quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Crise do Casamento no Século XXI.

Estava eu, navegando pelo mundo virtual, e como de costume conectado no msn, quando sou surpreendido com a pergunta de uma leitora do blog. Ela acabara de ler o texto do Juremir sobre o Homem Moderno, e de forma direta me perguntou:

Blogueira: Você é um homem moderno?
Ale: Não sei. Acho que eu e ele temos algo em comum. Somos homens, e estamos em crise.
Blogueira: Só isso em comum?
Ale: Acho q é o bastante.

Blogueira: E porque estão em crise?

Ale: Nossa crise é consequência da dificuldade que temos em assimilar essa nova mulher. Mulher independente, que diz saber o que quer, mas que na minha opinião ainda não sabe o que quer, e nem quem é. Tanto nós homens, como você mulheres, vivem uma crise.
Blogueira: Como assim? Não seria somente vocês homens que estão em crise?
Ale: Não exatamente. Nossa crise é decorrente da independência feminina. Ela é fruto dessa nova mulher que pode tudo. Porém, vocês também estão em crise, insatisfeitas e depressivas. Mas antes de explicar a crise feminina, explicarei a masculina.

Blogueira: Então me diga, porque vocês homens estão em crise?
Ale: Para lhe explicar isso, precisamos voltar um pouco no tempo. Retrocederemos 40 anos para assim entendermos a crise masculina do século XXI.
Imagine o homem de 1968. Imagine que esse homem, com aproximadamente 30 anos, encontre e se apaixone por uma adolescente. Essa adolescente, é menina de família, virgem, bem quista. Ela está ansiosa em sair de casa - mulher com 20 anos nessa época é titia - ela não quer ser titia. Ela vê naquele homem, a chance de viver aquilo que toda mulher da época sonha: estabilidade financeira e filhos. Enfim ela sonha com um ambiente familiar que lhe possibilite felicidade eterna, ela sonha em casar.
O homem também vê naquela menina seu sonho realizado. Ela é virgem, intocada, perfeita para sociedade e para constituir uma família. Ele que já viveu e aproveitou sua vida até os 30 , vê nela a possibilidade de ter uma família estável. A adolescente faz ele se sentir jovem, mais homem, menos rejeitado pela idade que já começa o atormentar. Ele pensa: "já fiz tudo o que podia, agora está na hora de me aquietar e ter alguém para passar a velhice. Está na hora de casar”. Nada mais machista e conservador. Porém, é o pensamento social da época. É bom lembrarmos que muito da história de nossas famílias está presente neste cenário.
Agora imagine o homem hoje. Estamos em 2008. Esse homem com aproximadamente 30 anos, se apaixona por uma adolescente. Essa menina, ao contrário da outra, já sabe tudo de sexo - senão na prática, na teoria. Ela quer ir para a faculdade, transar com vários caras, se formar, conseguir um bom trabalho, e depois, quem sabe depois, encontrar alguém que possa lhe dar um filho. O homem ao tomar conhecimento disso, se apavora, se desespera, se vê um miserável diante da existência. Ele tem que ser tudo aquilo que o "Juremir" coloca em seu belo texto, para ainda poder sonhar em ter a segurança que o homem de 1968 tinha. Ele não sabe para que lado correr, vive inseguro e com medo da perda. Casar? Isso é suicídio.
Blogueira: Sim, estou entendendo, mas até agora você só falou da crise masculina, onde fica a crise feminina que você me disse anteriormente?
Ale: Sim, a crise feminina é resultado da não assimilação da mulher com relação as suas próprias ações. A mulher de 40 anos para cá, revolucionou, fez história, ultrapassou seus limites, assustou o homem e o mundo. Embora tenha feito tudo isso, ela não parou de sonhar com a família dos anos 60. Ela ainda sonha em casar, sonha com o marido ideal, com os filhos, com a velhice ao lado do parceiro. A crise da mulher vem disso. Vem do conflito originado entre suas ações e seus sonhos. A mulher de hoje, faz muito mais do que a mulher de 68; mas quando reflete sobre o que fez, vê no homem, na sociedade, em si mesma e nas outras mulheres, o preconceito sobre suas ações. Assim, embora ela seja independente em seus atos, ela é escrava de sua própria moral que ainda não se modificou. No fundo ela ainda sonha com o casamento. A mulher só se libertou na prática e não na teoria. Ela é uma pseudo-independente, que quando reflete sobre suas ações entra em colapso nervoso e cai em depressão. Ou você acha que tantos casos de depressão verificados no sexo feminino são fruto de que?
Blogueira: Então poderíamos dizer que a crise masculina e feminina têm a mesma origem, ou seja, a independência da mulher?
Ale: Sim, podemos dizer que sim. Não estou dizendo que a mulher deve continuar sendo aquele ser submisso, a serviço do marido e da família. O que tento dizer, é que, tanto os homens quanto as mulheres, devem tomar consciência, dessa independência feminina, e que essa independência implica automaticamente a construção de uma nova moral. Não podemos mais ficarmos presos àquela moral, baseada no cristianismo. Não podemos mais pensar em casamento, no máximo devemos pensar num novo casamento, podemos pensar em construir uma “nova moral”, baseada nessa “nova mulher”. O homem está em crise porque não encontra segurança em mulher alguma; e a mulher está em crise, porque na ânsia de tudo conquistar, ainda se debate com o sonho de ter uma família .Família que só era possível quando ela era um apêndice do marido.
Blogueira: E você Ale, vê alguma saída para essa crise existencial de ambos?
Ale: Não sei.. Como observamos, estamos numa época de transição de valores. Toda crise é destrutiva e construtiva. Se por uma lado, os valores morais estão sendo destruídos; ao mesmo tempo, novos valores estão em construção; e isso acontece sem muito percebermos. Se o casamento e a monogamia foram arruinados, é necessário que façamos uma reconstrução em nossas relações. Acredito, que tomando consciência disso, podemos estabelecer novas formas de nos relacionar - tanto em família como em sociedade - e assim entendermos e suportarmos mais facilmente esse novo mundo.


O Homem Moderno - Juremir Machado da Silva

Publicado no Correio do Povo de 16/06/2008, achei formidável o texto e a visão de Juremir Machado da Silva, sobre o Homem Moderno. Para quem não tem o jornal, esta aí o texto:

As comemorações de maio de 1968 acabaram. Ou quase. Dentro de dez anos, serão mais intensas. Meio século tem mais charme do que 40 anos. Mas os frutos daquele tempo estão aí e não param de chamar a atenção. Um deles, talvez o mais importante, junto com a mulher sexualmente liberada, é o homem moderno. O problema é que não surgiram, por exemplo, publicações e especialistas que tratem dessa nova categoria. Em qualquer banca de jornais, até em vilarejos, é possível encontrar revistas para mulheres modernas. E o homem moderno como fica? Abandonado. Não tem a quem recorrer. Salvo aos psicanalistas. A verdade é que ele precisa de ajuda.
A vida de um homem moderno é complexa e provoca inúmeros distúrbios nunca observados antes. O homem moderno precisa ser ético, estético, atlético e, de preferência, sexualmente épico. Acossado por tantas obrigações, acaba, muitas vezes, por ser apenas patético. O homem moderno precisa ser bem-sucedido no trabalho, bom pai, bom filho, excelente marido, grande cozinheiro, conhecedor de vinhos, capaz de fazer aquelas frases enigmáticas sobre o conteúdo de cada garrafa que abre, e ainda trocar fraldas, assar um bom churrasco, se for gaúcho, ter pegada, atitude, sensibilidade, virilidade, passar creminho, usar perfume, abrir a porta do carro, pagar a conta no restaurante, ao menos nas ocasiões especiais, dar porrada em sujeito abusado, que tente ofender a sua dama na rua, e ser charmoso e sedutor.
Tudo isso sem revista alguma para ajudar. Sem um colunista diário para dar dicas de como enfrentar o cotidiano. Sem livros de auto-ajuda. Sei que existem alguma publicações dirigidas ao público masculino, mas elas não estão à altura das dificuldades enfrentadas pelo homem moderno. Que cueca usar no primeiro encontro com uma mulher? Samba-canção ou sleep? De que cor? São detalhes extremamente importantes. Deve-se tentar ir para a cama já na primeira saída? Isso não poderá ser visto como uma atitude machista? O contrário, porém, não tenderá a ser considerado falta de pegada ou até desinteresse? O certo é tentar justamente para que não funcione e assim cada um cumpra a sua parte no ritual consistindo em não querer sempre querendo? Viram só?
É problema que não acaba mais. O homem moderno casado de longa data, então, precisa mais do que ninguém de ajuda. Questões transcendentais o assolam: é brega ou bacana convidar a mulher para comemorar o aniversário de casamento num motel? No caso de ser bacana, como escolher o motel? Apresentar logo um nome e endereço não vai provocar desconfiança? Se ela tiver uma sugestão, isso não vai detonar ciúme (como é que ela sabe?), terminando os dois emburrados na cama do casal? Dizer que um amigo, ou uma amiga, no caso dela, indicou, essa é uma boa saída? Não vai gerar comentários do tipo: 'Ah, então teus amigos freqüentam motéis?'. Ou: 'Diga-me com quem andas e te direi que motéis freqüentas'?. Claro, felizmente a vida de um homem moderno não se resume a questões sexuais.
Alguns dilemas antigos persistem: onde passar o Natal? E a virada do ano? Na casa da mãe? Na casa da sogra? O problema é que a mãe de um é sempre a sogra do outro. Mais complicado ainda: onde passar os domingos? O homem moderno deve ser superior a tudo isso, compreensivo, generoso, forte, certeiro, gentil, firme, incansável e seguro. Mais do que tudo, jamais deve roncar ou virar para o lado e dormir depois do sexo. O homem moderno, portanto, é um herói ignorado pela mídia.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Pequeno Poder.

Conscientização geral, tomada de conhecimento do ser diante da própria realidade, só assim podemos pensar em tomar o poder e projetar uma sociedade mais justa. Lindo isso, porém impossível. A política representativa, as instituições de ensino, a religião, os valores morais, enfim, tudo a nossa volta, está dominado pela economia, pela mídia, pelos detentores do capital.
Nós? Nós, por mais idealistas, socialistas, comunistas e sonhadores que possamos ser, também estamos. Estamos perdidos. Não temos mais como sonhar. Estamos condenados a viver num sistema que nos impossibilita pensar em algo verdadeiramente político, que realmente envolva a sociedade, ou melhor, que leve a sociedade em direção a esse ideal. O que nos resta? Ou melhor, algo nos resta?

Quem sabe duas alternativas. A primeira e mais cômoda é o suicídio. Nos matamos e pronto. Paramos de pensar e sofrer no mundo e pelo mundo. Abstraímos nossos sentidos diante da realidade e descansamos eternamente. Porém, ela é sem nexo. Afinal, se “nós” que nos achamos possuidores dessa “racionalidade existencial” dizemos não a própria consciência e optamos pela morte, então não valeu a pena ter alcançado tal consciência. Seria melhor ter ficado na ilusão do capital, da religião, da mídia, seria melhor não ter pensado.

Nossa segunda alternativa é modesta, porém é alguma coisa. Reconheçamos que não temos mais como mudar este “mundo perdido”, e façamos a tentativa de mudar o pequeno mundo, o micro mundo no qual estamos envolvidos. É por sabermos que não temos chance de mudar o grande mundo, que devemos deixar esse mundo de lado e nos voltarmos para o pequeno mundo. Mas o que é esse pequeno mundo?

Esse pequeno mundo é nossa vida. Nossa real existência. Existência não mais voltada a utopia de um dia mudar o todo, e sim, voltada a reconhecer que dentro desse todo existe um micro mundo, no qual exercemos poder e que podemos mudar. Temos relações de poder em todas as nossas ações, sejam elas familiares, amorosas, ambientais, comerciais, entre outras. É ali e somente ali, que podemos realizar alguma coisa. Se a política representativa bate nossa porta, apenas de dois em dois anos, tomamos conhecimento disso, e façamos valer nosso poder da melhor forma possível neste período hipócrita eleitoral. Como? Você decide. Você tem esse poder. Sabemos que só baterão nossa porta de novo daqui a dois anos, basta a nós aceitarmos isso ou não. Angustiante? Claro que sim. Mas é.

O que não podemos fazer é achar que não exercemos poder algum porque existe um poder maior. Não podemos negligenciar nossas relações e culpar esse macro poder por tudo. Tomada essa consciência sobre esse pequeno mundo e exercida nossa parte, quem sabe um dia poderemos voltar a sonhar. Quem sabe.

domingo, 15 de junho de 2008

Descamisados Campeão

Sábado, 14 de junho de 2008, final do campeonato municipal de futebol de salão na Sociedade Esportiva Planalto.
De um lado os donos da casa, a S.E.Planalto, clube com mais de 50 anos de história, papa títulos da cidade, com seus jogadores experientes e consagrados. Entre eles Capeletti, artilheiro do campeonato e um verdadeiro monstro com a bola nos pés.
Do outro lado o A.A.Descamisados. Associação que teve origem nos anos 90, montada por uma turma de festeiros da época, que marcou história conquistando tudo dentro de seus limites futebolísticos. Reestruturada ano passado e formada agora em sua grande maioria por adolescentes de 16 e 17 anos, os Descamisados do século XXI, tinha a seu favor o entrosamento e força juvenil de seus atletas. As equipes entraram em quadra com a seguinte formação. S.E.Planalto: Ovo, Paulo, Géio, Ratão e Capeletti. A.A.Descamisados: Eze, Ronaldo, Joel, Tuche e Lélio.

O Jogo

Não foi simplesmente um jogo, foi um jogaço. Um espetáculo digno das grandes finais. Ele teve todos os ingredientes que desejamos ver numa final: emoção do início ao fim; e gols, muitos gols.
Logo, no primeiro minuto de partida, Ratão abriu o placar em favor do Planalto. Um verdadeiro choque na cabeça dos chamados "piazinhos". Porém, pouco tempo depois o "piazinho Lélio " desvia o chute de Joel e empata. Géio em linda jogada, coloca o Planalto em vantagem novamente. Lélio de novo empata. Quase no fim do primeiro tempo começa a brilhar a estrela do time do Planalto. Capeletti desempata a partida e o primeiro tempo termina em 3 a 2 para o Planalto.
As equipes voltam para o segundo tempo, e Lélio, o baixinho endiabrado empata. Capeletti, goleador do campeonato coloca o Planalto na frente. O jogo se torna eletrizante. Lenon com a predestinada camisa número 16 entra em quadra e iguala o placar , 4 a 4. Ronaldo num chute do meio da quadra vira pela primeira vez em favor dos Descamisados. Mas o Planalto tem Capeletti, que empata de novo. Afonso, de falta, coloca os "grandes pequenos" em vantagem. No entanto Capeletti faz mais um, aumenta ainda mais sua artilharia, empata a partida, e leva o jogo para a prorrogação, 6 a 6.
Na prorrogação, Lélio faz mais dois. Pela primeira vez uma equipe abre dois gols de vantagem na partida e faz a torcida dos "sem camisa" soltar o grito de É CAMPEÃO. Mas, porém, não obstante, apesar disso....o Planalto tem Capeletti.
Faltando um minuto para o fim, ele diminui para 8 a 7; e quando o juiz se prepara para apitar o fim da partida...Capeletti empata. O ginásio não crê no que vê, a torcida dos Descamisados embora não queira, sente que tudo parece conspirar contra o time. O título que estava na mão da A.A.Descamisados será decidido nos pênaltis.
Quem abre a série de 5 cobranças é Capeletti, craque do Planalto, que, por ironia do destino, cobra mal e Eze defende. Ronaldo pode abrir a vantagem, mas isola a bola. Os batedores se alternam, convertendo as cobranças. O jogo está empatado em 3 a 3 na penalidades.
Última cobrança para o Planalto, o experiente Perin se prepara, corre para a bola e coloca a "pequena redonda" rente ao poste, mas para fora. Tudo está nos pés de Tuche, que cobra, converte, e põe números finais na partida, 4 a 3 nas penalidades.
A Associação Atlética Descamisados é Campeã Municipal de FUTSAL pela primeira vez no novo milênio. Uma final histórica, decidida nos mínimos de detalhes e que encheu os olhos daqueles que gostam de ver um futebol de qualidade.

Os jogadores que levaram a A.A.Descamisados a conquistar de forma invicta o campeonato foram: Ezequiel Vanzin (Eze), Alexandro Tomazi, Ronaldo Bazzoti, Douglas Agnoleto, Douglas Pereira, Matheus De Conto ( Lélio), Eduardo Gadenz, Joel Sartor, Mateus Brandão (Tuche), Afonso Danielli, Ruan Crema, Lenon Curti. Técnico: Lauro Curti (Mugica) Preparador Físico: Jardel Zanella.

Parabéns a todos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados.


Não sei direito definir o namoro. Ele é composto por várias fases.
Não considero namoro aquela convivência triste, melancólica, onde predomina o diálogo possessivo e a cobrança. Isso, na verdade, é o fim do namoro.
No começo do namoro, os namorados se descobrem, se paqueram, se mostram as melhores pessoas do mundo afim de conquistar a pessoa amada. Pode ser esse o primeiro grande erro dos namorados: querer conquistar.
Conquistar significa possuir algo, e quando as pessoas se acham possuidoras do outro, o namoro acaba. A singularidade, a particularidade de cada um termina, e os agora já iludidos namorados, se acham capazes de serem um só. Esse é o segundo grande erro dos namorados: querer ser um só.
Nesta fase que denomino como "começo do fim namorístico", existe uma notável mudança de diálogo entre os pombos apaixonados. Perguntas que antes eram feitas como: "Onde você vai amor?" passam a ser: "Porque você vai?" ou "o que você vai fazer lá"? Esse "porque" ou "o que", pede explicações, justificativas, clama por respostas, faz com que o ser se sinta cobrado, acuado, tendo que dar explicações sobre algo que nem ele mesmo sabe.
O namoro para ser namoro, não deveria se tornar namoro. Complicado? Calma, eu explico.
Quando os pretendentes a namorados, dizem: "estamos namorando", o que na verdade querem dizer é: "somos um do outro e de mais ninguém".
O namoro para ser namoro, deveria ser um grande jogo infinito, em que cada um, por mais que tente conquistar o outro, jamais vê isso como possível.
É um grande paradoxo, uma contradição terrível, mas para o namoro ser eternamente um namoro, deveríamos sempre manter um mistério e não sermos sinceros com o outro.
Não me compreendam mal e achem que estou fazendo apologia a traição. O que estou querendo dizer é que ambos devem manter o outro com medo de perder. Esse medo, essa preocupação com a perda, é o que mantém a chama da conquista acesa, e faz com que os namorados se mantenham eternos apaixonados. Entenderam?
Feliz dia dos namorados e uma ótima quinta - feira a todos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Podolski é excomungado por gols contra a Polônia

Os dois gols na vitória da Alemanha sobre a Polônia, no domingo, pela primeira rodada do Grupo B da Eurocopa, ainda rendem problemas para o atacante Podolski. Desta vez, o jogador, que nasceu na Polônia, foi excomungado pelo partido ultracatólico LPR.

Segundo o jornal português "Record", Podolski e Klose, que também tem nacionalidade polonesa, revoltaram os membros do partido por defenderem a seleção alemã e tiveram seus direitos católicos retirados.

Antes, o jovem atacante havia sido criticado pelo ex-vice-ministro polonês Miroslaw Orzechowski, que pediu a retirada da cidadania das pessoas que defendem outros países

*Será que a traição futebolística consta no direito canônico?

Obs: E saber, que há um tempo atrás, alguns sujeitos que pensaram em ser livres da Igreja, pediram a excomunhão diretamente ao bispo e ele não concedeu.Vou avisá-los para fazer um jogo contra a CNBB...uhahahahaha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Amor Uterino


Semana passada, abordei aqui no Blog, que a angústia faz parte da condição humana. É ela que nos move, que nos faz viver, que nos causa tanto o sofrer, como também o prazer. Porém, por mais que isso seja uma máxima, um conceito universal que pode ser estendido a todos humanos, ainda falta sabermos o que provoca essa angústia existencial.
Embora saiba que dificilmente poderemos afirmar algo absoluto sobre a origem da angústia, um leitor do blog e grande amigo meu, me falou o seguinte: "Ale, apenas somos seres completos, sem angústia, quando estamos no útero de nossa mãe. Lá somos amados incondicionalmente durante 9 meses, e depois somos jogados para fora. Triste né? Não é angustiante?. Está aí a origem da angústia". argumentou ele.
Gostei do argumento. Ele me fez pensar, me deixou inquieto, angustiado, feliz também. Me fez pensar no egoísmo, na angústia, no apego materno. Através desse pensamento, essas três últimas questões, até então por mim não resolvidas, ficaram mais claras, mais nítidas. Afinal, se no útero temos tudo a nosso favor, é natural que ao sermos lançados ao mundo, nos sintamos sós, angustiados e querendo tudo para si. Também é natural - sem menosprezar o amor paterno - que nos momentos de aflição chamamos primeiro pela mãe, para só depois lembrarmos do pai. Dessa forma, não é espantoso que aprendemos primeiro a falar "mama", para depois falar "papa". O pai serviria apenas como um ser procriador, e nesse ponto, podemos também justificar, a obsessão sexual masculina, em querer estar sempre procriando as mais variadas fêmeas. Biologicamente, enquanto a mãe está oferecendo todo seu amor ao feto, o pai está pronto e querendo a todo momento fazer germinar sua semente pelo mundo. Tudo muito lógico, embora imoral para nossa sociedade.
Voltando a angústia natural, me parece óbvio, que quanto mais desligados da mãe ficamos, mais angustiados nos sentimos, sendo que essa angústia tende sempre a aumentar, se acaso não encontrarmos como substituir o amor incondicional proporcionado pela mãe.
E vocês. O que acham?
Abraço a todos e uma ótima quinta-feira.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Acreditem...foi aprovada.

Supremo libera pesquisas com células-tronco embrionárias

Por seis votos contra cinco, STF decide que Lei de Biossegurança não fere a Constituição.
Iniciado em março, julgamento foi retomado na quarta-feira e só concluído nesta quinta.
Mirella D'Elia Do G1, em Brasília entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira (29) as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição, como previsto na Lei de Biossegurança.

O julgamento começou em março. A discussão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Na quarta (28), o tema voltou à pauta do STF. Depois de quase 11 horas, o julgamento foi novamente suspenso e concluído nesta quinta, após quase cinco horas de sessão.

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, a Lei de Biossegurança foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. Ele alegou que a legislação fere a proteção constitucional do direito à vida e a dignidade da pessoa humana. Para Fonteles, a vida humana começa com a fecundação.

Ao encerrar a discussão, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que o julgamento era um “marco”. "É em momentos como este que podemos perceber que a aparente onipotência do tribunal constitucional não pode restringir o legislador”, declarou.

Após o resultado, o mais antigo ministro do Supremo, Celso de Mello, explicou que não será preciso nenhuma regulamentação extra no texto da lei. “O tribunal confirmou a inteira validade do artigo 5º da Lei de Biossegurança e liberou as pesquisas, observados os limites estabelecidos pelo próprio artigo”, resumiu.

A lei prevê que os embriões usados nas pesquisas sejam inviáveis ou estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.

“Esse foi um julgamento histórico, em que o tribunal discutiu os limites entre a vida e morte. São questões que interessam à generalidade das pessoas”, comentou o decano, que votou pela liberação dos estudos nesta quinta.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Eu duvido que cosigam ler até o final, se conseguirem...meus parabéns.

Angústia Existencial

O que pretendo me fazer entender hoje, é interessante e pertinente. Ouso dizer, que o tema abordado, seja, possivelmente, geral a todos nós seres humanos pensantes. O que quero falar hoje, e aí está a complexidade do assunto, é sobre a angústia existencial. Quero falar dessa angústia que nos apavora e ao mesmo tempo nos alimenta. Desse vazio que sentimos uma boa parte do tempo procurando preencher. Pretendo dizer algo sobe essa mesma angústia que nos move em busca de nossos amores, ou das chamadas almas gêmeas, como queiram chamar. O que é a alma gêmea senão um sonho de completude existencial? Pois é esse desejo infinito de falta, que me faz chegar à conclusão inevitável, que, se existe algo universal a todos os seres humanos, isso se chama angústia. Vou tentar traçar algumas linhas sobre esse sentimento, essa solidão existencial que nos fez criar as mais diversas formas de filosofias e de religiões.

Filosofia e religião, acredito, tenham nascido da mesma vertente. Nascem da fonte provocada por esse vazio existencial dito anteriormente. Tanto a filosofia, como a religião, num primeiro momento, buscam a mesma coisa. A primeira tem como ponto de partida a busca pelo saber, e a segunda, uma busca pela sintonia do ser diante do mundo. A filosofia criou a razão, e a religião criou formas para que pudéssemos suportar a razão.

Vivemos fugindo, não interessa para onde e de que forma. Não suportamos ficar parados, pensando, raciocinando, contemplando a cruel existência. A filosofia , seria isso, contemplar a existência e encontrar prazer mesmo no sofrimento que ela proporciona. Aí está a grande diferença entre a filosofia e a religião. Enquanto a primeira, mantém a liberdade de busca, a segunda dogmatiza essa busca dizendo: é este o caminho.

“Este é o caminho”, quando a religião afirma isso, ela nega a vida e separa-se da filosofia. Nada mais embrutecedor, anti-natural e anti-filosófico do que isso. Não que os filósofos também não tenham tentado criar formas de busca, mas eles sempre foram claros em dizer, que suas idéias eram suas idéias, ou seja, “idéias humanas”, formuladas racionalmente, e não o contrário, reveladas por algo além deles mesmos. Que lógica existe em ficarmos aqui todo esse tempo, sofrendo por nada? Que lógica existe na vida? perguntam os religiosos das verdades reveladas.

Quando percebem o espanto e o medo dos homens, diante dessas simples questões existenciais, os “mais sábios golpistas da história”, também percebem que o homem teme a vida, o pensamento, e a busca pela verdade. Eles percebem que os homens, não suportam a busca eterna proposta pela filosofia, e assim, criam rituais que possam preencher tal vazio. Nem eles imaginavam que algo desse tão certo e fosse tão lucrativo. Eles criam as igrejas, os templos, enfim lugares de adoração. Esses lugares tomam as religiões para si, e ensinam o caminho para o homem preencher sua angústia. Esse caminho é fácil e limitante, mas isso é o que menos importa aos angustiados seres humanos. Esses antros, quando revelam uma verdade, acabam com a filosofia e também com a própria religião. Acabam com a busca pessoal que o ser deveria buscar no universo e limitam o mesmo diante da vida.

Não condeno Cristo por se auto condenar à morte. Foi à forma dele se religar, de buscar sua própria sintonia. Porém, essa “re-ligação” é particular, intransferível. Se cristãos querem se religar como Cristo diante do universo, não devem seguir os rituais propostos pelas igrejas e suas fórmulas mágicas, e sim buscar ter uma vida como a de Cristo. Foram os rituais cristãos e a palavra sagrada que enriqueceram as igrejas e fizeram bilhões de pessoas negligenciarem a própria vida. Não foi a vida de Cristo a responsável por isso. Cristo viveu intensamente, foi um revolucionário, um filósofo que pregava o amor, o desapego das coisas matérias, e a busca pela igualdade. Foi um precursor do comunismo, poderíamos dizer. O ápice da hipocrisia eclesiástica é a cobrança do dízimo. Se Cristo, aquele pobre miserável, pudesse ver o que as sagradas igrejas, fizeram e exploraram em seu nome...com certeza, ou já teria voltado e acabado com toda essa vergonha ou teria se suicidado. Jamais imaginou ele que suas sábias palavras seriam sinônimo de arrecadação e enriquecimento.

Mas o que venho propor aqui é mais difícil e complexo, que a própria angústia existencial. Proponho o inverso do que as religiões reveladoras pregam e pregaram em suas sangrentas histórias. Se um dia “sábios espertalhões”, puseram fim a religião e a filosofia. Proponho hoje que acabamos com o dogmatismo religioso. Proponho que voltamos ao sentido original da palavra religião, ou seja, que novamente façamos busca pelo nosso próprio “religar”. Proponho que levamos a falência as igrejas, e com o dinheiro do dízimo buscamos formas de acabar com a desigualdade.

Não devemos renunciar a vida, e sim, viver, contemplar, e tentar superar todos os obstáculos que ela mesma nos impõe, isso de maneira pessoal e intransferível, da mesma forma que fizeram Cristo, Sócrates e vários outros verdadeiros sábios.

Devemos em última instância voltar a sermos filósofos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Eu...d-existo

Eu queria, mas ela não existe.

Queria que me quisesse bem;
Queria que quisesse meu bem;

Mas ela não existe...
Ela quase-existe.

Ela existe em corpo;
Ela existe em palavras;

Ela que existe para o mundo;
Quase existe para mim...

Assim...decidi por "d-existir"

domingo, 18 de maio de 2008

Amazônia

'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'

Jornal americano diz que Brasil se preocupa com soberania da floresta.
Uma reportagem publicada neste domingo (18) no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

sábado, 17 de maio de 2008

Ranking dos Últimos 5 anos no Futebol Brasileiro

Acesse e veja se seu time é grande, médio, pequeno ou minúsculo.Saiu na Revista VIP:
http://vip.abril.com.br/nova_vip/edicoes/278/brasileirao.shtml

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Fim Trágico do Alexsander.

Quando nasci, sem me perguntarem nada, meus pais me deram o nome de Alexsander de Vargas. Até hoje não entendi porque, afinal, me chamam de Alex ou de Ale.
Acredito que essa nomenclatura extensa se deva ao fato de possuirem assim uma forma de me chamar a atenção quando estivessem nervosos: "ALEXSANDERRRRRRRRR " diriam eles.
Outro ponto, que penso que pode tê-los levado a escolha desse extenso nome, pode ser um certo desejo, ou também uma previsão de que seria alguém importante neste mundo. Imaginem isso:"Doutor Alexsander de Vargas, comparecer urgente a sala de cirurgia", não é lindo? Com certeza é um orgulho para qualquer pai, que o filho esteja sempre com a vida dos outros em suas mãos. Ou será que queriam que fosse médico só pelo bom salário?
Também devem ter pensado em que eu pudesse me tornar, engenheiro, advogado, dentista ou até maestro de uma orquestra...porém, erraram feio.
Serei no máximo Doutor em Filosofia, mas mesmo assim, meu extenso nome soará bem aos ouvidos da geração futura.
Vejamos as informações obituárias presentes nos jornais de 2058:
"Alexsander de Vargas, doutor em Filosofia, que em sua vida sempre defendeu causas idiotas, utópicas e sem cabimento, suicidou-se aos 79 anos de idade. O motivo que alegou para essa infeliz decisão foi não ter suportado a beatificação da "menina Isabella", morta covardemente pelo pai e pela madrasta há exatos 50 anos".
Um triste belo fim...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Zé e José.

Não sou daquelas pessoas que presta muita atenção nas letras das canções, mas essa, de uma forma ou de outra, me emocionou...a amizade, os pais, o sistema, a luta, os sonhos, a felicidade...achei ela, muito bela. Quando puderem ouvi-la. Vale a pena.

Zé e José

Composição: Zé Geraldo/Marcão Lima

Zé e José eram amigos de fé
e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis
Sorriam juntos na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas
Noites e luas no interior

Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos
lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós, diziam eles

Pela primeira vez
Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa
agora instalada nos seus corações

Aprisionados foram aos compromissos
Apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda-feira
quando estariam atrás dos balcões
Cabeças treinadas para competir
Sementes de toda ambição

José...
José progrediu
Calculista e frio
Sorriso plástico
Frequentava a Câmara e o Senado
Enganava o povo
Não tinha amigos
Fez um pacto com o Diabo
e se perdeu na escuridão

E o Zé?
Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola
que ganhou de um velho bêbado
que lhe contou uma história
sobre a cor dos sete mares
e de tesouros escondidos
no peito do próprio homem
Lhe disse também
Cante ao mundo
o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez

Zé cantou histórias das estradas
Reencontrou o sentimento perdido
Emocionou multidões
Aplaudiu
Foi aplaudido
Zé nunca mais sentiu culpa em ser vagabundo
Voltou a ser feliz

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nosso Verdadeiro Amor.


Amamos não saber, não ter convicção. Amamos estar em busca de coisas novas.
O conhecimento, a Filosofia, nasceram dessa curiosidade pelo mistério, pelo o que não é sabido, descoberto. Mesmo a religião - que nos inventa e supostamente nos dá uma verdade - quando não explica, diz: "é mistério da fé". Não vamos aqui tratar do bloqueio que ela nos impõem, ao nos limitarmos em querer desvendar o mistério existencial...mas sim, salientar que ela também admite que somos movidos pelo mistério.
E no amor? Sim, nesse amor carnal, em que buscamos uma alma gêmea para tudo dividir, não é também o mistério, o "não saber algo sobre o outro", que nos joga contra ele? Não é quando estamos descobrindo o outro que nos sentimos apaixonados? Depois que o desvendamos completamente, as coisas perdem a graça, e tudo parece virar um grande marasmo. No amor, como na vida...o combustível é o mistério, a descoberta.
É contraditório: "Vivemos movidos pelo não saber, procurando saber, e quando sabemos parece que tudo perde a graça".
A ciência também se move em torno do que ela não sabe. Descobre-se algo hoje e apaga-se tudo amanhã. Tudo um constante movimento, que parece - pela nossa arrogância humana - nos levar um dia ao saber absoluto.
Feliz engano. Isso não vai acontecer, e se acontecesse, nos levaria a mais profunda depressão. Nos seria tirado o direito ao livre pensar. Nos seria arrancado o direito de filosofar, seria o fim do mistério. Seria o fim do combustível que move a existência. O fim do nosso verdadeiro amor.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Segunda - Feira

"Segunda - feira é um saco"...
"Esse dia não precisaria existir"...
"Aff...amanhã é segunda"...
Todos fizemos ou ouvimos essas queixas sobre a pobre segunda-feira. Mas por que esse ódio?
Será por ser o primeiro dia útil?Ou por amanhecermos de ressaca de um fim de semana de diversão e vagabundagem? Será por estarmos longe da sexta e do sábado? Afinal por que há odiamos?
Se respondermos essas questões acima afirmativamente, logo, chegamos a conclusão que não nascemos para o trabalho e sim para a diversão, para o ócio, para o não comprometimento com nada. Portanto o trabalho que uma vez foi dito como algo necessário, que dignifica o homem, nada mais é que uma cruz que temos que carregar para sobreviver.
Mas então? Será que odiamos trabalhar? Ou odiamos ter que estar num determinado lugar cumprindo um horário fixo? Conseguiríamos viver no mais puro ócio? Sem horário a cumprir? Sem funções pré-estabelecidas? Será que somos vagabundos por natureza e nosso grande martírio na vida é ter que forcejar para viver?
Para terminar: no céu, naquele lugar maravilhoso que ficamos ao lado de Deus e de todos os anjos na mais santa paz...existe a segunda? Lá...precisamos trabalhar?
Me digam...por favor...por que odiamos a segunda-feira? Pelo amor de Deus que maléficamente "a criou" me digam...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vamos amar?

Chega de pessimismo. Chega de pensar que somos seres egoístas, maléficos, ruins, que só pensam em si e mais nada. Chega de pensar que mesmo apaixonados estamos apenas querendo nosso próprio bem, que somos incapazes realmente de amar.
Vamos nos render ao amor. Vamos nos render a idéia de que as coisas podem acontecer, que podemos ser felizes, não por toda vida, mas por um momento indefinível, porém inesquecível ao lado de alguém. Façamos a tentativa de buscar um amor perfeito, mas se não o encontrarmos, e provavelmente não o encontraremos, sugamos desse amor tudo o que ele nos trás de bom. Se acharmos que ele pode ser por toda vida...ótimo, se não der...busca-se um novo.
O amor não é passado, não é futuro, ele é presente. É o agora. Não é a lembrança passada nem a angústia do amanhã imprevisível. O amor não é planos e sim fatos. É atitude e não esperança. Dias atrás ouvi um padre dizer que não vivemos sem esperança. Vivemos sim, desde que consigamos amar no presente. A esperança serve apenas para procurarmos uma nova forma de amar ou um novo amor para viver.
Esqueçamos o passado frustrante, deixamos de sonhar com o futuro incerto e vivamos o presente.
Num mundo que nos leva a cada dia viver mais individualmente, a procurar as coisas sem a ajuda do outro, o que nos falta é exatamente dar valor a aquilo que temos ao nosso lado...e que nem percebemos amar.
"É hora de fazermos uma grande "suruba" e amarmos uns aos outros...da forma que melhor nos convir"
Abraço, ótimo fim de semana e muito amor a todos nós.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Somos Coisas ou Somos Gente?

Ontem tive o imenso prazer de assistir a palestra de Paulo César Carbonari. Não vou ficar fazendo menção as suas graduações, não acho isso necessário.
O importante foi o que abordou. O tema foi Filosofia e Direitos Humanos.
Ele conseguiu com sábias palavras ligar diretamente essas duas questões e dizer que as duas estão em descaso.
Disse que a Filosofia só nasce no ócio, no intervalo de nossas ocupações, sendo que no mundo moderno não podemos "não fazer". É pré-requisito nos dias de hoje, estarmos ocupados para sermos alguém na vida. Precisamos entrar no sistema e sermos úteis. Assim, a reflexão sobre o mundo deixa de existir e a Filosofia se torna inútil.
Já os Direitos Humanos só são abordados por aqueles que no ócio de seus afazeres "pensam" e se percebem excluídos da humanidade. Foi no ócio dos escravos, das mulheres, dos homossexuais e de todos os movimentos que até hoje reivindicaram por alguma causa, que algo foi feito. Contraditoriamente os direitos humanos só nascem a partir do "não direito aos humanos", pela exclusão de alguns humanos feita por "outra classe humana". Nunca foram os donos do poder que falaram em direitos humanos e sim os que estavam fora dele.
Assim fazendo uma ponte entre Direitos Humanos e Filosofia, poderíamos dizer que a Reflexão Filosófica - que só pode ocorrer nos momentos de ócio - é o que faz com que pensamos no "HUMANO".
Portanto se no mundo atual o ócio é sinônimo de preguiça e inutilidade, o HUMANO deixa de ser HUMANO, e acabamos por tratar nosso semelhante não mais como GENTE, mas como COISA.

"Sejamos mais OCIOSOS e consequentemente mais HUMANOS.

Ótima quarta feira a todos, que pensam como HUMANOS.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ronaldo


Por muitas vezes sonhei em ser jogador de futebol, ganhar milhões, ter fama e consequentemente muitas mulheres. Porém vejo que mesmo o dinheiro, a fama, e a possibilidade de quem sabe ter as mulheres mais lindas do mundo, não são suficientes para que os "nossos ídolos" sejam felizes. Eles não conseguem se libertar das amarras sociais, da idéia de certo e errado que acreditamos existir, mas que nada mais são, que imposições do meio em que vivemos.
A pergunta da vez é: Ronaldo, o Fenômeno, quis ou não sair com travestis?
Minha resposta? Não interessa. Ele simplesmente fez a VONTADE dele. VONTADE só isso.
Me deu pena de vê-lo se humilhando diante das câmeras como se tivesse cometido um crime. Ele só cometeu, no máximo, um equívoco. Ele simplesmente poderia ter dito: "me enganei, estava bêbado"; ou simplesmente: "sim queria algo diferente, mas ao ver a "arma" dos travecos desisti".
Embora pudesse dizer isso, preferiu a humilhação. Preferiu não falar a verdade, continuar refém da sociedade, do que assumir sua bebedeira, sua VONTADE HUMANA de experimentar o diferente. Seja esse diferente, três mulheres ou três travecos. Se era essa sua VONTADE, deveria tê-la assumido.
Mas ele não pode, ele é um coitado. Não pode se expor, pois teme a quebra de contratos que prezam sua imagem. Ele não pode ir contra o sistema capitalista, que mantém ele, refém dele mesmo. Ele não pode ser ele. Ele é um produto e não um humano.
Literalmente, agradeço por ser um pobre humano anônimo que pode dizer: eu errei, eu tenho VONTADE; do que ser um Fenômeno com a VONTADE reprimida e sem personalidade.

domingo, 4 de maio de 2008

Inter Campeão Gaúcho 2008


Antes de iniciar a partida, a Orquestra responsável pelos Hinos, já previa o que estava por vir. Ela tocou os Hinos Nacional e Riograndense, sem o Juventude estar em campo. Ela já sabia que o jogo seria de um time só. Ela, a Banda, sabia do massacre. Ela quase tocou a marcha fúnebre quando o Ju entrou em campo, porém, manteve o respeito.
Mas sobre o jogo o que dizer?
O que?O que?Oito vezes "o que"?
Foi de lavar a alma. De reestabelecer a história. Eles falavam de 98 e 99 quando haviam eliminado nosso grande Colorado. Falavam das 3 vitórias no ano. Porém, esqueceram que estavam diante de um legítimo Campeão do Mundo. Esqueceram da sagrada camisa branca que nada perde. Esqueceram, que acidentes não acontecem a todo momento. São acidentes.
Sobre o jogo? O jogo?
Jogo só teve até os 25 minutos do primeiro tempo, quando Danny Morais marcou o primeiro gol. Depois foi sumanta, surra, palmada na bunda de criança mal criada.
Fernandão, aquele mesmo que perdeu a bola no gol do Juventude, lá no Jaconi, fez aos 29 e aos 32 minutos. Alex, numa cobrança de falta perfeita fez o quarto aos 37 . Parecia sonho, não era.
No segundo tempo se esperava um Juventude agressivo e um colorado retrancado. Que nada.
Fernandão novamente aos 5, e Nilmar aos 8 minutos, fizeram o Juventude não acreditar no que estava acontecendo. O gol do Juventude aos 12 (gol contra de Índio) e a pressão em busca do segundo gol até os 30 minutos, não impediram que o mesmo Índio fizesse o sétimo aos 32.
Parecia não faltar mais nada, mas faltava. Faltava o gol daquele que está lá, sempre para defender. Daquele que não pode falhar. Daquele que foi decisivo em todas nossas grandes conquistas. Faltava o gol de Clemer. E quando Andrezinho sofreu o penalti aos 46 minutos, a torcida enlouquecida, não teve dúvidas; gritou pelo nome de Clemer, que atravessou o gramado do Templo Sagrado, e, com extrema categoria cobrou, e mandou o Juventude, humilhado, batido, esfacelado para casa.
Uma sumanta, uma surra, um massacre para acabar com qualquer "touca" existente.
Num jogo de um time só, a Oquestra tinha razão, pois só um time merecia ter ouvido o Hino Nacional e Riograndense. Numa tarde mágica, jogamos por música.
"Sirvam nossas façanhas de modelo para toda a terra".

INTER CAMPEÃO GAÚCHO 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Luto

O que quero abordar hoje é bem polêmico, muitas pessoas poderão se sentir ofendidas, e confesso que refleti muito em postar isso ou não. Porém, minha angústia aumenta pela aparente angústia alheia não diminuir. Além do mais, vejo que hoje em dia entrar em depressão é fácil, embora sair dela é custoso, complicado e dopante na maioria das vezes.
É fato que ainda sofremos, e que sofreremos sempre, ao lembrarmos dos nossos três amigos que se foram prematuramente. A lembrança é eterna e o sentimento de perda inevitável. Porém, ficarmos enlutados, nos debatendo com o passado, não nos leva a lugar nenhum, a não ser há despertarmos um sentimento de tristeza , que, se repetido sucessivamente nos levará a depressão.
Alguns podem estar se perguntando como tenho ciência que muitas pessoas ainda estão em luto.
É simples. Hoje em dia todos sabemos por meio do mundo virtual o que as pessoas estão sentindo. As frases no msn, os perfis no orkut, são eles que demonstram o que sentimos. São eles que dizem quando estamos felizes e também pedem ajuda dizendo: "estou sofrendo, estou em luto".
Espero estar me fazendo entender, e agora pretendo fazer que vocês entendam o quanto ainda são felizes apesar de muitos "estarem enlutados".
Meu primeiro conselho seria: não se debatam com o passado, ficar recordando é martírio. O passado serve para não cometermos os mesmos erros, e para repetirmos aquilo de bom que ele nos apresentou.
Meu segundo conselho é: que embora estejamos tristes e o passado nos pareça muito recente para ser esquecido, devemos lembrar que existem "pessoas vivas" ao nosso lado, pessoas que amamos muito e que sofreremos muito se as perdermos. Pessoas que inexplicavelmente não damos o devido valor agora, e só perceberemos o quanto as amamos quando também elas se forem.
Terceiro conselho? Vivam, dêem valor aos que os rodeam. Cheguem a seus amigos, a seus familiares e a todos aqueles que fazem parte da vida de vocês e digam um EU TE AMO do fundo do coração. Façam isso, e não se arrependerão de não ter dito essas profundas palavras quando essas mesmas pessoas partirem.
Boa quarta-feira a todos...se cuidem...e podem ter certeza que AMO TODOS VOCÊS.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Isabella

Alguém pode me explicar o que a Isabella tem de diferente: "das Marias que são estupradas, das Josefinas que são jogadas no lixo, das Madalenas que morrem de fome, e de todos os outros humanos que clamam pelas mais diversas necessidades, diga-se, necessidades que deveriam ser sanadas pelo poder público?
Afinal, será que a Isabella é sobre humana ou "todos humanos" que sofrem com a mais diversas formas de violência não são humanos?
Por favor me digam: o que a Isabella tem de diferente?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Seremos Campeões

Disse ontem, que pelas diversas adversidades que teríamos diante do Paraná - tanto pelo placar contra, como também por outros fatores, como o regulamento e a perda de nossos dois principais jogadores - que dificilmente passaríamos do jogo de ontem. Disse também, que se acaso passássemos seríamos campeões e...passamos, sim passamos.
Passamos por todos os obstáculos obstáculos previsíveis e mais alguns outros que não esperávamos, como a lesão de Jonas aos 30 seg de partida, e o gol do Paraná aos 3 minutos. Tudo parecia perdido, mas...Andrezinho empatou aos 5 e devolveu a esperança a torcida que lotou o Gigante da Beira-Rio.
Empurrado por uma torcida enfurecida, o Paraná tremeu e o árbitro também. Ele também foi protagonista da história, expulsou Ângelo por falta violenta, e depois Joélson do Paraná e o nosso Sidinei substituto de Jonas, por troca de empurrões.
"Índio Guerreiro Balboa", virou aos 32 min, após cruzamento de Bustos, e Andrezinho aos 41 minutos, disse a multidão que o impossível iria acontecer. A certeza absoluta da classificação veio quando Léo, livre, errou na frente de Clemer.
O segundo tempo foi um massacre, e o gol era questão de tempo. Aos 18 minutos, Andrezinho o nome do jogo, cruzou, e Magrão matou no peito e estufou as redes. O placar estava construído, mas não podíamos levar gol. E por muito pouco um desastre não acontece, aos 31 minutos cruzamento na área Éverton cabeceia na trave, mas a noite era colorada. Aos 47 Nilmar invade a área e é atropelado. Pênalti que Fernandão cobra e sacramenta os 5 a 1.
Uma vitória além do esperado, uma vitória para empurrar inevitavelmente o Colorado rumo ao título da Copa do Brasil.
Escrevam...É CAMPEÃO.

Obs: Para os chorões vale lembrar que em 2005 fomos roubados tanto na Copa do Brasil, como também no Brasileiro. E para os que falavam do "cavalo do Adão", me parece que levou 5 tiros ontem e acabou falecendo...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Espera de um Milagre

Como se não bastasse a morte de dois amigos ocorrida ontem, hoje tenho mais um sofrimento pela frente, embora esse seja bem menos doloroso. Falo de Inter e Paraná.
Minha memória guarda apenas uma vez na história recente do Colorado que conseguimos reverter um 2 a 0.
Foi em 1997, mais precisamente dia 3 de abril. Naquele dia o Inter precisava reverter os 2 a 0 sofridos na Vila Belmiro diante do Santos e repetiu o resultado aqui no Beira Rio, acabando por vencer nos pênaltis. Hoje, após 11 anos e 20 dias novo nos superarmos.
Nosso forte nunca foi a Copa do Brasil e isso dimuni nossas esperanças. O regulamento também contribui para nosso pessimismo, um gol deles aqui e é necessário fazer quatro. Além do mais, perdemos nossos dois principais jogadores no jogo de domingo, Guinazu e Alex, e isso só aumenta a angústia. Mas é exatemente por todos esses obstáculos a serem ultrapassados que afirmo e reafirmo: Se passarmos hoje seremos campeões, não interessa quem vier pela frente. Hoje é a vitória da superação e é ela que vai nos deixar acima das outras equipes no decorrer da competição.
Querem saber minha opinião? Não passamos.
Porém, se eu estiver errado, meus amigos, podem preparar o grito: " É CAMPEÃO".
Não temos influência no resultado, mas torcer não faz mal a ninguém...Dá-lhe Colorado

terça-feira, 22 de abril de 2008

Por favor não aumentem a dor.

Nós "seres humanos superiores", somos tão "superiores", mas tão "superiores" aos outros animais, que não conseguimos encarar com naturalidade aquilo que sabemos que é comum a todos seres vivos: a morte.
Inventamos religiões para nos confortar, mas mesmo assim elas nos são inúteis. No fundo por mais que tentamos acreditar numa vida eterna, ficamos receosos com esta "certeza". Caso contrário não sofreríamos e ficaríamos felizes com a chegada desta que nos leva. Não conseguimos isso. Somos fracos diante da morte, incapazes, miseráveis, somos inferiores com relação a qualquer outro animal quando nos debatemos com este assunto.
Não estou gostando dessa história de me referir a morte com tanta frequência, mas hoje, novamente ela me deu as caras...e pior...duplamente.
Dois amigos se foram e como em todos acidentes de trânsito se vão assim, sem avisar. Mortes acidentais são as mais difíceis de aceitar. Elas são imprevisíveis e a única pegunta que fica é quem será o próximo? Eu? Você? Não sei, mas neste momento de dor, é o que menos interessa.
O que interessa agora?Ao meu ver, conseguir entender a fatalidade, a terrível perda, conseguir entender que estamos vivos e sujeitos constantemente a nos terminarmos.
Porém existem pessoas que adoram especular sobre a tragédia, e elas me apavoram, elas me indignam. Para elas o que interessa é encontrar um culpado, um motivo para aquilo que não tem como explicar. Escrevo tudo isso para pôr fim imediato a um dos tantos boatos que surgiram para esse terrível acidente. Desculpem minha frieza, mas vou tentar analisar os fatos sem emoção alguma.
O boato não está em volta do que provocou o acidente, e sim se os acidentados poderiam ter sido salvos. Isso porque teoricamente após o acidente, vários veículos passaram pelo local e nenhum avistou o acidentado e consequentemente não parou para prestar socorro.
Meus amigos, antes de falarem que isso era possível, olhem o veículo e vejam como ele ficou. Qualquer ser humano com suas "faculdades mentais em dia", consegue ver, que jamais alguém sobreviveria num carro naquelas condições.
Querer encontrar motivos e culpados num momento desses é só contribuir para aumentar a dor de todos. O acidente pode ter ocorrido por vários motivos, e o que menos interessa, é nós sabermos deles.
Nossos amigos estão mortos e nada trará eles de volta. Resta a nós, nos abraçarmos neste momento doloroso de perda, e juntos descobrirmos a melhor forma de suportá-lo.
Triste dia, mas por favor não o piorem.



Tragédia Dupla...

Só posso dizer:
"Merda...merda...merda...que merda".
Mais dois que se vão, e a única triste pergunta que faço é:
Quem será o próximo?
Merda..merda...merda..que merda.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

The Doors...The Doors...The Doors..

Pois bem, já coloquei logo ali na postagem abaixo que meu fim de semana foi maravilhoso.Agora vou compartilhar aqui o porquê de tamanha euforia.
Sexta não nego, estava preocupado, tinha gasto quase 200 reais para ver um show histórico e não tinha como eternizar. Faltava uma câmera...mas conseguimos uma...hehe. Antes de mais nada muito obrigado a esse anjo que possibilitou eternizarmos tal momento.
Problema resolvido, partimos sexta as 17 hrs e 15 min para Chapecó-SC, afim de no sábado embarcar rumo a POA.
Na sexta, embora a chuva, não saí de casa e também não durmi....a tempestade que caía me fazia lembrar "Riders on the Storm". Um bom presságio.
No sábado embarcamos no micro às 8hrs e 30 min e saímos de Chapecó as 9hrs e 09 min. Saímos e logo paramos.
Local: supermercado
Motivo: era necessário comprar ceva.
Cerveja comprada, iniciamos a viagem. Bebemos...viajamos. Viajando e bebendo...oooo beleza.
Paramos em Soledade para almoçar...mas dormir que é bom...nada ainda. Em Soledade...estamos nós fazendo a sagrada refeição, ansiosos em assistir o The Doors, quando nos damos de cara com o "Nenhum de Nós" . Eu já meio encachaçado, fui logo interromper o almoço dos caras. Eles iam para Barão de Cotegipe e nós para o The Doors. Neste momento acreditem...me senti superior a eles...e com razão né?
Depois de um bla bla bla e a foto característica, seguimos viagem. Agora sim...dormir um pouco faz bem. Dormi das 13 hrs às 16 hrs. Chegamos em POA pouco mais das 16 hrs e como o local do show era em frente ao Aeroporto aproveitamos para dar uma passadinha lá.
Credo...que coisa...lá só tem gente chique...hehe. Mas também me senti superior a eles, afinal também iria viajar e ir às alturas quando o som começasse a entrar em meus preciosos ouvidos.
Após mais umas latas de ceva, nossa preocupação estava se conseguiríamos entrar com a câmera. E é lógico...que conseguimos.
Entramos aproximadamente às 21 hrs.
Mais um pouco de espera e...Carmina Burana soa dentro do Pepsi on the Stage, a realidade naquele momento funde-se com a imaginação. Um sonho estava sendo realizado.
Logo depois entram os monstros da música psicodélica e tocam "Love me two times...após isso não tenho mais palavras para expressar o que senti...tocaram de tudo. Um intervalo e voltam com "Riders on the Storm"...mais um intervalo e voltam para encerrar com "Light my Fire".
Um show incrível, onde as palavras não são mais suficientes para dar significado ao que aconteceu. Basta dizer muito obrigado e agradecer a todos que proporcionaram este magnífico momento. Ao Tonho principalmente que organizou o micro, ao pai e mãe que sempre nos apóiam e ao anjo da câmera, em possibilitar hoje podermos recordar esse sábado incrível e diria inacreditável, se não fosse as fotos.
Um abração e uma ótima semana a todos.
Obs: As fotos vão estar no orkut...hehe

Feliz Aniversário Ale

Alguns dirão: "é um aviso". Outros simplesmente: "coincidência". Terão ainda aqueles que argumentarão dizendo: "é o destino". Eu definiria como um presente por aquilo que sempre busquei que foi a felicidade. A felicidade pura. Felicidade sem medo, sem pudor, sem moral, tudo em sintonia perfeita.
A feliz coincidência se dá pelo fato de toda essa felicidade ter vindo ocorrer pouco antes de eu completar meus 29 anos. Hoje estou fazendo aniversário e como num grande carnaval, a comemoração aconteceu anteriormente ao verdadeiro dia de se comemorar. Hoje estou assim: exausto por tamanha festa pré-níver.
Foi um fim de semana maravilhoso, daqueles ansiosamente aguardados, mas muito pouco planejado, o que dá uma sensação maior de felicidade. Planejado mesmo, tinha, que neste fim de semana deveria estar em POA para assistir ao show do "The Doors". E aí está outra grande coincidência: aquilo que idealizei durante mais de um mês, foi fundido neste fim de semana com a realidade. Idealizacão e realidade uniram-se para no fim de semana de aniversário gritarem juntas: "Feliz Aniversário Ale". E a mim simplesmente restar dizer: "Muito Obrigado".


quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Mundo e as Fadas 2


Ontem escrevi sobre o mundo real e o mundo que sonhamos ter. Um mundo de sonhos, que nos leva inevitavelmente a cairmos por terra e nos decepcionarmos, pois tal mundo perfeito não existe. Porém, uma leitora do blog, em nosso diálogo diário, me acusou de estar tirando das pessoas a possibilidade de sonhar, a possibilidade de ao menos lutar pelos seus sonhos, pelo príncipe encantado e pelos mais variados objetivos de vida. Assim, para evitar ser incompreendido, decidi explicar melhor minha idéia.
Quero esclarecer, que não quero acabar com os sonhos das pessoas, afinal, são os sonhos que movem nossa existência, são eles que impulsionam nossa vontade de viver, de conquistar.
O que observo, e o que me levou a escrever sobre o perigo dos sonhos frustrados, é o fato de presenciar cada vez mais casos de depressão na sociedade e principalmente entre os jovens. Fico pensando nos motivos para tantos casos, e todos me levam a crer que são por razões amorosas, pela beleza inatingível vendida pela mídia, além de também me parecer que a tristeza não existe mais e se acordamos um dia tristes, já acreditamos estar em depressão. Parece que não conseguimos mais lidar com a nossa própria natureza, não aceitamos mais a tristeza como natural e a encaramos como uma doença.
Assim, o que queria e quero que vocês entendam, é que nosso mundo é feito mais de tristezas que felicidades. Que felicidades são momentos e a nossa vida é feita de sonhos, de projetos, mas que não devemos achar que a frustração desses projetos seja algo anormal. Quero que entendam que estamos mais sujeitos aos fracassos que ao sucesso, que nosso mundo não é isso que nos vendem ser, e que devemos sim sonhar, mas sonhar com os pés no chão, conscientes que acertos e erros, alcances e quedas são normais em nossa vida.
Façam isso, e com certeza serão realmente felizes na alegria, e bem menos tristes nas tristezas.
Digam não a ilusão dos "faixa preta"; e digam sim a vida encarando-a como ela realmente é.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Isso sim preocupa...hehe

Aquecimento global aumentará o preço da cerveja, diz estudo


da Efe, em Sydney

O preço da cerveja aumentará nas próximas décadas porque a mudança climática prejudicará a produção de cevada, ingrediente essencial dessa bebida, segundo um estudo de um cientista da Nova Zelândia.

Jim Salinger, especialista meio ambiental do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, assinala no relatório divulgado nesta terça-feira que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do citado cereal na Oceania.

As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitações, por isso nelas se semeará menos cevada.

Salinger, que centrou sua investigação na Oceania, disse que essa circunstância levará a uma redução drástica da produção de cerveja nos próximos 30 anos.

"Nesse caso, os pubs terão de deixar de servir cerveja ou ela será muito mais cara", explicou o cientista, que especulou que a situação obrigará a indústria a buscar formas alternativas de obter a bebida.

A cevada é um dos ingredientes base da cerveja junto à água e ao lúpulo, responsável por seu sabor amargo após o processo de fermentação.

Obs: e não é mentira...confiram aí: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u390002.shtml

O Mundo e as Fadas


Quando Platão escreveu a alegoria da caverna, quis mostrar a diferença entre a idéia perfeita que temos em mente da realidade imperfeita que vivemos.
Escrevo isso, para tentar abrir os olhos daqueles que sofrem enormemente por amor.
Por que sofremos tanto por aquilo que chamamos de amor?Por que sofremos tanto nas nossas relações?
Eis a resposta. Simples, clara e objetiva.
Sofremos por vivermos no mundo das idéias, na idealização, na idéia de que a perfeição é possível. Não nos damos conta que o mundo é uma merda mesmo, que amor, fidelidade, alma gêmea e todas esse conto de fadas não existe.
Ficamos sonhando e muitas vezes achamos encontrar essa "nossa alma gêmea". Depositamos toda nossa esperança nessa pessoa, construímos sonhos juntos, alimentamos nossa fantasia com tudo o que há de possível, dizemos e mentimos a nós mesmos: "agora dá"... "é ela"..."combinamos em tudo"...e de repente...ela nos decepciona, mostra-se cruel, egoísta, insensível.
Tudo vem por água abaixo, caímos em desespero. Nos perguntamos: "onde foi que eu errei?".
Eu mesmo respondo: "não erramos em nossos atos, erramos na idealização sobre aquilo que sonhávamos ser possível, erramos em sonhar com o mundo das fadas, erramos em querer viver aquilo que o mundo não nos possibilita, erramos em querer viver a perfeição, num mundo imperfeito."
Um conselho? Parem de sonhar e quando se decepcionarem, sofrerão bem menos. É isso, simplesmente vivam o mundo real e não o conto de fadas que habita a mente de vocês.
Abraço e ótima terça-feira.

terça-feira, 1 de abril de 2008

E Deus e o Anjos vieram


Dizem que Paulo, aquele mesmo da Bíblia, após anos perseguindo cristãos, se converteu ao Cristianismo depois de ter tido algumas visões divinais. Abraão, bem antes de Paulo, teve sonhos, e através deles recebeu a Terra Sagrada de nosso Deus. Por fim, as religiões em sua maioria foram originadas por meio de sonhos e delírios.
Nunca dei muita credibilidade a isso. Mas, sempre há um porém, um embora, um apesar de. E o meu dia chegou. Ou melhor minha noite chegou.
Essa noite apareceu à minha pessoa aquilo que esperei a vida inteira. Aquilo que faltava e que sempre pedi para que viesse a mim revelar. Algo que aparece a poucos, e diria eu sem falta modéstia, somente aos iluminados.
Deus e vários anjos adentraram em meu recinto. Me acordaram, pediram que eu os ouvisse. Num primeiro momento não acreditei. Depois fui me convencendo. Os anjos nada falavam, apenas tocavam sons divinais e cantavam aquelas músicas que deixaram meus ouvidos entorpecidos com tamanha ternura.
Eu permaneci calado, perplexo, inebriado diante da situação. Só fui ouvidos para seu divino pedido, e foi então, quando os anjos diminuíram os sons de suas harpas, seus claríns e suas liras que ele falou:
"Alexsander, você que sempre duvidou da minha existência carnal, você que por tantas vezes disse que eu não passava de uma mentira. Eis que estou aqui em carne e osso para lhe provar minha eterna existência". Neste momento disse a ele que não duvidava de mais nada e fui a cozinha pegar uma jarra de água. Pedi a ele que transformasse a água em cerveja...ele transformou...falei para continuar...
"Pois bem, já que não duvidas mais de mim e tanto duvidou durante sua falsa vida, nada mais justo que agora vire meu servo e pregador do que te disser". Eu apenas concordei com a cabeça. Ele prosseguiu:
"Quero que vá pelos 4 cantos do mundo e pregue a verdade, diga que recebeu minha visita e que o mundo está em boas mãos (no caso do sistema capitalista). Diga, que como vocês infelizes terráqueos nascem com o pecado original, não tem como dele se livrar, e assim nada mais normal que sejam desiguais e que paguem o dízimo pela passagem ao meu céu. Diga ao mundo que nada de bom deverão esperar aqui, e essa história de células tronco é a maior mentira da história dos homens. Diga que os únicos criadores fui eu, criador de humanos e de tudo que existe; e o Bill Gates, criador do Windows e de tudo na web. Nunca ninguém conseguirá alienar e manter sob domínio tanta gente, quanto nós dois. Enfim diga que Marx e aquele seu ideal comunista são a encarnação de Lúcifer e de seus planos diabólicos; e que Jesus Cristo realmente é meu filho, e nasceu da Virgem Maria. Isso é verdade, mesmo que a ciência prove o contrário. Por fim, quero que diga que tudo que é vermelho é do inferno e tudo que for azul é do céu, então peço que troque de time e pregue que o único imortal é o tricolor da azenha". Neste momento quase morri, era o fim...gritei bem alto...nãooooooooooooooooooooooooooooooooooo...
Acordei...olhei para o calendário...era primeiro de abril....ufa.

domingo, 30 de março de 2008

Ao Anjinho.


Sempre que tenho que falar algo sobre a morte, principalmente quando essa é posta realmente diante de mim, sinto grande dificuldade de me expressar.
Um cristão católico se conforta dizendo: "não se preocupem, ele foi para uma melhor", um cristão protestante falará: "agora ele deverá aguardar Cristo voltar e escolher o seu novo povo", já um espírita dirá: "sua alma voltará ou entrará no reino da luz". Mas para mim, que não crê em nada disso, e sabe que a morte nada mais é que o fim de um cilclo consciente, se confortar diante dela é fácil, embora muito difícil seja confortar aquele que sofre ao lado.
Imagine quão ruim é, ter que confortar alguém dizendo: "Não se preocupe ele não existe mais, nunca mais o veremos e o que fica é a sua história". Difícil não é?
Mas a morte é isso. Ela é o fim de todos prazeres e sofrimentos que temos em vida.
E a eternidade? Bem, a eternidade nada mais é do que a história que aqui criamos, e que fica, mesmo depois que morremos. Essa história permanece a fim de lembrarmos o quanto aquele ser era importante para nós.
Hoje perdi mais um amigo nessa existência, o primeiro a se suicidar - os outros morreram acidentalmente - , mas o Anjinho como o chamávamos, se suicidou.
Não vou lamentar sua morte, afinal, ele sempre construiu sua existência de uma maneira autêntica, sem se importar com os outros, sugando o máximo da vida sem medo do que esse excesso de vida pudesse lhe ocasionar. Então nada mais justo e natural que ele mesmo definisse o destino dela. Ele dentro dos amigos que se foram, novamente foi original.
A única certeza que tenho? Ele viveu intensamente, e a mim basta guardar na memória tudo aquilo que vivenciamos juntos.
" Parabéns Cristiano "Anjinho" Marmentini, você realmente viveu". Viveu sem se importar com a sociedade, com seus amores, com sua família. Quem sabe seja essa "não importância" sobre tudo o que o rodeava, que o levou a tomar tal decisão. Porém, se foi isso que o levou a morte, isso é o de menos, " não dá nada" , como você mesmo dizia.
Um abraço eterno do Ale....sendo que aos familiares e amigos a única coisa que posso dizer é:" guardem na memória tudo o que ele viveu, e tenham forças para superar tal momento de perda".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Espaço Aberto

Hoje aqui no Espaço Aberto, este espaço destinado aos colaboradores do Blog do Ale, vão duas poesias, uma do Rodrigo e outra da Monique. Apreciem.

Oremos...

A vocês massas,
multidões,
nádegas de nada
Que não refletem,
pensam com a cabeça dos outros.
Que andam aos bandos,
que se divertem com
barulhos de peidos,
bebidinhas em potreiros
com luzes de pisca-pisca,
com sorrisos
de nausêa...
A vocês que tornaram o
mundo seu espelho,
ou seja, uma merda!

Cheios com seus empreguinhos fétidos,
com suas morais dogmáticas,
com suas palavras de auto-ajuda,
com seus ideais de liberdade individual...

FODAM-SE
FODAM-SE
Deixem-me em minha paz inquieta,
eu sou muito para vocês porque nunca farei parte disso!

Enquanto vocês me derem nojo
eu sei que sou eu mesmo.

Rodrigo Adriano Machado



Você me fez Feliz?

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Eu não sou feliz...

Monique Cescon

terça-feira, 25 de março de 2008

Invistam na Igreja que ela investe....em..."pasmem".



A denúncia saiu na TV de Espanha. O arcebispado de Madrid, presidido por Rouco Varela e o de Burgos, com Mgr. Francisco Gil, têm investido nos últimos anos na Bolsa o dinheiro da igreja. Dentre as várias empresas escolhidas para fazer frutificar o dinheiro da instituição figuram algumas, como o laboratório farmacêutico Pfizer. Se trata de una multinacional que produz o Viagra e um contraceptivo muito difundidos no mundo.

Se trata do Depo-Provera, um contraceptivo que se administra no braço a cada três meses. Ele é usado por aproximadamente 30 milhões de mulheres no mundo. Pfizer fabrica também outros anticoncepcionais.

A igreja católica é contra o uso de esses medicamentos para prevenir a gravidez e também é contra as camisinhas, mas aplica seu dinheiro neste lucrativo negócio e também em fábricas de bebidas.

Tem que rir para não chorar...uhahahaha

Fonte Cristina Civale - Canal 4 - Espanha

domingo, 23 de março de 2008

Mulheres sem sentido


Volta e meia me bate uma vontade enorme de deixar a vida, em outras palavras de me suicidar. Isso me vem a cabeça, principalmente quando noto que o mundo está cada vez mais sem sentido. Não no sentido das injustiças mundanas que observamos, mas no sentido humano. Essa minha angústia de hoje, é resultado de uma festa ontem.
Imaginem a festa. Duas mil pessoas, três ambientes, pessoas lindas. Tudo perfeito para acontecerem trocas e para a felicidade ali reinar. Trocas verbais, salivares, o ambiente era propício para isso. O que observei? Nada disso.
Por um momento pensei: deve ser um problema meu. Sou feio e minha aparência assusta. Fui no banheiro, me olhei no espelho, olhei para os outros machos, e cheguei a conclusão que não. Não estava feio e mesmo que estivese, deveria encontrar alguém para ao menos conversar. Voltei para a festa, novas tentativas de aproximação e nada. Voltei a observar. Vi que não era só comigo, era com todos. A festa poderia ser descrita dessa maneira: várias mulheres lindas, algumas dançando, e muitos homens tentando aproximação. A cada passo avante masculino, um recuo de passo feminino. Incrível, inacreditável.
Já cansado das tentativas, fiquei pensando...O que fazem ali? Não conversam, não beijam e dançam muito pouco. O que querem ali? Para que vão as festas? Algumas dirão: para se divertir. Mas que diversão é essa que não possibilita o mínimo contato? Onde mal mexem o quadril e olham mais para a roupa da outra do que para o macho que ali está a tentar um contato?
Cheguei a seguinte conclusão: elas estão ali para se exibir e aumentar o ego. Com a exibição atraem o macho que logo depois é expulso sem dó nem piedade como que dizendo: " Muito obrigado por dizer que sou atraente, seu imbecil". E assim fazem sucessivamente. Quanto mais foras dão, mais vão para casa triunfantes.
Para nós homens, já cansados de abordar e nada conseguir uma única saída resta: beber e observar tamanha decadência e perda de sentido por parte de nossas mulheres. Deve haver alguma exceção, mas deve estar bem escondida. Para as ofendidas com minhas palavras e meu desabafo, uma dica: me provem o contrário...
Abraço e até a próxima.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Feliz Páscoa


Tenho uma característica que é considerada pela ampla maioria uma qualidade: sou sincero. E essa sinceridade torna-se paradoxalmente um defeito. Incrível não é? Mas é.
Acredito que já perdi muita coisa por ela e adquiri vários preconceitos pela mesma.
No amor, depois de quebrar a cara aprendi: não se pode ser sincero. Se formos totalmente sinceros no amor, nosso parceiro(a) nos descobrirá totalmente, e assim, o mistério que move a conquista terminará. Então se quiser que seu relacionamento dê certo: minta, ou melhor não seja sincero, mantenha o mistério na relação. Ela é movida por isso.
Na política então...se formos sinceros...minha nossa... seremos chamados de mentirosos, afinal, não existe esse adjetivo na nossa política. Assim a melhor maneira de sermos sinceros politicamente, é paradoxalmente sermos mentirosos. A prova disso é que mesmo sabendo que os políticos nos mentem, ainda continuamos votando neles. Não esquecendo..que esse ano temos eleições e, portanto, vá aos comícios, converse com os candidatos e vote...no mais mentiroso.
Temos ainda outras questões como o comércio, que não passa de um jogo de mentiras, onde o mais mentiroso é o que mais enriquece; e a mídia, onde se formos querer sinceridade...vix... desligamos a TV, rasgamos o jornal e quebramos o rádio.
Bem...ainda temos a religião...minha santa natureza...a religião...Vocês já imaginaram se formos sinceros com nós mesmos no quesito religião?
Meu Deus do céu...escreveria uma "Bíblia" se fosse mostrar todas mentiras e contradições existentes nela. Mas como estamos na véspera da Páscoa...vou lhes deixar uma questão para ser explicada: Jesus morre na sexta, e ressuscita 3 dias depois certo? (Se não é isso me mentiram a vida inteira...)
Assim: de sexta para sábado, um dia; de sábado para domingo, dois dias; e de domingo para segunda, três dias. Pera aí, ele não ressuscitou no domingo? Aff...até Deus me mentiu. Viva a mentira e saudamos toda e qualquer enganação. Feliz Páscoa.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Escolhas, mudanças...possibilidades.


Já abordei neste espaço, que nossa vida é construída na maioria das vezes por pequenas escolhas. Nosso dia a dia nos demonstra isso, eu por exemplo, domingo passado, escolhi fazer um retorno com meu carro e..."pá"...bati ele. Aquela pequena escolha determinou uma mudança no meu domingo, tive que deixar do que estava fazendo para resolver os problemas que me originaram aquela minha pequena escolha...
Por outro lado, algumas vezes somos surpreendidos em termos de fazer uma grande escolha. Uma escolha que temos consciência que vai mudar drasticamente nossa vida. Pode ser uma escolha profissional ao sair do colégio, e ter que optar por um curso na universidade. Uma escolha por morar junto com nosso amor ou até mesmo uma escolha pela ruptura com esse grande amor.
Essa grande escolha pode ter de acontecer porque o emprego sonhado apareceu do outro lado do mundo, embora ao mesmo tempo, saibamos que essa mudança acarretará no fim de muitos outros projetos construídos no presente. Amigos do nosso dia a dia se tornarão amigos distantes , e pessoas com que nunca sonhávamos farão parte do nosso dia a dia e poderão se tornar grandes amigos.
Tudo isso, nos deixa apreensivos, ansiosos, sem saber realmente o que fazer.
Analisar e optar por aquilo que achamos o mais cômodo? Pode ser uma alternativa. Embora seja uma escolha sem muita expectativa, sem luta. Optar pelo desconhecido? Isso é angustiante, embora a cada descoberta nos sintamos criadores de algo novo, criadores de nosso destino.
Enfim, o que devemos fazer, depende em última instância, apenas de nós mesmos. Sendo que o mais importante é simplesmente tomar consciência da existência e tentar caminhar com as próprias pernas. Acho que é isso, façam suas escolhas, criem e sintam-se donos de si mesmos.
Abraço e um ótimo fim de semana a todos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Essa Noite...Rezei


Essa noite rezei. Sim sim, isso mesmo, rezei. Não sei exatamente para quem rezei, se foi para Deus, Alá, Buda, Vishna, Brahma ou qualquer outro Ser Supremo que temos por aí. Só sei que rezei, ou melhor, desejei do fundo do meu coração, da minha consciência, que hoje, os cultos Ministros do Supremo Tribunal Federal, votem a favor da liberação da pesquisa com células - tronco.

Rezei, pelas milhares de pessoas, que aguardam ansiosamente por essas pesquisas e que perderam a dignidade de serem seres humanos, que perderam a vontade de viver, e que vêem nas mesmas pesquisas uma real esperança de voltar a vida. Rezei pelo Estado Brasileiro, que embora dito “Laico”, ainda tem estampada em suas cédulas o dizer: “Deus Seja Louvado”.

Rezei para que todos aqueles cristãos que dizem ter amor ao próximo, realmente tenham amor ao próximo, e não amor àquilo que não vêem e nem sabem o que é: no caso, um embrião.

Rezei pela razão, pela racionalidade, e quando pensei que Deus pudesse ser tão cruel, ao ponto de não iluminar a cabeça de nossos ministros, e deixar que vetem tais pesquisas; usei sua própria crueldade, para orar, e pedir que castigasse todos aqueles que são contra essas pesquisas com as maiores desgraças existentes, desgraças possíveis de serem solucionadas com a pesquisa embrionária. Essa noite...rezei.

terça-feira, 4 de março de 2008

A Garotinha do Sistema

Hoje vai para vocês, um texto, um conto, uma história (isso é o que menos importa), que um amigo escreveu, e que, com sua permissão será aqui compartilhado. O texto contém palavras fortes, então, se você não se sentir capaz de ler algo relativamente amoral, pare de ler por aqui. Uma boa leitura e uma ótima terça-feira a todos vocês.

A Garotinha do Sistema


Uma garota sentada no sofá.
Tarde de domingo, diz:
_Preciso de pessoas idiotas!...não suporto mais intelectuais, artistas ou poetas!
É muito para minha cabeça estúpida.

Todo cosmos treme.
Seu desejo foi atendido!
O gênio da televisão à atendeu...
Agora ela será feliz...agora ela será feliz.

Nada do que eles disserem vai lhe escapar, ora, tudo que seus novos amigos disseram ela já sabe!
Não entrará mais na conturbada crise de valores - O assunto nunca chega a tanto!

Fica fácil de compreender, há apenas a verdade do senso comum; a linguagem é arcaica...
A vida é maravilhosa.

Com flores, com mel, com abelhas...
Deus...

Um outro mundo!
Agora ela acredita sentir.
Mas sente o mesmo que toda multidão...

Bem, ela não se incomoda com isso mais! O cara mais desejado é o que tem carro, dinheiro, roupa de marca (marcado como o gado no campo), corpo estético de academia...daquele jeito, cheio de músculos e uma cabeça oca.

A melhor amiga, é a que apresenta os "caras", empresta as roupas, e ouve quando conta-lhe como sua vagina ficou úmida. Fora quando inventa transas extra-ordinárias...

Cada fim de semana, uma balada diferente...
Meramente passa por sua cabeça que são todas a mesma bosta!...
Ela ignora, evita pensar...e os desejos, ainda os mesmos da multidão.

Agora uma vida feliz, toda moderna, "SÓ NA BOA"...

E os intelectuais, artistas e poetas, sentem vergonha de um dia tê-la conhecido, e ela, sente falta deles, enquanto sai do motel com um belo ardume no ânus...

E de longe...eu observo... todos estes tipos de decadência.

Rodrigo Adriano Machado