quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Me Convença Que Eu Voto


Apresentação




Antes de qualquer conclusão precipitada, é bom esclarecer que nosso movimento não tem ligação com nenhuma das coligações que almejam o executivo e o legislativo.

Observamos nos últimos meses, grandes indecisões na política municipal. Acompanhamos rompimentos, reconciliações, novos rompimentos, novas coligações. Inertes e ao mesmo tempo admirados de tamanha ousadia, vimos nossos políticos zombar de nossa inteligência. Tudo para chegar ao poder.

O que tememos é que todas essas negociações provocadas por eles, e por nós assistida, seja jogada no esquecimento e vista com normalidade. No mínimo devemos questionar tais posições e cobrar coerência.

Aos que acham que estamos querendo confundir eleitores ou difundir a revolta, desde já antecipamos, que nosso objetivo não é fazer apologia ao voto branco ou nulo, e sim, exatamente o contrário. Queremos é encontrar lógica em nossa política, e votar com orgulho naqueles que nos convencerem.

É lógico que a anulação do voto é uma alternativa, mas somente se nossos políticos forem incapazes de nos mostrar que realmente são políticos, ou seja, que na essência de suas idéias e objetivos, está a vontade de melhorar a qualidade de vida da população em geral.

Queremos abrir os olhos de nossos eleitores, para as contradições existentes em nosso cenário eleitoral, esperando, através do diálogo, que essas “aparentes incoerências”, venham a ser esclarecidas.

Não queremos benefícios particulares. Queremos transparência de idéias e garantias em suas promessas. Estamos cansados de promessas e preferimos não ouvi-las se as mesmas não forem realmente cumpridas.

Queremos saber deles, algumas questões básicas como: o que é a política, o que os leva a querer tão ardentemente o poder, e como vão administrar se acaso vencerem?

Queremos que nossos eleitores percebam, que a política não é favorecimento particular, e sim, uma busca pelo bem estar público. Infelizmente, não é isso que nos parece estar acontecendo, e é para isso que queremos chamar a atenção.

Aos que acham que a política, se faz através de favorecimentos particulares, lamentamos em dizer, que esses cidadãos não nos servem. Esses são tão corruptos, quanto aqueles, que frente ao poder, fazem do bem público um investimento particular.

Enfim, queremos com nosso movimento, manter acesa a verdadeira política, ou seja, a capacidade de tomarmos atitudes justas que possam ser estendidas a todos os habitantes da cidade.

MOVIMENTO ME CONVENÇA QUE EU VOTO - Lutando por uma política de verdade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Me Convença Que Eu Voto


Passei o fim de semana vivendo nossa política. Tudo muito bonito, lindo em certos momentos. Vários apertos de mão, apetitosos abraços, e pasmem, até alguns diálogos interessantes. Em comum, por onde quer que você ande, seja do lado A, como do lado B, existe a cerveja.
A cerveja anima a política, ela fala mais que todos os candidatos reunidos. Os candidatos, tanto os que "aparentam" seriedade, como os que nos fazem rir, são dependentes da cerveja. Não estou chamando-os de alcóolatras, e sim, que sem cerveja, ninguém quer ou consegue ouví-los.
Fiquei me perguntando porque isso acontece. A resposta não demorou a chegar e é bem simples. A multidão, os eleitores em geral estão desesperançosos politicamente. Ninguém mais têm coragem de defender qualquer um dos lados, salvo aqueles, que já têm garantias financeiras particulares. Isso está escancarado. O que resta para essa multidão? Beber, cair e levantar. Eles bebem durante a política, são derrubados e esquecidos logo depois das eleições, e quatro anos depois são novamente levantados a gordurosas doses alcóolicas. Essa é a cara de nossa política atual.
Triste?Lamentável? Claro que sim. Porém, em tudo existe o lado positivo.
"Tudo o que ultrapassa seu limite vira contraditório"....e assim, de tão desesperançosos que estamos diante de nossos políticos, de tão admirados diante desse jogo pelo poder, resolvemos criar um Movimento Verdadeiramente Político. Um movimento de cobrança, sem vínculo partidário, e que só clama por coerência.
Coerência que nos explique a dança ocorrida até as presentes coligações.
Coerência que nos dê motivos para realmente votar com orgulho e poder dizer: "nesse eu posso confiar".
Coerência para que possamos cobrar suas promessas eleitoreiras.
Enfim, queremos "voz", e principalmente "ouvidos" durante os quatro anos de mandato e não somente nos dois meses de embriaguês eleitoral.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Adolescentes sedentos...adultos fracassados...e a Dercy.


Com os hormônios a flor da pele, eles buscam afirmação; questionam os valores e querem viver intensamente; eles acreditam na liberdade.
É por essa tentativa de ao menos poder sonhar, que o adolescente é o mais feliz de todos os seres humanos. Eles sonham fazer, eles sonham mudar; enquanto os adultos, apenas reproduzem. Reproduzem um sistema montado pelo não viver, pelo medo do futuro e o consequente medo da morte.
São poucos os adolescentes que se mantém adolescentes, e os que se mantém, causam medo, pois muitos deles morrem jovens. A morte precoce desses admiradores da vida, dá legitimidade e possibilita aos adultos, mergulhados no medo, os incriminar e justificarem sua vergonhosa derrota diante do viver. Deve ser por isso que o adolescente se entrega e prefere se tornar um "adulto fracassado". O adolescente temendo a morte precoce - e estimulado em desistir por aquele que há tempo já está morto - se refugia no sistema e vê ali a possibilidade de viver mais. É diante da tragédia e do medo do futuro, que ele deixa de sonhar e se entrega para a moral, para a sociedade, para os valores pré-estabelecidos.
De filósofo crítico e sonhador, ele passa a ser um mero reprodutor de valores. É nessa entrega, que o adolescente se torna adulto. Se torna um adulto fracassado e medroso. Ele teme viver e se esconde da verdadeira vida.
O adolescente forte não tem medo. Adorador da vida, ele quer extremos, excessos, e é por isso que é um "problema". Ele, com suas "idéias malucas", com seu ímpeto de viver, atenta contra a vida dos fracassados e põe em risco o sistema.
A vida só vale a pena pelo fato de um dia termos ousado permancer adolescentes. De resto, ou estamos submissos aos familiares, ou estamos submissos a sociedade.
Os adolescentes não têm caminho; e a vida, na sua forma mais real e bruta, é sem caminho. Eles observam esse descaminho, essa falta de nexo na existência; e, ao contrário dos adultos, adoram isso. É por isso que admiro os adolescentes.
Lamentável e entristecedor, é ver, que a maioria deles venham a fracassar, que se entregam na luta e se tornam adultos. Adultos medrosos e derrotados.
O adulto é um adolescente fraco, salvo alguns, que raramente observamos por aí. Esses? Esses são os que ainda sonham; são os que ainda mantém em si a vontade de viver. Eles são chamados de loucos pelos adultos do sistema, porém sentem-se superiores aos que se entregaram.
Dercy Gonçalves, falecida no último sábado, é um exemplo claro de uma eterna adolescente; de alguém, que embora tenha tido a sua frente, todos obstáculos morais para "deixar de ser", não cansou de lutar, e tornou-se um exemplo de como devemos encarar a vida, ou seja, como uma verdadeira comédia. Ela deu risada da existência durante toda sua "adolescência" e mostrava-se realizada por isso.
Parabéns a Dercy e ótima semana a todos.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O que você tem a ver com a corrupção?


Estava eu hoje, na correria do amanhecer, me arrumando para o sistema, quando escutei na TV, um questionamento interessante: "O que você tem a ver com a corrupção?"
Impressionado ao me deparar com tal indagação, algo difícil de acontecer na mídia, me questionei sobre. Logo me veio em mente, que, o que ele vem nos dizer, é o mesmo que vários pensadores , através dos tempos, tentaram em vão nos chamar a atenção. Essa tentativa de conscientização de justiça, é a mesma que Sócrates buscava quando dizia: "conhece-te a ti mesmo", ou seja, busque a sua justiça interior e leve-a ao outro . Para Sócrates, esse era o caminho que poderia tornar a sociedade justa. Cristo, busca o mesmo, quando filosoficamente questiona: "Como é que vedes um argueiro no olho de vosso irmão, se não vedes uma trave em seu próprio olho?". A eterna máxima da justiça: "não faça aos outros o que não querem que te façam", tem o mesmo sentido.
O interessante de tudo isso, é que embora concordamos com toda essa lógica, com toda essa racionalidade justa propagada por séculos, nunca conseguimos alcançar tal. Parece que nosso egoísmo, nossa paixão por nós mesmos, ultrapassa qualquer possibilidade racional. Não confiamos em nós, e consequentemente não podemos confiar no outro. Foi essa lógica cruel, de Thomas Hobbes que prevaleceu, e é por isso que a corrupção nunca acabará. Precisamos de castigo para fazermos uso da razão. A Lei Seca, vem nos provar isso com sua rigorosa punição.
A campanha educativa, é elogiável, porém, de antemão sabemos de seu fracasso. Somos egoístas por natureza e isso nos faz corruptos...infelizmente.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Para os que se acham burros...um consolo.


Pior estudante do mundo repete de ano pela 38ª vez na Índia
Em 1969, Shiv Charan prometeu que iria se casar quando se formasse, e segue solteiro.
Apesar de ter levado 'bomba' em quase tudo, ele conta que seu ponto fraco é a matemática.

Foto: Reprodução/Telegraph.co.uk
Reprodução/Telegraph.co.uk
Shiv Charan, 74 anos, odeia matemática. (Foto: Reprodução/Telegraph.co.uk)

Em 1969, o indiano Shiv "Pappu" Charan fez uma promessa para sua namorada: assim que ele conseguisse se formar em uma escola para adultos, eles iriam se casar. Na última semana, aos 74 anos, o solteirão pegou seu boletim e descobriu que, pela 38ª vez, havia levado 'bomba'.

Apelidado pelos colegas de "o pior aluno do mundo", Pappu tirou nota suficiente para ser aprovado apenas em uma das disciplinas do curso. O 3,4 (de um total de até 10 pontos) em hindi foi seu melhor desempenho nos últimos anos. Ele tirou 1,4 em inglês, 1,7 em ciências, 2,5 em sânscrito e 0,5 em matemática. "Matemática sempre me derruba", afirma.

Apesar de mais um ano sem diploma, o indiano não quer saber de desistir. "Enquanto eu viver, vou continuar fazendo as provas pois minha motivação é poder me casar", diz. "Não faz parte da minha natureza mudar minhas promessas. Vou estudar até passar de ano."

Nos últimos anos, Pappu virou uma espécie de "atração turística" em sua escola. Ele é o "mascote" de sua turma, formada na maioria por adolescentes de 15 anos. "Quando vou fazer uma prova, as pessoas vêm de vários lugares da Índia para me ver", conta.

Mas o indiano diz que trocaria a fama por uma esposa. E, de preferência, jovem. "Não vou casar com nenhuma mulher com mais de 30 anos".


Novo Hábitos...vêm por aí.


Pois é, o que eu temia, parece estar acontecendo. Em SP, desde a implantação da Lei Seca, o número de acidentes de trânsito caiu em 57%.
O Estado trabalha com números, e assim, definitivamente teremos que nos adaptar a lei. Tudo em favor da vida. Acho bonito isso, de certa forma, é a razão vencendo a paixão, vencendo o prazer.
A grande expectativa, é como as coisas serão a partir de agora. Com certeza, se a lei continuar em vigor, teremos de criar novos hábitos. Se isso ocorrer, algumas perguntas ficam no ar: como ficam os donos dos bares e das casas noturnas? Será que eles disponibilizarão transporte para os bêbabos chegarem até seus lares? Ou passaremos a nos divertir sóbrios?
E se esse serviço não for disponibilizado? E se não encontrarmos prazer na sobriedade? Buscaremos prazer com outras coisas?
A princípio, sou a favor da lei. É sabido que álcool e direção não combinam. Porém existe uma condição humana que está acima disso.
O ser humano, historicamente buscou prazer fora do próprio corpo. Ele é angustiado e não se contenta com a "existência sóbria". Sua "sobriedade semanal", essa angústia que o persegue é descontada, suspensa, de alguma forma, no final de semana. É no fim de semana, que ele busca fugir um pouco dessa existência de luta pela sobrevivência.
Muitas pessoas, no final de semana, se trancam em casa e buscam se entorpecer com o Faustão, com o Gugu, com o Futebol; outras saem de casa, sentam em suas calçadas e apreciam a sociedade, tomando chimarrão e buscando o que falar sobre aqueles que vêem passar; outras ainda, vão aos seus cultos orar por uma semana mais digna e menos sofrida. Elas se entorpecem de alguma forma, e isso acontece por toda parte. No entanto, existem aquelas pessoas, que não se satisfazem com o enclausaramento, com a fofoca ou com os cultos, e estes, são os principais atingidos pela Lei Seca. O prazer, a suspensão da angústia, para eles, é o álcool. E a lei, que embora não proíbe o álcool, proíbe a auto-locomoção do alcoolizado.
Já disse. Sou a favor da lei, mas também sou a favor, de que os mesmos que a criaram, deêm alternativas para que os principais atingidos por ela, possam ainda manter seus prazeres. Como? Isso não sei. Poderiam adotar coletivos públicos designados para o transporte, ou ofertar empréstimos aos donos de bares, obrigando os mesmos, a terem em seus estabeleciementos um "Trans Beudo".
Só sei que se alguma medida não for tomada, corremos o risco, de estar levando toda essa classe alcóolica sem locomoção, a ter de migrar para outras drogas, e isso também pode ser perigoso.
Alguma coisa vai acontecer, algo de novo vem por aí, e a nós basta esperar.
Confesso que estou ansioso para observar tais mudanças.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Lei Seca cria novos empregos

Como havia antecipado no texto "LEI SECA" de 30 de junho, já começam a aparecer novas profissões frutos da lei. Vejam essa:

Carrinho de mão é opção para motorista que consumiu álcool

Carregador cobra pelo menos R$ 1 para transportar pessoas na Paraíba.
'Passageiro' pode usar capacete, para evitar problemas em caso de queda.

Depois que a nova LEI SECA entrou em vigor, em junho, muitos donos de bares e restaurantes passaram a contratar motoristas para levar os clientes para casa. No litoral da Paraíba, o serviço é bem menos sofisticado, mas também funciona.

O carregador Alexandre Alves cobra R$ 1 para transportar passageiros em um carrinho de mão com almofadas e até capacete, para prevenir problemas em caso de queda. Mas, dependendo do peso, o preço pode aumentar. "Não é preconceito, não. O gordinho é mais pesado, custa R$ 2."

O carrinho tem uma placa com o nome do serviço ("trans bêbado") e o telefone do carregador.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Política e o Violino

Houve uma época em que os partidos políticos eram como times de futebol. Éramos apaixonados por eles. Nessa época, acreditávamos ainda em ideais. Se necessário, pegávamos em armas para os defender. Ainda sonhávamos e achávamos possível um mundo mais digno.
Não vivi nesse período, mas os relatos, me fazem sentir o quanto aquele povo sonhava e sofria.
Veio a democratização e com ela a liberdade. Liberdade para colocar o sonho em prática. No entanto, algo estranho aconteceu. Com a democracia, os sonhos morreram, as ideologias desapareceram e apenas um jogo pelo poder se iniciou. Alguns poderão me contrariar, dizendo que também os movimentos democráticos da época, eram apenas movimentos que almejavam o poder. Sim concordo. Porém, estes revolucionários tinham planos concretos para quando o assumissem, ao menos diziam ter. Afinal, se de uma lado existiam os capitalistas americanos, do outro existiam os comunistas soviéticos. Existiam alternativas.
O fim da ditadura militar no Brasil, "coincide" com o fim do sonho comunista mundial. A sociedade que antes pensava, lutava, e se orgulhava de suas idéias e de seus movimentos, foi tomada por uma apatia sem igual. O fim do comunismo com a queda do Muro de Berlim e da URSS, fizeram do mundo, um mundo globalizado. Com a globalização, não é mais suficiente conscientizar o povo a lutar por idéias, e sim seguir o mercado consumista mundial. Isso acabou com qualquer possibilidade de sonho. A globalização acabou com a autonomia nacional, com a identificação com a própria pátria, consequentemente, ela acabou com todas ideologias partidárias existentes.
O resultado disso é nosso desinteresse total pela política. Hoje não temos mais por o que lutar, não temos mais por o que sonhar. Os partidos políticos não têm mais interesse em recrutar militantes dispostos a defender idéias, e sim, têm interesse em chegar ao poder a qualquer custo e fazer dele um grande capital. Crescer, crescer, crescer. Crescer sem olhar onde pisa. Essa é a ideologia comum de todos os partidos políticos.
Enfim, podemos resumir a política e o poder com a seguinte frase: "o poder é como um violino, se agarra com a esquerda, porém se toca com a direita".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Eleições 2008


Começou a luta pelo poder. Desculpe, quis dizer que começou a luta em querer a qualquer custo “ser o servo do povo”. Acho a política linda por isso. Investe-se uma grande quantia em dinheiro, para no fim receber apenas a satisfação, o sorriso da população em troca. Não me venham com aquela história que os políticos querem o poder para usufruir dele economicamente. Isso é papo de político frustrado, papo de quem não é querido o bastante pelo povo, e que não têm condições, nem idéias para representá-lo. Quem se envolve com a política atualmente, é um herói, um apaixonado pelo povo. Os políticos de hoje, para se ter uma idéia, gastam muito mais do que ganharão legalmente em 4 anos de mandato. Isso é um martírio, é um sacrifício sem tamanho, com o louvável objetivo de fazer o povo sorrir. Pensem comigo: doa-se além de 4 anos de trabalho, o próprio patrimônio, tudo para levar o bem à população. Não é lindo?

O grande problema das eleições é que temos que escolher um entre tantos ótimos candidatos. Não creio que exista um candidato mau caráter, com intenções maléficas. Assim fica difícil escolher.

Alguns anarquistas por aí, falarão que as coligações existentes traem as ideologias e as histórias partidárias; as coligações mostrariam que nenhum dos candidatos presta e que votar nulo é a solução. Isso é mentira. As coligações, por mais que sejam contraditórias, mostram ainda mais a união e a vontade incondicional em acabar com os problemas existentes na sociedade. As contradições são pequenas convenções, perto da enorme vontade que nossos políticos têm de transformar.

Eu sinceramente, não sei o que fazer. Olho para ambos os lados e vejo somente boas intenções. Acho que vou anular meu voto. Não porque ache que eles estão me mentindo, e sim para não cometer uma injustiça. É muito injusto ter de escolher entre tantas boas intenções.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Salário Mínimo do Professor

Observo várias críticas a política assistencialista de Lula. Alguns dizem que ela é um incetivo a vagabundagem, porém não concordo. A política assistencialista é um calmante para aqueles que no seu dia a dia têm mais vontade de morrer do que viver.
Concordo que a medida não soluciona o problema em si. Os problemas estão nas bases que fazem o ser humano se sentir humano, ou seja, na família mal estruturada, na religião alienadora, na exploração capitalista que faz o trabalhador não ter indetificação alguma com aquilo que faz.
Essa formação alienadora, acrítica, deveria ao menos ser refletida na escola. Porém, também ela está falida e alienada. É impossível querermos que nossos alunos sejam críticos do sistema, da religião, e do trabalho escravo, se os próprios professores são escravos e acríticos. A diferença entre aquilo que o plano político pedagógico das escolas planejam, com aquilo que realmente fazem, é gritante. No entanto é compreensível.
Vivemos uma banalização na educação. Observamos a cada dia abrirem novas faculdades - principalmente a distância - que dizem levar a educação a todos, quando na verdade levam apenas diplomas. A educação virou sinônimo de comércio e caiu nas graças, ou melhor, na desgraça do sistema capitalista. O problema não está na falta de diplomas e sim na falta de educação básica associada a falta de formação de nossos professores.
Sei que isso não se modifica de uma hora para outra. Cristovam Buarque dizia que, para mudarmos e transformarmos a educação no Brasil, levaríamos no mínimo 20 anos.
O primeiro passo para isso, seria a valorização do professor. E parece que o primeiro passo foi dado. O senado, aprovou ontem, o salário mínimo do professor. O projeto, de autoria do próprio Cristovam Buarque, estabelece que nenhum professor poderá receber menos de R$ 950,00. Mais do dobro dos R$ 420,00 recebidos até então.
Solução? Como disse, é o primeiro passo. Mas é inegável que isso dá outro ânimo aos pobres professores. Ânimo para ensinar e quem sabe também para adquirir uma nova postura diante do mundo e da realidade. Quem sabe as coisas comecem a mudar. Quem sabe.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lei Seca


Não gosto daqueles críticos que só fazem uso da crítica negativa. A crítica deve ser imparcial. Concordo, que no nosso dia a dia, observamos muito mais fatos negativos do que positivos. Porém, é inegável que também ocorrem coisas positivas.Um exemplo disso é a nova lei "Anti- Beudo" ou a Lei Seca como alguns denominam.
Essa lei, que a princípio diz apenas querer prevenir os numerosos acidentes de trânsito, na verdade esconde outras interessantes medidas. Ela atingirá diretamente nossas relações.
Com a lei "Anti-Beudo", aqueles que antes, tomavam uma cervejinha e faziam questão de sair de casa sozinhos, ou melhor, de sair com seus carros, terão agora a necessidade de ter ao menos um amigo ao lado, e diga-se, um amigo que não beba. Vejam que essa medida dá vida nova àqueles que antes sentiam-se vítimas do "preconceito sóbrio". Ela, com certeza no levará a criar uma nova rede de relações, e criará uma confusão mental nas chamadas "marias - gasolinas"; essas não mais saberão quem é o verdadeiro dono do carro, ou na pior das hipóteses se questionarão: "será que o dono do carro é esse mané que não bebe?
Quando a questão é congestionamento no trânsito, a Lei Seca é direta. Com menos carros em circulação, os engarrafamentos logicamente irão diminuir. Não será mais necessário o rodízio.
Porém, a medida mais interessante promovida por ela, é a criação de um novo tipo de emprego: a mais nova e valorizada profissão de "motorista de bêbado". Estranho? Explico.
É lógico, que muitos "playboys beudos" por aí - temendo a perda de valor - terão ainda de demonstrar todo o seu poder, ou melhor, todo o poder que aparentam ter. Para isso eles contratarão um "amigo motorista". Ele será o responsável pela guarda do bêbado. Será como um segurança particular, ou se preferirem, um "babá de marmanjo". Recebe-se um carrão e um bom salário para levar e trazer o "marmanjão beudo" de suas festas. O lado ruim será o obrigatório uso de uniforme, afim, de as "marias- gasolinas" não confundirem o proletário motorista com o burguês proprietário.
Lógico que muitos trairão o álcool e migrarão para outras drogas, não detectáveis pelo bafômetro, mas esses não eram bêbados de verdade.
Parece inclusive que no próximo vestibular, já teremos em diversas universidades um novo curso a ser oferecido denominado: "Motorista Psicoetílico". Este será um curso completo. Algumas disciplinas dispotas são: "Psicologia Aplicada ao Trânsito e ao Borracho", "Conhecimento Etílico", "Primeiros Socorros e Segurança", além claro, da mais completa teoria sobre o trânsito e a prática de dirigir. O slogan publicitário será: "Beudo que é beudo não larga a bebida e sim contrata um completo motorista."

domingo, 29 de junho de 2008

Guardem o Riso...


Faltando poucos dias para a definição dos candidatos ao executivo e ao legisltaivo municipal, nota-se já, aquele clima político pairando pelos ares do município. "Quem vai com quem? Aquele é fraco. Se fosse estes dois era certo que ganhavam"...estes e outros tantos... são os comentários que rondam o dia a dia na cidade.
Acho bonito, legal, interessante observar todos os munícipes envolvidos numa coisa só, ainda mais quando isso se chama política. Porém acima de tudo, acho o clima político extremamente engraçado. Ele é incrível.
Primeiro que todo mundo começa se relacionar amigavelmente, todos parecem ser velhos conhecidos...apertos de mão pra cá, abraços pra lá, caronas, favores, defesas e acusações. Tudo isso, se observarmos, é digno de gargalhadas sem igual. Sem falarmos nas composições das "chapas". Essas não tem mais ideologia, ou seja, elas não possuem defesa de ideal algum. A chapa A, que era inimiga da B, aliam-se naturalmente entre si. Hoje rompe-se com um, amanhã alia-se com o mesmo. Isso é cômico, mas é realidade.
Na verdade, se formos analisar mais profundamente, nossos políticos estão mais transparentes. Eles não têm mais vergonha, ou seja, "eles não têm mais vergonha de parecerem sem vergonha". Eles não têm mais vergonha de dizer que estão ali somente pelo poder. Ninguém mais acredita(eu espero), naqueles papos furados do tipo: "nós queremos mudar a política, sanar os problemas da população e quem vai nos falar isso são vocês, quem vai ditar as regras é o povo planaltense." ME POUPEM DISSO POR FAVOR.
Já abordei aqui no blog, que foi Lula, que acabou de vez com a ideologia e com aquil0 que restava de digno na política. Depois de Lula, ficou escancarado que a política se resume apenas na palavra: poder. Foi pelo poder que Lula deixou de ser Lula e se aliou com José de Alencar. Foi pelo poder que Lula chamou aos ministérios os mais diversos adversários políticos do passad0 , e também foi pelo poder que o PT expulsou do partido aqueles que continuaram seguindo a ideologia petista (Heloísa Helena, Luciana Genro, João Fontes).
Cito isso para ficar claro que tanto na esfera federal como na municipal, tudo pode acontecer. São todos comediantes. Eles nos fazem rir.
É isso que a política nos ensinou nos últimos anos, ela nos ensinou a rir, e diga-se, a rir muito.
Para terminar, aconselho vocês que guardem um pouco do riso, afinal, a política nem começou , é tudo só especulação. Porém concordo que as prórpias especulações estão hilárias...hehe.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Achei bonito isso.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"

(John Lennon)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Crise do Casamento no Século XXI.

Estava eu, navegando pelo mundo virtual, e como de costume conectado no msn, quando sou surpreendido com a pergunta de uma leitora do blog. Ela acabara de ler o texto do Juremir sobre o Homem Moderno, e de forma direta me perguntou:

Blogueira: Você é um homem moderno?
Ale: Não sei. Acho que eu e ele temos algo em comum. Somos homens, e estamos em crise.
Blogueira: Só isso em comum?
Ale: Acho q é o bastante.

Blogueira: E porque estão em crise?

Ale: Nossa crise é consequência da dificuldade que temos em assimilar essa nova mulher. Mulher independente, que diz saber o que quer, mas que na minha opinião ainda não sabe o que quer, e nem quem é. Tanto nós homens, como você mulheres, vivem uma crise.
Blogueira: Como assim? Não seria somente vocês homens que estão em crise?
Ale: Não exatamente. Nossa crise é decorrente da independência feminina. Ela é fruto dessa nova mulher que pode tudo. Porém, vocês também estão em crise, insatisfeitas e depressivas. Mas antes de explicar a crise feminina, explicarei a masculina.

Blogueira: Então me diga, porque vocês homens estão em crise?
Ale: Para lhe explicar isso, precisamos voltar um pouco no tempo. Retrocederemos 40 anos para assim entendermos a crise masculina do século XXI.
Imagine o homem de 1968. Imagine que esse homem, com aproximadamente 30 anos, encontre e se apaixone por uma adolescente. Essa adolescente, é menina de família, virgem, bem quista. Ela está ansiosa em sair de casa - mulher com 20 anos nessa época é titia - ela não quer ser titia. Ela vê naquele homem, a chance de viver aquilo que toda mulher da época sonha: estabilidade financeira e filhos. Enfim ela sonha com um ambiente familiar que lhe possibilite felicidade eterna, ela sonha em casar.
O homem também vê naquela menina seu sonho realizado. Ela é virgem, intocada, perfeita para sociedade e para constituir uma família. Ele que já viveu e aproveitou sua vida até os 30 , vê nela a possibilidade de ter uma família estável. A adolescente faz ele se sentir jovem, mais homem, menos rejeitado pela idade que já começa o atormentar. Ele pensa: "já fiz tudo o que podia, agora está na hora de me aquietar e ter alguém para passar a velhice. Está na hora de casar”. Nada mais machista e conservador. Porém, é o pensamento social da época. É bom lembrarmos que muito da história de nossas famílias está presente neste cenário.
Agora imagine o homem hoje. Estamos em 2008. Esse homem com aproximadamente 30 anos, se apaixona por uma adolescente. Essa menina, ao contrário da outra, já sabe tudo de sexo - senão na prática, na teoria. Ela quer ir para a faculdade, transar com vários caras, se formar, conseguir um bom trabalho, e depois, quem sabe depois, encontrar alguém que possa lhe dar um filho. O homem ao tomar conhecimento disso, se apavora, se desespera, se vê um miserável diante da existência. Ele tem que ser tudo aquilo que o "Juremir" coloca em seu belo texto, para ainda poder sonhar em ter a segurança que o homem de 1968 tinha. Ele não sabe para que lado correr, vive inseguro e com medo da perda. Casar? Isso é suicídio.
Blogueira: Sim, estou entendendo, mas até agora você só falou da crise masculina, onde fica a crise feminina que você me disse anteriormente?
Ale: Sim, a crise feminina é resultado da não assimilação da mulher com relação as suas próprias ações. A mulher de 40 anos para cá, revolucionou, fez história, ultrapassou seus limites, assustou o homem e o mundo. Embora tenha feito tudo isso, ela não parou de sonhar com a família dos anos 60. Ela ainda sonha em casar, sonha com o marido ideal, com os filhos, com a velhice ao lado do parceiro. A crise da mulher vem disso. Vem do conflito originado entre suas ações e seus sonhos. A mulher de hoje, faz muito mais do que a mulher de 68; mas quando reflete sobre o que fez, vê no homem, na sociedade, em si mesma e nas outras mulheres, o preconceito sobre suas ações. Assim, embora ela seja independente em seus atos, ela é escrava de sua própria moral que ainda não se modificou. No fundo ela ainda sonha com o casamento. A mulher só se libertou na prática e não na teoria. Ela é uma pseudo-independente, que quando reflete sobre suas ações entra em colapso nervoso e cai em depressão. Ou você acha que tantos casos de depressão verificados no sexo feminino são fruto de que?
Blogueira: Então poderíamos dizer que a crise masculina e feminina têm a mesma origem, ou seja, a independência da mulher?
Ale: Sim, podemos dizer que sim. Não estou dizendo que a mulher deve continuar sendo aquele ser submisso, a serviço do marido e da família. O que tento dizer, é que, tanto os homens quanto as mulheres, devem tomar consciência, dessa independência feminina, e que essa independência implica automaticamente a construção de uma nova moral. Não podemos mais ficarmos presos àquela moral, baseada no cristianismo. Não podemos mais pensar em casamento, no máximo devemos pensar num novo casamento, podemos pensar em construir uma “nova moral”, baseada nessa “nova mulher”. O homem está em crise porque não encontra segurança em mulher alguma; e a mulher está em crise, porque na ânsia de tudo conquistar, ainda se debate com o sonho de ter uma família .Família que só era possível quando ela era um apêndice do marido.
Blogueira: E você Ale, vê alguma saída para essa crise existencial de ambos?
Ale: Não sei.. Como observamos, estamos numa época de transição de valores. Toda crise é destrutiva e construtiva. Se por uma lado, os valores morais estão sendo destruídos; ao mesmo tempo, novos valores estão em construção; e isso acontece sem muito percebermos. Se o casamento e a monogamia foram arruinados, é necessário que façamos uma reconstrução em nossas relações. Acredito, que tomando consciência disso, podemos estabelecer novas formas de nos relacionar - tanto em família como em sociedade - e assim entendermos e suportarmos mais facilmente esse novo mundo.


O Homem Moderno - Juremir Machado da Silva

Publicado no Correio do Povo de 16/06/2008, achei formidável o texto e a visão de Juremir Machado da Silva, sobre o Homem Moderno. Para quem não tem o jornal, esta aí o texto:

As comemorações de maio de 1968 acabaram. Ou quase. Dentro de dez anos, serão mais intensas. Meio século tem mais charme do que 40 anos. Mas os frutos daquele tempo estão aí e não param de chamar a atenção. Um deles, talvez o mais importante, junto com a mulher sexualmente liberada, é o homem moderno. O problema é que não surgiram, por exemplo, publicações e especialistas que tratem dessa nova categoria. Em qualquer banca de jornais, até em vilarejos, é possível encontrar revistas para mulheres modernas. E o homem moderno como fica? Abandonado. Não tem a quem recorrer. Salvo aos psicanalistas. A verdade é que ele precisa de ajuda.
A vida de um homem moderno é complexa e provoca inúmeros distúrbios nunca observados antes. O homem moderno precisa ser ético, estético, atlético e, de preferência, sexualmente épico. Acossado por tantas obrigações, acaba, muitas vezes, por ser apenas patético. O homem moderno precisa ser bem-sucedido no trabalho, bom pai, bom filho, excelente marido, grande cozinheiro, conhecedor de vinhos, capaz de fazer aquelas frases enigmáticas sobre o conteúdo de cada garrafa que abre, e ainda trocar fraldas, assar um bom churrasco, se for gaúcho, ter pegada, atitude, sensibilidade, virilidade, passar creminho, usar perfume, abrir a porta do carro, pagar a conta no restaurante, ao menos nas ocasiões especiais, dar porrada em sujeito abusado, que tente ofender a sua dama na rua, e ser charmoso e sedutor.
Tudo isso sem revista alguma para ajudar. Sem um colunista diário para dar dicas de como enfrentar o cotidiano. Sem livros de auto-ajuda. Sei que existem alguma publicações dirigidas ao público masculino, mas elas não estão à altura das dificuldades enfrentadas pelo homem moderno. Que cueca usar no primeiro encontro com uma mulher? Samba-canção ou sleep? De que cor? São detalhes extremamente importantes. Deve-se tentar ir para a cama já na primeira saída? Isso não poderá ser visto como uma atitude machista? O contrário, porém, não tenderá a ser considerado falta de pegada ou até desinteresse? O certo é tentar justamente para que não funcione e assim cada um cumpra a sua parte no ritual consistindo em não querer sempre querendo? Viram só?
É problema que não acaba mais. O homem moderno casado de longa data, então, precisa mais do que ninguém de ajuda. Questões transcendentais o assolam: é brega ou bacana convidar a mulher para comemorar o aniversário de casamento num motel? No caso de ser bacana, como escolher o motel? Apresentar logo um nome e endereço não vai provocar desconfiança? Se ela tiver uma sugestão, isso não vai detonar ciúme (como é que ela sabe?), terminando os dois emburrados na cama do casal? Dizer que um amigo, ou uma amiga, no caso dela, indicou, essa é uma boa saída? Não vai gerar comentários do tipo: 'Ah, então teus amigos freqüentam motéis?'. Ou: 'Diga-me com quem andas e te direi que motéis freqüentas'?. Claro, felizmente a vida de um homem moderno não se resume a questões sexuais.
Alguns dilemas antigos persistem: onde passar o Natal? E a virada do ano? Na casa da mãe? Na casa da sogra? O problema é que a mãe de um é sempre a sogra do outro. Mais complicado ainda: onde passar os domingos? O homem moderno deve ser superior a tudo isso, compreensivo, generoso, forte, certeiro, gentil, firme, incansável e seguro. Mais do que tudo, jamais deve roncar ou virar para o lado e dormir depois do sexo. O homem moderno, portanto, é um herói ignorado pela mídia.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Pequeno Poder.

Conscientização geral, tomada de conhecimento do ser diante da própria realidade, só assim podemos pensar em tomar o poder e projetar uma sociedade mais justa. Lindo isso, porém impossível. A política representativa, as instituições de ensino, a religião, os valores morais, enfim, tudo a nossa volta, está dominado pela economia, pela mídia, pelos detentores do capital.
Nós? Nós, por mais idealistas, socialistas, comunistas e sonhadores que possamos ser, também estamos. Estamos perdidos. Não temos mais como sonhar. Estamos condenados a viver num sistema que nos impossibilita pensar em algo verdadeiramente político, que realmente envolva a sociedade, ou melhor, que leve a sociedade em direção a esse ideal. O que nos resta? Ou melhor, algo nos resta?

Quem sabe duas alternativas. A primeira e mais cômoda é o suicídio. Nos matamos e pronto. Paramos de pensar e sofrer no mundo e pelo mundo. Abstraímos nossos sentidos diante da realidade e descansamos eternamente. Porém, ela é sem nexo. Afinal, se “nós” que nos achamos possuidores dessa “racionalidade existencial” dizemos não a própria consciência e optamos pela morte, então não valeu a pena ter alcançado tal consciência. Seria melhor ter ficado na ilusão do capital, da religião, da mídia, seria melhor não ter pensado.

Nossa segunda alternativa é modesta, porém é alguma coisa. Reconheçamos que não temos mais como mudar este “mundo perdido”, e façamos a tentativa de mudar o pequeno mundo, o micro mundo no qual estamos envolvidos. É por sabermos que não temos chance de mudar o grande mundo, que devemos deixar esse mundo de lado e nos voltarmos para o pequeno mundo. Mas o que é esse pequeno mundo?

Esse pequeno mundo é nossa vida. Nossa real existência. Existência não mais voltada a utopia de um dia mudar o todo, e sim, voltada a reconhecer que dentro desse todo existe um micro mundo, no qual exercemos poder e que podemos mudar. Temos relações de poder em todas as nossas ações, sejam elas familiares, amorosas, ambientais, comerciais, entre outras. É ali e somente ali, que podemos realizar alguma coisa. Se a política representativa bate nossa porta, apenas de dois em dois anos, tomamos conhecimento disso, e façamos valer nosso poder da melhor forma possível neste período hipócrita eleitoral. Como? Você decide. Você tem esse poder. Sabemos que só baterão nossa porta de novo daqui a dois anos, basta a nós aceitarmos isso ou não. Angustiante? Claro que sim. Mas é.

O que não podemos fazer é achar que não exercemos poder algum porque existe um poder maior. Não podemos negligenciar nossas relações e culpar esse macro poder por tudo. Tomada essa consciência sobre esse pequeno mundo e exercida nossa parte, quem sabe um dia poderemos voltar a sonhar. Quem sabe.

domingo, 15 de junho de 2008

Descamisados Campeão

Sábado, 14 de junho de 2008, final do campeonato municipal de futebol de salão na Sociedade Esportiva Planalto.
De um lado os donos da casa, a S.E.Planalto, clube com mais de 50 anos de história, papa títulos da cidade, com seus jogadores experientes e consagrados. Entre eles Capeletti, artilheiro do campeonato e um verdadeiro monstro com a bola nos pés.
Do outro lado o A.A.Descamisados. Associação que teve origem nos anos 90, montada por uma turma de festeiros da época, que marcou história conquistando tudo dentro de seus limites futebolísticos. Reestruturada ano passado e formada agora em sua grande maioria por adolescentes de 16 e 17 anos, os Descamisados do século XXI, tinha a seu favor o entrosamento e força juvenil de seus atletas. As equipes entraram em quadra com a seguinte formação. S.E.Planalto: Ovo, Paulo, Géio, Ratão e Capeletti. A.A.Descamisados: Eze, Ronaldo, Joel, Tuche e Lélio.

O Jogo

Não foi simplesmente um jogo, foi um jogaço. Um espetáculo digno das grandes finais. Ele teve todos os ingredientes que desejamos ver numa final: emoção do início ao fim; e gols, muitos gols.
Logo, no primeiro minuto de partida, Ratão abriu o placar em favor do Planalto. Um verdadeiro choque na cabeça dos chamados "piazinhos". Porém, pouco tempo depois o "piazinho Lélio " desvia o chute de Joel e empata. Géio em linda jogada, coloca o Planalto em vantagem novamente. Lélio de novo empata. Quase no fim do primeiro tempo começa a brilhar a estrela do time do Planalto. Capeletti desempata a partida e o primeiro tempo termina em 3 a 2 para o Planalto.
As equipes voltam para o segundo tempo, e Lélio, o baixinho endiabrado empata. Capeletti, goleador do campeonato coloca o Planalto na frente. O jogo se torna eletrizante. Lenon com a predestinada camisa número 16 entra em quadra e iguala o placar , 4 a 4. Ronaldo num chute do meio da quadra vira pela primeira vez em favor dos Descamisados. Mas o Planalto tem Capeletti, que empata de novo. Afonso, de falta, coloca os "grandes pequenos" em vantagem. No entanto Capeletti faz mais um, aumenta ainda mais sua artilharia, empata a partida, e leva o jogo para a prorrogação, 6 a 6.
Na prorrogação, Lélio faz mais dois. Pela primeira vez uma equipe abre dois gols de vantagem na partida e faz a torcida dos "sem camisa" soltar o grito de É CAMPEÃO. Mas, porém, não obstante, apesar disso....o Planalto tem Capeletti.
Faltando um minuto para o fim, ele diminui para 8 a 7; e quando o juiz se prepara para apitar o fim da partida...Capeletti empata. O ginásio não crê no que vê, a torcida dos Descamisados embora não queira, sente que tudo parece conspirar contra o time. O título que estava na mão da A.A.Descamisados será decidido nos pênaltis.
Quem abre a série de 5 cobranças é Capeletti, craque do Planalto, que, por ironia do destino, cobra mal e Eze defende. Ronaldo pode abrir a vantagem, mas isola a bola. Os batedores se alternam, convertendo as cobranças. O jogo está empatado em 3 a 3 na penalidades.
Última cobrança para o Planalto, o experiente Perin se prepara, corre para a bola e coloca a "pequena redonda" rente ao poste, mas para fora. Tudo está nos pés de Tuche, que cobra, converte, e põe números finais na partida, 4 a 3 nas penalidades.
A Associação Atlética Descamisados é Campeã Municipal de FUTSAL pela primeira vez no novo milênio. Uma final histórica, decidida nos mínimos de detalhes e que encheu os olhos daqueles que gostam de ver um futebol de qualidade.

Os jogadores que levaram a A.A.Descamisados a conquistar de forma invicta o campeonato foram: Ezequiel Vanzin (Eze), Alexandro Tomazi, Ronaldo Bazzoti, Douglas Agnoleto, Douglas Pereira, Matheus De Conto ( Lélio), Eduardo Gadenz, Joel Sartor, Mateus Brandão (Tuche), Afonso Danielli, Ruan Crema, Lenon Curti. Técnico: Lauro Curti (Mugica) Preparador Físico: Jardel Zanella.

Parabéns a todos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados.


Não sei direito definir o namoro. Ele é composto por várias fases.
Não considero namoro aquela convivência triste, melancólica, onde predomina o diálogo possessivo e a cobrança. Isso, na verdade, é o fim do namoro.
No começo do namoro, os namorados se descobrem, se paqueram, se mostram as melhores pessoas do mundo afim de conquistar a pessoa amada. Pode ser esse o primeiro grande erro dos namorados: querer conquistar.
Conquistar significa possuir algo, e quando as pessoas se acham possuidoras do outro, o namoro acaba. A singularidade, a particularidade de cada um termina, e os agora já iludidos namorados, se acham capazes de serem um só. Esse é o segundo grande erro dos namorados: querer ser um só.
Nesta fase que denomino como "começo do fim namorístico", existe uma notável mudança de diálogo entre os pombos apaixonados. Perguntas que antes eram feitas como: "Onde você vai amor?" passam a ser: "Porque você vai?" ou "o que você vai fazer lá"? Esse "porque" ou "o que", pede explicações, justificativas, clama por respostas, faz com que o ser se sinta cobrado, acuado, tendo que dar explicações sobre algo que nem ele mesmo sabe.
O namoro para ser namoro, não deveria se tornar namoro. Complicado? Calma, eu explico.
Quando os pretendentes a namorados, dizem: "estamos namorando", o que na verdade querem dizer é: "somos um do outro e de mais ninguém".
O namoro para ser namoro, deveria ser um grande jogo infinito, em que cada um, por mais que tente conquistar o outro, jamais vê isso como possível.
É um grande paradoxo, uma contradição terrível, mas para o namoro ser eternamente um namoro, deveríamos sempre manter um mistério e não sermos sinceros com o outro.
Não me compreendam mal e achem que estou fazendo apologia a traição. O que estou querendo dizer é que ambos devem manter o outro com medo de perder. Esse medo, essa preocupação com a perda, é o que mantém a chama da conquista acesa, e faz com que os namorados se mantenham eternos apaixonados. Entenderam?
Feliz dia dos namorados e uma ótima quinta - feira a todos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Podolski é excomungado por gols contra a Polônia

Os dois gols na vitória da Alemanha sobre a Polônia, no domingo, pela primeira rodada do Grupo B da Eurocopa, ainda rendem problemas para o atacante Podolski. Desta vez, o jogador, que nasceu na Polônia, foi excomungado pelo partido ultracatólico LPR.

Segundo o jornal português "Record", Podolski e Klose, que também tem nacionalidade polonesa, revoltaram os membros do partido por defenderem a seleção alemã e tiveram seus direitos católicos retirados.

Antes, o jovem atacante havia sido criticado pelo ex-vice-ministro polonês Miroslaw Orzechowski, que pediu a retirada da cidadania das pessoas que defendem outros países

*Será que a traição futebolística consta no direito canônico?

Obs: E saber, que há um tempo atrás, alguns sujeitos que pensaram em ser livres da Igreja, pediram a excomunhão diretamente ao bispo e ele não concedeu.Vou avisá-los para fazer um jogo contra a CNBB...uhahahahaha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Amor Uterino


Semana passada, abordei aqui no Blog, que a angústia faz parte da condição humana. É ela que nos move, que nos faz viver, que nos causa tanto o sofrer, como também o prazer. Porém, por mais que isso seja uma máxima, um conceito universal que pode ser estendido a todos humanos, ainda falta sabermos o que provoca essa angústia existencial.
Embora saiba que dificilmente poderemos afirmar algo absoluto sobre a origem da angústia, um leitor do blog e grande amigo meu, me falou o seguinte: "Ale, apenas somos seres completos, sem angústia, quando estamos no útero de nossa mãe. Lá somos amados incondicionalmente durante 9 meses, e depois somos jogados para fora. Triste né? Não é angustiante?. Está aí a origem da angústia". argumentou ele.
Gostei do argumento. Ele me fez pensar, me deixou inquieto, angustiado, feliz também. Me fez pensar no egoísmo, na angústia, no apego materno. Através desse pensamento, essas três últimas questões, até então por mim não resolvidas, ficaram mais claras, mais nítidas. Afinal, se no útero temos tudo a nosso favor, é natural que ao sermos lançados ao mundo, nos sintamos sós, angustiados e querendo tudo para si. Também é natural - sem menosprezar o amor paterno - que nos momentos de aflição chamamos primeiro pela mãe, para só depois lembrarmos do pai. Dessa forma, não é espantoso que aprendemos primeiro a falar "mama", para depois falar "papa". O pai serviria apenas como um ser procriador, e nesse ponto, podemos também justificar, a obsessão sexual masculina, em querer estar sempre procriando as mais variadas fêmeas. Biologicamente, enquanto a mãe está oferecendo todo seu amor ao feto, o pai está pronto e querendo a todo momento fazer germinar sua semente pelo mundo. Tudo muito lógico, embora imoral para nossa sociedade.
Voltando a angústia natural, me parece óbvio, que quanto mais desligados da mãe ficamos, mais angustiados nos sentimos, sendo que essa angústia tende sempre a aumentar, se acaso não encontrarmos como substituir o amor incondicional proporcionado pela mãe.
E vocês. O que acham?
Abraço a todos e uma ótima quinta-feira.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Acreditem...foi aprovada.

Supremo libera pesquisas com células-tronco embrionárias

Por seis votos contra cinco, STF decide que Lei de Biossegurança não fere a Constituição.
Iniciado em março, julgamento foi retomado na quarta-feira e só concluído nesta quinta.
Mirella D'Elia Do G1, em Brasília entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira (29) as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição, como previsto na Lei de Biossegurança.

O julgamento começou em março. A discussão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Na quarta (28), o tema voltou à pauta do STF. Depois de quase 11 horas, o julgamento foi novamente suspenso e concluído nesta quinta, após quase cinco horas de sessão.

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, a Lei de Biossegurança foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. Ele alegou que a legislação fere a proteção constitucional do direito à vida e a dignidade da pessoa humana. Para Fonteles, a vida humana começa com a fecundação.

Ao encerrar a discussão, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que o julgamento era um “marco”. "É em momentos como este que podemos perceber que a aparente onipotência do tribunal constitucional não pode restringir o legislador”, declarou.

Após o resultado, o mais antigo ministro do Supremo, Celso de Mello, explicou que não será preciso nenhuma regulamentação extra no texto da lei. “O tribunal confirmou a inteira validade do artigo 5º da Lei de Biossegurança e liberou as pesquisas, observados os limites estabelecidos pelo próprio artigo”, resumiu.

A lei prevê que os embriões usados nas pesquisas sejam inviáveis ou estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.

“Esse foi um julgamento histórico, em que o tribunal discutiu os limites entre a vida e morte. São questões que interessam à generalidade das pessoas”, comentou o decano, que votou pela liberação dos estudos nesta quinta.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Eu duvido que cosigam ler até o final, se conseguirem...meus parabéns.

Angústia Existencial

O que pretendo me fazer entender hoje, é interessante e pertinente. Ouso dizer, que o tema abordado, seja, possivelmente, geral a todos nós seres humanos pensantes. O que quero falar hoje, e aí está a complexidade do assunto, é sobre a angústia existencial. Quero falar dessa angústia que nos apavora e ao mesmo tempo nos alimenta. Desse vazio que sentimos uma boa parte do tempo procurando preencher. Pretendo dizer algo sobe essa mesma angústia que nos move em busca de nossos amores, ou das chamadas almas gêmeas, como queiram chamar. O que é a alma gêmea senão um sonho de completude existencial? Pois é esse desejo infinito de falta, que me faz chegar à conclusão inevitável, que, se existe algo universal a todos os seres humanos, isso se chama angústia. Vou tentar traçar algumas linhas sobre esse sentimento, essa solidão existencial que nos fez criar as mais diversas formas de filosofias e de religiões.

Filosofia e religião, acredito, tenham nascido da mesma vertente. Nascem da fonte provocada por esse vazio existencial dito anteriormente. Tanto a filosofia, como a religião, num primeiro momento, buscam a mesma coisa. A primeira tem como ponto de partida a busca pelo saber, e a segunda, uma busca pela sintonia do ser diante do mundo. A filosofia criou a razão, e a religião criou formas para que pudéssemos suportar a razão.

Vivemos fugindo, não interessa para onde e de que forma. Não suportamos ficar parados, pensando, raciocinando, contemplando a cruel existência. A filosofia , seria isso, contemplar a existência e encontrar prazer mesmo no sofrimento que ela proporciona. Aí está a grande diferença entre a filosofia e a religião. Enquanto a primeira, mantém a liberdade de busca, a segunda dogmatiza essa busca dizendo: é este o caminho.

“Este é o caminho”, quando a religião afirma isso, ela nega a vida e separa-se da filosofia. Nada mais embrutecedor, anti-natural e anti-filosófico do que isso. Não que os filósofos também não tenham tentado criar formas de busca, mas eles sempre foram claros em dizer, que suas idéias eram suas idéias, ou seja, “idéias humanas”, formuladas racionalmente, e não o contrário, reveladas por algo além deles mesmos. Que lógica existe em ficarmos aqui todo esse tempo, sofrendo por nada? Que lógica existe na vida? perguntam os religiosos das verdades reveladas.

Quando percebem o espanto e o medo dos homens, diante dessas simples questões existenciais, os “mais sábios golpistas da história”, também percebem que o homem teme a vida, o pensamento, e a busca pela verdade. Eles percebem que os homens, não suportam a busca eterna proposta pela filosofia, e assim, criam rituais que possam preencher tal vazio. Nem eles imaginavam que algo desse tão certo e fosse tão lucrativo. Eles criam as igrejas, os templos, enfim lugares de adoração. Esses lugares tomam as religiões para si, e ensinam o caminho para o homem preencher sua angústia. Esse caminho é fácil e limitante, mas isso é o que menos importa aos angustiados seres humanos. Esses antros, quando revelam uma verdade, acabam com a filosofia e também com a própria religião. Acabam com a busca pessoal que o ser deveria buscar no universo e limitam o mesmo diante da vida.

Não condeno Cristo por se auto condenar à morte. Foi à forma dele se religar, de buscar sua própria sintonia. Porém, essa “re-ligação” é particular, intransferível. Se cristãos querem se religar como Cristo diante do universo, não devem seguir os rituais propostos pelas igrejas e suas fórmulas mágicas, e sim buscar ter uma vida como a de Cristo. Foram os rituais cristãos e a palavra sagrada que enriqueceram as igrejas e fizeram bilhões de pessoas negligenciarem a própria vida. Não foi a vida de Cristo a responsável por isso. Cristo viveu intensamente, foi um revolucionário, um filósofo que pregava o amor, o desapego das coisas matérias, e a busca pela igualdade. Foi um precursor do comunismo, poderíamos dizer. O ápice da hipocrisia eclesiástica é a cobrança do dízimo. Se Cristo, aquele pobre miserável, pudesse ver o que as sagradas igrejas, fizeram e exploraram em seu nome...com certeza, ou já teria voltado e acabado com toda essa vergonha ou teria se suicidado. Jamais imaginou ele que suas sábias palavras seriam sinônimo de arrecadação e enriquecimento.

Mas o que venho propor aqui é mais difícil e complexo, que a própria angústia existencial. Proponho o inverso do que as religiões reveladoras pregam e pregaram em suas sangrentas histórias. Se um dia “sábios espertalhões”, puseram fim a religião e a filosofia. Proponho hoje que acabamos com o dogmatismo religioso. Proponho que voltamos ao sentido original da palavra religião, ou seja, que novamente façamos busca pelo nosso próprio “religar”. Proponho que levamos a falência as igrejas, e com o dinheiro do dízimo buscamos formas de acabar com a desigualdade.

Não devemos renunciar a vida, e sim, viver, contemplar, e tentar superar todos os obstáculos que ela mesma nos impõe, isso de maneira pessoal e intransferível, da mesma forma que fizeram Cristo, Sócrates e vários outros verdadeiros sábios.

Devemos em última instância voltar a sermos filósofos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Eu...d-existo

Eu queria, mas ela não existe.

Queria que me quisesse bem;
Queria que quisesse meu bem;

Mas ela não existe...
Ela quase-existe.

Ela existe em corpo;
Ela existe em palavras;

Ela que existe para o mundo;
Quase existe para mim...

Assim...decidi por "d-existir"

domingo, 18 de maio de 2008

Amazônia

'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times'

Jornal americano diz que Brasil se preocupa com soberania da floresta.
Uma reportagem publicada neste domingo (18) no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

sábado, 17 de maio de 2008

Ranking dos Últimos 5 anos no Futebol Brasileiro

Acesse e veja se seu time é grande, médio, pequeno ou minúsculo.Saiu na Revista VIP:
http://vip.abril.com.br/nova_vip/edicoes/278/brasileirao.shtml

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Fim Trágico do Alexsander.

Quando nasci, sem me perguntarem nada, meus pais me deram o nome de Alexsander de Vargas. Até hoje não entendi porque, afinal, me chamam de Alex ou de Ale.
Acredito que essa nomenclatura extensa se deva ao fato de possuirem assim uma forma de me chamar a atenção quando estivessem nervosos: "ALEXSANDERRRRRRRRR " diriam eles.
Outro ponto, que penso que pode tê-los levado a escolha desse extenso nome, pode ser um certo desejo, ou também uma previsão de que seria alguém importante neste mundo. Imaginem isso:"Doutor Alexsander de Vargas, comparecer urgente a sala de cirurgia", não é lindo? Com certeza é um orgulho para qualquer pai, que o filho esteja sempre com a vida dos outros em suas mãos. Ou será que queriam que fosse médico só pelo bom salário?
Também devem ter pensado em que eu pudesse me tornar, engenheiro, advogado, dentista ou até maestro de uma orquestra...porém, erraram feio.
Serei no máximo Doutor em Filosofia, mas mesmo assim, meu extenso nome soará bem aos ouvidos da geração futura.
Vejamos as informações obituárias presentes nos jornais de 2058:
"Alexsander de Vargas, doutor em Filosofia, que em sua vida sempre defendeu causas idiotas, utópicas e sem cabimento, suicidou-se aos 79 anos de idade. O motivo que alegou para essa infeliz decisão foi não ter suportado a beatificação da "menina Isabella", morta covardemente pelo pai e pela madrasta há exatos 50 anos".
Um triste belo fim...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Zé e José.

Não sou daquelas pessoas que presta muita atenção nas letras das canções, mas essa, de uma forma ou de outra, me emocionou...a amizade, os pais, o sistema, a luta, os sonhos, a felicidade...achei ela, muito bela. Quando puderem ouvi-la. Vale a pena.

Zé e José

Composição: Zé Geraldo/Marcão Lima

Zé e José eram amigos de fé
e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis
Sorriam juntos na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas
Noites e luas no interior

Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos
lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós, diziam eles

Pela primeira vez
Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa
agora instalada nos seus corações

Aprisionados foram aos compromissos
Apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda-feira
quando estariam atrás dos balcões
Cabeças treinadas para competir
Sementes de toda ambição

José...
José progrediu
Calculista e frio
Sorriso plástico
Frequentava a Câmara e o Senado
Enganava o povo
Não tinha amigos
Fez um pacto com o Diabo
e se perdeu na escuridão

E o Zé?
Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola
que ganhou de um velho bêbado
que lhe contou uma história
sobre a cor dos sete mares
e de tesouros escondidos
no peito do próprio homem
Lhe disse também
Cante ao mundo
o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez

Zé cantou histórias das estradas
Reencontrou o sentimento perdido
Emocionou multidões
Aplaudiu
Foi aplaudido
Zé nunca mais sentiu culpa em ser vagabundo
Voltou a ser feliz

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nosso Verdadeiro Amor.


Amamos não saber, não ter convicção. Amamos estar em busca de coisas novas.
O conhecimento, a Filosofia, nasceram dessa curiosidade pelo mistério, pelo o que não é sabido, descoberto. Mesmo a religião - que nos inventa e supostamente nos dá uma verdade - quando não explica, diz: "é mistério da fé". Não vamos aqui tratar do bloqueio que ela nos impõem, ao nos limitarmos em querer desvendar o mistério existencial...mas sim, salientar que ela também admite que somos movidos pelo mistério.
E no amor? Sim, nesse amor carnal, em que buscamos uma alma gêmea para tudo dividir, não é também o mistério, o "não saber algo sobre o outro", que nos joga contra ele? Não é quando estamos descobrindo o outro que nos sentimos apaixonados? Depois que o desvendamos completamente, as coisas perdem a graça, e tudo parece virar um grande marasmo. No amor, como na vida...o combustível é o mistério, a descoberta.
É contraditório: "Vivemos movidos pelo não saber, procurando saber, e quando sabemos parece que tudo perde a graça".
A ciência também se move em torno do que ela não sabe. Descobre-se algo hoje e apaga-se tudo amanhã. Tudo um constante movimento, que parece - pela nossa arrogância humana - nos levar um dia ao saber absoluto.
Feliz engano. Isso não vai acontecer, e se acontecesse, nos levaria a mais profunda depressão. Nos seria tirado o direito ao livre pensar. Nos seria arrancado o direito de filosofar, seria o fim do mistério. Seria o fim do combustível que move a existência. O fim do nosso verdadeiro amor.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Segunda - Feira

"Segunda - feira é um saco"...
"Esse dia não precisaria existir"...
"Aff...amanhã é segunda"...
Todos fizemos ou ouvimos essas queixas sobre a pobre segunda-feira. Mas por que esse ódio?
Será por ser o primeiro dia útil?Ou por amanhecermos de ressaca de um fim de semana de diversão e vagabundagem? Será por estarmos longe da sexta e do sábado? Afinal por que há odiamos?
Se respondermos essas questões acima afirmativamente, logo, chegamos a conclusão que não nascemos para o trabalho e sim para a diversão, para o ócio, para o não comprometimento com nada. Portanto o trabalho que uma vez foi dito como algo necessário, que dignifica o homem, nada mais é que uma cruz que temos que carregar para sobreviver.
Mas então? Será que odiamos trabalhar? Ou odiamos ter que estar num determinado lugar cumprindo um horário fixo? Conseguiríamos viver no mais puro ócio? Sem horário a cumprir? Sem funções pré-estabelecidas? Será que somos vagabundos por natureza e nosso grande martírio na vida é ter que forcejar para viver?
Para terminar: no céu, naquele lugar maravilhoso que ficamos ao lado de Deus e de todos os anjos na mais santa paz...existe a segunda? Lá...precisamos trabalhar?
Me digam...por favor...por que odiamos a segunda-feira? Pelo amor de Deus que maléficamente "a criou" me digam...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vamos amar?

Chega de pessimismo. Chega de pensar que somos seres egoístas, maléficos, ruins, que só pensam em si e mais nada. Chega de pensar que mesmo apaixonados estamos apenas querendo nosso próprio bem, que somos incapazes realmente de amar.
Vamos nos render ao amor. Vamos nos render a idéia de que as coisas podem acontecer, que podemos ser felizes, não por toda vida, mas por um momento indefinível, porém inesquecível ao lado de alguém. Façamos a tentativa de buscar um amor perfeito, mas se não o encontrarmos, e provavelmente não o encontraremos, sugamos desse amor tudo o que ele nos trás de bom. Se acharmos que ele pode ser por toda vida...ótimo, se não der...busca-se um novo.
O amor não é passado, não é futuro, ele é presente. É o agora. Não é a lembrança passada nem a angústia do amanhã imprevisível. O amor não é planos e sim fatos. É atitude e não esperança. Dias atrás ouvi um padre dizer que não vivemos sem esperança. Vivemos sim, desde que consigamos amar no presente. A esperança serve apenas para procurarmos uma nova forma de amar ou um novo amor para viver.
Esqueçamos o passado frustrante, deixamos de sonhar com o futuro incerto e vivamos o presente.
Num mundo que nos leva a cada dia viver mais individualmente, a procurar as coisas sem a ajuda do outro, o que nos falta é exatamente dar valor a aquilo que temos ao nosso lado...e que nem percebemos amar.
"É hora de fazermos uma grande "suruba" e amarmos uns aos outros...da forma que melhor nos convir"
Abraço, ótimo fim de semana e muito amor a todos nós.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Somos Coisas ou Somos Gente?

Ontem tive o imenso prazer de assistir a palestra de Paulo César Carbonari. Não vou ficar fazendo menção as suas graduações, não acho isso necessário.
O importante foi o que abordou. O tema foi Filosofia e Direitos Humanos.
Ele conseguiu com sábias palavras ligar diretamente essas duas questões e dizer que as duas estão em descaso.
Disse que a Filosofia só nasce no ócio, no intervalo de nossas ocupações, sendo que no mundo moderno não podemos "não fazer". É pré-requisito nos dias de hoje, estarmos ocupados para sermos alguém na vida. Precisamos entrar no sistema e sermos úteis. Assim, a reflexão sobre o mundo deixa de existir e a Filosofia se torna inútil.
Já os Direitos Humanos só são abordados por aqueles que no ócio de seus afazeres "pensam" e se percebem excluídos da humanidade. Foi no ócio dos escravos, das mulheres, dos homossexuais e de todos os movimentos que até hoje reivindicaram por alguma causa, que algo foi feito. Contraditoriamente os direitos humanos só nascem a partir do "não direito aos humanos", pela exclusão de alguns humanos feita por "outra classe humana". Nunca foram os donos do poder que falaram em direitos humanos e sim os que estavam fora dele.
Assim fazendo uma ponte entre Direitos Humanos e Filosofia, poderíamos dizer que a Reflexão Filosófica - que só pode ocorrer nos momentos de ócio - é o que faz com que pensamos no "HUMANO".
Portanto se no mundo atual o ócio é sinônimo de preguiça e inutilidade, o HUMANO deixa de ser HUMANO, e acabamos por tratar nosso semelhante não mais como GENTE, mas como COISA.

"Sejamos mais OCIOSOS e consequentemente mais HUMANOS.

Ótima quarta feira a todos, que pensam como HUMANOS.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Ronaldo


Por muitas vezes sonhei em ser jogador de futebol, ganhar milhões, ter fama e consequentemente muitas mulheres. Porém vejo que mesmo o dinheiro, a fama, e a possibilidade de quem sabe ter as mulheres mais lindas do mundo, não são suficientes para que os "nossos ídolos" sejam felizes. Eles não conseguem se libertar das amarras sociais, da idéia de certo e errado que acreditamos existir, mas que nada mais são, que imposições do meio em que vivemos.
A pergunta da vez é: Ronaldo, o Fenômeno, quis ou não sair com travestis?
Minha resposta? Não interessa. Ele simplesmente fez a VONTADE dele. VONTADE só isso.
Me deu pena de vê-lo se humilhando diante das câmeras como se tivesse cometido um crime. Ele só cometeu, no máximo, um equívoco. Ele simplesmente poderia ter dito: "me enganei, estava bêbado"; ou simplesmente: "sim queria algo diferente, mas ao ver a "arma" dos travecos desisti".
Embora pudesse dizer isso, preferiu a humilhação. Preferiu não falar a verdade, continuar refém da sociedade, do que assumir sua bebedeira, sua VONTADE HUMANA de experimentar o diferente. Seja esse diferente, três mulheres ou três travecos. Se era essa sua VONTADE, deveria tê-la assumido.
Mas ele não pode, ele é um coitado. Não pode se expor, pois teme a quebra de contratos que prezam sua imagem. Ele não pode ir contra o sistema capitalista, que mantém ele, refém dele mesmo. Ele não pode ser ele. Ele é um produto e não um humano.
Literalmente, agradeço por ser um pobre humano anônimo que pode dizer: eu errei, eu tenho VONTADE; do que ser um Fenômeno com a VONTADE reprimida e sem personalidade.

domingo, 4 de maio de 2008

Inter Campeão Gaúcho 2008


Antes de iniciar a partida, a Orquestra responsável pelos Hinos, já previa o que estava por vir. Ela tocou os Hinos Nacional e Riograndense, sem o Juventude estar em campo. Ela já sabia que o jogo seria de um time só. Ela, a Banda, sabia do massacre. Ela quase tocou a marcha fúnebre quando o Ju entrou em campo, porém, manteve o respeito.
Mas sobre o jogo o que dizer?
O que?O que?Oito vezes "o que"?
Foi de lavar a alma. De reestabelecer a história. Eles falavam de 98 e 99 quando haviam eliminado nosso grande Colorado. Falavam das 3 vitórias no ano. Porém, esqueceram que estavam diante de um legítimo Campeão do Mundo. Esqueceram da sagrada camisa branca que nada perde. Esqueceram, que acidentes não acontecem a todo momento. São acidentes.
Sobre o jogo? O jogo?
Jogo só teve até os 25 minutos do primeiro tempo, quando Danny Morais marcou o primeiro gol. Depois foi sumanta, surra, palmada na bunda de criança mal criada.
Fernandão, aquele mesmo que perdeu a bola no gol do Juventude, lá no Jaconi, fez aos 29 e aos 32 minutos. Alex, numa cobrança de falta perfeita fez o quarto aos 37 . Parecia sonho, não era.
No segundo tempo se esperava um Juventude agressivo e um colorado retrancado. Que nada.
Fernandão novamente aos 5, e Nilmar aos 8 minutos, fizeram o Juventude não acreditar no que estava acontecendo. O gol do Juventude aos 12 (gol contra de Índio) e a pressão em busca do segundo gol até os 30 minutos, não impediram que o mesmo Índio fizesse o sétimo aos 32.
Parecia não faltar mais nada, mas faltava. Faltava o gol daquele que está lá, sempre para defender. Daquele que não pode falhar. Daquele que foi decisivo em todas nossas grandes conquistas. Faltava o gol de Clemer. E quando Andrezinho sofreu o penalti aos 46 minutos, a torcida enlouquecida, não teve dúvidas; gritou pelo nome de Clemer, que atravessou o gramado do Templo Sagrado, e, com extrema categoria cobrou, e mandou o Juventude, humilhado, batido, esfacelado para casa.
Uma sumanta, uma surra, um massacre para acabar com qualquer "touca" existente.
Num jogo de um time só, a Oquestra tinha razão, pois só um time merecia ter ouvido o Hino Nacional e Riograndense. Numa tarde mágica, jogamos por música.
"Sirvam nossas façanhas de modelo para toda a terra".

INTER CAMPEÃO GAÚCHO 2008