Sempre amei belas mulheres. Sou escravo da beleza física feminina. Inclusive, são elas as resposnáveis pelas contradições na minha existência. Tive apenas um amor que não aprovava fisicamente. Suportei nove meses. Foi um parto.
Minha justificativa para minha contradição é que para o bem viver é necessário acordarmos de bom humor. Sendo impossível acordarmos de sorriso aberto, se ao nosso lado estiver uma pessoa não atraente. Não acredito que um homem possa ser feliz acordando ao lado da Regina Casé. Esses não são homens, são guerreiros.Não defendo um padrão de beleza, porém, tenho o meu padrão de beleza.
Quando falo da minha incoerência, afirmo isso por dois motivos: o primeiro por observar que a beleza física com o tempo se deteriora, e o segundo, exatamente pelo fato de que, mesmo sabendo disso, não consigo ir contra a minha paixão pelo físico feminino. Porém não adianta saber. Na prática sou dependente das beldades. Elas funcionam como uma droga pra mim, com a diferença que não interessa o efeito, e sim a embalagem que a droga está envolvida. É a própria embalagem que me entorpece.
Minha decepção no mundo conjugal já deveria ter mudado o meu foco, a minha “caça.” Já deveria ter buscado o belo invertido, ou seja, o belo interior. Eu quero mudar. Quero me apaixonar por uma Regina Casé da vida. Meu problema está que não sei como fazer isso. É falso dizer que querer é poder. Eu juro que quero , mas não consigo. Já pensei em me cegar para não cometer injustiças. Preferi continuar vendo e sofrendo. Sofro pelas beldades. Me contradigo por elas.
Porém existe algo comum em todas as mulheres. Belas ou horripilantes, todas querem emagrecer. No mínimo dois quilos.
Obs: Se você se acha uma mulher do novo milênio; essa que busca constantemente a liberdade; que prega o feminismo e contraditoriamente a igualdade entre homens e mulheres...por favor: não leia este texto. Pare por aqui mesmo. Este texto é destinado àquelas mulheres tradicionais, que enxergam o homem como o alicerce da família e a mulher como uma ferramenta útil. Este texto é dedicado somente aquelas mulheres que ainda acreditam na harmonia familiar e no amor que nossos avós viveram.
Boa leitura para todas essas mulheres que sonham com o amor eterno...e para as feministas de plantão um pedido: não me odeiem.
Não queria fazer isso, mas o inverno me obriga. Vou ter que dar o meu carinho e o meu amor para alguma pessoa. O frio me obriga. Portanto, mulheres do Planeta Terra : estou disposto a amar uma de vocês. Motivos para eu ser desejado por vocês? São vários. Porém, vou apenas apresentar meus dois principais atributos: sou sincero e fiel, e, por mais que a história mostre que as mulheres buscam os cafajestes, na verdade, na mais profunda reflexão, elas querem carinho e segurança. Assim, estou aqui mulheres, pronto para satisfazê-las nos mais variados sentidos. É bom, antes de tudo saber, que não estou falando em namoro, mas em um contrato de experiência até a primavera. Eu entro com o corpo, a casa e com um pouco de comida (pão, presunto, queijo, tomate, leite e nescau, às vezes iogurte), e vocês com o corpo e a limpeza do lar. Porém, para o contrato ser possível a felizarda deve conter as características abaixo: A mulher deve ser inteligente, bela e quente. Deve manter a boca fechada durante os jogos de futebol e o máximo possível durante as refeições. Não quero uma comentarista, nem uma gorda. Já disse que quero uma mulher bela e inteligente, logo, uma mulher bela não pode ser gorda e uma mulher inteligente deve saber, com sua inteligência, que mulheres não entendem de futebol. Não estou dizendo que ela não deva assistir os jogos de futebol. Até porque alguém deve preparar a pipoca e encher os copos. Porém, de nada adianta ser bela e inteligente, se for fria. Afinal, se for pra ter mais uma bunda gelada debaixo dos meus lençóis prefiro ficar sozinho. Outro pré-requisito da minha futura mulher é que ela não pode ser chata. Por chata entende-se, toda mulher que não entende que os homens somente querem as mulheres em duas circunstâncias: ou para manter contato físico ou para a limpeza. Por isso se for para reclamar de algo reclame que falta sexo ou produtos de limpeza. Por fim quero uma mulher bela, inteligente, quente, legal e colorada. Afinal de contas quero alguém que, embora não entenda nada de futebol, seja feliz com seu time do coração. Salário: Salário? Por favor né? Salário é coisa de trabalhador. Minha mulher deve fazer tudo por amor... isso se quiser prorrogar o contrato até o verão.
Prefiro o verão. Meus críticos poderão dizer que quando é verão prefiro o inverno, que sou um eterno insatisfeito e que só sei criticar. Em parte eles têm razão. O verão é terrível mesmo. Aquele bafo, aquele sufoco. Além disso ficamos mais preguiçosos, sem muita vontade de trabalhar.
No verão produzimos menos e gastamos mais, principalmente em festas, cerveja e churrasco. No verão queremos mesmo é ir para a beira do mar, e ficar ali, sem fazer nada, olhando as belas mulheres que passsam quase sem roupa. O verão é terrível mesmo. Ficar olhando mulheres quase sem roupa, tomando uma gelada, é uma tarefa árdua de ser realizada. Mas quero mesmo é falar do inverno. Porém não quero falar daquelas queixas características do inverno: "é ruim para entrar na cama e é ruim para sair dela; é ruim para entrar no banho e é terrível sair dele."Quero falar sobre o inverno, as flatulências e as fezes. Pois bem, todos concordamos que uma das características do inverno é que comemos mais. Assim, teoricamente deveríamos cagar mais. Porém é frio, e o frio faz negligenciarmos a vontade que a merda tem de sair. A merda ali pedindo pra se esvair e nós pensando naquele vaso gelado. E assim ficamos ali, enganando a bosta, soltando suspiros anais. Nada contra quem prefere peidar a cagar. O problema está, que o depósito de comida no estômago, que preenche os intestinos, faz com que nossas flatulências, quando soltas, tenham um odor não muito agradável. Diria que o odor da flatulência no inverno e proporcional ao tempo que ficamos sem cagar. Quanto mais tempo sem cagar, mais mal cheirosa será a flatulência. Além disso, peidar no inverno é diferente de peidar no verão. No verão se houve aquele estrondo característico que já identifica o agressor olfativo, porém no inverno os peidos são silenciosos, sutis e venenosos. Eles demoram a se desvencilhar de todas as roupas que carregamos, e quando percebemos, já é tarde para identificar e acusar o "autor do crime". Se acusado, ele ainda se defende dizendo: "olha, eu até peidei, mas já fazem alguns minutos." Inverno é triste mesmo. Abraço e ótimo inverno cheiroso a todos.
Assisti semana passada a uma entrevista de Sartre na TV ESCOLA. Como é lindo ver aquele “velhinho” falar de liberdade, moral e existência com tanta naturalidade. Uma de suas frases mais famosas: ”O homem está condenado à liberdade”, resume bem a sua ideia.
Em outras palavras o que Sartre nos diz é: não temos como fugir; estamos condenados, querendo ou não, há cometer atos. Somos, na nossa mais profunda existência, seres solitários no mundo. Solitários, porém, livres. E tal liberdade colocada diante de nossas mãos, nos possibilita criarmos o mundo. Ações humanas nos levarão a humanidade; ações desumanas nos trarão a desumanidade. A luta pelos nossos direitos poderá nos trazer a justiça; o silêncio nos trará o conformismo e a alienação.
Essa responsabilidade colocada por Sartre no indivíduo nos leva inevitavelmente a refletir sobre as nossas relações sociais e ao nosso envolvimento político. Agimos como politicamente? Buscamos a justiça e o bem comum? Ou calamos durante a maioria do tempo e colocamos nosso destino nas mãos de poucas pessoas e às vezes até mesmo nas mãos de Deus?
Sartre nasceu em 1905 e morreu em 1980. Além das mais de 30 obras publicadas, ficou famoso quando em 1964 recusou O Prêmio Nobel de Literatura. Motivo? Ele não queria se tornar alguém especial, alguém que não fosse mais visto como um homem igual aos demais.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Eu achei incrível:
Imagem da Nasa mostra ônibus espacial como 'mosquinha' sobre o Sol
Cena impressionante foi obtida durante viagem da nave para o Hubble. Astronautas têm missão de 11 dias de duração para reparar telescópio.
Uma imagem espetacular divulgada pela Nasa dá uma ideia da proporção -- ainda bastante distorcida por causa da distância, claro -- entre o ônibus espacial Atlantis e o Sol. Parecendo uma mosquinha perto do astro-rei, a nave americana foi clicada durante seu caminho rumo ao Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas do Atlantis participam de uma missão de 11 dias para atualizar e reparar o telescópio.
Hoje pretendo falar sobre religião, espiritualidade, visões de mundo. É inegável que isso me causa certo temor. Minha existência está marcada por fatos polêmicos quando o assunto é religião, e isso pode fazer com que minha afirmação tenha um tom debochado num primeiro momento. Porém, sem ironia alguma afirmo a vocês: "sou fascinado pela religião."
A religião me encanta, me deixa estupefato, bobo, admirado. Lógico que tal fascínio não se dá pelas instituições religiosas e seus representantes, por esses realmente não tenho o menor apreço. Meu encantamento religioso está envolvido diretamente pela origem da palavra religião e pelos diversos significados que a mesma possui.
Meu fascínio sobre a religião surgiu no final dos anos 90 quando tive aulas de Cultura Religiosa na ULBRA. Fiquei impressionado como aquele pastor luterano falava sobre as mais diversas religiões e suas visões diante do universo. A palavra religião embora possua significados distintos - dependendo da visão de mundo - tem como objetivo algo singular, ou seja, a harmonia.
Segundo ele, a palavra religião têm três significados: "religar, reencontrar e reeleger."
O "religar" está ligado diretamente ao cosmocentrismo. A visão de mundo cosmocêntrica foi a primeira forma que o ser humando encontrou para se harmonizar com o universo. Essas primeiras religiões pretendiam com rituais, danças, e a contemplação da natureza entrar em sintonia com o mundo do qual faziam parte. Religiões cosmocêntricas ainda podem ser encontradas no continente Africano e nas tribos indígenas que não foram corrompidas pelos ocidentais.
Depois do cosmocentrismo, surge o antropocentrismo. As religiões antropocêntricas acreditam que o ser humano deve reencontrar o "deus" perdido dentro de si. Assim, veem na meditação, na introspecção, no olhar para dentro, a melhor maneira de se harmonizar com o universo. Exemplos dessas religiões são o hinduísmo, o budismo e as mais diversas religiões orientais.
Por último surgem as religiões que têm como visão de mundo o teocentrismo. Para essas, a harmonia está fora do mundo. Dessa forma buscam elas, reeleger alguém que as leve, que as mostre o caminho à harmonia, ou em outras palavras, até o céu ou ao paraíso. Tais religiões são as mais presentes no nosso mundo ocidental e tem como principais ícones: Cristo no Cristianismo, Maomé no Islamismo e ainda o esperado Messias no Judaísmo.
Como podemos observar, todas religiões ou visões de mundo possuem em comum a busca da harmonia, e a nós, seres sedentes por tranquilidade e paz, apenas nos resta respeitar cada uma delas. Respeito não necessariamente diante das instituições que as representam mas prinicipalmente à maneira que cada ser humano tem em se religar com o cosmos.
Para quem gosta de uns peitinhos deem uma olhada nesses:
A americana Norma Stitz ganhou reconhecimento mundial. Ela não descobriu a cura para uma doença nem ganhou um prêmio literário importante: a mulher de 30 anos entrou para o livro Guinness como a dona dos maiores seios naturais do planeta: 18 quilos!
Norma, que mora em Atlanta, não quer nem pensar em fazer redução de seios:
"Quando as pessoas me perguntam por que eu não faço a redução eu digo: 'Vocês estão loucos?' Eu amo os meus peitos e eles estão me dando uma vida maravilhosa. Tenho convites de TVs de todo o mundo para exibi-los".
A americana, entretanto, quer que os homens se aproximem dela não por causa dos imensos air bags, mas sim pela pessoa que ela é. Ok!
Você acredita na ciência? Eu sim. A ciência nos trouxe enormes benefícios. Aumentou a expectativa de vida, nos possibilitou a comunicação imediata, nos fez pensar sobre verdades antes ditas eternas.
Acredito assim, que aquilo que ciência diz é o que "de mais" verdadeiro pode exitir. Porém ela tem três sérios problemas.
O primeiro se encontra exatamente na minha afirmação anterior. Quando digo que: a ciência é o que "de mais" verdadeiro pode existir, automaticamente afirmo que ela pode não ser verdadeira, ou seja, que ela pode estar equivocada.
O segundo problema está no fato de que ela não se responsabiliza pelas verdades que passam a ser mentiras com os novos experimentos que a própria ciência realiza. Por exemplo: você vai ao médico dermatologista e ele lhe recomenda o que há de melhor para espinhas. Coisa de última geração, diz ele. Tudo avalizado, através de vários testes e experimentos. Porém, tal tratamento lhe dá uma série de efeitos colaterias que não estavam previstos. Pois bem: neste momento suas espinhas servirão para que a ciência, a mesma que lhe garantiu eficácia, procure o porque você está tendo tais adversidades ao tratamento. O tratamento que a princípio era para ser eficaz, passa a não ser mais eficaz, sendo que a ciência apenas lhe garante que tentará buscar o porque de tais adversidades. Ela não se responsabiliza pelos seus equívocos.
O terceiro problema está no fato de a ciência ser usada pelas grandes indústrias para mercantilizar suas descobertas, seus experimentos e inovações.
Dias atrás estava eu conversando com uma moça sobre shampoo. Me ensinava ela como deve ser procedida a limpeza do meu couro cabeludo e o que lhe cobre. Coisas do tipo: como lavar, enxaguar e secar. Depois da explicação, me recomendou que eu comprasse tal shampoo, que segundo ela era o que de melhor havia no mercado. Como meus cabelos estavam levemente quebrados, secos e embaraçados, segui suas "dicas científicas".
Já no outro dia comecei a proceder da maneira que ela havia me recomendado, porém, faltava comprar o shampoo. Fui ao mercado e não o achei. Para minha surpresa, no dia seguinte, conversando com ela novamente sobre cabelos e shampoo, ela disse: "não compre mais aquele shampoo, compra esse aqui que é o que há de melhor para o seu cabelo." Me espantei. Quase compro um shampoo que não era o que de melhor existia para os meus cabelos. Havia algo novo, muito melhor que o anterior. Uma revista de cosméticos anunciava a salvação para os meus cabelos. Estava ali, escrito. Aliviado por por não ter comprado o shampoo que ela havia me recomendado, voltei ao mercado, agora com o nome do shampoo mágico de última geração. Era só encontrá-lo e meus cabelos estavam salvos. Fui a vários mercados e farmácias...nada. Pasmem, todos haviam sido vendidos. Me prometeram para a outra semana. Pensei: com convicção: "deve ser mesmo muito bom...afinal...todos foram vendidos." Incrivelmente o melhor estava por vir. Estava mesmo. Na outra semana, um dia antes de chegar o shampoo milagroso e novamente dialogando com a menina sobre shampoos e cabelos, ela para minha supresa vem e me diz: "não comprou aquele shampoo novo né? Comprei ele, é uma porcaria. Olha para os meus cabelos" disse ela. Olhei para os seus cabelos e para o das outras mulheres que ali se encontravam. Não vi nada demais, porém, agradeci a todas por terem comprado todos os shampoos da última geração, da última revista, do último experimento científico. Voltei ao mercado. Comprei o mesmo shampoo que estava usando. Apenas mudei o procedimento de lavagem, isso porque ele me dava alguns minutos a mais no banho.
Acordaram juntos. Orácio, tranquilo, vai ao banheiro, escova os dentes, olha-se no espelho. Ao mesmo tempo, lembra da noite passada e diz a si mesmo: "dever cumprido." Enquanto isso, no quarto, Pathos que mal acordara devido ao estado de embriaguez que se encontrava na noite anterior, dá socos na parede e lamenta ter ido embora tão cedo. Repete ele: "eu deveria... eu deveria". Orácio, ao voltar ao quarto, apenas balança a cabeça e lhe diz: "deveria nada". Neste momento, Pathos interrompe a seção de socos ao concreto, pega Orácio pela garganta lhe dá dois socos no estômago e diz quere-lo matar. Orácio cai, e no chão, irônico provoca: "duvido." Pathos desabafa: "eu te odeio." Orácio conclui: 'Não existe amor sem ódio." Com os olhos lacrimejantes, Pathos pede desculpas, e abraçando Orácio pergunta: "Será que conseguiremos?" Orácio apenas sorri, vai até a geladeira e abre uma cerveja. Senta no sofá da sala, acende um cigarro holandês e soltando fumaça responde: "Na hora certa Pathos, na hora certa."
Que sou um eterno desconfiado, isso é fato. Provavelmente foi a desconfiança que me atraiu para perto da filosofia e me tornou esse cri-cri como eu mesmo já me decrevi aqui no blog.
Todo filósofo deve ser um desconfiado, salvo os positivistas, que antes de filósofos são apenas relatores da existência. A diferença entre um filósofo e um positivista é a mesma que existe entre um narrador e um comentarista num jogo de futebol. Enquanto o narrador dita o que está acontecendo, o comentarista diz porque acontece e o que pode ser feito para mudar o panorama da partida. Assim, os narradores da existência são os posistivistas, e os comentaristas são os filósofos.
Voltando a desconfiança, foi a partir delas que cheguei a conclusões interessantes. Foi baseado nela que observei que na política é preferível não votar do que ser cúmplice de tamanha corrupção. Foi na desconfiança que tive certeza que Deus, santos e anjos não existem, e que foram criados para encher o bolso de seus representantes. Foi através dela que comecei não mais acreditar no amor eterno e sim em momentos de amor eternamente memoráveis.
Mas é diante da mídia que minha desconfiança é geral. Boa parte dessa desconfiança é decorrente dos ocorridos nas eleições de 1989. Lá Collor, esse mesmo que se elegeu senador nas últimas eleições, e que ninguém conhecia nacionalmente, venceu Lula , Brizola, Ulisses, Covas, e tantos outros que eram ícones da redemocratização brasileira. Tudo muito estranho. Minha certeza de que foram eles (os donos da mídia) quem ganharam as eleições, aconteceu quando dois anos depois, Collor pediu renúncia, depois do clamor popular. Vale lembrar que tal clamor só aconteceu porque eles, a mídia, fizeram um alarde geral chamando os jovens para as ruas. Afirmo isso, pois escândalos de tais níveis ocorreram depois do governo Collor, mas nenhum jovem mais para a rua foi. Porque? Porque a mídia não o convocou.
Agora estamos frente a gripe suína etc e tal...querem saber o que acho, ou melhor, o que desconfio?
Desconfio que tudo não passa de um grande golpe especulativo. Ações de frigoríficos caem, outras sobem, e todos eles, especuladores e donos da mídia enriquecem. O povo? Esse entra em pânico, compra máscaras e enche os templos orando por salvação?
Porém quem sofre mesmo são os porcos. Coitado dos porcos. Milenarmente condenados pela palavra de Deus, agora sofrem preconceito só por culpa de um resfriado. Não, não, não.
Cheguei aos 30. Sim, aos 30. Sei que isso para muitos é espantoso, afinal, tanto fisicamente como psicomoralmente não aparento tudo isso.
Para a sociedade em geral, já deveria ter alcançado minha independência financeira,ter constituído família; já deveria ter de parado de pensar como um adolescente que sonha mudar o mundo e partir para a exploração desenfreada do sistema capitalista. Não fiz nada disso. Ainda sou solteiro, dependente e sonhador. Sonho em acabar com a Igreja, em mudar a política, e pasmem, sonho ainda em um dia ter um relacionamento que ultrapasse o moralismo vigente na sociedade. Algo liberal e cheio de amor, ou se prefererirem, cheio apenas de querer bem. Quem sabe ainda esteja solteiro exatamente por isso. Dizem que as mulheres querem segurança, querem alguém que proteja a família que uma dia elas sonham ter. Devo ter me protegido incoscientemente disso através da minha não independência financeira. É impossível ser independente e estar casado. Acho cômico por exemplo, aqueles casais de estudantes universitários apaixonados, que ao serem questionados quando será o casamento, respondem: só depois de formados. Nada mais equivocado. Eles atingem a independência finacenceira e perdem a independência pessoal. Sempre digo que perdemos metade da nossa liberdade quando casamos e a outra metade quando colocamos o primeiro filho no mundo. Sou, como não podia deixar de ser, uma contradição: sou livre do casamento mas dependente da família, que num ato impensado me colocou neste mundo cruel. Prefiro assim, e me convenço disso quando observo os casais que andam por aí. Outra causa de ainda não ter me rendido ao moralismo que a sociedade impõe, se deve ao fato de ser fiel a mim mesmo. Lembro que quando adolescente nas conversas entre amigos, falávamos sobre o não preconceito e sobre a não mudança de personalidade. Sonho de adolescentes sabem? "Somos responsáveis e jamais devemos incriminar aquilo que fomos um dia". Ecoavam as vozes da juventude. Hoje toda vez que ouço um "velho" amigo meu de 30 anos incriminar a juventude vigente, vejo o quanto eles mudaram e eu parei no tempo. Ou seria o contrário? Por fim, tenho um amigo que diz que se quisermos realizar alguma mudança, devemos apostar na juventude. É ela que ainda sonha, que ainda enxerga possibilidades. Assim, sonho ainda em despertar ou de manter no espírito dos jovens a "rebeldia" da juventude, ou seja, o sonho. Sonho, e por isso me mantenho um adolescente...com 30 anos.
O consumo de maconha é tema de discussões acaloradas. Mas parece que os que são contra e os que são a favor da liberação da erva estarão agora do mesmo lado: cientistas desenvolveram uma técnica curisosa que permite que casas possam ser construídas com maconha.
A invenção está deixando em êxtase os ambientalistas. Em vez de tijolos e cimento, as casas estão sendo erguidas com um tipo da droga, chamada maconha-lima. Para tocar o projeto da Universidade de Bath (Inglaterra), os cientistas usaram uma fibra proveniente da cannabis. O material é superleve e livre de carbono. E sem aquele cheiro característico que está ficando cada vez mais comum nas ruas destas bandas.
O líder do projeto, Pete Walker, do Centro de Materiais Inovadores para a Construção, disse esperar que a maconha seja amplamente utilizada em breve pela engenharia civil.
O projeto, de três anos, custou mais de dois milhões de reais.
Lembremos que o Brasil vive um grande déficit de residências e que recentemente o governo Lula liberou os detalhes de um plano de novas moradias. Seria a maconha a solução?
A maior preocupação é se a casa pegar fogo: será que os moradores vão mesmo chamar o corpo de bombeiros?
Retirado do site: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/
Uma mãe aponta a arma e atira no próprio filho, antes de se matar. A cena foi flagrada pelas câmeras de um centro de treinamento de tiro em Casselberry, na Flórida, Estados Unidos - e a notícia foi publicada pelo jornal britânico "Daily Mail" nesta quarta-feira (8).
Segundo a reportagem, Marie Moore, de 44 anos, acreditava que era um "anti-Cristo" e levou seu filho Mitchell, de 20 anos, para o que ele acreditava ser uma tarde de prática de tiro.
Mas, no meio da prática, Marie mudou seu alvo e apontou a arma para o filho. Após atirar, ela desviou das câmeras e atirou contra a própria cabeça. Marie morreu pouco tempo depois de ser levada para o hospital. Em uma nota, ela escreveu: "Me desculpe. Eu tive que mandar meu filho para o céu e ir para o inferno."
De acordo com o "Daily Mail", em áudios gravados antes do incidente, Marie afirma que planejava a morte do filho para "salvar o mundo da violência". Ela diz que ouvia Deus falando pra ela: "você tem uma arma. Você pode fazer isso". "Eu tenho que morrer e ir para o inferno, só aí poderá existir milhares de anos de paz no mundo", explicava.
Investigações da polícia revelaram que Marie tinha um histórico de doenças mentais. Nas fitas gravadas, ela conta sobre os períodos em que passou em hospitais psiquiátricos e sobre a 'miséria e tormenta' mental que sofria.
Ela havia sido banida do campo de treinamento de tiro sete anos atrás quando tentou se matar, disse seu marido à polícia.
Ontem a tardinha, ouvindo o Pretinho Básico, me deparei com seguinte notícia e a consequente discussão: "Um homem foi condenado a usar 20 gotas de ácido nos olhos, pelo fato de ter jogado ácido numa mulher, depois de a mesma ter se recusado a casar com ele. A mulher ficou cega e teve seu rosto desfigurado". A punição é prevista na Sharia, a Lei Islâmica, que prevê castigos seguindo a lógica do "olho por olho, dente por dente" no caso de crimes violentos. A pena para um assassino é a morte, para um estuprador é estupro, e assim por diante. É cruel? Sim, é cruel. É justo? Não sei.
Se pensarmos no dano causado a mulher, eu diria que sim, é justo. Pergunte a ela para ver o que ela acha? Ou pense: o que você faria com um estuprador que estuprou sua filha?
Porém, não vivemos num mundo justo. O Estado que deveria zelar por nós e não zela, é o mesmo que nos pune. Sou favorável a tal lei, desde que o Estado nos dê condições de termos uma vida digna. Habitação, saúde, educação, segurança, devem ser levados a todos, sem burocracia alguma. Eu diria que num Estado Igual, ou seja, num Estado Comunista, tal lei não é de forma alguma injusta. Apesar disso, sabemos que tal Estado foi até hoje impossível de ser alcançado, o que faz tal lei ser vista como absurda.
Se todos tivéssemos nossas necessidades básicas supridas e dignidade para vivermos em sociedade, não haveria motivo algum para alguém se inclinar ao crime e a punição seria justa. Afinal, que motivo alguém teria para se tornar um criminoso?
O tema é polêmico, mas é interessante para refletirmos...não é?
Na vida estamos sempre descobrindo algo. Neste final de semana cheguei a duas conclusões: ou minha câmera é muito ruim ou sou um terrível cinegrafista. Embora as imagens não tenham ficado muito boas, está aí o final do jogo (que não terminou). Porque o jogo não terminou? Assista ( se conseguir ) e descubra.
O Grenal por si só já é um jogo especial, porém, o Grenal de hoje é mais que especial. Pela lógica do futebol, inclusive, ele não era para estar acontecendo agora, afinal, ele é válido pelas quartas de final do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Um Grenal, convenhamos, é jogo de final, e não de quartas de final. Apesar disso, e como disse anteriormente, ele é um Grenal mais que especial. E porquê? Porque ele não será lembrado por ter sido somente um Grenal de Gauchão e sim por ser o Grenal do Centenário. O Sport Clube Internacional comemorou 100 anos ontem e está em festa. E a festa só será completa se o Colorado da Beira Rio vencer. O Internacional hoje, tem a obrigação de vencer. E não somente pelo fato de estar aniversariando, e sim por possuir a melhor campanha, o melhor time. É exatamente tal obrigação por parte do Colorado que faz com que 0 Tricolor da Azenha só obtenha lucros com o jogo de hoje, mesmo que venha a ser goleado. Se for goleado o Roth cai, para alívio da torcida gremista, agora se vencer...o Roth fica. Tem algumas más línguas dizendo inclusive, que existem colorados torcendo contra o próprio time. Tudo pelo Roth. O pensamento deles é lógico: uma vitória colorada hoje, reabilitaria o Grêmio, afinal Roth cairia, Felipão retornaria, e o Grêmio seria Tri da América. E não teria nada mais terrível para o Mar Vermelho que um título continental do Tricolor no ano do centenário colorado. Vejam que o Inter, só tem a perder e o Grêmio só tem a ganhar. Não faço parte dos colorados que querem que o Inter perca, porém faço parte dos que querem que o Roth continue no Grêmio. Assim, para solucionar o impasse, vou torcer para que o Inter vença, mas...nos pênaltis. Quero que Grêmio jogue bem, mas...perca. Dessa forma, Roth não cai e o Inter não tem o seu Centenário manchado de azul. Quero vencer...mas nos pênaltis.
Nada mais desesperador que a certeza, que o fim. Claro que ambos possuem algo gratificante, porém eles nos levam somente a dois lugares: ou a morte ou a um novo começo. É contraditório, mas não é o fim que nos dá prazer e sim o caminho percorrido até ele. É uma pena que muitas vezes somente ao chegar no fim é que acabamos por dar valor ao caminho. Curtir o caminho é o grande segredo.
Quando pensamos na filosofia, na ciência, na política e na religião vemos o quanto as certezas são curiosas. A filosofia na sua essência jamais quis chegar a alguma certeza, ela é busca, é ousar querer descobrir algo que não está ao seu alcance. Ela inclusive começou a ruir quando Platão inventou o Mundo das Ideias - lugar onde supostamente a certeza e a verdade estariam depositadas - e terminou de ruir quando Aristóteles inventou a lógica. Tanto Platão quanto Aristóteles, inocentemente ou não, acabaram com a filosofia socrática, aquela que tinha como máxima o “só sei que nada sei”, ou seja, a incerteza. As religiões monoteístas e a ciência, por sinal, sobrevivem da certeza incerta.
As religiões usam a certeza da morte, ou seja, a certeza do fim, para vender com certeza, a certeza da incerta vida eterna. Assim, basta seguir certas leis, e a única certeza que temos desaparece, dando lugar a ilusão da eternidade. Tudo muito lindo e muito rentável para os exploradores do dízimo.
A ciência por sua vez, também vive de certezas incertas. As certezas para a ciência duram até que alguém as prove o contrário. Paradoxal também. A grande diferença entre a ciência e religião é que a primeira tem a humildade de reconhecer que a certeza é algo que pode ser alterado. É incrível, mas a ciência que teoricamente deveria ser o saber último das coisas, não é último, sendo portanto, incerta. Como dizia Raul Seixas: “O que é que a ciência tem? Tem lápis de calcular. O que mais que a ciência tem? Borracha pra depois apagar”.
Mas é na política que observamos como a certeza é curiosa e prejudicial. Pergunto: vocês já notaram que em períodos eleitorais, políticos e eleitores se confundem num grande grupo. Isso acontece, porque os políticos incertos que serão eleitos, obrigatoriamente têm de se aproximar dos eleitores, para que assim, tenham a certeza que chegarão ao poder. Cessada as eleições e com a certeza que foram eleitos, os políticos se afastam, e os eleitores passam a ter a certeza que foram enganados.
No amor por fim, a única certeza que temos é que jamais podemos mostrar ao outro que o amamos incondicionalmente, o que quer dizer que, jamais podemos dar certeza ao outro. Dizer “eu te amo” é o mesmo que dizer você me conquistou, e isso é o mesmo que cavar a própria cova. Quer terminar um relacionamento? Diga que ama. Pode ter certeza que....bem...esqueça as certezas.
AOS COLEGAS de Pernambuco responsáveis pelo abortamento na menina de nove anos, quero dar os parabéns. Nossa profissão foi criada para aliviar o sofrimento humano; exatamente o que vocês fizeram dentro da lei ao interromper a prenhez gemelar numa criança franzina.
Apesar da ausência de qualquer gesto de solidariedade por parte de nossas associações, conselhos regionais ou federais, estou certo de que lhes presto esta homenagem em nome de milhares de colegas nossos.
Não se deixem abater, é preciso entender as normas da Igreja Católica. Seu compromisso é com a vida depois da morte. Para ela, o sofrimento é purificador: "Chorai e gemei neste vale de lágrimas, porque vosso será o reino dos céus", não é o que pregam?
É uma cosmovisão antagônica à da medicina. Nenhum de nós daria tal conselho em lugar de analgésicos para alguém com cólica renal. Nosso compromisso profissional é com a vida terrena, o deles, com a eterna. Enquanto nossos pacientes cobram resultados concretos, os fiéis que os seguem precisam antes morrer para ter o direito de fazê-lo.
Podemos acusar a Igreja Católica de inúmeros equívocos e de crimes contra a humanidade, jamais de incoerência. Incoerentes são os católicos que esperam dela atitudes incompatíveis com os princípios que a regem desde os tempos da Inquisição.
Se os católicos consideram o embrião sagrado, já que a alma se instalaria no instante em que o espermatozoide se esgueira entre os poros da membrana que reveste o óvulo, como podem estranhar que um prelado reaja com agressividade contra a interrupção de uma gravidez, ainda que a vida da mãe estuprada corra perigo extremo?
O arcebispo de Olinda e Recife não cometeu nenhum disparate, agiu em obediência estrita ao Código Penal do Direito Canônico: o cânon 1398 prescreve a excomunhão automática em caso de abortamento.
Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?
Não há o que reclamar. A política do Vaticano é claríssima: não excomunga estupradores.
Em nota à imprensa a respeito do episódio, afirmou Gianfranco Grieco, chefe do Conselho do Vaticano para a Família: "A igreja não pode nunca trair sua posição, que é a de defender a vida, da concepção até seu término natural, mesmo diante de um drama humano tão forte, como o da violência contra uma menina".
Por que não dizer a esse senhor que tal justificativa ofende a inteligência humana: defender a vida da concepção até a morte? Não seja descarado, senhor Grieco, as cadeias estão lotadas de bandidos cruéis e de assassinos da pior espécie que contam com a complacência piedosa da instituição à qual o senhor pertence.
Os católicos precisam ver a igreja como ela é, aferrada a sua lógica interna, seus princípios medievais, dogmas e cânones. Embora existam sacerdotes dignos de respeito e admiração, defensores dos anseios das pessoas humildes com as quais convivem, a burocracia hierárquica jamais lhes concederá voz ativa.
A esperança de que a instituição um dia adote posturas condizentes com os apelos sociais é vã; a modernização não virá. É ingenuidade esperar por ela.
Os males que a igreja causa à sociedade em nome de Deus vão muito além da excomunhão de médicos, medida arbitrária de impacto desprezível. O verdadeiro perigo está em sua vocação secular para apoderar-se da maquinária do Estado, por meio do poder intimidatório exercido sobre nossos dirigentes.
Não por acaso, no presente episódio manifestaram suas opiniões cautelosas apenas o presidente da República e o ministro da Saúde.
Os políticos não ousam afrontar a igreja. O poder dos religiosos não é consequência do conforto espiritual oferecido a seus rebanhos nem de filosofias transcendentais sobre os desígnios do céu e da terra, ele deriva da coação exercida sobre os políticos.
Quando a igreja condena a camisinha, o aborto, a pílula, as pesquisas com células-tronco ou o divórcio, não se limita a aconselhar os católicos a segui-la, instituição autoritária que é, mobiliza sua força política desproporcional para impor proibições a todos nós.
A idéia do blog surgiu em abril de 2007, quando numa aula de Tecnologia da Educação, fui informado de como ele funcionava e de como seria fácil criá-lo e mantê-lo. Como já escrevia em casa, a mão, tendo minhas idéias arquivadas em cadernos, foi interessante saber que podia tê-las digitadas, arquivadas e disponíveis para quem quisesse vê-las. Assim nasceu o blog.
Logo depois dos primeiros textos e da pequena divulgação virtual que fiz, vieram os primeiros comentários e as primeiras críticas a ele. Notei que algumas pessoas haviam criado o hábito de acessá-lo e lê-lo. Inevitavelmente, meu ego, fez-me querer escrever mais; querer escrever para mim e também para as pessoas. Mas quem seriam essas pessoas?
Para responder quem são essas pessoas, serei obrigado a dividir a espécie humana em duas classes: a classe dos intelectuais e o senso comum. Na classe dos intelectuais, estão todos aqueles que não se importam com o senso comum. Na verdade eles fingem que se importam, mas se importam mesmo é com a queda de braço epistemológica. Em outras palavras, eles se preocupam que seus conceitos sejam reconhecidos e publicados nas conceituadas revistas científicas e acadêmicas que tratam daquilo que eles estudam. Para eles o importante é a ciência, a última descoberta, o último livro, a última teoria. Para eles o senso comum está perdido e não tem mais salvação. Ele está entregue a mídia, a religião, ao futebol, as paixões em geral.
Não discordo totalmente dessa classe intelectual. Porém no senso comum ainda existem aqueles que desejam se libertar. Existem pessoas, que da mesma forma que os intelectuais, gostam de refletir sobre as mais variadas situações existenciais, mas que diferente deles, não se preocupam com reconhecimento e sim com um mundo melhor. O blog desta forma é feito para esta classe “perdida”, esquecida pela ciência e mantida pelas paixões.
Não estou dizendo que intelectuais não lêem o blog, e sim, que a maioria deles não vê sentido em ler algo que julgam já saber e que dizem não ter utilidade nenhuma. Os intelectuais que lêem o blog, são aqueles que como os muitos do senso comum acreditam na possibilidade das pessoas, através de seus raciocínios, chegarem a uma conclusão não estabelecida, mas autônoma e livre de qualquer dogma, seja científico ou religioso. Eles acreditam que o pensamento, que a reflexão diante dos fatos, ainda pode fazer as pessoas enxergarem para além das cruzes e das caixas cheias de imagens que estão por aí.
O blog foi e é feito para essas pessoas, e por isso ele é gratificante. Seu objetivo é simples: despertar o pensamento crítico naqueles, que ao observarem a existência, se sentem indignados.
Todos devem saber da minha luta para acabar com os hipócritas pervertidos representantes da Igreja Católica no mundo. Sei que é em vão tentar acabar com eles, afinal, como diz o ditado, vaso ruim não quebra. Mas pelo bem do mundo eles deveriam ser exterminados. Já tentei pedir excomunhão, mas por motivos não revelados, negaram a minha pessoa a honra de não mais fazer parte desse antro de malignidade. Não vou ficar aqui enumerando o histórico de maldades cometidos em nome da Igreja. Mas preciso relatar o acontecido. A situação é a seguinte: um homem, provavelmente cristão católico, abusou sexualmente de sua enteada, uma menina de 9 anos. Levada ao hospital, os médicos constataram que a criança estava grávida de gêmeos e que corria risco de morte. Os médicos diante do fato, não hesitaram, e realizaram o aborto, que é bom dizer, neste caso é legalmente permitido (o aborto é legal em caso de estupro e risco de morte). Tudo está dentro da lei do homens...mas existe a lei divina (feita por homens que em um determinado momento da história com o intuito de ganhar muito dinheiro a elaboraram enriquecendo as suas custas). Segundo as fontes: "assim que soube que o aborto havia sido consumado, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja". Sim, eles excomungaram todos os envolvidos, que dentro de suas dignas funções, salvaram a inocente da morte. O pior de tudo é que a Igreja ainda se diz benevolente por poupar a criança, que por ser menor de idade, não pode ser excomungada. Leiam o que o filho da puta do arcebispo disse: "
“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.
Eu sinceramente não sei o que dizer. Sei que as pessoas continuarão a sustentar essa instituição podre chamada Igreja Católica, e nesses momentos, penso que seria bom se Deus existisse. Queria veresses animais irracionais (com todo respeito aos animais irracionais) arderem no fogo do inferno. Queria ver esses padres, bispos, arcebispos, cardeais e até o papa serem estuprados pelo demônio. Pagariam lá na eternidade, tudo o que em vida aqui fizeram. Iria faltar lenha para tanta maldade. É uma pena que céu e inferno não existam e que quase tudo acabe depois da morte, ficam nossas cinzas né...
Uma última questão me intriga: Será que depois de eu escrever isso, me concederão a excomunhão? Ou vou ter que cometer um aborto? Santa paciência...e pena de morte a Igreja.
Mais informações no site: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1028529-5598,00-ARCEBISPO+EXCOMUNGA+MEDICOS+E+PARENTES+DE+MENINA+QUE+FEZ+ABORTO.html
Tenho como princípio de vida o seguinte: sofremos constantemente. Provavelmente isso se deve a minha própria existência e a observação do mundo. Em outras palavras, cheguei a essa conclusão pelo simples fato de sofrer e de observar que as pessoas sofrem. Não vejo felicidade no mundo, salvo nos carnavais e em algumas comemorações. Anos atrás, refletindo sobre o que nos faz sofrer, conclui que sofremos por três questões básicas. Sofremos por: "querer e não ter; recordar e não ter; ou ter e temer perder." Façamos uma análise das relações amorosas desde sua origem para entendermos isso. Tudo começa com a observação. Observamos, conhecemos e desejamos. O simples desejo explica nossa primeira afirmação que nos diz que sofremos por: "querer e não ter." Alguns poderiam dizer que nosso sofrimento cessaria logo que o desejo fosse saciado, mas não é bem assim. Quando saciamos esse primeiro desejo, quase que simultaneamente vemos em nós nascer outro desejo: o desejo da exclusividade. O ser humano, que num primeiro momento deseja apenas satisfazer uma vontade que vem da observação e do conhecimento do outro, logo depois de saciar tal vontade, quer que o objeto desejado seja somente seu, e mesmo depois de tê-lo possuído por inteiro, "teme por perdê-lo". Enfim ele sofre constantemente, ou por não tê-lo ou por tê-lo. O mais engraçado de tudo isso é que a conquista por completo do outro é que acaba por fazê-lo sofrer ainda mais. Afinal, onde existe complitude não existe falta, e se não existe falta , não existe desejo. É o desejo que move a existência, e não se deseja o que já se tem. É neste momento contraditório, que nasce a monotonia. A monotonia é a repetição dos desejos passados que por outrora foram o motivo da felicidade de ambos. Em outras palavras, aquilo que uma vez fazia com que os casais mantessem o desejo um pelo outro, acaba por ficar entediante. Eles assim, sem desejos e com muita repetição acabam por decidir acabar com a relação. O distanciamento é a única saída. É exatamente a distância que explica nossa segunda afirmação, que nos diz que sofremos por : "recordar e não ter". Afastados, lembramos dos momentos agradáveis, e de como éramos felizes. Sofremos assim por lembrar de como aquilo que agora já não possuímos nos trazia felicidade. É exatamente essa lembrança que faz com que muitas vezes os casais se reconciliem. Eles, apoiados nas lembranças, acreditam ser possível viver todos aqueles desejos que um dia vivenciaram. Mas isso não vem ao caso. O fato é que sofremos por : "querer e não ter, recordar e não ter ou ter e temer perder." E isso, vale lembrar, pode ser estendido as mais diversas ocasiões existenciais. Desde o desejo de amar alguém até a paixão pelo futebol. Hoje por exemplo, "um gremista quer muito ganhar um Grenal, recorda um dia ter ganho, e teme nunca mais ganhar". Abraço e ótima semana a todos.
Recebi dias atrás um e-mail sobre o Projeto de Lei nº 5476/2001, relativo à cobrança da taxa básica mensal dos telefones fixos.Fui averiguar as informações, e realmente o telefone é da câmara dos deputados.
Na verdade não é uma votação e sim uma forma de pressionar os deputados a serem favoráveis ao Projeto de Lei em questão.
Assim, basta ligar para 0800-619619, e depois da mensagem digitar 1. Espere para falar com uma atendente e diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo. A Lei é a nº5476. Eles não sabem até quando vai à votação.
É preciso informar o nome completo, a cidade onde mora e o número do telefone fixo de sua residência. Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal.
Já faz tempo que não escrevo aqui no Blog. Confesso que me sinto mal por isso. Muita coisa aconteceu nos últimos dias, que me deixaram completamente confuso. Poderia até dividir com vocês tais confusões, mas não achei necessário. Às vezes é melhor calar diante das dificuldades e sair delas sozinho. Estou indo passar o carnaval em São Martinho - SC. Dizem que é um carnaval diferente, sem funk, pagode, axé e sertanejo universitário. É um carnaval Rock n Roll. Vamos ver como vai ser, mas pelos comentários é disso que estou precisando: pessoas diferentes e uma sonoridade agradável. Abraço e ótimo carnaval a todos.
Para quem quiser conhecer o carnaval Psicodália em São Martinho acesse: www.psicodalia.mus.br
Se existe um tipo de homem que admiro, é aquele homem machão. Por favor não me interpretem mal, não mudei minha preferência sexual. A questão é que existem dois tipos de homem: o homem machão e o homem do século XXI. O homem machão é aquele que não se atualizou com o tempo. Ele é autoritário e não chora nem por dor nem por amor. Ele jamais se apaixona - pelo menos não pode aparentar isso. A mulher para ele não é um ser humano, é um depósito de esperma pronta a reproduzir. Ela se resume em cuidar e servir. Deve cuidar dos filhos, da cozinha, das roupas sujas, do chão, da casa em geral, e deve servir o marido. Servir mesmo. Servir a comida e servir como comida. De tão machista, o homem machão acha que come a mulher, quando na verdade é comido. O que mais me faz admirar este homem, não é essa sua brutalidade e sim como ele encara um final de relação. É lógico que ele também possui sentimentos e sofre com eles, afinal dizem que ele também é humano...mas... por ser machão ele jamais admite isso. Acabou o relacionamento? Ele já está com outra mulher ( geralmente horrível), e se acaso a sua ex estiver com outro, ele vai lá e arrebenta a cara...do outro ( provavelmente um homem do novo milênio) que nem sabe porque apanha. Sua ex que naquele momento grita e esperneia dizendo "não faça isso", na verdade fica lisonjeada. Ela no fundo pensa: "como ele me ama." Eu sou o contrário desse homem. Na verdade estou em processo de transformação. Tenho minhas raízes do homem machão mas minha racionalidade me fez rever os conceitos e me ensinou a respeitar as diferenças. Sou do milênio passado, mas vivo no novo milênio. A maior diferença entre o homem machão e eu, é o diálogo. Enquanto ele manda, eu converso. Minha maior fortaleza é o diálogo, e, embora tenha sérias dificuldades de me apaixonar, me apaixono e choro quando necessito, igual a um homem do século XXI e uma bicha no milênio passado. Sei que todas as mulheres que lerem este texto vão dizer que procuram um homem como eu, salvo as que forem sinceras. As sinceras sabem do que gostam e por motivos desconhecidos ela gostam de sofrer. Eu não sirvo para as mulheres em geral. Eu converso, me apaixono e não bato em ninguém, salvo nas mulheres que me solicitam um "carinho mais bruto" na hora do sexo. No fim, acho que só tenho duas saídas: me tornar um machão ou encontrar uma super mulher....uma mulher do novo milênio.
Estou em fase de desapego. Isso mesmo desapego. O desapego funciona mais ou menos assim: Primeiro você deseja algo e vai em busca da realização. Daí, depois de realizar o desejo e se a experiência for satisfatória, legal, apaixonante, você se apega aquilo que num primeiro momento apenas desejava. Até aí tudo bem, afinal é interessante estar apaixonado, olhar no espelho e ver seus olhos brilharem ao mesmo tempo que enxerga sua cara de bobo por de trás dos olhos apaixonados. O grande problema assim não está no desejo, e sim, no apego. Afinal necessitamos desejar algo para viver. Uma vida sem desejo é uma vida sem sentido e é aí que as coisas começam a complicar, pois o tempo passa e leva junto nosso objeto de desejo. Nada é para sempre, e dentro disso, para não sofrermos demasiadamente com a perda, é necessário nos desapegarmos. Assim as coisas funcionam mais ou menos desse jeito: do desejo nasce o apego que inevitavelmente nos faz uma hora ou outra perder aquilo que gostamos de ter, nos levando assim ao inevitável sofrimento. Não existe nada eterno, a não ser a história e a matéria. A história é o que fica depois que tudo passa; e a matéria é aquilo que se transforma e que se mantém, mesmo sem vida alguma. Em ambos os casos, o sofrimento pela perda se dá através da memória, da lembrança. Só sofremos porque lembramos, ou seja, quanto mais memória, mais apego ao passado e mais sofrimento no presente. Existem pessoas que são peritas em se desapegar. E considero elas geniais por isso. Morreu morreu, acabou acabou. É assim que encaram a existência é é realmente assim que devemos encara-la. Conseguir viver o presente, esquecer o passado e construir o futuro naturalmente é uma das tarefas mais árduas para o ser humano. Enfim, estou nessa fase de desapego. Preciso me desapegar de um apego que veio do meu desejo de um dia ser feliz, sendo que agora sofro em ter de me desapegar. Incrível né? Para ser feliz não posso recordar que fui feliz, assim por mais contraditório que possa parecer, meu maior desejo é não lembrar que eu desejo. Eta vidinha.
Chegou até os meus ouvidos, que no “Programa da Paróquia”, do dia 17 de janeiro de 2009 na Rádio Ametista, que o padre Nelcir Chies, se pronunciou de forma ofensiva diante da minha pessoa. O motivo segundo aqueles que foram ouvintes do programa é que meu texto publicado no Jornal Ametista do mesmo dia, teria sido ofensivo. Não consegui escutar o que supostamente o padre falou, afinal deixei o tempo para solicitar a gravação expirar. Desta forma não sei nem “o que” e nem o “porque” o padre se referiu ao texto. Inclusive quero aproveitar, para pedir, que se alguém gravou o programa, que gentilmente cedesse a gravação para que a verdade fosse esclarecida.
Quem fez com certeza absoluta referência ao texto, porém respeitosamente não citando meu nome, foi o vereador Dirceu Fontana - PP. Disse ele, em suas considerações pessoais, na Sessão da Câmara do último dia 20 de janeiro, que o texto era "calunioso, injurioso e ofensivo a toda uma comunidade." O que me admira no pronunciamento do nobre vereador, é que ele não justificou suas palavras. Ele não fez, na câmara, a leitura do texto. Se tivesse feito e apontado “as calúnias, ofensas e injúrias” presentes nas minhas palavras, justificaria ele automaticamente seu discurso, além de possibilitar aos ouvintes que não leram o texto, tirarem as suas próprias conclusões.
Não deveria ter o trabalho de vir aqui justificar meu próprio texto, ele já está justificado. Porém, diante das afirmações do vereador e das supostas declarações do padre Nelcir, é uma obrigação minha vir aqui defende-lo. Para isso reli o texto e tentei encontrar as possíveis ofensas.
Acredito que possa ter ofendido algumas pessoas o fato de eu ter falado do meu espanto e da consequente decepção, ao relatar, que num Estado Laico – art19. CF - ainda se faz uso do Pai-Nosso. Não tenho nada contra o Pai-Nosso, e respeito a religiosidade de cada um, mas a câmara é um local de racionalidade e não de fé. Se o objetivo da oração é começar a sessão em paz de espírito, proponho que seja feito “o minuto da reflexão”. Nesse minuto, cada um, na sua forma de orar, poderia se religar com aquilo que acha necessário.
Não acredito que possa ter ofendido os vereadores e toda uma comunidade o fato de eu ter comparado a primeira sessão com uma missa. Afinal, somente digo isso, depois de ter presenciado a apreciação do projeto de Lei nº 001/2009, onde os vereadores não discutiram a respeito. Eles não disseram “o porque” eram favoráveis ou contra o projeto, salvo o vereador Valdir Petkowicz - PTB, que em suas considerações pessoais, muito bem justificou a sua posição.Por sinal, é importante ressaltar, que a segunda sessão câmara nada se pareceu com um missa. Vários vereadores defenderam suas posições demonstrando grande interesse pelos assuntos da comunidade.
Provavelmente o que pode ter ofendido alguns foi o fato de dizer que "o povo não tem voz na casa do povo." Ora, apenas digo isso por dois motivos: o primeiro motivo se deve ao fato de não ter observado um debate sobre o projeto votado naquela noite e o segundo porque “esperava” que houvesse um momento para os cidadãos que estão ali prestigiando “ao vivo” a sessão se pronunciarem. Não tinha conhecimento - e aqui devo minhas desculpas - que o regimento interno da Câmara não possibilita isso, salvo mediante inscrição até às 12:00 horas de segunda-feira e posterior aprovação da Comissão Permanente de Pareceres.
Creio que devem ter sido essas as principais questões tratadas no texto e que podem terem ofendido algumas pessoas, e a essas, espero que agora, esteja claro que não foi essa a minha intenção. No entanto, antes de dar fim as minhas palavras, é importante frisar que em momento algum o texto é calunioso e injurioso. Nele existe uma impressão, uma percepção de algo visto e por mim analisado. Seria de muita importância inclusive, que todos fossem assistir as “Sessões na Câmara” e tirassem as próprias conclusões. A próxima será dia 03 de fevereiro. E aí vamos lá?
Admito. Mesmo quando o assunto é relacionamento, sempre fui um sonhador. Sempre idealizei e procurei, que minha mulher fosse uma beldade inteligente, alguém que fizesse a diferença física e psicológica, que fosse um prazer estar a todo momento ao seu lado. Confesso que já consegui isso algumas vezes.
Muitas vezes encontrei somente beleza, outras somente inteligência. Com as só beldades, tudo acabou com algums noites de sexo. Com as geniais, tudo acabou por eu não conseguir acordar de manhã e encontrar no físico da mulher intelectual qualquer semelhança com a sua maravilhosa intelectualidade. Na verdade sou bem chato para me apaixonar, mas quando me apaixono...sou mais chato ainda. Quando apaixonado viro um verdadeiro servo. Vivo a pensar na minha amada como se tudo estivesse a ponto de explodir, de acabar. A última vez que havia me relacionado com uma uma mulher perfeita, ou seja, com uma beldade inteligente, havia sido no início do milênio. Após o término com a bendita, que acredito ter ocorrido por excesso de posse de ambos os lados, nunca mais a perfeição havia batido a minha porta. Mas como disse, nunca mais "havia", pois novamente aquilo que eu já dava como impossível, veio a ocorrer. A perfeição, como chamo, veio novamente ao meu encontro. Meu entorpecimento por ela, como não podia deixar de ser, foi imediato. "Minha nossa", pensei eu. Será que viverei tudo aquilo de novo? O sentimento, a vontade, o amor encobrindo minha madura racionalidade. Claro que não acreditei que aquilo estava acontecendo. Porém estava. Tudo muito perfeito. Ela era extremamente linda e inteligente. Claro que como toda mulher linda, tinha seus defeitos. Se achava às vezes feia. Na verdade acredito que jamais se achou assim, sendo que isso só ocorria porque necessitava alimentar seu ego. E assim me apaixonei novamente. Éramos extremamente compatíveis. Nossos beijos....aaaaaaaaa....nossos beijos...impossível descrevê-los, triste de lembrá-los. Nunca magoamos um ao outro. Os críticos dizem que foi porque ficamos pouco tempo juntos. Eu rebato dizendo que foram eles que não encontraram a mulher perfeita. Ela era perfeita. Só havia um probleminha entre nós. Na verdade não um probleminha e muito menos entre nós. Havia um problemão e era entre ela e sua família. Eles tinham resistência com a nossa relação. Os motivos eram dos mais variados, porém nunca foram verdadeiramente esclarecidos. Por fim, terminamos por isso: ela era bela, inteligente e perfeita...se não fosse a resistência. Nos separamos pela resistência. Deixamos as lágrimas rolar por muito tempo antes do fim. Nem mesmo sei se houve o fim. Não acredito que algo pode acabar assim, por vontade externa e não própria. Mas de agora em diante prometi parar de idealizar e de sonhar. As coisas vão mudar. Quero me apaixonar por uma mulher feia, burra, velha e rica, que goste de ser maltratada e enganada. Feia para nunca mais sentir aquela insegurança habitual. Burra para eu poder dizer que a amo sem nunca ela notar que é uma grande mentira. E velha e rica para que eu possa garantir minha aposentadoria. Assim, depois que essa maldita escrota morrer e eu garantir minha boa aposentadoria, posso ir atrás da minha beldade perfeita e com o dinheiro da outra, mas com ela, percorrer do Pólo Norte a Antartida...dando uma paradinha para vender milho na praia...não é lindo? Abraço a todos e ótima semana.
Sou cri-cri. Sim sim sou mesmo. Sou chato, questionador, cri-cri como chamam. Não sei exatamente de onde vem essa minha "cri-criragem", mas desconfio que seja de família mesmo. Meus pais desde que me reconheço por gente, ou seja, que tive consciência de mim mesmo ou consciência de estar vivo, me ensinaram que não é porque "todo mundo" pensa assim, que devo ser assim. Provavelmente foi por ter esse princípio básico da dúvida diante das certezas socialmente impostas, que comecei a duvidar do capitalismo e da política em geral. Minha "cri-criragem" me fez perceber que tudo é um grande jogo, um circo montado para que alguns poucos explorem muitos e as coisas assim funcionem "harmonicamente".
Nunca esqueço o dia em que me foi apresentado o comunismo. Confesso que voltei para casa apavorado e confuso, afinal, aquele sistema que ouvia dizer pelos becos que comia criancinhas e tirava das pessoas as suas propriedades, na verdade era uma forma tão bela de existência, que de tão bela era impossível de ser vivida por seres tão horripilantes como nós. Foi por essas pequenas certezas, que me tornei um cri-cri de carteirinha. Ser cri-cri não é ter opinião e sim ter ideia. É ter argumentos plausíveis para defender uma causa, enfim, é gratificante. Porém também tem seus contras. Já tive meu nome louvado por centenas de pessoas ao defender um movimento político, como também já senti na pele o preconceito por ser tão questionador, complicador, ou seja, cri-cri. O mais interessante ainda de ser cri-cri, é o fato de estar num constante aprendizado. A "cri-criragem" me ensinou a não afirmar, logo de cara que Deus não existe, ou que a política é suja. Ela me ensinou a perguntar de que Deus se está falando e de que política se irá falar. Enfim, embora odiado por muitos exploradores que querem que as coisas fiquem como são, ser cri-cri é maravilhoso. Ser cri-cri é como pedestre no calçamento. É ter de andar na contra-mão para não ser atropelado por aqueles que tem como objetivo de vida o atropelamento.
Sempre fui a favor da reforma ortográfica. Uma reforma que unificasse os "porquês", e fizessem do porque, apenas "pq". Que terminasse com o "h mudo" - nunca entendi a serventia de um mudo para a escrita e muito menos para a fala - , e que o "x" tivesse som somente de "x", logicamente abolindo o "ch".
Sou a favor de uma reforma que deixasse o "s" com som de "s" sem nunca ter o som de "z". Que extinguisse o cedilha e também o "c". Afinal para que serve o "c"? Temos o "k" que substitui o "ca-co-cu", e de novo o "s" que substitui o "ce-ci". Sem falar no "que" e no "qui" que também podem ser substituídos pelo "k". Tudo ficaria lógico e fácil. E o hífen? Se a linguagem serve para nos comunicarmos e para nos entendermos, para que serve o hífen? Tem diferença no significado da palavra se escrever com ou sem hífen? Não muda nada. Às vezes ouso pensar que mudam as regras com o intuito de que a "linguagem academicamante perfeita" seja mérito de poucos. Seja mérito somente dos dragões imortais da Academia Brasileira de Letras. Em 2009 mudaram algumas regras que dizem ter como objetivo unificar os países que falam a língua portuguesa em torno de um só português, temos até 2010 para nos adaptarmos. O objetivo da reforma é interessante, lógico e necessário em tempos de globalização. Porém, nas mudanças ocorridas, a única que vai facilitar um pouco a vida da população em geral, é o fim da trema. "Lingüiça" agora é "linguiça", cinqüenta é cinquenta, e conseqüente é consequente. Na minha reforma, linguiça se tornaria linguisa, cinquenta seria sinkuenta e consequente seria konsekuente. Fácil e lógico não?
Por anos desconfiei. Desconfiava...mas não tinha certeza. A arquitetura, aquela geometria quadrada unida aos olhares vindos daquela janelinha de cima que parecia tudo vigiar. A entrada obrigatória pelos fundos (na época a porta da frente era exclusividade de poucos), a sirene, o pátio. Sim, sempre tive a impressão que estava cumprindo pena num presídio de regime semi aberto. Salvo que ao invés de dormirmos no presídio, frequentávamos ele durante o dia. Não sei até hoje o que é pior. Porém todos diziam que eu estava na escola. Sete horas quarenta e cinco minutos e lá estava eu, me apresentando com mais algumas centenas de outros detentos, quer dizer de alunos. De 45 em 45 minutos, nosso educador mudava de face, porém o semblante era sempre o mesmo. "Silêncio" e "vocês são insuportáveis" eras as máximas da turma da carceragem. Quando não davam conta de todos, levavam os ditos "piores dos piores" à direção. Nos ameaçavam com o quartinho escuro, que nós comparávamos com aquelas solitárias que conhecíamos através dos filmes hollywoodianos. Tentaram me enganar durante anos dizendo que aquilo era uma escola. Nunca engoli isso. O autoritarismo dos carcereiros, quer dizer dos professores, dizendo que nossa cela, quer dizer nossa sala era a pior, me fazia acreditar fielmente que éramos marginais vindos de famílias que não tinham nos dado uma boa educação. Nossa maior alegria eram as aulas de educação física, isso provavelmente porque ali tínhamos liberdade assistida. Ali podíamos descontar a raiva que tínhamos de estar ali, chutávamos o "couro de vaca costurado " que os "carcereiros mais legais" nos disponibilizavam, acreditando que fosse a cabeça de um carcereiro da matemática, do português ou daquelas aulas que não suportávamos. Enfim, merecíamos aquilo. Merecíamos ser reeducados. Estar ali enfim era uma penúria. Não víamos a hora de soar o último sinal e ir para casa. Acho que com todos eram assim. Soava a última sirene e era aquela correria para fora do presídio, quer dizer, da escola. Fiquei anos cumprindo pena. Saí de lá em 1996, e acho que a insistência foi tão grande em dizer que estava na escola que acreditei até semana passada que aquilo não era um presídio. Isso provavelmente, porque de longe, quando diariamente estava para chegar e cumprir minha pena, via no horizonte alguns pinheiros que encobriam aquela fachada. Eles incoscientemente me despertavam a esperança. Semana passada cortaram os pinheiros e minha dúvida cessou. Realmente eram eles, que me faziam à distância, acreditar que estava na escola. Agora tenho certeza...já fui um presidiário.
Terça-feira fui conhecer como funciona o trabalhos dos vereadores. Enfim, fui numa sessão da câmara. Confesso que a chegada foi decepcionante. Cheguei na hora em que nossos vereadores rezavam um Pai-Nosso, aguardei terminarem, enquanto me questionava baixinho se nosso Estado havia deixado de ser LAICO. Pensei em tirar a minha dúvida com os nobres edis - sim eles se chamam dessa forma..."edis". Porém para minha surpresa fui informado que isso é praxe na câmara. Tipo cultural assim...entendem? Deixei quieto, afinal não achei ser de bom senso complicar com eles na primeira sessão do ano.
Terminada a reza começou a missa. Sim, parece uma missa. Ninguém conversa, e o padre, no caso o presidente da casa, faz a leitura das formalidades. Achei que na casa do povo, como bons representantes, eles conversavam e argumentavam sobre os projetos. Achei errado. Tudo é lido e votado rapidamente, num piscar de olhos. Pensei que toda a pressa tivesse como motivo o fato de estarmos nos últimos capítulos de "A Favorita", mas parece que não. É assim mesmo. Terminada a votação começam as considerações pessoais. Deu para notar no semblante de nossos vereadores que esse momento é o mais tenso para eles. Falar os atormenta. Porém todos falam. Alguns lêem, outros discursam. No fim, terminada as considerações, o presidente bate a campainha como o padre bate o sino, e a missa termina, quer dizer, a sessão é encerrada. Saí meio decepcionado. Achei que na casa do povo davam espaço para o povo falar. Não queria falar. Na verdade queria, mas não ia. Enfim, querendo ou não, o povo não tem voz na casa do povo. Apesar disso, mesmo sem voz, gostei de estar presente. A próxima sessão é dia 20 de janeiro e aconselho a todos a irem dar uma espiadinha. Eu estarei lá...logo depois do Pai Nosso inicial.
Obs: Para conferir o trabalho dos vereadores na câmara acesse: www.mcqv.blogspot.com
Admito. Meu sonho é ficar famoso. Ser reconhecido nacio-internacionalmente. Não quero ser apenas famoso no bairro, na cidade, na região. Quero ser top de linha. Quero estar nos sites mais badalados e principalmente naqueles programas da tarde, que na verdade são uma cópia do que acontece em qualquer instituto de beleza mais próximo de sua casa.
Existem várias formas de ficar famoso, ainda mais se nos contentarmos em sermos pequenas celebridades. Tenho um amigo que faz de tudo para estar na boca do povo. Quando não toma atitude alguma para chamar a atenção, faz questão de inventar algo sobre si mesmo e pede para sua irmã contar para a amiga, que conta para a mãe, que conta para a vizinha...que é manicure. Pronto. Segundo ele, é fama garantida. Seu sonho é casar com uma manicure. Tenho outro amigo que além de ficar famoso, quer também entrar para a história. Diz ele que tem um objetivo: ser lembrado eternamente. Como é feio e não tem a inteligência que o sistema requer, disse que se nada conseguir para atingir a fama, vai sequestar e matar a Sasha no horário do último capítulo da novela das oito, mais precisamente no último bloco. Porém dará exclusividade a Record (que acompanhará tudo ao vivo), acabando com a audiência da plin-plin. Será histórico. Acabará morto pelo batalhão da tropa de choque, mas ficará na história como o único homem capaz de derrubar a Globo em horário nobre. A sim! Também será lembrado em ter assassinado a filha da rainha dos baixinhos...e dos altinhos claro. Porém não quero ser famoso desse jeito. Nem quero casar com uma manicure para ser o top do bairro. Quero ser famoso fazendo algo pela humanidade. Confesso que já pensei em matar os grandes responsáveis pelos males sociais. Já pensei em matar o Papa, o Bush, o Roberto Marinho. A vida levou o Marinho, o Obama derrubou o Bush e só me sobrou o Papa. Ninguém iria me incriminar em matar o Papa. Ninguém em sã consciência claro. Porém, para me prevenir das grades e poder curtir minha fama, não vou matá-lo. Apenas vou faze-lo contar a verdade sobre Deus, o dízimo e sobre a exploração da igreja...em horário nobre claro. Venderemos o Estado do Vaticano, todo seu patrimônio, e acabaremos com a fome no mundo. Vai ser histórico.