sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Filósofos também amam.


É difícil encontrar na história da filosofia, algum filósofo que não tenha tido sérios problemas de relacionamento. Também é difícil de encontrar algum que não tenha se isolado, seja por perseguição das autoridades políticas ou religiosas, seja pela dificuldade que mantinham de se relacionar com o sexo oposto.
Pretendo me deter nessa última questão, pois afinal, por mais que os filósofos sejam aqueles seres inquietos que buscam o conhecimento; que buscam a verdade através da racionalidade - racionalidade que vai contra as paixões e a sensibilidade -, é inegável que eles possuem sentimentos, angústias e aflições.
Mas então, porque os filósofos sofrem tanto para se relacionar? E afinal, os filósofos são capazes de amar? Amar além do amor ao conhecimento, que já está intrínseco na própria filosofia?
Me atribuindo a condição de filósofo e não de acadêmico de filosofia (nem todo acadêmico de filosofia é filósofo), afirmo que: os filósofos como qualquer outro ser, buscam o amor constantemente, sendo que, o que os diferencia dos demais, não é o fato de não serem aptos ao amor e sim o fato de não se contentarem com o amor que existe por aí.
Da mesma forma que não se contentam com o que observam na política e na religião, a maioria dos filósofos ao se relacionarem, buscam a perfeição, racionalizam as relações, agem eticamente, e cobram isso de seu suposto amor.
O grande problema dos filósofos, está exatamente nesta tentaiva de racionalizar a paixão. A paixão se racionalizada deixa de ser paixão. Ela perde seu caráter misterioso e que mantém os casais atraídos um pelo outro, em busca da conquista, e os coloca dentro de uma racionalidade que podemos chamar de monotonia.
Desta forma, os filósofos estão sempre numa sinuca de bico. Eles querem amar, mas não entedem a paixão; quando entendem a paixão não a suportam; e quando a suportam é porque acabaram com a paixão, racionalizado-a.
Assim, para um filósofo se dar bem no amor, precisa jogar. E jogar significa entender a paixão e suportá-la sem agir, sem colocar para fora o pensamento, a razão. Razão que move a filosofia e que deixa os filósofos perdidos no jogo do amor.
Portanto, não é verdade que os filósofos não amam, e sim, que eles ainda não conseguiram através da razão, entender o jogo do amor.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Cassação e o Colorado .

E a política volta a existir em Planalto. Não que um dia ela tenha desaparecido, afinal, somos antes de tudo, seres sociais e políticos por natureza, inclusive em Planalto). O que volta a perpetuar no município é aquele clima de ansiedade, de aflição. Aquele clima que só em época de eleição existe, e que sempre acaba em festa. Isso quer dizer que haverá festa em Planalto novamente. Haverá carreata, foguete, provocação, prováveis e não desejáveis confrontos.
O retorno desse "clima político" se deve há possibilidade do prefeito eleito, Antonio Scaravonatto, ser cassado.
Porém pouca coisa se sabe. O que se sabe é que existe um processo em andamento, referente a compra de votos. Qualquer informação além desta é passível de discussão, afinal, o conteúdo do processo é segredo de justiça.
Segundo os boatos, na última terça-feira até a madrugada de quarta, foram ouvidas 33 testemunhas. Se fala por aí que existem provas concretas de compra de votos ( vídeos e gravações) que inevitavelmente levariam a cassação do prefeito eleito. Se isso vier acontecer, duas possibilidades existem.
Uma possibilidade é que seja declarada vencedora a coligação "Frente Demovrática Popular". A outra possibilidade é que sejam convocadas novas eleições.
É dentro dessa segunda possibilidade, que quero tecer alguns comentários.
Antes dos comentários, uma pergunta que gostaria que fosse respondida:
Caso houver novas eleições a coligação derrotada deve compor a chapa com os mesmos candidatos? Ou poderão ser lançados novos nomes?
Isso é interessante pelo seguinte: sabemos que independente da compra de votos (na minha opinião isso aconteceu de ambos os lados), a vitória da coligação "Pra Frente Planalto" foi avassaladora. Foram 1016 votos de diferença.
Os motivos para tanta diferença são discutíveis, porém, durante a eleição observou-se na "boca do povo", não um mar de elogios a coligação vencedora e sim uma rejeição muito diante da coligação derrotada.
Assim, se a "Frente Democrática Popular" não puder compor-se de forma diferente, corre sério risco de ser humilhada duas vezes num mesmo ano, e digo isso, independente de quem vir a compor a "coligação cassada".
Enfim, o que nos resta é aguardar e ver o que a justiça eleitoral decidirá. Porém, ouso afirmar que é mais fácil o São Paulo perder o Brasileiro e o Inter perder a Sul-Americana, do que a coligação "Pra Frente Planalto" vir perder essa suposta eleição.
Por falar em Inter, dizem que a decisão judicial sai dia 17 de dezembro, ou seja, no dia em que nós colorados, comemoraremos o segundo ano da conquista do MUNDIAL FIFA.
Como disse anteriormente, teremos carreata e foguetes, isso provavelmente dia 17 de dezembro...
Viva o Colorado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Conta que eu Conto.

Aí vai ums série de contos que o autor chama de filme e eu chamo de...de...eu chamo de alguma coisa que eu acho que vocês deveriam ler.


QUANDO ALGUÉM NÃO RESPONDE MAIS VOCÊ...



Trailer de filme que deseja ser americano e não é.


( Roteiro: Rodr!go Adr!ano, Sonoplastia: Banda Sodoma H. Diretor: Efraim Medina Reyes, Convidados " espaciais": Silvestre Stalone como: Rodrigo. Jean Paul Sartre interpretando: Bruna Comelo. Chris Cornell como: Gustavo C. Matte. Axl roses como: figurantes (todos os figurantes são Axl roses) E Friederck Wilhem Nietszche interpretando: Flademir Roberto Williges e Rodrigo nos momentos de ação!)


Warner BrotheRs


...Eu estava caminhando pelas ruas e a àgua da chuva entrava nos meus tênis e molhava minhas meias. Como de costume, cantava uma canção antiga que minha mãe inventou quanto eu tinha sete anos e precisava dormir. Nunca me esqueci desta canção. Os carros passavam ao meu lado enquanto eu tentava acender mais um cigarro. O sétimo do dia e o sectuagésimo da semana. Penso.

Rodr!go pensando agora: Será que estou gripado ou apaixonado? As duas coisas te deixam um pouco indisposto, parado, calado, olhando para uma parede qualquer até o momento em que espirra e a sensação não é tão ruim. Paro de pensar. Minto. Penso em Sartre.

Há um bar ali na frente onde volto sempre mas hoje tenho pouco dinheiro. Entro. Alguém sentado me chama com um sorriso e eu digo que já volto. Não volto. Saio e acendo mais uma droga de cigarro. Os cigarros se assemelham a algumas pessoas. Enquanto você tem dinheiro tem cigarros, mas você sabe que eles vão te dar um câncer um dia, ai você fuma com vontade e não se arrepende quando lança o filtro em brasa em uma poça dàgua.

Vejo um cão enorme e sei que ele não acoa, não morde e gosta de carinho. O sujeito que eu escapei no bar um dia disse que eu era igual a esse cão, só tamanho! Acaricio o cão e um guarda fica me olhando... Fico pensando se não seria bom ser um guarda, a noite toda fingindo que está cuidando de alguma coisa. Penso

Rodr!go novamente dando uma de pensador agora: O será que os guardas sentem? Será que amam? Será que também vivem uma relação de ódio e amor com a filosofia? Ou quem sabe são guardas noturno para não ter de dormir com suas mulheres a noite e evitar se apaixonarem para não ter de sair por aí molhando os pés e ficando gripados?

Que mistério!

Paro de acariciar o cão e falo.

Rodr!go falando fanho agora: Já recebeu um e-mail hoje? Eu estou esperando um. Sim, sim, longe do computador não adianta esperar... Mas ela não me manda nada. Está brava comigo. Você não entende o que eu falo? Até!

Sigo. Piso no barro sem querer. Isso é muito chato.Olho para a grama e imagino.

Rodr!go imaginando agora: Não, não. Não imagino em limpar o pé... Imagino se ela está olhando para a grama no mesmo momento do que eu.Tem uma bruxa atrás de uma árvore.

Bruxa atrás de uma árvore pensa: Esse cara tem algum problema. Ninguém anda por aí sem propósito. Não vale a pena. Eu imagino.

Rodr!go imaginando outra vez: É imaginação minha ou tem uma bruxa atrás daquela árvore?

Rène Descartes desse de um ônibus Tomazelli via Unochapecó.

Rène Descartes levantando a camisa e mostrando que tem uma tatuagem na barriga que brilha a frase: Os sentidos te enganam homem sensivel.

Acendo um cigarro e atiro uma pedra no Descartes que se esquiva e levanta o dedo do meio para mim e sai correndo e gritando COGITO, ERGO SUMO!

Idiota.

FIM DA PRIMEIRA PARTE. TEMPO PARA O COMERCIAL OU PARA IR NO BANHEIRO.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Meu amigo macumbeiro."


Este mundo realmente é fantástico. Digo isso porque nele, além de podermos observar as mais diferentes formas de vida, também podemos observar os humanos. Sim os humanos. Os humanos são especialistas em criar formas de não viver.
Eles embora sejam seres vivos, são mais mortos do que vivos. Dos seres que nascem, crescem, reproduzem e morrem, somente os humanos desenvolveram a capacidade do não viver. Humanos não vivem, eles sobrevivem. E quando digo sobrevivem, digo isso, porque eles são os únicos seres que inventaram as mais diferentes formas de suportar a existência. Me respondam: existe algum outro ser vivo que estabeleceu em seu meio algum tipo de moral, religião ou que necessitou ter de criar leis e buscar na ciência formas para poder se defender das angústias da vida?
Não são poucas as crenças, religiões e supertições que têm como objetivo acalmar a humanidade. Também não são poucas as pessoas que hoje em dia, necessitam de pílulas da felicidade, para que num gole esqueçam que tristeza e felicidade fazem parte da vida.
Dias atrás um amigo meu - cético, ateu, embora hoje apaixonado - veio desabafar que seu relacionamento estava por um fio. Ao perguntar porque, ele me supreendeu com a única resposta que dele não esperava. Esperava algo do tipo: "ela me traiu", "eu a trai", "os pais dela me odeiam", "a sociedade não quer", "ela vai embora"...entre outras coisas que acometem uma relação.
Mas não. Sua resposta foi a mais inesperada possível: "macumba" disse ele, e sem me deixar falar continuou: "sinto que me fizeram macumba".
Minha resposta curta, grossa e coerente foi: " meu amigo...se macumba funcionasse, campeonato baiano terminava empatado". Embora os momentâneos risos, minha tentativa de tirar ele do mau humor foi frustrada. Vi naquele momento, que ele falava sério.
Deixei ele desabafar. Me falou de tudo o que estava sentindo. Seus medos, sua paixão, seu futuro profissional, enfim, me falou de suas angústias. Ao mesmo tempo, me garantiu que tudo aquilo que sentia, embora seu ceticismo, tinha lógica, nexo, e que eu deveria nele acreditar.
Sem saber o que fazer, mas já fazendo indaguei-o: "Qual teu maior medo? "O que em sua vida gostaria que mudasse?".
Ele com um sorriso lacrimejante prontamente respondeu: "Só queria ter paz, viver com meu amor sem ser importunado". Quando acabou de dizer isso e viu meu sorriso sarcástico habitar meu semblante, logo previu que algo de bom estava por vir.
Disse eu a ele: "Simples meu caro, faça uma macumba e peça que o deixem em paz".
Ao lhe dizer isso, com um olhar de alívio e ao mesmo tempo desesperado por saber que jamais teria paz disse: "É...macumba não existe."

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O desafio


O céu antes aberto e ensolarado se fecha. As nuvens brancas que por vezes lembravam o Divino saem de cena e dão lugar à escuridão que agora deixa o céu com um ar amedrontador, misterioso, sinistro por assim dizer.

Eu, sentado na minha sacada, aprecio tal transformação. Com um cigarro na mão esquerda e uma caneta na mão direita, tento descrever meu estado emocional que se modifica junto à mutação temporal. Uma pausa para pensar, e reflito que neste momento muitas pessoas devem estar como eu, com suas mãos ocupadas. Lógico que não com cigarro e caneta na mão e sim com uma vela e um terço, afinal é necessário que se protejam tanto da tempestade inevitável que está por vir como também da provável falta de energia.

Nesta hora, meu ateísmo existencialista anti-cristão - que me mantém ali sentado, inerte, imóvel e admirado com a inevitável tempestade - me faz pensar em escrever um conto sobre um ateu que desafia Deus durante uma tempestade duvidando que o mesmo jogue um raio em sua cabeça.

Começo a escrever meu fictício conto, quando por um instante, um medo, uma angústia me deixa aflito. Penso: “E se acontecer? E se Deus me atirar um raio? E se me deixar seco, duro, queimado em minha cadeira? Seria o pior fim possível para mim. Deus estaria me matando, mostrando seu poder e sua existência, e eu, sem chance de pedir perdão, com certeza iria arder no fogo do inferno”.

Embora tais pensamentos e todos os raios e trovões que no céu se passam, me mantenho ali. Estou decidido a desafia-lo. Lanço o desafio: “Caro Deusinho, se acaso o Senhor existe, quero muito me unir a vossa divindade, peço assim, que me atire um raio aqui onde me encontro, fazendo com que eu, por um mísero milésimo de segundo possível, venha a rever todas as minhas certezas sobre sua inexistência.” Neste momento o tempo fecha de vez, um clarão ilumina o entardecer e trovões sacodem minha cadeira. É um sinal. Devo desistir? O que? Eu desistir? Um ateu que jamais temeu a morte a não ser a possível dor anterior a ela? Não, isso não.

A energia ameaça faltar, raios e trovões me fazem temer por um breve momento meu fim. Insisto. Sou teimoso e desafio esse Deus Todo Poderoso a me desmanchar em cinzas. Aguardo aflito. Porém, até a chuva que começa a cair parece decretar minha vitória. A chuva aumenta e eu olhando para o céu com meu cinismo típico, digo a Inexistência: “Você perdeu.”

Já está escuro. Entro em casa orgulhoso da vitória, quando avisto a janela da cozinha. Ela está aberta, e a chuva que havia aumentado fez com que a mesma viesse a inundar meu adorável lar..Reflito novamente: “Desgraçado, me pegou pela retaguarda, eu na sacada, e Ele vem pela janela. Não quis me matar, mostrou sua benevolência, porém me deu um puxão de orelhas”. Jogo empatado penso eu: 1 a 1.

Sento no sofá da sala pensando num desafio que possa desempatar o jogo. “Já sei” - digo a mim mesmo ou a Ele se acaso Ele exista . “Já que o Senhor não quer me matar, façamos o seguinte: Atire um raio na cadeira em que eu estava sentado lá fora, assim não me machucará e eu me tornarei um servo seu aqui na Terra. Prometo ir às missas, propagar a palavra e fazer dos mais convictos ateus, servos do Senhor. São 20 horas e 5 minutos, horário de Brasília, e lhe dou 15 minutos para destruir o local onde me encontrava.”

O silêncio que paira neste momento me faz pensar que Ele está a guardar forças para me dar provas existenciais. Passam-se 5, 10, 15 minutos. Pronto. 2 a 1, venci.

Ligo a TV e abro uma cerveja para comemorar, enquanto escuto as manchetes anunciadas por Fátima Bonner e William Bernardes no Jornal Nacional.

Bonner diz: “Um bebê deixado pela mãe na sacada, uma tempestade e um raio”.

Bernardes continua: “Um crucifixo e um milagre”.

Bonner conclui: “O raio atingiu o crucifixo, que milagrosamente salvou a criança”.

Inconformado, viro a cerveja num ligeiro gole e penso comigo:

“Definitivamente com a MÍDIA ninguém pode”.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

E viva a Sagrada Escritura


Estes sim são verdadeiros cristãos, afinal, parecem seguir a risca as palavras descritas no Evangelho de São Matheus, cap 10 vers 34, onde Cristo supostamente diz: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada." Confiram:


Monges saíram no tapa, nesse domingo, na Terra Santa. As imagens da pancadaria correram o mundo.


Cristãos ortodoxos armênios faziam uma procissão para comemorar o descobrimento da cruz, que teria sido usada para crucificar Cristo. Os ortodoxos gregos queriam participar da cerimônia, mas foram impedidos de entrar, e os dois lados partiram para a briga.

Os religiosos se enfrentaram a socos e pontapés, dentro da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, um dos locais dos mais sagrados do cristianismo. Nem a chegada da tropa de choque israelense pôs fim à confusão. Soldados armados com rifles e bombas de gás tentaram conter os religiosos à força.

Isso reflete a tensão que existe nessa região e em todo Oriente Médio. Nesse caso, são ortodoxos armênios contra ortodoxos gregos. São duas nações que nunca se deram bem. Os dois povos têm línguas diferentes, mas a mesma religião. Justamente, no ponto de consagração, o cristianismo, eles divergiram.

http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL856097-16020,00-MONGES+TROCAM+TAPAS+DENTRO+DE+LOCAL+SAGRADO+PARA+CRISTAOS.html

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Queimando Livros


É no mínimo interessante algumas questões que acometem nossa existência de tempos em tempos. Falo de fatos inesperados, confusos, às vezes inexplicáveis do ponto de vista lógico.
Sempre ouvi que quanto mais a gente lê mais inspiração adquirimos para escrever. Minha professora falou isso ontem. Ouvi isso e acabei entrando em crise.
Nunca li tanto na minha vida e nunca estive tão "des-inspirado". Nem comentei isso com ela. Ela é doutora, e aprendi na escola que não devemos discutir com doutores. Assim cheguei a conclusão que minha falta de inspiração, ou era fruto de algum outro fato, ou eu que sou um fora da linha, um ser atravessado na história que só está aqui para reclamar e atazanar a vida dos mortais. Descartei que fosse esse o problema para evitar o suicídio, e pensei no porque da minha crise literária. Quem sabe pode ser a fraca campanha do Colorado no Brasileiro, a crise financeira, a comoção com o caso Eloá, a eleição do Obama, ou até alguma paixão que hora ou outra me atinge. Tudo ilusão. Sei que essas coisas não dão certo comigo e pronto. Mas enfim, deve existir algo que explique porque não consigo mais escrever. Inclusive agora, estou escrevendo sem saber o que escrever. Me dêem um idéia por favor.
Uma medida ao menos já tomei. Parei de ler. Vou queimar todos meus livros, e quem sabe assim, diante do fogo literário alguma idéia extraordinária venha a surgir. Vou esperar...queimando livros e observando o fogo.
Ótima quarta-feira a todos.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Auto previsão para 2009.

Cansei. Cansei de pensar no óbvio, no lógico, no que está diante dos olhos de todos, mas que poucos enxergam. Descartes quase teve razão quando disse: "os sentidos nos enganam". Seu único erro, foi não especificar que a maioria nem faz uso de seus sentidos. Então corrigindo o René, afirmo: "os sentidos não existem".
Se os sentidos existissem, observaríamos e sentiríamos o óbvio. Nos comoveríamos ao ver o vizinho miserável passando fome, não somente em época eleitoriais, e sim no nosso dia a dia. Por falar em épocas eleitorais, se os sentidos existissem, com certeza absoluta, nos negaríamos a participar da palhaçada que chamam de eleições.
Outra prova incontestável da inexistência dos sentidos é a existência de tantas igrejas. A maioria acredita em Deus sem nunca tê-lo visto, e isso prova que os sentidos não são necessários para compreendermos algo. Basta dizer: "Sim, eu aceito Jesus"... e pronto. Todos problemas são resolvidos. Se não funcionar, é só pagar o dízimo e esperar, em breve algo de bom vai acontecer. Não tem erro.
Além do mais, com Deus não se tem chance. Se você está do lado dele, ele te escolheu, já ao contrário, ele apenas não entrou em seu coração.
A partir de hoje vou mudar, não pensarei mais em nada. Largarei a filosofia ( essa desgraçada só me faz pensar coisas lógicas), irei as missas, e me engajarei na próxima eleição para um dos lados. Quem sabe assim tenho chance de me tornar um mortal tão idiota quanto a maioria e até encontrar uma mulher que me entenda e possa namorar comigo.
É isso. Em 2009 vou seguir em direção ao progresso. Viva a inexistência.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Doação de Órgãos

Sou totalmente a favor da doação de órgãos. Compartilho da ideia de que: "a doação de órgãos deve ser obrigatória".
Deixar órgãos que poderiam ser doados a quem aguarda ansioso por um, é um ato desumano e cruel.
O corpo é uma máquina, e quando uma máquina pára, sempre sobram algumas peças que podem ser reaproveitadas. É sabido que existem dogmas religiosos que impedem tal prática, mas aos que seguem tais dogmas, só nos resta ignorarmos tais imbecilidades.
Mas não é sobre religião que quero falar. Quero abordar a doação em si e as dificuldades para quem deseja realizá-la.
Acho maravilhosa a campanha que a mídia faz toda vez que uma recente celebridade criada por ela mesma, morre e tem seus seus órgãos transplantados. Doe seu órgãos diz ela.
Olhem que lindo: "aparece a junta médica, a família enlutada, as famílias que aguardavam ansiosamente a morte de algum possível doador, e assim por diante. É um filme real, no qual, por mais que o mocinho morra, todos vivem felizes para sempre. Isso em todos os canais de televisão.

Porém, observo sérios problemas aos simples mortais como nós, que desejam doar seus órgãos.
Andei pesquisando, e colhi as seguintes informações:


"O Coração e pulmão são os órgãos que menos tempo podem esperar. O intervalo máximo entre a retirada e a doação não deve exceder quatro horas. O ideal é que as duas cirurgias ocorram simultaneamente. O Fígado resiste até 24 horas fora do organismo. O Rim é bastante resistente, se comparado a outros. A espera pode ser de 24 a 48 horas. O Pâncreas, como no caso do coração e do pulmão, as cirurgias de retirada e doação, tem de ser feitas quase que simultaneamente. A Córnea pode permanecer até sete dias fora do organismo, desde que mantida em condições apropriadas de conservação.

"Segundo o Ministério da Saúde, existe no Brasil cerca de 117 instituições cadastradas para realizar transplante de órgãos: Rim (111), Medula óssea (13), Fígado (6), Coração (9) e Pulmão (3). Deste total, 40 estão localizados na Região Sul (PR, SC, RS) dos quais, 20 são Hospitais do Rio Grande do Sul."


Percebam o caos: seu ente querido morre e você é tomado pela intensa dor da perda. Porém deve manter a racionalidade e ir atrás dos serviços fúnebres. Antes disso, sua já esfacelada racionalidade, com compaixão de quem está na lista de espera, lhe diz: "doe seus órgãos como a Eloá". Sim é lógico que deve doar...mas doar como, você se pergunta? "Terei eu que ir atrás destes 3 hospitais que realizam transplantes completos? Aumentarei o transtorno e a dor de quem sofre a perda para salvar algumas vidas que nem conheço?"


Por fim e para acabar com qualquer chance de querer ajudar o próximo vem a segunite notícia: "Todo trabalho de transplantar é pago pelo SUS."


Você desiste e enterra o cadáver, você sabe que não encontrará disposição por parte da própria saúde em realizar este serviço.

Assim se você deseja ser um doador, lhe resta somente: se tornar uma celebridade nacional, vítima de um sequestro, morto com uma bala na cabeça.

Me sequestrem por favor...quero ao menos morto...salvar vidas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Feitos de Nossa Senhora Aparecida


Com fé em Deus e com a interferência e ajuda de Nossa Senhora Aparecida...:


Um aposentado morreu depois de pedalar mais de 400 km desde Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, até Aparecida, a 180 km da capital.

João Martins de Souza, de 65 anos, decidiu ir de bicicleta até a cidade para comemorar o dia da padroeira do Brasil. Ele saiu na quarta-feira (8) de Ribeirão Preto acompanhado de dois amigos.De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a distância entre os dois municípios é de 457 km.

Após 120 km de pedalada, Souza passou mal, mas decidiu seguir a viagem. Ele e os amigos pegaram uma carona num caminhão, de Jacareí, na Via Dutra, até São José dos Campos. De lá, seguiram de bicicleta por mais uma hora até Aparecida. O aposentado foi internado na Santa Casa de Misericórdia da cidade e morreu na madrugada de segunda (13).

A causa da morte foi falência múltipla de órgãos e desidratação de terceiro grau.


http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL799251-5605,00-APOSENTADO+MORRE+APOS+PEDALAR+MAIS+DE+KM+ATE+APARECIDA.html


Por último fica uma pergunta: foi ele um escolhido ou foi ele um condenado?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Re-existo

Pensei em d-existir...porém resisti.
Procurei...
Sofri...
Perdi as esperanças...retornei a tê-las.
Insisti na possibilidade.
Criei problemas in-existentes, para manter-me na resistência.
Quando novamente...pensei em d-existir.
Fez-me re-existir.
E como num furacão que tudo transforma.
Hoje existo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E o Grande Vencedor?



Segunda-feira falei sobre quem foi o grande derrotado nas eleições do dia 5 de outubro. E se agora nos indagaramos sobre o grande vencedor. Quem foi ele? Temos como atribuir a algum partido tal mérito?
Foi o PP? Que depois de 20 anos voltou a vencer uma eleição? (excluindo o consenso em 1996, o PP venceu sua última eleição em 1988 com 1365 votos de diferença sobre a coligação encabeçada por Francisco Natal Signor- PDT e Joe Luiz Basso-PMDB, quando ainda era denominado PDS).
Ou foi o PT? Que pela terceira vez consecutiva, está presente na coligação vencedora, e permanecerá assim 12 anos no poder maior?
Sei que tais indagações parecem absurdas, afinal, quem venceu a eleição foi uma coligação, e uma coligação é na sua essência, a união em torno de um objetivo comum de ambos os partidos em favor da população.
Porém, meus ouvidos escutam e meus olhos observam por aí, comentários e frases do tipo: "com o PT ninguém pode, somos tri" ou "sem o PT o PP não venceria". Esse tipo de comentário sugere que foi o PT o grande responsável pela vitória do domingo e que tanto o PDT, nas últimas duas eleições - 2004 e 2000 -, como o PP no domingo, não venceriam sem o PT. Será?
Se a resposta for afirmativa, uma pergunta aqui cabe. Porque então o "grande vencedor PT" não encabeçou nenhuma das coligações nos últimos 12 anos? Será que ele serve apenas como um acompanhante carregador de votos em benefício de partidos com uma história política mais volumosa? Segundo a história eleitoral municipal do executivo o PP esteve no executivo por 14 anos*, o PDT por 16 anos* e o PMDB por mais 14 anos.
Sinceramente a resposta para tais indagações não sei. Porém pensar nessas questões é sempre interessante, para não cometermos o equívoco de atribuirmos para algum lado, o mérito de se ter vencido uma eleição.
Espero que PP e PT consigam manter o mais novo romance político planaltense, fazendo com que o grande vencedor não seja nenhum deles em particular, e sim, que o vencedor seja o povo que os elegeu, e que historicamente é esquecido depois das eleições.
Abraço e ótima quinta-feira a todos.

*esse tempo de governo foi calculado com base na decisão democrática, excluindo assim a decisão arbitrária de 1968 tomada pelos ditadores da época, de nomear um interventor para o cargo maior do executivo, que era do PDT e que foi tomado PP.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Grande Derrotado nas Urnas


A política na sua prática, por mais suja, repugnante e cafajeste que seja, tem seu lado interessante. Volta e meia vemos a justiça bater a porta dos políticos, fazendo deles não mais os atores do grande teatro e sim as vítimas. Façamos uma análise do resultado das urnas em nosso munícipio.
Pergunto: quem foi o grande derrotado?
Não é difícil de responder essa pergunta. É lógico que foi o PDT.
E porque? Simplesmente porque além de levar uma surra de 1016 votos não conseguiu sequer eleger um vereador para a câmara. Sua representação na política municipal será nula...e os motivos disso? Estabelecerei aqui alguns para explicar esse estrondoso fracasso.
Primeiro: O PDT se contentou em ter um prefeito por 8 anos, não fazendo questão alguma de renovar ou buscar novos políticos para o partido. Sentados no trono do executivo acharam que o poder poderia fazer deles eternos governantes. Ledo engano. A história mostra que isso não acontece. Afinal o mesmo ocorrido com os atuais gestores, aconteceu com o PMDB, que de primeira força passou para terceira força partidária, e que hoje, se apóia em apenas um vereador que vagarosamente tenta reerguer o partido.
Segundo: Além de não buscar renovar os nomes no partido, o PDT, através de seus caciques, isolou-se na convenção partidária dos próprios filiados, isso para apoiar um candidato birrento que queria a todo custo chegar ao executivo. No PDT todos sabem que existiam candidatos melhores que o escolhido, e que hoje não fazem mais parte do partido.
Terceiro? O PDT traiu o PT por duas vezes, e tudo porque não quis ceder a "cabeça" no cargo maior do executivo.
Resumindo: o PT rompeu com o PDT; os filiados descontentes romperam com o PDT, aumentando o vexame nas urnas; e o PDT assim, acuado e solitário, humilhou-se, cedendo o cargo maior na coligação ao PSDB. O pior de tudo? O PDT indicou de vice o mais rejeitado de seus representantes.
Resultado: O PDT não elegeu um vereador para a câmara (algo histórico se não me engano) e foi o maior responsável pela sumanta de 1016 votos na eleição do dia 5.
Lição: Na política é necessário haver renovação; na política, um partido precisa unir e reunir seus filiados constantemente e não só quando necessita da ajuda deles; enfim, na política, um partido para se manter forte precisa ter coerência, humildade e objetividade na escolha de seus representes e não ganância, arrogância e sede pelo poder.
Abraço a todos e uma ótima semana.


sábado, 4 de outubro de 2008

Proposta do candidato a vereador Dirlei Coser - 45.333

Pedimos sinceras desculpas ao candidato a vereador Dirlei Coser, que mandou seu projeto de campanha para nosso e-mail, mas que por motivos desconhecidos não havíamos recebido.
Com seu projeto em mãos no dia de hoje, publicamos seu e-mail na íntegra, esperando que seja entendido que em momento algum houve má fé de nossa parte.


BOM DIA A TODOS OS INTEGRANTES DO MOVIMENTO ME CONVENÇA QUE EU VOTO
EM PRIMEIRO LUGAR, QUERO PARABENIZAR PELA INICIATIVA, ACREDITAMOS QUE ESTE É O CAMINHO CERTO PARA A ESCOLHA DOS CANDIDATOS PARA GOVERNAR NOSSO MUNICÍPIO DURANTE OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS.
COMO TODOS VOCÊS ME CONHECEM, ATUALMENTE TRABALHO COM HORTIFRUTIGRANJEIROS, SENTINDO A NECESSIDADE DE AMPLIAR E DIVERSIFICAR A PRODUÇÃO DE FRUTAS, VERDURAS E OUTROS, FUI EM BUSCA DE INFORMAÇÃO.
CRISSIUMAL, SITUADA NA REGIÃO CELEIRA DO ESTADO, TEM UMA POPULAÇÃO DE APROXIMADAMENTE QUINZE MIL HABITANTES, ATRAVÉS DO PODER PÚBLICO, FOI CRIADO UMA ASSOCIAÇÃO QUE HOJE CONTA COM VINTE DOIS AGRICULTORES DENOMINADOS DE PEQUENAS AGROINDÚSTRIAS QUE PRODUZEM E COMERCIALIZAM OS PRODUTOS NÃO SÓ EM CRISSIUMAL, MAS TAMBÉM EM TODO A REGIÃO, SEGUNDO O PREFEITO, CRISSIUMAL RECEBE HOJE DE TRÊS A CINCO ÔNIBUS DE VISITANTES PARA CONHECER O PROJETO, SENDO QUE A GRANDE MAIORIA DO PÚBLICO QUE VISITA, COMPRA E MUITOS PERNOITAM NOS HOTÉIS DO MUNICÍPIO, TRAZENDO EMPREGO E RENDA.
PARA QUE ISSO ACONTEÇA EM PLANALTO, O PRIMEIRO PASSO É CRIAR O SELO DE QUALIDADE PARA O NOSSO MUNICÍPIO, COM A CRIAÇÃO DO SELO, ESTAMOS APTOS A INICIAR UMA ASSOCIAÇÃO E CRIARMOS UMA MARCA, MARCA ESTA QUE SERÁ FORTE EM TODA A NOSSA REGIÃO.
É NECESSÁRIO A CONTRATAÇÃO DE TÉCNICOS ESPECIALIZADOS EM CADA CULTURA, BEM COM INCENTIVO DO PODER PÚBLICO COM PARCERIA EM HORAS MÁQUINAS E ADUBAÇÃO E INCENTIVO NA COMERCIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS.
ESTE PROJETO É VIÁVEL E DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O NOSSO MUNICÍPIO.
UM ABRAÇO A TODOS.
DIRLEI COSER
CANDIDATO A VEREADOR PELA PRIMEIRA VEZ COM O NÚMERO 45333

Seus projetos assim são:

  • Criar selo de qualidade para nossos produtos
  • Contratação de técnicos especializados em cada cultura
  • Incentivo do poder público com parcerias em horas máquinas e adubação
  • Incentivo na comercialização dos produtos.


Prazo de Apresentação dos Projetos: Janeiro de 2010


Dirlei Coser -45.333

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Candidatos a vereador que deram valor a você

Abaixo as propostas dos candidatos a vereador com seus devidos prazos. Estes sim merecem seu voto.




Vereador Gilberto Antônio Tariga – 45200

Vereador Jair Dalbosco -

11444

Vereador Odair Zanatta -

45600

· Buscar parceria junto ao SEBRAE para cursos profissionalizantes.

· Apoiar os acadêmicos no transporte universitário.

· Apoiar a pequena indústria.

· Apoiar os grupos culturais existentes e incentivar a criação de novos grupos.

· Apoiar equipe multiprofissional de atendimento preventivo nas áreas que houver necessidade.

· Apoiar as entidades esportivas existentes.

· Apoio à agricultura ofertando cursos profissionalizantes aos jovens rurais e dando apoio à infra-estrutura, estradas, escoamentos, poços artesianos.

· Incentivar as linhas de produção, como a fruticultura e a agroindústria.

· Apoio à infra-estrutura urbana através de saneamento básico, cursos profissionalizantes, iluminação pública, melhoramento de ruas.

· Extensão de curso superior.

· Escolas técnicas profissionalizantes.

· Sinalização de trânsito nos bairros, perímetro urbano, saídas e entradas das cidades.

· Antena de captação para sinal de celular nas localidades onde o mesmo não está disponível.

· Aprovar verba no PPA, com o intuito de promover os artistas locais nas mais diversas áreas, como: grupos étnicos, grupos tradicionalistas, teatro, canto coral, entre outros. Agendar verba em março, realizando os shows em abril, setembro, outubro e novembro de cada ano.

· Realizar juntamente com as instituições, bairros, vilas e linhas do município, reuniões que definam quais são as suas prioridades. Motivar a participação e informar o orçamento disponível, promovendo a discussão entre o poder público, instituições e comunidades de nossa cidade.

Prazo de Apresentação:

Janeiro de 2010

Prazo de Apresentação:

Julho de 2009

Prazo de Apresentação: Agosto de 2009



Muito obrigado pela atenção, e desde já antecipamos, que a politicagem pode acabar dia 5 de outubro, porém o MCQV permanecerá vivo em suas cobranças.

MCQV - Me Convença Que Eu Voto


Esses são nossos futuros representantes



Caro eleitor. Estamos apavorados, decepcionados, surpresos e entristecidos com a maioria de nossos políticos. Neste último mês tentamos das mais diversas formas explicar aos candidatos pretendentes ao executivo e ao legislativo nosso simples objetivo: que junto aos projetos de campanha fosse apresentado o prazo de entrega dos mesmos. Acreditamos que fomos claros em nossa explanação, porém nosso aparente fracasso nos preocupa, afinal, nosso município estará nos próximos quatro anos na mão de pessoas que, ou não possuem seriedade política, ou não têm a mínima capacidade de compreensão diante de nossa língua portuguesa.

Dos vinte e três candidatos ao legislativo, apenas três nos enviaram seus projetos com os devidos prazos, ou seja, menos de 15 % de nossos candidatos atenderam o nosso humilde pedido.

Quanto aos candidatos ao executivo, a decepção foi total. Procuramos incessantemente os representantes das duas coligações, e, embora eles tenham nos enviado seus projetos, os mesmos nos decepcionaram quando chegaram em nossas mãos. Ambos os projetos não continham PRAZOS e sim discursos eleitoreiros, como: “Trabalharemos incansavelmente desde o primeiro dia de governo e lutaremos durante os 4 anos para que nossas metas sejam alcançadas”. ISTO NÃO NOS SERVE.

Repetiremos nosso pedido para mais uma vez deixar claro nosso objetivo: queremos PRAZOS DE ENTREGA para poder fazer política durante os 4 anos e não apenas no período que antecede as eleições; queremos PRAZOS para cobrar de nossos políticos seriedade nas suas propostas e para manter o diálogo vivo durante seus mandatos; queremos, enfim, que essa relação política “poder – cidadão” continue e que após dia 5 de outubro não caiamos novamente no esquecimento. Não fomos atendidos, e não colocaremos nosso precioso voto no lixo.

Quanto aos críticos, que dizem por aí que devemos escolher o menos pior e que o voto nulo é um voto jogado fora, rebatemo-os da seguinte forma: fora é o voto dado a quem não tem capacidade de fazer aquilo que promete. Fora é o voto dado sem possibilidade de cobrança. Só queríamos votar com orgulho e a ampla maioria de nossos candidatos frustraram nosso sonho.

Agradecemos imensamente aos três candidatos ao legislativo que atenderam ao nosso pedido; quanto ao restante, apenas lamentamos.

Lembrando que:

· A maioria dos candidatos a vereador calou-se diante de nosso pedido. Eles não possuem projetos para o município.

· Dia 5 de outubro, VOTE NULO para prefeito, e analise as propostas dos candidatos a vereador que realmente se importam com você.

· Para VOTAR NULO, digite na urna números diferentes de 11 e de 45 e CONFIRME.


MCQV - Me Convença Que Eu Voto


O Valor do Voto


Neste manifesto, abordaremos o voto. Não somente no sentido habitual, em que o mesmo é tratado apenas como instrumento de decisão eleitoral. Ampliaremos um pouco essa análise, estendendo para além deste sentido decisivo.

Apenas a título de comparação, veremos o voto, como uma moeda a ser trocada. Queremos que você entenda que como numa relação comercial - quando trocamos o melhor produto pela nossa moeda - queremos que você troque seu “voto-moeda” pela melhor proposta ofertada. Voto, segundo o dicionário Aurélio, significa desejo sincero, juramento; e o que queremos, é que você “deseje tão sinceramente” as propostas de seu candidato, a ponto de poder jurar que sua decisão é a mais correta.

Retornando novamente à questão de troca, pergunto a vocês: qual é a reação que tomamos se ao pegarmos um produto, observamos que o mesmo não funciona? Não vamos reclamar e obrigar que o fornecedor da mercadoria nos entregue um produto de qualidade? E mais, não temos um prazo para fazer isso e mecanismos legais para que possamos recorrer? É óbvio que sim.

Da mesma forma isso deveria acontecer com o voto. Trocamos nosso voto pelas propostas de um de nossos candidatos, exatamente como adquirimos uma mercadoria. A única diferença, é que se verificarmos que as propostas e promessas, que nos seduziram por um momento a votar em algum dos candidatos não estão sendo cumpridas, não temos a quem recorrer. Além disso, é extremamente lamentável, saber, que quando a tentativa de cobrança acontece, algumas respostas do tipo: “estamos ainda arrumando a casa; ainda é cedo; temos mais três anos pela frente”, nos deixam sem chances de reagir. Essa resposta, infelizmente, é legítima pelo fato de não existir ao lado de cada proposta anunciada, um prazo de validade.

Veja que, se ao lado de cada proposta, houvesse um prazo de entrega; uma garantia de que aquilo será realizado até a data disposta; poderíamos ao menos denunciar e cobrar as mesmas através dos veículos de comunicação, e também através de manifestos, como este. Não existindo tais prazos, simplesmente ficamos sem proteção alguma para reclamar daquilo que compramos.

No nosso entendimento, deveria ser criado, semelhante ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou ao PROCON (Proteção e Defesa do Consumidor), um serviço legal, para que pudéssemos recorrer, caso as promessas de campanha não fossem cumpridas. Esse Serviço de Proteção ao Eleitor (SPE), daria além de credibilidade ao candidato, também garantias legais de cobrança ao eleitor. Sabemos da dificuldade disso vir a acontecer, e é exatamente essa dificuldade que alimenta nosso movimento.

Portanto eleitor, pedimos que exija que seu candidato estabeleça prazos para aquilo que pretende criar, garantindo assim a você, que aquilo que “vende”, é possível e vai ser realizado. Nosso ideal último seria um serviço legal que nos protegesse, mas a burocracia nos impede de sonhar tão alto.

Sabemos, que nossa caminhada é longa, e que para finalizá-la, devemos dar um passo de cada vez. Nosso primeiro passo é exigir prazos de entrega, e para que isso se torne uma realidade, contamos com você.

Portanto, pedimos a você, cidadão planaltense e brasileiro, que faça valer sua cidadania e exija de seus candidatos prazos de entrega para as promessas de campanha.

MOVIMENTO ME CONVENÇA QUE EU VOTO - Lutando por uma política de verdade.


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

MCQV - Me Convença Que Eu Voto


O Que Queremos




Você provavelmente leu nosso primeiro manifesto ou ouviu falar do “MCQV”. Se ainda não, queremos deixar claro, que não fazemos coro a nenhuma das coligações, ou seja: somos independentes. Nosso objetivo é apenas cobrar coerência de nossos futuros representantes.

Sabemos que tudo isso parece loucura, afinal, neste tempo de “embriaguez eleitoral”, nos sentimos comovidos ao ver tamanho empenho de nossos políticos. Chegamos por um momento, até a acreditar neles.

O que queremos que você reflita é: por que toda essa movimentação política é simplesmente paralisada por eles, e esquecida por nós, logo que as eleições acabam? Se refletirmos um pouco, veremos que após quatro anos, voltam eles, com as mesmas “ladainhas” e propostas, querendo novamente nosso precioso voto. O pior de tudo é que nos sentimos obrigados a escolher o “menos pior”.

Foi essa problemática que nos motivou, e é para dar um basta nisso, que estamos empenhados politicamente.

Em outras palavras, o objetivo de nosso Movimento, é fazer com que a “ladainha política” continue. Queremos que esse envolvimento político, esse diálogo entre os “poderosos” e os “eleitores”, permaneça vivo também após as eleições. E para isso acontecer, pensamos em algo simples e objetivo. Primeiramente, façamos uma análise de nosso cenário político atual.

Todos temos ciência, que nossos candidatos, com o intuito de conquistar nossos preciosos votos, são possuidores de um planejamento administrativo possível de ser executado. É esse plano de governo, que a princípio, nos faz escolher entre o candidato A ou B. São as promessas políticas que nos convencem, ou pelo menos deveriam ser.

Nosso movimento analisou os planos e as promessas de ambos os candidatos, e teve duas impressões antagônicas. Por um lado, nos tranqüilizamos, e podemos dizer que nosso futuro representante será o melhor administrador que já tivemos. Ambas as propostas são tentadoras, e se cumpridas, farão nosso município se desenvolver a largos passos. O único problema que encontramos nos planos de ambos os candidatos, é que em suas promessas não existem prazos de entrega, e sem prazos de entrega, nós eleitores, não podemos cobrar nada.

Poderão eles argumentar: “ ora, o prazo de entrega é nos próximos quatro anos”.

Porém isso não nos serve, afinal, esse prazo de quatro anos nos impossibilita de cobrarmos e de fazermos uso da política nos três primeiros anos de mandato, o que fere diretamente nossos princípios.

Portanto, com o objetivo de que a política se mantenha viva em nosso meio, e cientes que esse, é o objetivo de todos, pedimos aos nossos políticos, que ao lado de cada promessa feita em campanha, esteja especificado também o prazo de entrega da mesma.

Prazos de entrega para as promessas. É somente isso que queremos, e confiando na seriedade das propostas de nossos candidatos, desde já, nos sentimos atendidos.

MOVIMENTO ME CONVENÇA QUE EU VOTO - Lutando por uma política de verdade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Me Convença Que Eu Voto


Apresentação




Antes de qualquer conclusão precipitada, é bom esclarecer que nosso movimento não tem ligação com nenhuma das coligações que almejam o executivo e o legislativo.

Observamos nos últimos meses, grandes indecisões na política municipal. Acompanhamos rompimentos, reconciliações, novos rompimentos, novas coligações. Inertes e ao mesmo tempo admirados de tamanha ousadia, vimos nossos políticos zombar de nossa inteligência. Tudo para chegar ao poder.

O que tememos é que todas essas negociações provocadas por eles, e por nós assistida, seja jogada no esquecimento e vista com normalidade. No mínimo devemos questionar tais posições e cobrar coerência.

Aos que acham que estamos querendo confundir eleitores ou difundir a revolta, desde já antecipamos, que nosso objetivo não é fazer apologia ao voto branco ou nulo, e sim, exatamente o contrário. Queremos é encontrar lógica em nossa política, e votar com orgulho naqueles que nos convencerem.

É lógico que a anulação do voto é uma alternativa, mas somente se nossos políticos forem incapazes de nos mostrar que realmente são políticos, ou seja, que na essência de suas idéias e objetivos, está a vontade de melhorar a qualidade de vida da população em geral.

Queremos abrir os olhos de nossos eleitores, para as contradições existentes em nosso cenário eleitoral, esperando, através do diálogo, que essas “aparentes incoerências”, venham a ser esclarecidas.

Não queremos benefícios particulares. Queremos transparência de idéias e garantias em suas promessas. Estamos cansados de promessas e preferimos não ouvi-las se as mesmas não forem realmente cumpridas.

Queremos saber deles, algumas questões básicas como: o que é a política, o que os leva a querer tão ardentemente o poder, e como vão administrar se acaso vencerem?

Queremos que nossos eleitores percebam, que a política não é favorecimento particular, e sim, uma busca pelo bem estar público. Infelizmente, não é isso que nos parece estar acontecendo, e é para isso que queremos chamar a atenção.

Aos que acham que a política, se faz através de favorecimentos particulares, lamentamos em dizer, que esses cidadãos não nos servem. Esses são tão corruptos, quanto aqueles, que frente ao poder, fazem do bem público um investimento particular.

Enfim, queremos com nosso movimento, manter acesa a verdadeira política, ou seja, a capacidade de tomarmos atitudes justas que possam ser estendidas a todos os habitantes da cidade.

MOVIMENTO ME CONVENÇA QUE EU VOTO - Lutando por uma política de verdade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Me Convença Que Eu Voto


Passei o fim de semana vivendo nossa política. Tudo muito bonito, lindo em certos momentos. Vários apertos de mão, apetitosos abraços, e pasmem, até alguns diálogos interessantes. Em comum, por onde quer que você ande, seja do lado A, como do lado B, existe a cerveja.
A cerveja anima a política, ela fala mais que todos os candidatos reunidos. Os candidatos, tanto os que "aparentam" seriedade, como os que nos fazem rir, são dependentes da cerveja. Não estou chamando-os de alcóolatras, e sim, que sem cerveja, ninguém quer ou consegue ouví-los.
Fiquei me perguntando porque isso acontece. A resposta não demorou a chegar e é bem simples. A multidão, os eleitores em geral estão desesperançosos politicamente. Ninguém mais têm coragem de defender qualquer um dos lados, salvo aqueles, que já têm garantias financeiras particulares. Isso está escancarado. O que resta para essa multidão? Beber, cair e levantar. Eles bebem durante a política, são derrubados e esquecidos logo depois das eleições, e quatro anos depois são novamente levantados a gordurosas doses alcóolicas. Essa é a cara de nossa política atual.
Triste?Lamentável? Claro que sim. Porém, em tudo existe o lado positivo.
"Tudo o que ultrapassa seu limite vira contraditório"....e assim, de tão desesperançosos que estamos diante de nossos políticos, de tão admirados diante desse jogo pelo poder, resolvemos criar um Movimento Verdadeiramente Político. Um movimento de cobrança, sem vínculo partidário, e que só clama por coerência.
Coerência que nos explique a dança ocorrida até as presentes coligações.
Coerência que nos dê motivos para realmente votar com orgulho e poder dizer: "nesse eu posso confiar".
Coerência para que possamos cobrar suas promessas eleitoreiras.
Enfim, queremos "voz", e principalmente "ouvidos" durante os quatro anos de mandato e não somente nos dois meses de embriaguês eleitoral.