificados no sexo feminino são fruto de que?
Blogueira: Então poderíamos dizer que a crise masculina e feminina têm a mesma origem, ou seja, a independência da mulher?
Ale: Sim, podemos dizer que sim. Não estou dizendo que a mulher deve continuar sendo aquele ser submisso, a serviço do marido e da família. O que tento dizer, é que, tanto os homens quanto as mulheres, devem tomar consciência, dessa independência feminina, e que essa independência implica automaticamente a construção de uma nova moral. Não podemos mais ficarmos presos àquela moral, baseada no cristianismo. Não podemos mais pensar em casamento, no máximo devemos pensar num novo casamento, podemos pensar em construir uma “nova moral”, baseada nessa “nova mulher”. O homem está em crise porque não encontra segurança em mulher alguma; e a mulher está em crise, porque na ânsia de tudo conquistar, ainda se debate com o sonho de ter uma família .Família que só era possível quando ela era um apêndice do marido.
Blogueira: E você Ale, vê alguma saída para essa crise existencial de ambos?
Ale: Não sei.. Como observamos, estamos numa época de transição de valores. Toda crise é destrutiva e construtiva. Se por uma lado, os valores morais estão sendo destruídos; ao mesmo tempo, novos valores estão em construção; e isso acontece sem muito percebermos. Se o casamento e a monogamia foram arruinados, é necessário que façamos uma reconstrução em nossas relações. Acredito, que tomando consciência disso, podemos estabelecer novas formas de nos relacionar - tanto em família como em sociedade - e assim entendermos e suportarmos mais facilmente esse novo mundo.


O Homem Moderno - Juremir Machado da Silva

Publicado no Correio do Povo de 16/06/2008, achei formidável o texto e a visão de Juremir Machado da Silva, sobre o Homem Moderno. Para quem não tem o jornal, esta aí o texto:

As comemorações de maio de 1968 acabaram. Ou quase. Dentro de dez anos, serão mais intensas. Meio século tem mais charme do que 40 anos. Mas os frutos daquele tempo estão aí e não param de chamar a atenção. Um deles, talvez o mais importante, junto com a mulher sexualmente liberada, é o homem moderno. O problema é que não surgiram, por exemplo, publicações e especialistas que tratem dessa nova categoria. Em qualquer banca de jornais, até em vilarejos, é possível encontrar revistas para mulheres modernas. E o homem moderno como fica? Abandonado. Não tem a quem recorrer. Salvo aos psicanalistas. A verdade é que ele precisa de ajuda.
A vida de um homem moderno é complexa e provoca inúmeros distúrbios nunca observados antes. O homem moderno precisa ser ético, estético, atlético e, de preferência, sexualmente épico. Acossado por tantas obrigações, acaba, muitas vezes, por ser apenas patético. O homem moderno precisa ser bem-sucedido no trabalho, bom pai, bom filho, excelente marido, grande cozinheiro, conhecedor de vinhos, capaz de fazer aquelas frases enigmáticas sobre o conteúdo de cada garrafa que abre, e ainda trocar fraldas, assar um bom churrasco, se for gaúcho, ter pegada, atitude, sensibilidade, virilidade, passar creminho, usar perfume, abrir a porta do carro, pagar a conta no restaurante, ao menos nas ocasiões especiais, dar porrada em sujeito abusado, que tente ofender a sua dama na rua, e ser charmoso e sedutor.
Tudo isso sem revista alguma para ajudar. Sem um colunista diário para dar dicas de como enfrentar o cotidiano. Sem livros de auto-ajuda. Sei que existem alguma publicações dirigidas ao público masculino, mas elas não estão à altura das dificuldades enfrentadas pelo homem moderno. Que cueca usar no primeiro encontro com uma mulher? Samba-canção ou sleep? De que cor? São detalhes extremamente importantes. Deve-se tentar ir para a cama já na primeira saída? Isso não poderá ser visto como uma atitude machista? O contrário, porém, não tenderá a ser considerado falta de pegada ou até desinteresse? O certo é tentar justamente para que não funcione e assim cada um cumpra a sua parte no ritual consistindo em não querer sempre querendo? Viram só?
É problema que não acaba mais. O homem moderno casado de longa data, então, precisa mais do que ninguém de ajuda. Questões transcendentais o assolam: é brega ou bacana convidar a mulher para comemorar o aniversário de casamento num motel? No caso de ser bacana, como escolher o motel? Apresentar logo um nome e endereço não vai provocar desconfiança? Se ela tiver uma sugestão, isso não vai detonar ciúme (como é que ela sabe?), terminando os dois emburrados na cama do casal? Dizer que um amigo, ou uma amiga, no caso dela, indicou, essa é uma boa saída? Não vai gerar comentários do tipo: 'Ah, então teus amigos freqüentam motéis?'. Ou: 'Diga-me com quem andas e te direi que motéis freqüentas'?. Claro, felizmente a vida de um homem moderno não se resume a questões sexuais.
Alguns dilemas antigos persistem: onde passar o Natal? E a virada do ano? Na casa da mãe? Na casa da sogra? O problema é que a mãe de um é sempre a sogra do outro. Mais complicado ainda: onde passar os domingos? O homem moderno deve ser superior a tudo isso, compreensivo, generoso, forte, certeiro, gentil, firme, incansável e seguro. Mais do que tudo, jamais deve roncar ou virar para o lado e dormir depois do sexo. O homem moderno, portanto, é um herói ignorado pela mídia.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Pequeno Poder.

Conscientização geral, tomada de conhecimento do ser diante da própria realidade, só assim podemos pensar em tomar o poder e projetar uma sociedade mais justa. Lindo isso, porém impossível. A política representativa, as instituições de ensino, a religião, os valores morais, enfim, tudo a nossa volta, está dominado pela economia, pela mídia, pelos detentores do capital.
Nós? Nós, por mais idealistas, socialistas, comunistas e sonhadores que possamos ser, também estamos. Estamos perdidos. Não temos mais como sonhar. Estamos condenados a viver num sistema que nos impossibilita pensar em algo verdadeiramente político, que realmente envolva a sociedade, ou melhor, que leve a sociedade em direção a esse ideal. O que nos resta? Ou melhor, algo nos resta?

Quem sabe duas alternativas. A primeira e mais cômoda é o suicídio. Nos matamos e pronto. Paramos de pensar e sofrer no mundo e pelo mundo. Abstraímos nossos sentidos diante da realidade e descansamos eternamente. Porém, ela é sem nexo. Afinal, se “nós” que nos achamos possuidores dessa “racionalidade existencial” dizemos não a própria consciência e optamos pela morte, então não valeu a pena ter alcançado tal consciência. Seria melhor ter ficado na ilusão do capital, da religião, da mídia, seria melhor não ter pensado.

Nossa segunda alternativa é modesta, porém é alguma coisa. Reconheçamos que não temos mais como mudar este “mundo perdido”, e façamos a tentativa de mudar o pequeno mundo, o micro mundo no qual estamos envolvidos. É por sabermos que não temos chance de mudar o grande mundo, que devemos deixar esse mundo de lado e nos voltarmos para o pequeno mundo. Mas o que é esse pequeno mundo?

Esse pequeno mundo é nossa vida. Nossa real existência. Existência não mais voltada a utopia de um dia mudar o todo, e sim, voltada a reconhecer que dentro desse todo existe um micro mundo, no qual exercemos poder e que podemos mudar. Temos relações de poder em todas as nossas ações, sejam elas familiares, amorosas, ambientais, comerciais, entre outras. É ali e somente ali, que podemos realizar alguma coisa. Se a política representativa bate nossa porta, apenas de dois em dois anos, tomamos conhecimento disso, e façamos valer nosso poder da melhor forma possível neste período hipócrita eleitoral. Como? Você decide. Você tem esse poder. Sabemos que só baterão nossa porta de novo daqui a dois anos, basta a nós aceitarmos isso ou não. Angustiante? Claro que sim. Mas é.

O que não podemos fazer é achar que não exercemos poder algum porque existe um poder maior. Não podemos negligenciar nossas relações e culpar esse macro poder por tudo. Tomada essa consciência sobre esse pequeno mundo e exercida nossa parte, quem sabe um dia poderemos voltar a sonhar. Quem sabe.

domingo, 15 de junho de 2008

Descamisados Campeão

Sábado, 14 de junho de 2008, final do campeonato municipal de futebol de salão na Sociedade Esportiva Planalto.
De um lado os donos da casa, a S.E.Planalto, clube com mais de 50 anos de história, papa títulos da cidade, com seus jogadores experientes e consagrados. Entre eles Capeletti, artilheiro do campeonato e um verdadeiro monstro com a bola nos pés.
Do outro lado o A.A.Descamisados. Associação que teve origem nos anos 90, montada por uma turma de festeiros da época, que marcou história conquistando tudo dentro de seus limites futebolísticos. Reestruturada ano passado e formada agora em sua grande maioria por adolescentes de 16 e 17 anos, os Descamisados do século XXI, tinha a seu favor o entrosamento e força juvenil de seus atletas. As equipes entraram em quadra com a seguinte formação. S.E.Planalto: Ovo, Paulo, Géio, Ratão e Capeletti. A.A.Descamisados: Eze, Ronaldo, Joel, Tuche e Lélio.

O Jogo

Não foi simplesmente um jogo, foi um jogaço. Um espetáculo digno das grandes finais. Ele teve todos os ingredientes que desejamos ver numa final: emoção do início ao fim; e gols, muitos gols.
Logo, no primeiro minuto de partida, Ratão abriu o placar em favor do Planalto. Um verdadeiro choque na cabeça dos chamados "piazinhos". Porém, pouco tempo depois o "piazinho Lélio " desvia o chute de Joel e empata. Géio em linda jogada, coloca o Planalto em vantagem novamente. Lélio de novo empata. Quase no fim do primeiro tempo começa a brilhar a estrela do time do Planalto. Capeletti desempata a partida e o primeiro tempo termina em 3 a 2 para o Planalto.
As equipes voltam para o segundo tempo, e Lélio, o baixinho endiabrado empata. Capeletti, goleador do campeonato coloca o Planalto na frente. O jogo se torna eletrizante. Lenon com a predestinada camisa número 16 entra em quadra e iguala o placar , 4 a 4. Ronaldo num chute do meio da quadra vira pela primeira vez em favor dos Descamisados. Mas o Planalto tem Capeletti, que empata de novo. Afonso, de falta, coloca os "grandes pequenos" em vantagem. No entanto Capeletti faz mais um, aumenta ainda mais sua artilharia, empata a partida, e leva o jogo para a prorrogação, 6 a 6.
Na prorrogação, Lélio faz mais dois. Pela primeira vez uma equipe abre dois gols de vantagem na partida e faz a torcida dos "sem camisa" soltar o grito de É CAMPEÃO. Mas, porém, não obstante, apesar disso....o Planalto tem Capeletti.
Faltando um minuto para o fim, ele diminui para 8 a 7; e quando o juiz se prepara para apitar o fim da partida...Capeletti empata. O ginásio não crê no que vê, a torcida dos Descamisados embora não queira, sente que tudo parece conspirar contra o time. O título que estava na mão da A.A.Descamisados será decidido nos pênaltis.
Quem abre a série de 5 cobranças é Capeletti, craque do Planalto, que, por ironia do destino, cobra mal e Eze defende. Ronaldo pode abrir a vantagem, mas isola a bola. Os batedores se alternam, convertendo as cobranças. O jogo está empatado em 3 a 3 na penalidades.
Última cobrança para o Planalto, o experiente Perin se prepara, corre para a bola e coloca a "pequena redonda" rente ao poste, mas para fora. Tudo está nos pés de Tuche, que cobra, converte, e põe números finais na partida, 4 a 3 nas penalidades.
A Associação Atlética Descamisados é Campeã Municipal de FUTSAL pela primeira vez no novo milênio. Uma final histórica, decidida nos mínimos de detalhes e que encheu os olhos daqueles que gostam de ver um futebol de qualidade.

Os jogadores que levaram a A.A.Descamisados a conquistar de forma invicta o campeonato foram: Ezequiel Vanzin (Eze), Alexandro Tomazi, Ronaldo Bazzoti, Douglas Agnoleto, Douglas Pereira, Matheus De Conto ( Lélio), Eduardo Gadenz, Joel Sartor, Mateus Brandão (Tuche), Afonso Danielli, Ruan Crema, Lenon Curti. Técnico: Lauro Curti (Mugica) Preparador Físico: Jardel Zanella.

Parabéns a todos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados.


Não sei direito definir o namoro. Ele é composto por várias fases.
Não considero namoro aquela convivência triste, melancólica, onde predomina o diálogo possessivo e a cobrança. Isso, na verdade, é o fim do namoro.
No começo do namoro, os namorados se descobrem, se paqueram, se mostram as melhores pessoas do mundo afim de conquistar a pessoa amada. Pode ser esse o primeiro grande erro dos namorados: querer conquistar.
Conquistar significa possuir algo, e quando as pessoas se acham possuidoras do outro, o namoro acaba. A singularidade, a particularidade de cada um termina, e os agora já iludidos namorados, se acham capazes de serem um só. Esse é o segundo grande erro dos namorados: querer ser um só.
Nesta fase que denomino como "começo do fim namorístico", existe uma notável mudança de diálogo entre os pombos apaixonados. Perguntas que antes eram feitas como: "Onde você vai amor?" passam a ser: "Porque você vai?" ou "o que você vai fazer lá"? Esse "porque" ou "o que", pede explicações, justificativas, clama por respostas, faz com que o ser se sinta cobrado, acuado, tendo que dar explicações sobre algo que nem ele mesmo sabe.
O namoro para ser namoro, não deveria se tornar namoro. Complicado? Calma, eu explico.
Quando os pretendentes a namorados, dizem: "estamos namorando", o que na verdade querem dizer é: "somos um do outro e de mais ninguém".
O namoro para ser namoro, deveria ser um grande jogo infinito, em que cada um, por mais que tente conquistar o outro, jamais vê isso como possível.
É um grande paradoxo, uma contradição terrível, mas para o namoro ser eternamente um namoro, deveríamos sempre manter um mistério e não sermos sinceros com o outro.
Não me compreendam mal e achem que estou fazendo apologia a traição. O que estou querendo dizer é que ambos devem manter o outro com medo de perder. Esse medo, essa preocupação com a perda, é o que mantém a chama da conquista acesa, e faz com que os namorados se mantenham eternos apaixonados. Entenderam?
Feliz dia dos namorados e uma ótima quinta - feira a todos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Podolski é excomungado por gols contra a Polônia

Os dois gols na vitória da Alemanha sobre a Polônia, no domingo, pela primeira rodada do Grupo B da Eurocopa, ainda rendem problemas para o atacante Podolski. Desta vez, o jogador, que nasceu na Polônia, foi excomungado pelo partido ultracatólico LPR.

Segundo o jornal português "Record", Podolski e Klose, que também tem nacionalidade polonesa, revoltaram os membros do partido por defenderem a seleção alemã e tiveram seus direitos católicos retirados.

Antes, o jovem atacante havia sido criticado pelo ex-vice-ministro polonês Miroslaw Orzechowski, que pediu a retirada da cidadania das pessoas que defendem outros países

*Será que a traição futebolística consta no direito canônico?

Obs: E saber, que há um tempo atrás, alguns sujeitos que pensaram em ser livres da Igreja, pediram a excomunhão diretamente ao bispo e ele não concedeu.Vou avisá-los para fazer um jogo contra a CNBB...uhahahahaha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Amor Uterino


Semana passada, abordei aqui no Blog, que a angústia faz parte da condição humana. É ela que nos move, que nos faz viver, que nos causa tanto o sofrer, como também o prazer. Porém, por mais que isso seja uma máxima, um conceito universal que pode ser estendido a todos humanos, ainda falta sabermos o que provoca essa angústia existencial.
Embora saiba que dificilmente poderemos afirmar algo absoluto sobre a origem da angústia, um leitor do blog e grande amigo meu, me falou o seguinte: "Ale, apenas somos seres completos, sem angústia, quando estamos no útero de nossa mãe. Lá somos amados incondicionalmente durante 9 meses, e depois somos jogados para fora. Triste né? Não é angustiante?. Está aí a origem da angústia". argumentou ele.
Gostei do argumento. Ele me fez pensar, me deixou inquieto, angustiado, feliz também. Me fez pensar no egoísmo, na angústia, no apego materno. Através desse pensamento, essas três últimas questões, até então por mim não resolvidas, ficaram mais claras, mais nítidas. Afinal, se no útero temos tudo a nosso favor, é natural que ao sermos lançados ao mundo, nos sintamos sós, angustiados e querendo tudo para si. Também é natural - sem menosprezar o amor paterno - que nos momentos de aflição chamamos primeiro pela mãe, para só depois lembrarmos do pai. Dessa forma, não é espantoso que aprendemos primeiro a falar "mama", para depois falar "papa". O pai serviria apenas como um ser procriador, e nesse ponto, podemos também justificar, a obsessão sexual masculina, em querer estar sempre procriando as mais variadas fêmeas. Biologicamente, enquanto a mãe está oferecendo todo seu amor ao feto, o pai está pronto e querendo a todo momento fazer germinar sua semente pelo mundo. Tudo muito lógico, embora imoral para nossa sociedade.
Voltando a angústia natural, me parece óbvio, que quanto mais desligados da mãe ficamos, mais angustiados nos sentimos, sendo que essa angústia tende sempre a aumentar, se acaso não encontrarmos como substituir o amor incondicional proporcionado pela mãe.
E vocês. O que acham?
Abraço a todos e uma ótima quinta-feira.