segunda-feira, 14 de abril de 2008

The Doors...The Doors...The Doors..

Pois bem, já coloquei logo ali na postagem abaixo que meu fim de semana foi maravilhoso.Agora vou compartilhar aqui o porquê de tamanha euforia.
Sexta não nego, estava preocupado, tinha gasto quase 200 reais para ver um show histórico e não tinha como eternizar. Faltava uma câmera...mas conseguimos uma...hehe. Antes de mais nada muito obrigado a esse anjo que possibilitou eternizarmos tal momento.
Problema resolvido, partimos sexta as 17 hrs e 15 min para Chapecó-SC, afim de no sábado embarcar rumo a POA.
Na sexta, embora a chuva, não saí de casa e também não durmi....a tempestade que caía me fazia lembrar "Riders on the Storm". Um bom presságio.
No sábado embarcamos no micro às 8hrs e 30 min e saímos de Chapecó as 9hrs e 09 min. Saímos e logo paramos.
Local: supermercado
Motivo: era necessário comprar ceva.
Cerveja comprada, iniciamos a viagem. Bebemos...viajamos. Viajando e bebendo...oooo beleza.
Paramos em Soledade para almoçar...mas dormir que é bom...nada ainda. Em Soledade...estamos nós fazendo a sagrada refeição, ansiosos em assistir o The Doors, quando nos damos de cara com o "Nenhum de Nós" . Eu já meio encachaçado, fui logo interromper o almoço dos caras. Eles iam para Barão de Cotegipe e nós para o The Doors. Neste momento acreditem...me senti superior a eles...e com razão né?
Depois de um bla bla bla e a foto característica, seguimos viagem. Agora sim...dormir um pouco faz bem. Dormi das 13 hrs às 16 hrs. Chegamos em POA pouco mais das 16 hrs e como o local do show era em frente ao Aeroporto aproveitamos para dar uma passadinha lá.
Credo...que coisa...lá só tem gente chique...hehe. Mas também me senti superior a eles, afinal também iria viajar e ir às alturas quando o som começasse a entrar em meus preciosos ouvidos.
Após mais umas latas de ceva, nossa preocupação estava se conseguiríamos entrar com a câmera. E é lógico...que conseguimos.
Entramos aproximadamente às 21 hrs.
Mais um pouco de espera e...Carmina Burana soa dentro do Pepsi on the Stage, a realidade naquele momento funde-se com a imaginação. Um sonho estava sendo realizado.
Logo depois entram os monstros da música psicodélica e tocam "Love me two times...após isso não tenho mais palavras para expressar o que senti...tocaram de tudo. Um intervalo e voltam com "Riders on the Storm"...mais um intervalo e voltam para encerrar com "Light my Fire".
Um show incrível, onde as palavras não são mais suficientes para dar significado ao que aconteceu. Basta dizer muito obrigado e agradecer a todos que proporcionaram este magnífico momento. Ao Tonho principalmente que organizou o micro, ao pai e mãe que sempre nos apóiam e ao anjo da câmera, em possibilitar hoje podermos recordar esse sábado incrível e diria inacreditável, se não fosse as fotos.
Um abração e uma ótima semana a todos.
Obs: As fotos vão estar no orkut...hehe

Feliz Aniversário Ale

Alguns dirão: "é um aviso". Outros simplesmente: "coincidência". Terão ainda aqueles que argumentarão dizendo: "é o destino". Eu definiria como um presente por aquilo que sempre busquei que foi a felicidade. A felicidade pura. Felicidade sem medo, sem pudor, sem moral, tudo em sintonia perfeita.
A feliz coincidência se dá pelo fato de toda essa felicidade ter vindo ocorrer pouco antes de eu completar meus 29 anos. Hoje estou fazendo aniversário e como num grande carnaval, a comemoração aconteceu anteriormente ao verdadeiro dia de se comemorar. Hoje estou assim: exausto por tamanha festa pré-níver.
Foi um fim de semana maravilhoso, daqueles ansiosamente aguardados, mas muito pouco planejado, o que dá uma sensação maior de felicidade. Planejado mesmo, tinha, que neste fim de semana deveria estar em POA para assistir ao show do "The Doors". E aí está outra grande coincidência: aquilo que idealizei durante mais de um mês, foi fundido neste fim de semana com a realidade. Idealizacão e realidade uniram-se para no fim de semana de aniversário gritarem juntas: "Feliz Aniversário Ale". E a mim simplesmente restar dizer: "Muito Obrigado".


quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Mundo e as Fadas 2


Ontem escrevi sobre o mundo real e o mundo que sonhamos ter. Um mundo de sonhos, que nos leva inevitavelmente a cairmos por terra e nos decepcionarmos, pois tal mundo perfeito não existe. Porém, uma leitora do blog, em nosso diálogo diário, me acusou de estar tirando das pessoas a possibilidade de sonhar, a possibilidade de ao menos lutar pelos seus sonhos, pelo príncipe encantado e pelos mais variados objetivos de vida. Assim, para evitar ser incompreendido, decidi explicar melhor minha idéia.
Quero esclarecer, que não quero acabar com os sonhos das pessoas, afinal, são os sonhos que movem nossa existência, são eles que impulsionam nossa vontade de viver, de conquistar.
O que observo, e o que me levou a escrever sobre o perigo dos sonhos frustrados, é o fato de presenciar cada vez mais casos de depressão na sociedade e principalmente entre os jovens. Fico pensando nos motivos para tantos casos, e todos me levam a crer que são por razões amorosas, pela beleza inatingível vendida pela mídia, além de também me parecer que a tristeza não existe mais e se acordamos um dia tristes, já acreditamos estar em depressão. Parece que não conseguimos mais lidar com a nossa própria natureza, não aceitamos mais a tristeza como natural e a encaramos como uma doença.
Assim, o que queria e quero que vocês entendam, é que nosso mundo é feito mais de tristezas que felicidades. Que felicidades são momentos e a nossa vida é feita de sonhos, de projetos, mas que não devemos achar que a frustração desses projetos seja algo anormal. Quero que entendam que estamos mais sujeitos aos fracassos que ao sucesso, que nosso mundo não é isso que nos vendem ser, e que devemos sim sonhar, mas sonhar com os pés no chão, conscientes que acertos e erros, alcances e quedas são normais em nossa vida.
Façam isso, e com certeza serão realmente felizes na alegria, e bem menos tristes nas tristezas.
Digam não a ilusão dos "faixa preta"; e digam sim a vida encarando-a como ela realmente é.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Isso sim preocupa...hehe

Aquecimento global aumentará o preço da cerveja, diz estudo


da Efe, em Sydney

O preço da cerveja aumentará nas próximas décadas porque a mudança climática prejudicará a produção de cevada, ingrediente essencial dessa bebida, segundo um estudo de um cientista da Nova Zelândia.

Jim Salinger, especialista meio ambiental do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, assinala no relatório divulgado nesta terça-feira que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do citado cereal na Oceania.

As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitações, por isso nelas se semeará menos cevada.

Salinger, que centrou sua investigação na Oceania, disse que essa circunstância levará a uma redução drástica da produção de cerveja nos próximos 30 anos.

"Nesse caso, os pubs terão de deixar de servir cerveja ou ela será muito mais cara", explicou o cientista, que especulou que a situação obrigará a indústria a buscar formas alternativas de obter a bebida.

A cevada é um dos ingredientes base da cerveja junto à água e ao lúpulo, responsável por seu sabor amargo após o processo de fermentação.

Obs: e não é mentira...confiram aí: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u390002.shtml

O Mundo e as Fadas


Quando Platão escreveu a alegoria da caverna, quis mostrar a diferença entre a idéia perfeita que temos em mente da realidade imperfeita que vivemos.
Escrevo isso, para tentar abrir os olhos daqueles que sofrem enormemente por amor.
Por que sofremos tanto por aquilo que chamamos de amor?Por que sofremos tanto nas nossas relações?
Eis a resposta. Simples, clara e objetiva.
Sofremos por vivermos no mundo das idéias, na idealização, na idéia de que a perfeição é possível. Não nos damos conta que o mundo é uma merda mesmo, que amor, fidelidade, alma gêmea e todas esse conto de fadas não existe.
Ficamos sonhando e muitas vezes achamos encontrar essa "nossa alma gêmea". Depositamos toda nossa esperança nessa pessoa, construímos sonhos juntos, alimentamos nossa fantasia com tudo o que há de possível, dizemos e mentimos a nós mesmos: "agora dá"... "é ela"..."combinamos em tudo"...e de repente...ela nos decepciona, mostra-se cruel, egoísta, insensível.
Tudo vem por água abaixo, caímos em desespero. Nos perguntamos: "onde foi que eu errei?".
Eu mesmo respondo: "não erramos em nossos atos, erramos na idealização sobre aquilo que sonhávamos ser possível, erramos em sonhar com o mundo das fadas, erramos em querer viver aquilo que o mundo não nos possibilita, erramos em querer viver a perfeição, num mundo imperfeito."
Um conselho? Parem de sonhar e quando se decepcionarem, sofrerão bem menos. É isso, simplesmente vivam o mundo real e não o conto de fadas que habita a mente de vocês.
Abraço e ótima terça-feira.

terça-feira, 1 de abril de 2008

E Deus e o Anjos vieram


Dizem que Paulo, aquele mesmo da Bíblia, após anos perseguindo cristãos, se converteu ao Cristianismo depois de ter tido algumas visões divinais. Abraão, bem antes de Paulo, teve sonhos, e através deles recebeu a Terra Sagrada de nosso Deus. Por fim, as religiões em sua maioria foram originadas por meio de sonhos e delírios.
Nunca dei muita credibilidade a isso. Mas, sempre há um porém, um embora, um apesar de. E o meu dia chegou. Ou melhor minha noite chegou.
Essa noite apareceu à minha pessoa aquilo que esperei a vida inteira. Aquilo que faltava e que sempre pedi para que viesse a mim revelar. Algo que aparece a poucos, e diria eu sem falta modéstia, somente aos iluminados.
Deus e vários anjos adentraram em meu recinto. Me acordaram, pediram que eu os ouvisse. Num primeiro momento não acreditei. Depois fui me convencendo. Os anjos nada falavam, apenas tocavam sons divinais e cantavam aquelas músicas que deixaram meus ouvidos entorpecidos com tamanha ternura.
Eu permaneci calado, perplexo, inebriado diante da situação. Só fui ouvidos para seu divino pedido, e foi então, quando os anjos diminuíram os sons de suas harpas, seus claríns e suas liras que ele falou:
"Alexsander, você que sempre duvidou da minha existência carnal, você que por tantas vezes disse que eu não passava de uma mentira. Eis que estou aqui em carne e osso para lhe provar minha eterna existência". Neste momento disse a ele que não duvidava de mais nada e fui a cozinha pegar uma jarra de água. Pedi a ele que transformasse a água em cerveja...ele transformou...falei para continuar...
"Pois bem, já que não duvidas mais de mim e tanto duvidou durante sua falsa vida, nada mais justo que agora vire meu servo e pregador do que te disser". Eu apenas concordei com a cabeça. Ele prosseguiu:
"Quero que vá pelos 4 cantos do mundo e pregue a verdade, diga que recebeu minha visita e que o mundo está em boas mãos (no caso do sistema capitalista). Diga, que como vocês infelizes terráqueos nascem com o pecado original, não tem como dele se livrar, e assim nada mais normal que sejam desiguais e que paguem o dízimo pela passagem ao meu céu. Diga ao mundo que nada de bom deverão esperar aqui, e essa história de células tronco é a maior mentira da história dos homens. Diga que os únicos criadores fui eu, criador de humanos e de tudo que existe; e o Bill Gates, criador do Windows e de tudo na web. Nunca ninguém conseguirá alienar e manter sob domínio tanta gente, quanto nós dois. Enfim diga que Marx e aquele seu ideal comunista são a encarnação de Lúcifer e de seus planos diabólicos; e que Jesus Cristo realmente é meu filho, e nasceu da Virgem Maria. Isso é verdade, mesmo que a ciência prove o contrário. Por fim, quero que diga que tudo que é vermelho é do inferno e tudo que for azul é do céu, então peço que troque de time e pregue que o único imortal é o tricolor da azenha". Neste momento quase morri, era o fim...gritei bem alto...nãooooooooooooooooooooooooooooooooooo...
Acordei...olhei para o calendário...era primeiro de abril....ufa.

domingo, 30 de março de 2008

Ao Anjinho.


Sempre que tenho que falar algo sobre a morte, principalmente quando essa é posta realmente diante de mim, sinto grande dificuldade de me expressar.
Um cristão católico se conforta dizendo: "não se preocupem, ele foi para uma melhor", um cristão protestante falará: "agora ele deverá aguardar Cristo voltar e escolher o seu novo povo", já um espírita dirá: "sua alma voltará ou entrará no reino da luz". Mas para mim, que não crê em nada disso, e sabe que a morte nada mais é que o fim de um cilclo consciente, se confortar diante dela é fácil, embora muito difícil seja confortar aquele que sofre ao lado.
Imagine quão ruim é, ter que confortar alguém dizendo: "Não se preocupe ele não existe mais, nunca mais o veremos e o que fica é a sua história". Difícil não é?
Mas a morte é isso. Ela é o fim de todos prazeres e sofrimentos que temos em vida.
E a eternidade? Bem, a eternidade nada mais é do que a história que aqui criamos, e que fica, mesmo depois que morremos. Essa história permanece a fim de lembrarmos o quanto aquele ser era importante para nós.
Hoje perdi mais um amigo nessa existência, o primeiro a se suicidar - os outros morreram acidentalmente - , mas o Anjinho como o chamávamos, se suicidou.
Não vou lamentar sua morte, afinal, ele sempre construiu sua existência de uma maneira autêntica, sem se importar com os outros, sugando o máximo da vida sem medo do que esse excesso de vida pudesse lhe ocasionar. Então nada mais justo e natural que ele mesmo definisse o destino dela. Ele dentro dos amigos que se foram, novamente foi original.
A única certeza que tenho? Ele viveu intensamente, e a mim basta guardar na memória tudo aquilo que vivenciamos juntos.
" Parabéns Cristiano "Anjinho" Marmentini, você realmente viveu". Viveu sem se importar com a sociedade, com seus amores, com sua família. Quem sabe seja essa "não importância" sobre tudo o que o rodeava, que o levou a tomar tal decisão. Porém, se foi isso que o levou a morte, isso é o de menos, " não dá nada" , como você mesmo dizia.
Um abraço eterno do Ale....sendo que aos familiares e amigos a única coisa que posso dizer é:" guardem na memória tudo o que ele viveu, e tenham forças para superar tal momento de perda".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Espaço Aberto

Hoje aqui no Espaço Aberto, este espaço destinado aos colaboradores do Blog do Ale, vão duas poesias, uma do Rodrigo e outra da Monique. Apreciem.

Oremos...

A vocês massas,
multidões,
nádegas de nada
Que não refletem,
pensam com a cabeça dos outros.
Que andam aos bandos,
que se divertem com
barulhos de peidos,
bebidinhas em potreiros
com luzes de pisca-pisca,
com sorrisos
de nausêa...
A vocês que tornaram o
mundo seu espelho,
ou seja, uma merda!

Cheios com seus empreguinhos fétidos,
com suas morais dogmáticas,
com suas palavras de auto-ajuda,
com seus ideais de liberdade individual...

FODAM-SE
FODAM-SE
Deixem-me em minha paz inquieta,
eu sou muito para vocês porque nunca farei parte disso!

Enquanto vocês me derem nojo
eu sei que sou eu mesmo.

Rodrigo Adriano Machado



Você me fez Feliz?

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Eu não sou feliz...

Monique Cescon

terça-feira, 25 de março de 2008

Invistam na Igreja que ela investe....em..."pasmem".



A denúncia saiu na TV de Espanha. O arcebispado de Madrid, presidido por Rouco Varela e o de Burgos, com Mgr. Francisco Gil, têm investido nos últimos anos na Bolsa o dinheiro da igreja. Dentre as várias empresas escolhidas para fazer frutificar o dinheiro da instituição figuram algumas, como o laboratório farmacêutico Pfizer. Se trata de una multinacional que produz o Viagra e um contraceptivo muito difundidos no mundo.

Se trata do Depo-Provera, um contraceptivo que se administra no braço a cada três meses. Ele é usado por aproximadamente 30 milhões de mulheres no mundo. Pfizer fabrica também outros anticoncepcionais.

A igreja católica é contra o uso de esses medicamentos para prevenir a gravidez e também é contra as camisinhas, mas aplica seu dinheiro neste lucrativo negócio e também em fábricas de bebidas.

Tem que rir para não chorar...uhahahaha

Fonte Cristina Civale - Canal 4 - Espanha

domingo, 23 de março de 2008

Mulheres sem sentido


Volta e meia me bate uma vontade enorme de deixar a vida, em outras palavras de me suicidar. Isso me vem a cabeça, principalmente quando noto que o mundo está cada vez mais sem sentido. Não no sentido das injustiças mundanas que observamos, mas no sentido humano. Essa minha angústia de hoje, é resultado de uma festa ontem.
Imaginem a festa. Duas mil pessoas, três ambientes, pessoas lindas. Tudo perfeito para acontecerem trocas e para a felicidade ali reinar. Trocas verbais, salivares, o ambiente era propício para isso. O que observei? Nada disso.
Por um momento pensei: deve ser um problema meu. Sou feio e minha aparência assusta. Fui no banheiro, me olhei no espelho, olhei para os outros machos, e cheguei a conclusão que não. Não estava feio e mesmo que estivese, deveria encontrar alguém para ao menos conversar. Voltei para a festa, novas tentativas de aproximação e nada. Voltei a observar. Vi que não era só comigo, era com todos. A festa poderia ser descrita dessa maneira: várias mulheres lindas, algumas dançando, e muitos homens tentando aproximação. A cada passo avante masculino, um recuo de passo feminino. Incrível, inacreditável.
Já cansado das tentativas, fiquei pensando...O que fazem ali? Não conversam, não beijam e dançam muito pouco. O que querem ali? Para que vão as festas? Algumas dirão: para se divertir. Mas que diversão é essa que não possibilita o mínimo contato? Onde mal mexem o quadril e olham mais para a roupa da outra do que para o macho que ali está a tentar um contato?
Cheguei a seguinte conclusão: elas estão ali para se exibir e aumentar o ego. Com a exibição atraem o macho que logo depois é expulso sem dó nem piedade como que dizendo: " Muito obrigado por dizer que sou atraente, seu imbecil". E assim fazem sucessivamente. Quanto mais foras dão, mais vão para casa triunfantes.
Para nós homens, já cansados de abordar e nada conseguir uma única saída resta: beber e observar tamanha decadência e perda de sentido por parte de nossas mulheres. Deve haver alguma exceção, mas deve estar bem escondida. Para as ofendidas com minhas palavras e meu desabafo, uma dica: me provem o contrário...
Abraço e até a próxima.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Feliz Páscoa


Tenho uma característica que é considerada pela ampla maioria uma qualidade: sou sincero. E essa sinceridade torna-se paradoxalmente um defeito. Incrível não é? Mas é.
Acredito que já perdi muita coisa por ela e adquiri vários preconceitos pela mesma.
No amor, depois de quebrar a cara aprendi: não se pode ser sincero. Se formos totalmente sinceros no amor, nosso parceiro(a) nos descobrirá totalmente, e assim, o mistério que move a conquista terminará. Então se quiser que seu relacionamento dê certo: minta, ou melhor não seja sincero, mantenha o mistério na relação. Ela é movida por isso.
Na política então...se formos sinceros...minha nossa... seremos chamados de mentirosos, afinal, não existe esse adjetivo na nossa política. Assim a melhor maneira de sermos sinceros politicamente, é paradoxalmente sermos mentirosos. A prova disso é que mesmo sabendo que os políticos nos mentem, ainda continuamos votando neles. Não esquecendo..que esse ano temos eleições e, portanto, vá aos comícios, converse com os candidatos e vote...no mais mentiroso.
Temos ainda outras questões como o comércio, que não passa de um jogo de mentiras, onde o mais mentiroso é o que mais enriquece; e a mídia, onde se formos querer sinceridade...vix... desligamos a TV, rasgamos o jornal e quebramos o rádio.
Bem...ainda temos a religião...minha santa natureza...a religião...Vocês já imaginaram se formos sinceros com nós mesmos no quesito religião?
Meu Deus do céu...escreveria uma "Bíblia" se fosse mostrar todas mentiras e contradições existentes nela. Mas como estamos na véspera da Páscoa...vou lhes deixar uma questão para ser explicada: Jesus morre na sexta, e ressuscita 3 dias depois certo? (Se não é isso me mentiram a vida inteira...)
Assim: de sexta para sábado, um dia; de sábado para domingo, dois dias; e de domingo para segunda, três dias. Pera aí, ele não ressuscitou no domingo? Aff...até Deus me mentiu. Viva a mentira e saudamos toda e qualquer enganação. Feliz Páscoa.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Escolhas, mudanças...possibilidades.


Já abordei neste espaço, que nossa vida é construída na maioria das vezes por pequenas escolhas. Nosso dia a dia nos demonstra isso, eu por exemplo, domingo passado, escolhi fazer um retorno com meu carro e..."pá"...bati ele. Aquela pequena escolha determinou uma mudança no meu domingo, tive que deixar do que estava fazendo para resolver os problemas que me originaram aquela minha pequena escolha...
Por outro lado, algumas vezes somos surpreendidos em termos de fazer uma grande escolha. Uma escolha que temos consciência que vai mudar drasticamente nossa vida. Pode ser uma escolha profissional ao sair do colégio, e ter que optar por um curso na universidade. Uma escolha por morar junto com nosso amor ou até mesmo uma escolha pela ruptura com esse grande amor.
Essa grande escolha pode ter de acontecer porque o emprego sonhado apareceu do outro lado do mundo, embora ao mesmo tempo, saibamos que essa mudança acarretará no fim de muitos outros projetos construídos no presente. Amigos do nosso dia a dia se tornarão amigos distantes , e pessoas com que nunca sonhávamos farão parte do nosso dia a dia e poderão se tornar grandes amigos.
Tudo isso, nos deixa apreensivos, ansiosos, sem saber realmente o que fazer.
Analisar e optar por aquilo que achamos o mais cômodo? Pode ser uma alternativa. Embora seja uma escolha sem muita expectativa, sem luta. Optar pelo desconhecido? Isso é angustiante, embora a cada descoberta nos sintamos criadores de algo novo, criadores de nosso destino.
Enfim, o que devemos fazer, depende em última instância, apenas de nós mesmos. Sendo que o mais importante é simplesmente tomar consciência da existência e tentar caminhar com as próprias pernas. Acho que é isso, façam suas escolhas, criem e sintam-se donos de si mesmos.
Abraço e um ótimo fim de semana a todos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Essa Noite...Rezei


Essa noite rezei. Sim sim, isso mesmo, rezei. Não sei exatamente para quem rezei, se foi para Deus, Alá, Buda, Vishna, Brahma ou qualquer outro Ser Supremo que temos por aí. Só sei que rezei, ou melhor, desejei do fundo do meu coração, da minha consciência, que hoje, os cultos Ministros do Supremo Tribunal Federal, votem a favor da liberação da pesquisa com células - tronco.

Rezei, pelas milhares de pessoas, que aguardam ansiosamente por essas pesquisas e que perderam a dignidade de serem seres humanos, que perderam a vontade de viver, e que vêem nas mesmas pesquisas uma real esperança de voltar a vida. Rezei pelo Estado Brasileiro, que embora dito “Laico”, ainda tem estampada em suas cédulas o dizer: “Deus Seja Louvado”.

Rezei para que todos aqueles cristãos que dizem ter amor ao próximo, realmente tenham amor ao próximo, e não amor àquilo que não vêem e nem sabem o que é: no caso, um embrião.

Rezei pela razão, pela racionalidade, e quando pensei que Deus pudesse ser tão cruel, ao ponto de não iluminar a cabeça de nossos ministros, e deixar que vetem tais pesquisas; usei sua própria crueldade, para orar, e pedir que castigasse todos aqueles que são contra essas pesquisas com as maiores desgraças existentes, desgraças possíveis de serem solucionadas com a pesquisa embrionária. Essa noite...rezei.

terça-feira, 4 de março de 2008

A Garotinha do Sistema

Hoje vai para vocês, um texto, um conto, uma história (isso é o que menos importa), que um amigo escreveu, e que, com sua permissão será aqui compartilhado. O texto contém palavras fortes, então, se você não se sentir capaz de ler algo relativamente amoral, pare de ler por aqui. Uma boa leitura e uma ótima terça-feira a todos vocês.

A Garotinha do Sistema


Uma garota sentada no sofá.
Tarde de domingo, diz:
_Preciso de pessoas idiotas!...não suporto mais intelectuais, artistas ou poetas!
É muito para minha cabeça estúpida.

Todo cosmos treme.
Seu desejo foi atendido!
O gênio da televisão à atendeu...
Agora ela será feliz...agora ela será feliz.

Nada do que eles disserem vai lhe escapar, ora, tudo que seus novos amigos disseram ela já sabe!
Não entrará mais na conturbada crise de valores - O assunto nunca chega a tanto!

Fica fácil de compreender, há apenas a verdade do senso comum; a linguagem é arcaica...
A vida é maravilhosa.

Com flores, com mel, com abelhas...
Deus...

Um outro mundo!
Agora ela acredita sentir.
Mas sente o mesmo que toda multidão...

Bem, ela não se incomoda com isso mais! O cara mais desejado é o que tem carro, dinheiro, roupa de marca (marcado como o gado no campo), corpo estético de academia...daquele jeito, cheio de músculos e uma cabeça oca.

A melhor amiga, é a que apresenta os "caras", empresta as roupas, e ouve quando conta-lhe como sua vagina ficou úmida. Fora quando inventa transas extra-ordinárias...

Cada fim de semana, uma balada diferente...
Meramente passa por sua cabeça que são todas a mesma bosta!...
Ela ignora, evita pensar...e os desejos, ainda os mesmos da multidão.

Agora uma vida feliz, toda moderna, "SÓ NA BOA"...

E os intelectuais, artistas e poetas, sentem vergonha de um dia tê-la conhecido, e ela, sente falta deles, enquanto sai do motel com um belo ardume no ânus...

E de longe...eu observo... todos estes tipos de decadência.

Rodrigo Adriano Machado

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O que você está sentindo?

Vocês já perceberam que no nosso dia a dia, disfarçamos nos preocupar com os outros com a típica pergunta: Tudo bem? Como vai? e perguntas do gênero?
Essas perguntas são feitas de uma forma geral a todo mundo que encontramos, e todos ou quase todos, embora não bem nos respondem: tudo bem, tudo jóia, tudo tranquilo...e assim por diante. É difícil de alguém dizer: estou mal, péssimo. Será que realmente todos estamos bem? Ou seria o contrário?
Na verdade existe em ambos um disfarce. Quem pergunta não está interessado em saber se o outro está bem ou mal, e quem responde, também não está interessado em responder a verdade. Experimentem, após o "tudo bem" respondido, seguir com a seguinte pergunta: e porque está bem? Com certeza ele ficará sem saber responder. Uma provável resposta é "porque sim", e o diálogo termina logo ali.
E porque isso acontece? Porque será que não queremos nem ouvir, nem falar dos problemas de nossas vidas?
Será um problema de confiança no próximo? Ou é porque não conseguimos mais parar para dialogar?
Será pelo fato de não conseguirmos mais viver o presente? Ou é porque permanecemos permanentemente olhando para o futuro, futuro promissor que nunca chega?
Será porque somos "parafusinhos ordenados", cumprindo um planejamento vindo de nossos manipuladores, que nos ordenam tarefas a serem cumpridas em determinado tempo, tornando-nos malucos ansiosos? Ou é porque realmente não somos feitos para dialogar e sim para cumprir?
Não sei por que isso acontece, mas experimentem substituir o "tudo bem", pelo "o que está sentindo" e sintam o espanto diante desse novo questionar.
Um abraço e uma ótima quarta-feira a todos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A amizade é um amor com "S"

Porque os mais belos poemas falam de amor?
Porque falar de amizade não poderia ser mais belo que falar de amor?
Quando perdemos um amor que consideramos verdadeiro, sofremos muito, refletimos mais ainda, talvez pela vida toda. Muitas vezes nem mesmo outro amor, que insistimos em encontrar em alguma esquina, ocupa o espaço vazio que ali ficou, aquele pequeno orifício que teimamos em dizer que não existe, mas, que aumenta aos poucos toda vez que tentamos nos enganar.
Porém, quando perdemos um amigo e tentamos recuperá-lo, também sofremos, também refletimos, mas se fracassamos nessa tentativa, veremos então, que essa pessoa não era um verdadeiro amigo, e por incrível que pareça, nosso coração entende.
Quando perdemos "este amigo", ao olharmos ao nosso redor e também em nossas costas, estarão pessoas, muitas pessoas. Pessoas que até então, eram consideradas somente pessoas para você. Algumas dessas pessoas lhe oferecerão a mão, e um dia, quem sabe, poderão se tornar pessoas a quem poderemos confiar todos nossos sonhos e segredos. Pessoas que poderão ocupar um lugar especial em nossa vida. Pessoas que podem ter o poder de fechar o vazio que o amor deixou. Porque o amor é singular, e a amizade é plural, e tenta nos mostrar os diversos caminhos para a tão sonhada "felicidade terrena".


Monique Cescon

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Aprendendo a como não dar uma aula.


A raiva, a angústia, o sofrimento de nada fazer diante do ridículo me fazem bem. É essa raiva e essa angústia que me deixam atônitos, com vontade de acabar com tudo. Esses sentimentos, que num primeiro momento, gostaria de jamais sentir, são os que alimentam a minha escrita, e tudo ou quase tudo o que me disponho a escrever. É ela, a escrita, que funciona para mim como uma arma, onde posso disparar contra o ridículo escancarado e incrivelmente aceito. Não, não se preocupem, os religiosos de plantão, muito menos os publicitários e agentes propagandistas da mídia alienadora, minha crítica hoje, não vai para vocês. Minha crítica, e toda minha raiva contida, e aqui desabafada, vai para os educadores, para aqueles que dizem querer libertar, despertar e construir o conhecimento nos alunos.
Ontem tive aula de didática. A princípio, deveríamos aprender a como ministrar nossas aulas, quando formos educadores. Ontem, adquiri um grande aprendizado: aprendi como não devo ministrar minhas aulas.
O ambiente "sala de aula" por si só é ridículo. É impossível, dar aula a cinquenta alunos. Colocar cinquenta alunos numa sala de aula e querer que eles aprendam, não é educação, é arrecadação. Mas o que me causou riso e raiva foi a justificativa da matéria. A justificativa, é o porquê aquela matéria existe, enfim, porquê temos que estar ali. Vejamos. Diz lá: "devemos tornar vivo o exercício da democracia, da pluralidade, do realizar e avaliar os problemas e as ações planejadas". Lindo não é? E continua: " O planejamento participativo ( que é o que a mestre propõe), necessita de liberdade de expressão e da capacidade de reflexão crítica do grupo..."( embora ela, a todo momento estivesse preocupada em acabar todo o conteúdo e falasse contanstemente da metodologia que deveremos aplicar em sala de aula). Não quis complicar a aula( não senti liberdade para isso), mas existe um mar de contradições. Primeiro, porquê ela fala em liberdade, e depois, em planejamento, metodologia e formas de fazer um todo aprender tudo. Segundo, quando se fala em reflexão crítica, onde na verdade a preocupação não está na criticidade do aluno e sim na obrigatoriedade do professor em acabar com o conteúdo previamente planejado. Não entendo como que dentro de algo planejado e que tem que ser ministrado, pode haver liberdade para a opinião, para o diálogo e para a criticidade. Não vou ficar citando todas contradições da aula, é perda de tempo, porém quero deixar um reflexão.
O que realmente importa? O professor livrar-se de um conteúdo pré-estabelecido, sem ninguém entende-lo? Ou o professor fazer o aluno entender um pouco do que existe no conteúdo, mas com ao menos a satisfação de ver que algo foi assimilado?
Por fim, agradeço a péssima aula, pois além de me inspirar a escrita, ao menos assimilei o que não devo ser como professor, ou melhor, como não devo ministrar minhas futuras aulas.
Uma ótima terça a todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Fofoca e Suruba


Não é de hoje que penso que somos maravilhosos atores. Vivemos constantemente preocupados com nossa imagem, seja no ambiente escolar, de trabalho, seja onde quer que desejamos ir. Nossa imagem fala mais que as palavras. Assim, nós homens, nos tornamos "bons de papo" não pelo o que falamos mas pelo o que demonstramos. Somos "bons de papo", quando, andamos na moda, temos um ótimo carro, um som invejável. Se você não tiver isso, pode considerar-se, fora dos padrões exigidos para uma boa conversa. Além disso, um bom de papo, deve ter atitudes que não intimidem o próximo. Ele pode ficar calado, mas sua ação, sua forma de se colocar diante dos outros fala muito alto. Pode ser o modo de sentar, de parar, de andar. Um bom de papo, precisa de tudo isso. Ele, antes de falar, precisa ser um bom ator, precisa saber representar. Feito isso, suas palavras são meras complementações sobre algo que já foi pré-estabelecido pela sua imagem. Com as mulheres, é um pouco diferente. As mulheres não precisam de carro, de som, mas precisam estar como a mídia manda (a roupa, o cabelo, o sapato), porque, ao contrário, é um vexame estar num ambiente, fora dos padrões estabelecidos pela mídia. Além do mais, mulher se mostra e se veste para mulher, e quem veste a mulher é a novela, o BBB e os programas de fofoca. E nessa última palavrinha aí, que está a chave de tudo. Toda essa nossa preocupação com a aparência, só existe pela fofoca, pelo comentário que os outros formam sobre nós. A fofoca, alimenta a aparência, e, nos preocupamos com a aparência, com o objetivo que a fofoca feita sobre nós, seja uma "boa fofoca". Só tem uma coisa, que quebra, pelo menos em parte, com essa preocupação com a imagem. A bebida.
Observem uma festa. No começo, todos tímidos, contidos, quietos. Vai um gole, outro gole e as coisas começam a modificar. A bebida, faz com que a timidez diminua e a libido aumente. As imagens começam a ruir. As mulheres dançam, atraindo as presas masculinas ao seu encontro. Os homens, atraídos, vão em busca do acasalamento, por hora ficam perdidos, não sabem para onde ir. Gostariam de ter todas, e elas também gostariam de ter todos, mas a moral não permite. A dança do acasalamento não deixa mentir. E a bebida, deixa ambos os sexos, por um tempo, sem aquilo que chamamos de moral. A vontade aos poucos está acima da moral, e os já bêbados estão cada vez mais livres para fazerem suas vontades.
Uma festa seria uma grande suruba, se não tivéssemos a memória. Memória, que um dia após, nos faz lembrar e falar de como aquele ou aquela estava "feio ou feia na foto". Memória que nos faz sentir na pele a ressaca moral provocada pela vontade de viver aquilo que nos causa prazer. Assim, se não existisse memória, não existiria fofoca, e o mundo... O mundo seria uma grande suruba.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deus conversa com o Ale.



Estava eu, acomodado em meu lar, descansando tranquilamente, quando aquele, que só aparece de vez em quando(para desabafar algo ou para pedir ajuda), me chama ao celular. Eu, ao ver tal chamada pensei comigo: "que que houve agora".


Quem acompanha o blog já deve saber de quem estou falando, mas para quem é novo por estas bandas, informo quem era. Era Deus. Sim, ele mesmo, Deus.


Não é de hoje que ele se dirige a mim para desabafar e fazer pedidos incessantes para ajudá-lo a abrir os olhos dos seus fiéis e principalmente de seus representantes.


Atendi prontamente (não tenho audácia de deixar Deus esperando). Desconfiado de que sua ligação seria de revolta, tentei deixá-lo de bom humor e atendi dizendo:


_ E aí Deusinho querido do meu coração, com o vai a vida?Como passou o carnaval? Enfim como vossa divindade está?


Ele com um fala seca e bruta diz:
_ Estressado, péssimo, revoltado, com vontade de morrer. Mas nem isso posso, tenho vida eterna Ale. Que merda.


Começo a interrogá-lo mas antes disso dou-lhe um puxão de orelha:


_ O meu Deus, você poderia ao invés de vir a mim, sempre reclamar, enviar alguma notícia alegre, alguma boa nova, algo de bom para nós simples mortais.


Ele retruca:


_ Gostaria, mas não consigo. Depois que coloquei esse Papa Bento para me representar, só me estressei, perdi minha identidade, não sei mais quem sou.


_ Eu sei disso. Mas continue.


_ Sim Ale, continuarei. Pois bem, já disse que sou a favor de uma reforma, que possibilite as mulheres terem uma representante divina, os homossexuais serem felizes e respeitados e as pessoas poderem ser dignas da sua existência aí na terra. Mas meu Papa...Você viu a última dele? Lançou a campanha da fraternidade, a meu pedido, com o lema: "Defesa da Vida". A princípio nada de errado, ele apenas fez aquilo que pedi, mas quando fui ver o que ele pregou com isso....nanananana...o FDP, na verdade é contra a vida. Veja bem Ale...


_ Sim "migo" continue.


_ A idéia da campannha foi minha, mas parece que aquela anta aí embaixo não entende o que é vida. Ele diz que vida é aquele embriãozinho, e as vezes até a porra ejaculada, imagine como estariam os ralos dos banheiros dos adolescentes, seria um novo mundo se isso fosse vida. Ele diz que a vida já existe, antes mesmo do feto criar a base neurológica no seu cérebro...Minha santa inteligência Ale, quanta burrice, o que eu fiz para merecer isso...


_ Te entendo...mas me explique, de que "Defesa da Vida" você falava ao abordar a campanha?


_ Ale, Ale, para você sei que isso não é necessário, mas já que insiste, falarei. A vida consciente, somente existe, quando o cérebro está formado, ou na pior das hipóteses quando existir dois neurônios interligados. Quando falei em defesa da vida, quis dizer que defendia o aborto, pois sei que é injusto, milhares de mulheres terem filhos sem condições de tê-los, tanto no sentido psíquico como financeiro.


Quando falei em defender a vida, quis dizer, que devemos aproveitar os avanços da ciência, por exemplo na pesquisa com células tronco, que possibilitaria devolver a vida àquelas pessoas que tiveram a desgraça de terem sido vítimas de uma fatalidade existencial. Enfim Ale, defendo a vida existente e não a vida futura que ainda não existe. Entendeu né?


_ Claro que sim, mas quer que faça algo?


_ Claro que gostaria, e por isso que me dirigi a você. Sei que seu blog exerce uma forte influência, não tanto quanto o que aquele imbecil de Roma diz, mas peço que publique nossa conversa e que assim, pelo menos os leitores do Blog saibam de que vida estou falando.


_ Caro amigo, que honra poder ajudá-lo novamente. Fico muito feliz com isso. Com certeza publicarei nossa conversa e meus leitores espalharão suas belíssimas palavras em defesa da vida pelo mundo.


_ Muito obrigado Ale. Muito obrigado mesmo. Desculpe apenas me dirigir a você quando estou estressado, mas é que esse Papa me deixa louco. Mas prometo lhe enviar boas novas, assim que tiver.


_ Está perdoado meu Deus, pois como seu filho Jesus mesmo diz: " Quando lhe pedirem perdão, não lhe perdoe sete, mas sete vezes setenta"...Abraço aí e até.


Protesto contra a Igreja Católica reúne duas mil pessoas em Roma


Um protesto contra a Igreja Católica reuniu neste sábado duas mil pessoas em Roma. A passeata contou com a presença de representantes de movimentos sociais, grupos de esquerda, homossexuais e feministas.
Os manifestantes acusam o Papa Bento XVI de se intrometer nas discussões do parlamento sobre as leis de aborto, inseminação artificial e o casamento de homossexuais.
Neste sábado, na abertura de um congresso sobre as relações entre homens e mulheres, o Papa criticou o machismo e a discriminação contra as mulheres. Bento XVI reafirmou que Deus criou homens e mulheres de modo que completassem um ao outro.
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1672050-3586,00.html

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A Contribuição de Lula

Já citei aqui, que sempre gostei da política. Tudo bem que me revoltei, logo após, o Luiz Inácio FH Cardoso da Silva, assumir o poder. Me revoltei após ele ter expulsado seus colegas de luta, e ter dado cargos a seus opositores. Eu achava que estava certo na minha revolta, achava...
Eu estava equivocado, admito. Lula fez o certo e continua fazendo. Ele leu o Príncípe de Maquiavel e mandou ver.
O governo Lula usa a lógica e por isso causa pavor aos opositores, que nem sabem o que mais são. Teve uma época, que o PT era coisa de pobre, comunista, revoltado. O PT causava pavor a elite brasileira.
Hoje o PT, continua sendo dos pobres, através do assistencialismo do governo, mas também é dos ricos, através do contínuo enriquecimento. Assim...a oposição se sente perdida, sem rumo, sem caminho para retomar o poder.
Lula está blindado contra as críticas. Descobrem algum podre no governo e prontamente ele diz: "não sabia, mas vamos investigar". Para atormentar a oposição que o acusa, Lula continua: "vamos investigar não só o nosso governo, mas também o governo passado". A oposição solitária só pensa consigo: "aí fodeu". Vejam o recente episódio dos cartões corporativos.
Lula conseguiu o que parecia impossível há um tempo atrás: acabar com a oposição. E diga-se, que sem golpe militar. Fidel Castro e todos os outros ditadores devem estar enciumados do "nosso barbudo". Ele está sendo fantástico.
Lula conversa com Chaves (odiado no mundo), e dá risada com Bush( deve ser porque ele é um palhaço mesmo).
Lula, dá o peixe para o pobre e o barco pesqueiro para o rico. Lula é incrível.
Uma das maiores contribuições de Lula, como presidente, foi acabar com os partidos políticos. Lula acabou com aquilo que chamamos de ideologia partidária.
Isso existia...até Lula entrar no poder.
Lula acabou com os idealistas, e possibilitou que esquerdistas vissem bondade na direita e direitistas vissem maravilhas na esquerda. Lula acabou comigo e me fez ver a política com outros olhos. Lula veio à terra para trazer a paz entre os homens.
Acredito que na próxima eleição presidencial vai haver consenso...pelo menos não teremos gastos em campanha. Obrigado Lula.
Abraço e ótima quinta.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Os Grilos e as Baratas.



Dias atrás em uma de nossas habituais conversas, eu e meu admirável pai, tivemos uma discussão em torno dos grilos e das baratas. Meu pai não mata grilo, eu não mato barata. Salvo em alguns casos impensados.
A barata, é o inseto mais injustiçado do planeta. Se alguém avista uma barata...plaft...logo mete uma chinelada, sem dó nem piedade.
Já o grilo...que lindo bichinho. "Coloca o grilo pra fora de casa e mate aquela barata" diz a mãe com a maior naturalidade. O grilo mandam embora, a barata é morta. Que injustiça.
Perguntei ao meu pai porque matava barata e não matava grilo. Pedi a ele que analisasse os incômodos ocasionados pela barata e pelo grilo. Tudo uma questão racional, de análise. "As baratas são nojentas" disse ele. "Mas o nojo é uma questão histórica cultural e obviamente moral" retruquei. Mas vejamos:
As baratas não cantam, isso se podemos chamar aquele estrilado terrível do grilo, de canto. Só por esse "canto" insuportável, as baratas já deveriam ser mais bem recebidas que os grilos. Mas não.
Alguns dirão: "as baratas vivem em canos, são sujas, nojentas, comem de tudo". Pesquisei na internet. Os grilos também. Porém, continuarão a dizer: "as baratas são em maior número, vivem em bandos".
Sim elas são. Mas que culpa elas têm se conseguem sobreviver dias sem comer e sem beber , e se são menos individualistas? Elas são superiores por isso, e será pela superioridade delas, que devem ser exterminadas? Pode ser. Nós humanos odiamos seres fortes, que conseguem fazer o que não somos capazes. Qualquer greve de fome entre nós , é motivo de espanto, e viver em bando, é coisa ou de marginal ou de comunista. Certo?
Pensei que essa injustiça pudesse ser resultado da cor. As baratas em sua maioria são marrons, pretas...e os grilos, embora existam também nessas cores, foram vendidos por Walt Disney como aqueles insetos verdinhos, simpáticos, e cantadores, com uma cartola na cabeça e com um guarda chuva na mão....estão lembrados? Olhem a foto ali à direita. Não é lindo? Quem sabe aí esteja o motivo de tanto amor pelos grilos, e tanto ódio pelas baratas: a cor. Será que até aí, somos racistas?
Mas a questão agora é racional, e, amor ,ódio, racismo, nojo, são sentimentos, são questões irracionais.
Então vejamos: os grilos incomodam com seu estrilado, que ousamos chamar de canto. As baratas não estrilam, ou melhor, não cantam. Os grilos trituram nossas roupas, as baratas não. Por enquanto 2 a o para as baratas. Ambos vivem no mesmo ambiente, comem de tudo e são insetos. No oriente, ambos são comestíveis, e portanto, exclui-se a questão doença, nos colocando diante de um nojo moral, o que nos faz crer que tudo isso é humanamente construído. Portanto, continua Baratas 2 x O Grilos.
Deve ser Walt Disney. Só pode ser ele. Quando a mídia pende para um lado...adeus razão. É emoção total. E aí, neste sentido...adeus razão...adeus baratas.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Espaço Shaollin


KILOMETRAGEM FEMININA

· Os cientistas descobriram que uma boa trepada dura em média, aproximadamente 7 (sete) minutos.

· O cálculo médio de uma trepada é de 60 (sessenta) penetrações por minuto.

· Isto significa que cada foda consiste em 420 penetrações.

· Supondo que o pênis tem, em média 15 (quinze) centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 6.300 (seis mil e trezentos) centímetros de chibata por foda.

· Ou seja, em cada relação são 63 (sessenta e três) metros de rola que entram na buceta!.

· Geralmente as mulheres trepam 3 (três) vezes por semana (mais ou menos).

· Como o ano tem 52 (cinqüenta e duas) semanas, então trepam 156 (cento e cinqüenta e seis) vezes por ano.

· Isto quer dizer que a mulher recebe 9.828 (nove mil oitocentos e vinte e oito) metros de pênis por ano.

· Ou seja, em um ano normal, a mulher absorve pelo menos o equivalente a quase 10 (dez) km de pica!.

· É importante repassar estas informações às mulheres, que certamente não sabem se estão ou não dentro da kilometragem padrão!!!

· Veja: a 10 (dez) km por ano, uma garota de 25 (vinte e cinco), que tem sua vida sexual iniciada, em média, aos 17 (dezessete) anos, já rodou uns 80 (oitenta) km. Ex: [ 25 - 17 = 8 anos ] [ 8 X 10 km = 80 km !!! ]

· Portanto, a partir de agora, não estranhe se as mulheres se apresentarem da seguinte maneira:

· Oi, eu sou a Fulana. Trabalho num banco, tenho vinte e sete anos mas tô novinha!!!

· Só rodei uns 55 (cinqüenta e cinco) km!!! Tenho uma quilometragem de uma "menina" de 22/23 anos!!!

· Tô inteira, muito bem conservada. É como se eu fosse ano 72, modelo 77!!!

· Aguarde a Próxima... Nosso centro de pesquisa do Sexo está sempre buscando informações úteis para melhorar sua vida sexual!

Shaolin

CRS 006969

Carnaval


Gosto do carnaval. Gosto do carnaval porque ele liberta aquele ser aprisonado que temos em nós. Nosso "super ego" deixa de existir nessa época do ano, e louco é aquele que ainda se deixa levar pelo moralismo social.
No carnaval tudo é permitido, e qualquer "peso na consciência", que pode ser sentido pós-carnaval, é liberto com a seguinte frase: " É carnaval, não dá nada".
O carnaval serve como um descarrego. Passamos o ano inteiro seguindo regras sociais e descarregamos tudo em 5 dias de folia. Se ficar sem beber durante o ano, é sinônimo de boa conduta, não beber no carnaval é sinônimo de loucura. Ninguém vai para o carnaval ficar sóbrio, a não ser os loucos. Contraditório não é? Os normais durante o ano, são loucos no carnaval. Que beleza. Por isso que amo o carnaval.
Dizem que carnaval é sinônimo de sexo. Não concordo. Carnaval é sinônimo de excitação sexual. Em meus vários anos de folia, foram poucas vezes que vi sexo explícito. Mas beijo na boca, mão na bunda, etc e tal...isso é comum. Na verdade, existe uma "progressão de estágio" no carnaval. Aqueles que acham comum beijar na boca durante o ano, no carnaval podem transar tranquilamente, e aqueles que não beijam na boca durante o ano, deliciam os lábios no carnaval. Que maravilha.
Enfim, o que mais gosto do carnaval é que os puritanos deixam de ser puritanos e os loucos deixam de ser loucos. O carnaval equilibra a sociedade. Ele une, durante 5 dias, todas classes sociais existentes. É impossível classificar que aquele é rico ou pobre, pelo o que está vestindo no carnaval. Vestir algo no carnaval que é loucura. Quanto menos tiver, mais rico e original será. Olhem para a Globeleza. Não é uma beleza?
Só tem uma coisa que me deixa triste no carnaval. Quando ele termina...começa a quaresma...e aí haja saco.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os Pássaros


Vocês sabem por que os pássaros cantam?
Eles não cantam para agradar.
Eles cantam para dizer boa noite e para dizer bom dia...Observem-nos.
Os pássaros cantam para o Sol. Eles despedem-se do Sol ao entardecer e o recebem ao amanhecer com um coro esplendoroso. Todos em sintonia, numa harmonia tão perfeita que faz com que pensamos que é o "Maestro Sol" quem orquestra aqueles refinados cantores.

Deve ser por isso, e com inveja dos pássaros, que o Homem criou a filosofia, a razão, a religião e a fé.
Abandonados ao mundo, em desarmonia com aquilo que observam , e com inveja da harmonia universal existente, o Homem entra em colapso nervoso e cria os Deuses. Os Deuses servem como um calmante para aquela existência perdida, solitária e incomunicável que habita o universo. Enquanto os pássaros cantam, o Homem apenas resmunga e com nada se entende. Paradoxalmente, por não saber cantar, o Homem aprendeu a falar.
O Homem, num ato de desespero, cria a linguagem, inventa a razão, e mal sabe ele, que mais tarde, a mesma dará asas a fé.
A racionalidade, a linguagem, vêm para angustiar ainda mais o homem, pois ele, embora saiba falar, nunca consegue entender para onde os pássaros cantam, e porque cantam.
Por não saber para onde cantam, o Homem cria Deus. Deus passa a existir, para o Homem ter para onde cantar. Como Deus não responde, o Homem, agora já louco, numa estado de insanidade mental indescritível, cria a fé. A fé, vem para iludir o pobre Homem, iludir fazendo-o acreditar que é tão feliz quanto um pássaro que canta. O Homem, acha que descobriu o mistério do pássaro. Enquanto isso, o pássaro sem querer saber porque, canta à sua própria existência. O pássaro vive. Já o homem dá as costas à existência e canta para a inexistência.
Enquanto os pássaros cantam para o Sol, o Homem acha que canta para Deus.
Enquanto os pássaros celebram a vida, o Homem cria a morte para dar sentido a vida.
Feliz pássaro. Pobre Homem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A Beleza Feminina


É incrível a beleza feminina. Ficamos admirados de tal forma com ela, que deixamos, como que num feitiço, que ela nos iluda, e faça-nos achar que além do físico exista também uma perfeição intelectual, naquela escultura. A beleza nos ilude, e deve ser por isso que os pensadores da antiguidade não queriam as mulheres por perto. A mulher, com sua beleza infindável, hipnotiza o homem e faz com que este não faça mais uso da racionalidade. A beleza desperta a paixão, que no grego "páthos", significa patologia. Mas como é bom se sentir patológico, doente. Doente, mas apreciador da beleza feminina.
Sempre digo que a mulher é superior ao homem, por não dar a beleza física, algo tão valoroso. Vemos várias mulheres lindas com homens horríveis, mas o contrário é de difícil observação. O homem mostra sua fraqueza diante da beleza. Ele deixa de ser homem, e se torna um escravo da beldade. A mulher não. Ela aprecia a beleza, mas consegue ver algo além da própria beleza. Ela consegue amar o ser intelectual e não físico. Ela é mais humana e menos selvagem.
A beleza nos fascina de tal maneira que as palavras não fazem mais sentido. Elas simplesmente se tornam coadjuvantes daquele corpo perfeito.
Nós, homens, damos a vida pelo belo. Queremos ser possuidores da beleza, para no fim enlouquecermos com medo de perder a mesma.
Bendita beleza, malditas mulheres. Em tempos de feminismo exacerbado, ficamos reféns de seus corpos esculturais.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Façam sua escolhas...mas não deixem de dançar.

A vida é muito engraçada. Na verdade ela é imprevisível, nunca sabemos o que pode nos acontecer daqui a 5 minutos. Temos obrigatoriamente, a angustiante tarefa de fazermos escolhas. Como diz Sartre: " estamos condenados a liberdade".Mas embora estejamos diante dessa apetitosa condenação, não sabemos o que essas escolhas nos reservam, não sabemos se essas escolhas serão benéficas ou maléficas no futuro. Nossa vida se torna engraçada por causa disso.
A experiência não me diz o contrário. Um amor pode começar numa carona e terminar numa discussão boba. Um curso que num primeiro momento pode ser promissor, pode se mostrar uma grande furada no futuro. Mas em última instância, tudo depende das escolhas que estamos condenados a fazer. É lógico que existem diversos fatores externos que nos fazem optar por isso ou por aquilo, e que livres jamais seremos, mas diante da iminente existência, é essa a liberdade que temos e que podemos usufruir.
Ano passado num show de rock em FW, numas dessas andanças em busca de companhia legal, encontrei algumas adoráveis meninas. Tudo uma questão de escolha. Conversamos, trocamos msn, orkut e tudo que o mundo moderno nos possibilita. Marcamos festas para nos vermos novamente. E aprendi a dançar. Elas tinham técnicas incríveis e fáceis para mantermos o corpo no balanço musical. Tenho que repassar isso a vocês, pois é de uma utilidade muito grande.
Hoje em dia as festas rave estão na moda e precisamos estar atualizados para nos sentirmos a vontade nas festas. E numa dessas a nossa vida pode mudar de rumo.
Sei que existe uma certa resistência para esse aprendizado, mas segundo minhas adoráveis professoras, é impossível não aprender. Os passos para a dança fazem parte da vida cotidiana de cada um. Quem nunca matou barata? Lançou um panfleto? Trocou uma lâmpada? Ou pensou em surfar?
Pois é, se vocês já mataram alguma barata, panfletearam ou trocaram uma lâmpada, já sabem dançar. Segundo elas, é só fechar os olhos, sentir o ritmo do tunti-tunti, e fazer tudo isso com muita vontade. Fácil não é?
Tentar ou não, dançar ou não, é uma escolha de vocês, mas não deixem de experimentar esse modo fácil de curtir a festa, pois numa dessas num mata barata por aí, vocês podem encontrar o amor da sua vida....
Eu inclusive... me apaixonei por uma das professoras...Que adorável escolha...hehe.
Abraço e ótimo final de semana.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Espaço Shaollin


Nunca discuta com um idiota, você ficará no mesmo nível dele, mas ele ganhará na experiência.

Um sujeito ganha na loto, acha uma lâmpada mágica e descobre petróleo no quintal.
Qual o nome do filme?
Resposta: Melhor Impossível.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A "Puxeta Divina" e o "Bicão Abençoado"

Sempre me indaguei, porque os esportes em geral nos despertam tanta curiosidade? Porque eles são tão amados por nós humanos? E a reflexão sobre eles, só nos leva a uma resposta.
Nós, seremos humanos insatisfeitos com a vida, precisamos do riso, do divertimento, da paixão pelo desconhecido, da paixão por aquilo que é imprevisível. E os esportes nos despertam esses sentimentos. Vejamos o futebol.
Sofremos por futebol, torcemos por nosso time e passamos horas assistindo jogos em que não podemos influenciar no resultado final. Seria uma grande bobagem, e é um grande absurdo essa paixão que temos por algo que não participamos, se esse esporte não nos despertasse os sentimentos que nos desperta. Nos deliciamos ao vermos encontrões, chutões e golaços.
Não conseguimos conter o riso e a alegria ao ouvirmos aquele encontrão entre dois jogadores, aquele "estouro de ossos", em que o comentário na torcida é : "Vix, se foram...ou...agora quebro"...Adoramos uma tragédia e o futebol nos proporciona isso por diversos momentos. Também observamos atônitos os chutões ridículos ou não ridículos, mas dotados de uma força sem igual, que aqueles soldados em campo dão para longe, no corpo do adversário ou na tentativa do gol. Isso se deve a nosso natural instinto de caça onde admirávamos aqueles que através da força chegavam a seu objetivo. Por fim, amamos os golaços, e isso acontece porque eles são a inexplicável perfeição no meio daquela guerra absurda e ridícula entre duas equipes. O golaço é a presença divina em campo, é o inexplicável, é a perfeição estampada diante daqueles olhos acostumados com a tragédia e com a força bruta dos jogadores. O golaço é a recompensa de tanto esforço nesta guerra denominada futebol.
Vocês devem estar se perguntando onde quero chegar com esse comentário. Mas citei tudo isso por um simples fato. Ou melhor por dois fatos, ou pela prova, que os deuses do futebol, desceram ontem na Sociedade Aquárius Tênis Clube, aqui em Planalto. Ontem fomos presenteados. Não somente pelos encontrões e chutões proporcionados em grande escala pelas equipes, mas por dois golaços.
No primeiro jogo, onde o time do Mercado Panissi, precisava da vitória para obter a classificação, quase no final da partida, numa "puxeta" matematicamente e divinamente calculada, Henrique, popular "Ratão" fez um golaço. Colocou a bola entre o travessão e o zagueiro e fez a perfeição pela primeira vez engrandecer a tarde na S.A.T.C. Mas para aqueles que achavam que aquele gol seria o mais esplendoroso da tarde, grande engano.
No segundo jogo, onde a equipe do Rei Verde, também precisava da vitória, e o jogo fervia diante dos olhos da torcida, um chutão, ou melhor, um "bicão" presenteou a torcida com a perfeição. Quando sua equipe, embora vencendo o jogo por 3 a 1, levava uma pressão infernal da Mecânica Ferronato, o goleiro do Rei Verde, Adriano, interceptou a bola, largou para fora da área e soltou o bico em direção ao gol adversário...e a bola foi....foram segundos de apreensão, angústia e impaciência para todos. Aquele chutão teria algum objetivo, além de afastar a bola e diminuir a pressão do adversário? Tinha sim, e nos deu a prova que os deuses do futebol estavam presentes no campo de futebol sete da S.A.T.C.
A bola foi forte...e após percorrer todo campo, entrou na gaveta do goleiro adversário. Um verdadeiro golaço. Um gol para ser eternizado na memória daqueles que ontem estavam na S.A.T.C. Um gol histórico e que no fim deu a classificação a finalíssima, contra o Mercado Panissi, pois o jogo terminou 4 a 3.
Parabéns Ratão pela "puxeta divina". Parabéns Adriano, pelo "bicão abençoado" pelos deuses do futebol. Ontem os deuses estavam presentes e fizeram com que enchessemos os olhos com esses dois golaços. Obrigado.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Lula - A prova que Darwin estava certo


Eu odeio falar de política. Não da verdadeira política, que quem se dispõe a discutir é chamado de louco, sonhador, utópico e surreal, mas da política existente. Isso que acontece hoje, não é política, e sim um jogo de interesses, onde o dinheiro manda e o povo obedece e paga a conta. Tinha uma ponta de esperança política, quando Lula, venceu sua primeira eleição, mas essa esperança durou até assumir seu primeiro mandato. Apesar de não concordar com a política Lulista, não acho que ele esteja errado no que esteja fazendo.
Tarso Genro, numa entrevista a Jô Soares, me convenceu disso. Seria como a Teoria Darwiniana, deve haver uma adaptação ao meio, para garantir a sobrevivência. Lula entendeu isso direitinho, e logo que assumiu, distribui cargos a inimigos, manteve a política econômica do antecessor e jamais deixou de enriquecer os que já são mais do que ricos. Lula só tem uma diferença com os outros. Vindo da pobreza, ele não esquece do seu passado e aí mantém os pobres, ainda pobres, mas com comida no estômago. "Pouco" dirá a oposição, mas muito dirão os que já passaram fome.
O lindo hoje é ver a oposição apavorada. Ela não sabe para onde ir, o que fazer, aonde se agarrar. Lula tem o povo no bolsa família, e os especuladores e banqueiros na bolsa paulista. No fim, Lula colocou tudo na bolsa... e se rereelegeria fácil, fácil para um terceiro mandato.
Lula conseguiu o milagre da satisfação, e o milagre só não foi completo porque ainda existem alguns poucos sonhadores, utópicos, loucos e surrealistas, que o criticam em não fazer política, em ser um oportunista e demagogo. Mas esses. Esses não fedem e nem cheiram, são a minoria da minoria, e Lula sabe disso, pois já foi um deles.
Lula aprendeu a não sonhar, acordou a tempo e hoje não é um político. Lula é a evolução da politicagem existente antes dele. Lula é a prova viva que Darwin estava certo. Ele é, como diz Raul Seixas "uma metamorfose ambulante", sem opinião fomada sobre nada, mas com adaptação a tudo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Entrevista - A Religião faz Mal ao Mundo


Para quem não tem acesso a Revista Veja, aí está a entrevista que o filósofo Sam Harris,um dos ateus mais influentes dos EUA, concedeu a mesma, na edição de 26 de dezembro de 2007.

Gostaria que antes de lerem, tentassem se desvencilhar ao máximo da idéia religiosa que foi enraizada na mente de cada um. Libertem-se da idéia religiosa e saborêem essa maravilhosa entrevista.


O movimento dos ateus é forte nos Estados Unidos e na Inglaterra, principalmente. É uma decorrência dos atentados de 11 de setembro de 2001?
Vejo dois motivos simultâneos para essa confluência geográfica: os atentados de 11 de setembro e a escancarada religiosidade do governo de George W. Bush. A conjunção desses dois fatores levou muitas pessoas a se preocupar com o fato de que a fé está agora dos dois lados do balcão. Esse é um jogo altamente perigoso.

Por quê?
A fé é, intrinsicamente, um elemento que, em vez de unir, divide. A única coisa que leva os seres humanos a cooperar uns com os outros de modo desprendido é nossa prontidão para termos nossas crenças e comportamentos modificados pela via do diálogo. A fé interdita o diálogo, faz com que as crenças de uma pessoa se tornem impermeáveis a novos argumentos, novas evidências. A fé até pode ser benigna no nível pessoal. Mas, no plano coletivo, quando se trata de governos capazes de fazer guerras ou desenvolver políticas públicas, a fé é um desastre absoluto.

O senhor acha que o mundo seria melhor sem religião, sem fé, sem crença em Deus?
Seria melhor se não houvesse mentiras. A religião é construída, e num grau notável, sobre mentiras. Não me refiro aos espetáculos de hipocrisia, como quando um pastor evangélico é flagrado com um garoto de programa ou metanfetamina, ou ambos. Refiro-me à falência sistemática da maioria dos crentes em admitir que as alegações básicas para sua fé são profundamente suspeitas. É mamãe dizendo que vovó morreu e foi para o céu, mas mamãe não sabe. A verdade é que mamãe está mentindo, para si própria e para seus filhos, e a maioria de nós encara tal comportamento como se fosse perfeitamente normal. Em vez de ensinarmos as crianças a lidar com o sofrimento e ser felizes apesar da realidade da morte, optamos por alimentar seu poder de se iludir e se enganar.

É possível conciliar ciência e religião?
A diferença entre ciência e religião é a diferença entre ter bons ou maus motivos para acreditar nas hipóteses sobre o mundo. Se houvesse boas razões para crer que Jesus nasceu de uma virgem ou que voltará à Terra, tais proposições fariam parte de nossa visão racional e científica do mundo. Mas, como não há boas razões para acreditar nisso, quem o faz está em franco conflito com a ciência. É claro que as pessoas sempre acham um modo de mentir para elas mesmas e para os outros. A estratégia, nesse caso, é dizer que tal crença decorre da fé. Com freqüência, ouvimos dizer que não há conflito entre razão e fé. É o mesmo que dizer que não há conflito entre fingir saber e realmente saber. Ou que não há conflito entre auto-engano e honestidade intelectual.

Haverá o dia em que a humanidade deixará de ter fé ou a fé faz parte da natureza humana?
O desejo de compreender o que se passa no mundo é inato, assim como o desejo de ser feliz, de estar cercado por pessoas que amamos ou o desejo de ser mais feliz, mais carinhoso, mais ético no futuro. Mas nada disso nos obriga a mentir para nós mesmos, ou para nossos filhos, a respeito da natureza do universo. É claro que nossa compreensão do universo é incompleta e desconhecemos a extensão exata de nossa ignorância. Não temos como antecipar as maravilhosas descobertas que serão feitas. O que sabemos com absoluta certeza, aqui e agora, é que nem a Bíblia nem o Corão trazem nossa melhor compreensão do universo.

Mas nem a Bíblia nem o Corão se pretendem um manual científico para entender o mundo?
Esses livros não são sequer um guia sobre moralidade que possamos considerar minimamente adequado, e falo de moralidade porque é um campo em que ambos se consideram exemplares. A Bíblia e o Corão, por exemplo, aceitam a escravidão. Qualquer um que os considere guias morais deve ser a favor da escravidão. Não há uma única linha no Novo Testamento que denuncie a iniqüidade da escravidão. São Paulo até aconselha aos escravos que sirvam bem aos seus senhores e sirvam especialmente bem aos seus senhores cristãos. É desnecessário dizer que a Bíblia e o Corão, além de não servir como guias em termos de moralidade, também não são autoridade em física, astronomia ou economia.

Que tipo de impacto seu livro pode ter sobre os leitores religiosos?
Eu ficaria feliz se o livro levasse os leitores a se perguntar por que, em pleno século XXI, ainda aplaudimos pessoas que fingem saber o que elas manifestamente não sabem nem podem saber. Não há uma única pessoa viva que saiba se Jesus era filho de Deus ou se nasceu de uma virgem. Na verdade, não há uma pessoa viva que saiba se o Jesus histórico tinha barba. No entanto, em muitos países é uma necessidade política simular que sabemos coisas sobre Deus, sobre Jesus, sobre a origem divina da Bíblia. Imagino que qualquer pessoa religiosa que leia Carta a uma Nação Cristã com a cabeça aberta descobrirá que os argumentos usados contra a fé religiosa são absolutamente irrespondíveis. Isso deve ter algum efeito sobre o modo de ver o mundo dos leitores. Eles certamente vão perceber que ser um cristão devotado faz tanto sentido quanto ser um muçulmano devotado, que, por sua vez, é tão lógico quanto ser um adorador de Poseidon, o deus do mar na Grécia antiga. É hora de falarmos sobre a felicidade humana e nossa disponibilidade para experiências espirituais na linguagem da ciência do século XXI, deixando a mitologia para trás.

O Brasil é um país aparentemente tolerante com as diferentes religiões e conhecido pelo sincretismo religioso. Num país assim, é mais fácil ou mais difícil para o ateísmo crescer?
Em certo sentido, deve ser mais fácil. O convívio intenso de crenças inconciliáveis deve levar as pessoas a compreender que tais crenças são produtos de acidentes históricos, são contingenciais, são criadas pelo homem e, portanto, não são o que pregam ser. Judeus e cristãos não podem estar ambos certos porque o núcleo de suas crenças é contraditório. Na verdade, eles estão equivocados sobre muitas coisas, exatamente como estavam antes os adoradores dos deuses egípcios ou gregos. Ou os adoradores de milhares de deuses que morreram durante a longa e escura noite da superstição e da ignorância humana. Em qualquer lugar que os seres humanos façam um esforço honesto para chegar à verdade, nosso discurso transcende o sectarismo religioso. Não há física cristã, álgebra muçulmana. No futuro, não haverá nada como espiritualidade muçulmana ou ética cristã. Se há verdades espirituais ou éticas a ser descobertas, e tenho certeza de que há, elas vão transcender os acidentes culturais e as localizações geográficas. Falando honestamente, esse é o único fundamento sobre o qual podemos erguer uma civilização verdadeiramente global.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Espaço Aberto

Em mim mesmo.


Antonio Marcos


Ontem, me lembrei de lembrar que um dia morri em mim mesmo;

grande coisa, se quando morro para todos, em lindo evento social, sou apenas lembrado pela simbologia hipócrita que a sistematização religiosa contempla como bom; o filho mais novo, o “batalhador”, o músico, o simpático...

Que droga! Virei um anjo...

Porque diabos na “dor” não perguntam se o falecido sentia ódio?

Ou nojo por estar encarceirado, alimentando uma forma de viver que detestava?

Causa mortis naturalis...

Morreu porque correu para a morte, ou porque a morte correu ao seu encontro?

Os mortos, assim como os vivos, não se sentem felizes o tempo todo...

Uma vida breve e uma grande morte...

de mim para mim, em mim mesmo.

Espaço Shaollin


Sabe o que o corinthiano faz depois de ganhar uma Libertadores?
Grita de alegria, salva no memory card e desliga o Playstation....uhahaha

Joaquim pergunta ao Manoel:
-Manoel onde vais com esse barril?
E Manoel responde: - Ao médico, pois tenho que levar uma amostra de urina a cada seis meses...hehe..

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Espaço Shaollin

Qual a diferença entre o atropelamento de um gato e de um argentino?
R: Antes do atropelamento do gato sempre tem a marca da freada.



Paciente chega desesperado ao doutor e diz: "Doutor ninguém acredita no que estou dizendo"
Doutor: "Ah, você deve estar brincando comigo né?"....uhahahaha

Viva 2008 - O Ano da Cidadania


2008 será um ano maravilhoso meu povo. É ano de eleição municipal, e em ano de eleição é inevitável a aproximação entre os poderosos do município e seus eleitores. De quatro em quatro anos somos chamados às urnas e a vivência política. Nos tornamos magicamente seres políticos, e Aristóteles tem por um breve momento sua teoria realizada. Somos seres políticos. Seremos importantes para a comunidade e ouvidos por nossos queridos representantes. Por um momento isso nos fará acreditar na verdadeira política.
Em 2008, seremos cumprimentados constantemente pelas ruas. Quem não tem carro, terá carona.Quem não tem comida, terá rancho. Os pobres serão ouvidos e as crianças serão abraçadas por todos aqueles que almejam uma vaga para "servir" o povo. Ou seria servir o bolso? Isso não interessa.
O importante é que durante no máximo 6 meses eles virão "puxar nosso saco" e dizer o quanto somos importantes para a nossa maravilhosa cidade.
Na mídia voltará a tona aquele lindo slogan dizendo: "Pense e Vote - Você é responsável pelo futuro do seu município, exerça sua cidadania". Cidadania, linda palavra essa.
Cidadania na Grécia Antiga era a capacidade do cidadão expor sua idéias na casa do povo. É uma pena que a casa do povo, chamada de "Câmara" nos dias de hoje, não nos incite a discutir o que "eles" estão aprovando.Mas é assim mesmo. Achamos tudo isso normal e nada fazemos.
Assim, estando inevitavelmente inseridos neste triste cenário, gostaria muito que vocês, tivessem coragem, ao serem abordados pelas lideranças políticas do nosso município, de perguntar, se eles lembram o que nos falaram a 4 anos atrás. Se lembrarem. Votem. Senão lembrarem, deixem aquele "importante político" falando sozinho e aí sim exerçam a sua cidadania.
Decepcionados com tamanho esquecimento, votarão nulo ou branco no "Dia da Cidadania". E assim, no Dia da Cidadania, com uma enxurrada de votos nulos e brancos nos tornaremos cidadãos. E eles...bem... acho que eles refletirão sobre o que é verdadeiramente a política.
"Viva 2008 - O Ano da Cidadania" e uma ótima quinta a vocês.