sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desculpe - me a repetição.

Estive analisando meus textos no último final de semana. Devo-lhes desculpas. Estou repetitivo, falando demais sobre política. Não sei por que insisto nisso. Política é uma coisa chata, sem solução. Além do mais passamos a vida ouvindo a máxima de que “futebol, política e religião não se discutem”. Eu até concordo com isso, mas não na sua totalidade.

Sobre futebol não adianta mesmo discutir. Futebol é paixão. Não interessa o que aconteça com o seu time, uma vez apaixonado, não há divisão que faça você mudar a cor da camiseta. Com a religião é quase a mesma coisa. Religião é paixão e fé. É impossível discutir com um religioso fundamentalista. Ele já encontrou a verdade. Não existe “Alá” que convença “Jeová” que ele não é Deus. E vice-versa. Há quem diga que o futebol é uma religião. Tenho de concordar. Já vi torcedores tão fanáticos, que mesmo depois de seu clube estar levando três a zero aos 40 minutos do segundo tempo e com dois jogadores a menos, acreditavam na virada. Enfim, acreditavam num milagre.

Porém, com a política é diferente. A política não é paixão, muito menos fé. Política é razão. É pensar e agir pensando sempre no bem comum. Caso contrário, não temos política, e sim aquilo que chamamos de politicagem. Em outras palavras, temos aquilo que podemos observar em muitos de nossos representantes. Puxa vida, tentei não falar, mas já estou falando novamente sobre política. Definitivamente estou repetitivo. Desculpem-me, devo estar apaixonado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Estamos salvos

Segundo os cientistas da Cannabis Science Inc., uma empresa especializada em estudos sobre a Cannabis para uso médico, as drogas à base de Cannabis podem abrandar a pandemia da gripe H1N1 (gripe suína).

O director do departamento científico da CSI, doutor Robert J. Melamede, afirma: “A pesquisa do uso de extractos de Cannabis puros e de compostos multicanabinóides proporcionou-nos a compreensão científica sobre a eficácia médica da marijuana no tratamento de algumas das piores doenças que a humanidade enfrenta neste momento, inclusive doenças infecciosas como a gripe e o VIH, doenças auto imunes como a ELA (esclerose lateral amiotrófica), a esclerose múltipla, a artrite e os diabetes, e condições neurológicas como a doença de Alzheimer, a apoplexia e danos cerebrais, assim como numerosos tipos de cancro”.

O doutor Melamede afirmou ainda que “A elevada letalidade de alguns tipos de gripe pode ser atribuída à resposta excessivamente inflamatória causada pelo factor de necrose tumoral (FNT). Os endocanabinóides são a maneira natural da natureza controlar a actividade FNT. Os fitocanabinóides podem imitar os endocanabinóides naturais de modo a prevenirem respostas imunitárias excessivamente inflamatórias”.

Melamede acredita que o potencial canabinóide de prevenir naturalmente as respostas imunitárias excessivamente inflamatórias é enorme. Segundo ele, "Com base em recentes descobertas sobre o papel do sistema endocanabinóide na manutenção da saúde humana, podemos ter encontrado uma solução única para a assustadora ameaça colocada pelos vírus de gripe mortais, que acreditamos, se implementada, poderá salvar milhões de vidas".

Fonte: http://www.examiner.com/x-7002-Pittsburgh-...d-H5N1-bird-flu

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um tremendo idiota.

Tem coisas que não consigo entender. São coisas simples, mas que de tão simples, fazem eu me sentir um verdadeiro idiota. De positivo nisso, está somente o fato de eu exercitar o pensamento. Tento dentro da minha imbecilidade entender o que se passa, mesmo sabendo que não tenho inteligência suficiente pra isso. Enfim, sou um teimoso ignorante. Se acalmem, eu já explico. Antes um pouco dos fatos.
Dia 30 de julho, o MCQV, movimento do qual faço parte, distribuiu um panfleto, contendo o número de proposições que cada vereador encaminhou ao executivo. Algo inédito em nosso município.
Com um número total de 43 proposições, houve vereador que encaminhou mais de uma dezena, como também houveram aqueles que nada encaminharam. Até aí tudo bem, afinal, cada um representa o povo da forma que acha que ele merece.
A surpresa veio dia 4 de agosto, quando na sessão da câmara, dois vereadores, que nada encaminharam ao executivo, deram a entender que de nada adianta encaminhar proposições. Isso porque no fim, quem decide, é o Poder Executivo se vai ou não realizá-las. Resumindo, ambos justificaram suas "inações" na câmara pelo fato de fazerem parte da situação, e assim, terem acesso direto as secretarias. Um deles, inclusive salientou, que seria muito importante que todos os vereadores tivessem acesso as secretarias, mas que como sabemos isso não acontece porque é tudo uma politicagem. Sim. Acreditem. Ele disse isso.
Eu, como disse anteriormente não consigo muita coisa entender. Estou ainda pensando. O mais perto que cheguei é que os vereadores não servem pra nada, afinal, se de nada adianta encaminhar proposições, pois quem decide por realizá-las é o executivo, logo, não deve haver o legislativo, ainda mais quando a maioria da bancada é situação. É isso. O legislativo só deve existir se a maioria dos edis forem oposição, caso contrário, como disse o nobre e sincero vereador: é tudo politicagem.
Só para lembrar que o Poder Executivo, tendo em vista a prevenção da Gripe A, decretou que fossem adiados, por tempo indeterminado, todos os eventos que houvessem aglomeração de pessoas. Acredito também que as missas foram canceladas...certo? O que? Não foram?
É, literalmente eu não consigo entender muita coisa. Tenho de admitir. Sou um tremendo idiota.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Consulta Popular - Resultado Parcial

Saiu o número de eleitores que fizeram valer sua cidadania e votaram nas demandas propostas na Consulta Popular ocorrida no último dia 5 de agosto.

Número de Eleitores aptos a votar: 7489

Número de Votantes: 1690*

*Até o momento não foram apurados os votos realizados via internet e nem divulgadas quais foram as demandas mais votadas em nosso município.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sarney, Simon, Calheiros e Collor.

Existem certas coisas que ou deveriam ser proibidas de serem exibidas ou deveriam ser passíveis de prisão em flagrante.
Assistam isso e entendam o que quero dizer:

http://www.youtube.com/watch?v=1CImLRBYEVM


Abraço e não esqueçam que hoje tem Sessão da Câmara às 20 hrs, na Câmara Municipal de Vereadores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Consulta Popular

O negócio é o seguinte: Dia 5 de Agosto, quarta-feira, haverá CONSULTA POPULAR. A consulta popular é uma espécie de Orçamento Participativo. Você recebe uma lista com várias opções e vota naquilo que achar necessário. Segundo informações, as alternativas que beneficiam a nossa região são a 1,2,3,4.
Para votar acesse:
www.consultapopular.rs.gov.br
Nossa região é a Médio Alto Uruguai, mas acho que isso vocês já sabem né?
Enfim, acessem e façam sua parte. Afinal, façamos a nossa e depois tratamos de cobrar a deles.
Depois de votar...acesse www.mcqv.blogspot.com e confira o que seu vereador está fazendo pelo município.
Abraço político a todos.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os números não mentem...hoje é um dia especial

Hoje é um dia especial. Não posso dizer exatamente porque é especial, e mesmo que pudesse, de nada adiantaria minha fala, afinal não sou um ser confiável. Não que eu não queira ser confiável, mas porque é impossível alguém ser confiável num mundo não confiável.

Platão já dizia que o mundo é corruptível. Dizia que os sentidos nos enganam e que o que de melhor podemos contemplar de verdade está depositado na matemática. Platão via pureza nos números. Somente eles traziam a perfeição. A matemática sim é precisa. Nela não há espaço para erros.

Platão devia estar certo. Até a sociedade é matemática. A sociedade é baseada em números. Quer ser um dos nossos? Se encaixe. Caso cotrário se afaste. Não existe meio termo.

Sim a matemática é cruel e milagrosa. Cruel porque é preconceituosa, e milagrosa porque faz com que o mesmo o preconceito se dissipe facilmente no ar. É tudo uma questão de números. Os números transformam. Fazem do horrível algo belo e do belo algo horrível. Tudo depende deles.

E foi assim, baseado nos números, que decidi provar que hoje é um dia especial. Não porque foi especial pra mim em algum momento - pois como disse não sou confiável - mas sim porque ele é na sua essência especial.

Vejamos:

Dia 29 de julho de 2009

29 = 2 + 9 = 11

Mês 7

7 = 7

Ano 2009

2 + 0 + 0 + 9 = 11

Dia + Mês + Ano

11 + 7 + 11 = 29

29 = 2 + 9 = 11

11 = 1 + 1 = 2


O que o "dois" significa? Tirem suas próprias conclusões.

Eu não tenho dúvida alguma? Definitivamente eles não mentem.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Gre-Nal do Centenário

Questionado sábado a noite sobre quem sairia vencedor no Gre-Nal do Centenário, disse que daria Inter. Os gremistas, convictos da vitória me diziam que o Grêmio vive um momento melhor. Concordo com eles: o tricolor da Azenha, mesmo tendo perdido a semifinal da Libertadores para o Cruzeiro e vindo de derrota para o Coritiba, triturou o "Timão de Ronaldo" por 3 a 0. Já o Colorado por outro lado vem de grandes perdas: perdeu a final da Copa do Brasil para o mesmo Corinthians que o Grêmio meteu três, e foi humilhado na decisão da Recopa diante da equipe equatoriana da LDU. Assim, mesmo que líder do Brasileiro, era inegável observar que o Grêmio, pelo momento vivido, era realmente favorito.
Porém afirmei o contrário, e porque? Simplesmente porque o Gre-Nal era especial. Era o Gre-Nal do Centenário. Minha afirmação era fruto da história. Era baseada na história dos Grenais. Afinal, para quem não sabe, salvo no primeiro Gre-Nal, que não foi um jogo e sim uma sumanta, e excluindo as decisões regionais, sempre deu Inter. Vejam comigo: o Inter venceu o Gre-Nal que inaugurou o Olímpico; venceu o Grenal do milésimo gol - Fernandão marcou - e venceu todos grenais decisivos disputados fora do âmbito regional. Foram quatro decisões: o Gre-Nal do século válido pela semifinal do Brasileiro de 1988, o Grenal decidido nos pênaltis pelas quartas de final da Copa do Brasil de 1992 e mais dois pela Copa Sul Americana. Associado a história, lembrei ainda, que este ano o Colorado venceu todos grenais e estava sem perder para seu eterno rival há sete jogos. Como disse: estava.
O Grêmio venceu com justiça o clássico do centenário; venceu seu primeiro Gre-Nal do ano; quebrou um jejum de dois anos sem vitória e de quebra tirou o Inter da liderança do campeonato.
Sei sei...foi só mais um jogo de três pontos. Porém isso é um mero detalhe. Esse Gre-Nal, como disse, foi especial. Ele não será lembrado pelos três pontos, e sim por ter sido o Gre-Nal do Centenário. Será lembrado como o jogo que marcou os 100 anos de história de um dos maiores clássicos do mundo.
Humildemente me resta dizer: Parabéns Grêmio.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Michael, José e a eutanásia.

Se existe algo de útil na vida dos políticos e famosos em geral, é que a vida deles, num determinado momento, nos faz questionar a própria existência. A morte de Michael Jackson é um exemplo disso. Mesmo quem nunca escutou o rei do pop deve ter se perguntado - e se indigando - com o "negócio" que virou seu falecimento. Faltou até ingresso para o velório.

Mas não é de Jackson que quero falar. Quero que neste momento você se coloque na seguinte situação: você tem cancêr no abdômen, já foi submetido a treze cirurgias e está com 77 anos. Para piorar, seu intestino acaba de “trancar." Ele está, em outras palavras, empedrado. Não há no meio cientifico “lacto purga” que faça efeito. A você resta tomar uma simples decisão: se submeter a mais uma insegura cirurgia ou esperar "explodir naturalmente." Vice-Presidente da nossa República, empresário bem sucedido e figura que mais bem representa a direita no governo federal, José de Alencar tem de tomar essa difícil decisão. Como disse anteriormente, políticos e famosos servem para nos despertar a reflexão.

Quando fiquei sabendo do estado de saúde do nosso "vice maior", e me colquei na sua situação, confesso que não me senti nada bem. Me senti obrigado há ao menos pensar em uma terceira via. Uma via menos sofrida e mais digna. Pensei no direito que "não" nos é dado de tirarmos a própria vida. Pensei no suicídio, ou melhor, na eutanásia. Sim, sou a favor da eutanásia. Não vejo motivos para sua ilegalidade. A eutanásia, ao meu ver, é inclusive constitucional. Pergunto: nossa lei maior não nos garante a vida e a dignidade? Ora, se tenho minha vida segurada e sou um ser racional, tenho obviamente poder sobre ela. E se tenho poder sobre a vida, logo, tenho poder sobre a morte.

Não existe vida que não encontre a morte, e assim, salvo por questões religiosas - que são pessoais -, não consigo encontrar motivos para Alencar não ter essa terceira opção...tatatata...sei que ele é cristão e isso fere os seus princípios, mas a alternativa em si deveria existir. Me coloco na sua situação e me arrepio. Eu optaria com certeza pela eutanásia.

Eu, se fosse "presidente do mundo", legalizaria a eutanásia e reverteria todo o dinheiro arrecadado com a morte de Michael às criancinhas que passam fome. Todos sabemos que Michael adorava as crianças. Nada mais justo que ajudá-las eternamente...

Como disse, a vida de políticos e famosos nos serve para refletirmos. Vocês não acham?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu e os pensamentos.

Estava pensando...

é, tenho esse defeito de ficar pensando "coisas idiotas." Não consigo aceitar muito as coisas sabe? Não sem antes analisá-las. É por aí que crio aquilo que chamo de ideia, que consequentemente me faz aderir a uma determinada ideologia. São tipo assim...conceitos que elaboro a partir da experiência em geral, sempre levando em consideração de que por vivermos em sociedade, devemos pensar no bem comum ou no da maioria. Assim, observo o mundo, encontro nele há existência de coisas absurdas e penso em algo para além do absurdo. Claro que já pensei que a vida é mesmo esse absurdo injusto e cruel, e que deveria me adaptar ao meio. Pensei mas não consigo. Sou um ser em extinção. Não me adapto. Sou anti-darwin, embora concorde com ele. Um amigo meu semana passada, me aconselhou que seria melhor pra mim "nadar a favor da correnteza" Não tiro suas razões. É bem mais fácil dizer "sim" pra tudo do que indagar o "porque" das coisas. Porém isso é terrível existencialmente, principalmente para quem é um "existencialista." Respondi que para isso acontecer, teria que parar de pensar ou me fazer de vivo morto. Concluí à ele que antes de ser um vivo morto, prefiro ser um vivo sofrido, afinal ao menos posso falar. Enfim, prefiro morrer afogado contra a correnteza ao invés de descer o rio e cair cachoeira abaixo.

Mas não é sobre isso que estava pensando. Pensava sobre meu gato e a gata da minha mãe. Não me compreendam mal. Não me tornei homossexual nem estou desejando "comer" minha mãe. Estou falando dos felinos, aquele que fazem 'miau" sabe? Se quiser saber o que? Leia o texto abaixo.

Beck Lilica e eu.

Como dizia, minha mãe tem uma gata e eu tinha um gato. O nome do meu gato era Beck, já a gata da mãe se chama Lilica. O Beck era um "gato amarelo de pêlo curto brasileiro", que creio eu, sedento por sexo fugiu procurar uma "Lilica" da vida. Já Lilica é uma gata preta e branca - corinthiana a desgraçada-, que como toda gata entra no cio de vez em quando. A questão assim era simples: se minha mãe tem uma gata e eu tenho um gato e ambos precisam transar, nada mais justo que oferecer meu gato para trepar com a gata da minha mãe. Não porque estava querendo corromper a pequena virgem, como dizia ela, mas sim porque não aguentava mais aquele sonoro clamor por sexo. Se as mulheres gritassem como as gatas miam no cio, transaríamos com elas contraditoriamente para pararem de gemer. A TPM , tão misteriosa para nós homens, deve ser provocada por isso. Deve ser desejo por sexo...recolhido claro. Ao invés de gritar por sexo, a mulher internaliza o desejo que uma vez não colocado para fora se volta contra a própria mulher lhe causando aquele mau humor que conhecessemos.

Mas resumindo: minha mãe não quis deixar sua gata copular com meu gato; meu gato na primeira oportunidade que teve fugiu de casa à procura de sexo, mas a gata da minha mãe continuou a gritar por sexo. Minha mãe pressionada pelos gritos da gata, e não mais só dela, mas também dos vizinhos e da família em geral...soltou a pobre virgem. Não deu duas horas e lá estava ela"namorando." Com quem? Com um "gato amarelo de pêlo curto brasileiro." Não. Não era o meu Beck, mas vejam que ironia: minha mãe que não quis dar sua gata ao meu gato, teve que ceder aos gemidos de amor de sua adorável felina, que se entregou para um gato parecido com o meu. Isso me fez pensar...

Pensei sobre Beck e Lilica. Pensei sobre eu e meus amores. Pensei nos desejos, na minha mãe e na vitória do ser diante da sociedade repressora. Enfim...pensei.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Futebol, a Vida e Eu

O futebol se assemelha a vida. Nada mais idiota. Deve ser isso. Para suportarmos a vida criamos o futebol. Uma idiotice para dar razão a outra.

O futebol se resume mais ou menos no seguinte: são vinte e duas pessoas, correndo e lutando para colocar uma esfera feita de couro de vaca para dentro de três barras de ferro, que formam com chão um grande retângulo. Junto a esse ainda existem masi três juízes que são responsáveis pela segurança da correria. É mais ou menos como a vida: passamos a vida inteira correndo e lutando, para obter algo que não sabemos direito o que é, para na hora da morte, ficarmos dentro de uma caixa retangular. Que coisa idiota.

O futebol, como a vida, de tão imbecil se torna interessante. No futebol não conta a campanha e o confronto direto, conta título. Não conta retrospecto, conta 90 minutos. Ficar vice campeão é o mesmo que ficar em terceiro e até pior muitas vezes.

Vejam: O Inter vice campeão da Copa do Brasil e o Grêmio terceiro colocado no campeonato mais importante da América, por não terem ganho nada, comparam hoje suas forças através do Campeonato Brasileiro. Porém, tais forças nem seriam comparadas se caso o Grêmio tivesse ganho a América mais fácil da história. A imbecilidade do futebol é tamanha, que se o Grêmio tivesse ganho a Libertadores, mesmo que o Colorado viesse a ganhar tudo no ano, mesmo assim, não poderia comparar todos os seus feitos com o feito do Grêmio. Neste ponto também o futebol se assemelha com a vida. Nossas atitudes, nossa "campanha" na existência não vale muito coisa, o que vale mesmo são os "títulos" e os que eles proporcionam.

É, o futebol como a vida, é uma tremenda idiotice....e eu...sou um idiota.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu acredito.

Primeiro quero deixar claro que não acredito em superstições. Segundo, quero dizer que muitas vezes, no desespero, me contradigo. Por último enfim, preciso admitir que estou desesperado. Dessa forma, hoje sou um ser contraditório e consequentemente supersticioso.
O motivo do meu desespero se dá pelo fato do Inter precisar fazer três gols de diferença no Corinthians para se consagrar Campeão da Copa do Brasil. Se fizer dois, não poderá tomar nenhum, para levar a decisão para os pênaltis, o que só aumentaria minha aflição.
Portanto hoje vale tudo. Vale até ir na missa e jurar pagar o dízimo em dia.
Não cheguei a ir na missa e muito menos a pagar o dízimo (não estou assim tão desesperado e se o problema for Deus estamos tranquilos, afinal o padre é colorado), mas desde que acordei, estou fazendo uso de minhas mandingas. Coloquei minha cueca sagrada, meu par de meia imbatível e fiz as promessas rotineiras dos dias decisivos. Como disse, hoje vale tudo.
Tenho um amigo que prometeu correr semi-nu e pagar a festa se o Colorado erguer a taça. Outro, um representante político, jurou honestidade em suas atividades até o fim do mandato. Eu, além de realizar minhas superstições, prometi ir tomar cerveja com aquele amigo que vai pagar a festa.
O mais interessante é que encontrei neste último mês, o motivo que levou o Inter a sair em desvantagem no primeiro jogo. O motivo é simples: todas decisões que assisti na minha casa, com meus amigos colorados e juntamente com um gremista, que por íncrível que pareça nos traz sorte, foram vitoriosas.
Vejam se não tenho razão: moro sozinho desde 2006 e até semana retrasada havia apenas perdido, ou melhor, empatado, uma decisão (foi em 2006 quando perdemos o campeonato gaúcho com um empate). Depois disso, não é necessário lembrar que ganhamos TUDO o que disputamos. É interessante aqui dizer que não foi por descuido, que não assisti o primeiro jogo da final do dia 17 na minha casa, mas sim porque estava em pós-operatório em decorrência de uma cirugia que me submeti no dia anterior.
Dessa forma é lógico que perdemos o primeiro jogo porque não assisti ele no meu antro sagrado. Ou vocês acham que foi mera coincidência? É claro que não. Foi a casa.
Por isso hoje, no meu lar, e envolvido por todas as minhas superstições, vamos ganhar do Corinthians, ou melhor, vamos golear o Corinthians.
Eu acredito, ou melhor, eu tenho certeza nas minhas superstições que só acredito quando estou desesperado. Por Deus, por Lúcifer, por Cristo ou por Maomé...acreditem em mim.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Idiotices Preocupantes

É interessante como me preocupo com as questões futuras. Se estou solitário, me preocupo se será sempre assim; se estou comprometido, me entendio pensando a mesma coisa.
No futebol é da mesma forma. Se por uma lado, me angustio na felicidade em pensar que o Inter pode ganhar tudo o que disputar, por outro me angustio na tristeza em saber que nesse mesmo ano o Grêmio pode vencer a América e o Mundo. Isso é tão incrível quanto idiota, afinal, não tenho e não posso ter contribuição alguma na hora da decisão.
Falo disso pois estou prestes a me submeter a uma cirurgia e já estou preocupado com as deficiências que terei quando perder parte do controle do braço esquerdo. O interessante é que o imaginado jamais se concretiza, assim mostrando, que não adianta nos preocuparmos com o não ocorrido. O pior ou o melhor de tudo isso, é que nos faz ter de encarar o mundo conforme ele nos aparece. Nos faz ter de existir e curtir cada minuto da existência.
A partir de semana que vem quero curtir muito escrever aqui no blog usando somente uma mão. Claro que pode ocorrer de não escrever nada para vocês, mas aí...bem aí...podem ter certeza que estarei me ocupando com algo mais prazeroso.
Abraço e se acaso tudo der errado...garanto a vocês que estarei morto. Simplesmente morto, porém não morto, dentro de vocês.

Obs: texto escrito dia 15 de junho de 2009.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

As beldades

Sempre amei belas mulheres. Sou escravo da beleza física feminina. Inclusive, são elas as resposnáveis pelas contradições na minha existência. Tive apenas um amor que não aprovava fisicamente. Suportei nove meses. Foi um parto.

Minha justificativa para minha contradição é que para o bem viver é necessário acordarmos de bom humor. Sendo impossível acordarmos de sorriso aberto, se ao nosso lado estiver uma pessoa não atraente. Não acredito que um homem possa ser feliz acordando ao lado da Regina Casé. Esses não são homens, são guerreiros.Não defendo um padrão de beleza, porém, tenho o meu padrão de beleza.

Quando falo da minha incoerência, afirmo isso por dois motivos: o primeiro por observar que a beleza física com o tempo se deteriora, e o segundo, exatamente pelo fato de que, mesmo sabendo disso, não consigo ir contra a minha paixão pelo físico feminino. Porém não adianta saber. Na prática sou dependente das beldades. Elas funcionam como uma droga pra mim, com a diferença que não interessa o efeito, e sim a embalagem que a droga está envolvida. É a própria embalagem que me entorpece.

Minha decepção no mundo conjugal já deveria ter mudado o meu foco, a minha “caça.” Já deveria ter buscado o belo invertido, ou seja, o belo interior. Eu quero mudar. Quero me apaixonar por uma Regina Casé da vida. Meu problema está que não sei como fazer isso. É falso dizer que querer é poder. Eu juro que quero , mas não consigo. Já pensei em me cegar para não cometer injustiças. Preferi continuar vendo e sofrendo. Sofro pelas beldades. Me contradigo por elas.

Porém existe algo comum em todas as mulheres. Belas ou horripilantes, todas querem emagrecer. No mínimo dois quilos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Em Busca da Mulher Ideal

Obs: Se você se acha uma mulher do novo milênio; essa que busca constantemente a liberdade; que prega o feminismo e contraditoriamente a igualdade entre homens e mulheres...por favor: não leia este texto. Pare por aqui mesmo.
Este texto é destinado àquelas mulheres tradicionais, que enxergam o homem como o alicerce da família e a mulher como uma ferramenta útil. Este texto é dedicado somente aquelas mulheres que ainda acreditam na harmonia familiar e no amor que nossos avós viveram.


Boa leitura para todas essas mulheres que sonham com o amor eterno...e para as feministas de plantão um pedido: não me odeiem.


Não queria fazer isso, mas o inverno me obriga. Vou ter que dar o meu carinho e o meu amor para alguma pessoa. O frio me obriga.
Portanto, mulheres do Planeta Terra : estou disposto a amar uma de vocês. Motivos para eu ser desejado por vocês? São vários. Porém, vou apenas apresentar meus dois principais atributos: sou sincero e fiel, e, por mais que a história mostre que as mulheres buscam os cafajestes, na verdade, na mais profunda reflexão, elas querem carinho e segurança. Assim, estou aqui mulheres, pronto para satisfazê-las nos mais variados sentidos.
É bom, antes de tudo saber, que não estou falando em namoro, mas em um contrato de experiência até a primavera. Eu entro com o corpo, a casa e com um pouco de comida (pão, presunto, queijo, tomate, leite e nescau, às vezes iogurte), e vocês com o corpo e a limpeza do lar. Porém, para o contrato ser possível a felizarda deve conter as características abaixo:
A mulher deve ser inteligente, bela e quente. Deve manter a boca fechada durante os jogos de futebol e o máximo possível durante as refeições. Não quero uma comentarista, nem uma gorda. Já disse que quero uma mulher bela e inteligente, logo, uma mulher bela não pode ser gorda e uma mulher inteligente deve saber, com sua inteligência, que mulheres não entendem de futebol. Não estou dizendo que ela não deva assistir os jogos de futebol. Até porque alguém deve preparar a pipoca e encher os copos.
Porém, de nada adianta ser bela e inteligente, se for fria. Afinal, se for pra ter mais uma bunda gelada debaixo dos meus lençóis prefiro ficar sozinho.
Outro pré-requisito da minha futura mulher é que ela não pode ser chata. Por chata entende-se, toda mulher que não entende que os homens somente querem as mulheres em duas circunstâncias: ou para manter contato físico ou para a limpeza. Por isso se for para reclamar de algo reclame que falta sexo ou produtos de limpeza.
Por fim quero uma mulher bela, inteligente, quente, legal e colorada. Afinal de contas quero alguém que, embora não entenda nada de futebol, seja feliz com seu time do coração.
Salário:
Salário? Por favor né? Salário é coisa de trabalhador. Minha mulher deve fazer tudo por amor... isso se quiser prorrogar o contrato até o verão.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Flatulências no Inverno.

Prefiro o verão. Meus críticos poderão dizer que quando é verão prefiro o inverno, que sou um eterno insatisfeito e que só sei criticar. Em parte eles têm razão. O verão é terrível mesmo. Aquele bafo, aquele sufoco. Além disso ficamos mais preguiçosos, sem muita vontade de trabalhar.
No verão produzimos menos e gastamos mais, principalmente em festas, cerveja e churrasco. No verão queremos mesmo é ir para a beira do mar, e ficar ali, sem fazer nada, olhando as belas mulheres que passsam quase sem roupa. O verão é terrível mesmo. Ficar olhando mulheres quase sem roupa, tomando uma gelada, é uma tarefa árdua de ser realizada.
Mas quero mesmo é falar do inverno. Porém não quero falar daquelas queixas características do inverno: "é ruim para entrar na cama e é ruim para sair dela; é ruim para entrar no banho e é terrível sair dele."Quero falar sobre o inverno, as flatulências e as fezes.
Pois bem, todos concordamos que uma das características do inverno é que comemos mais. Assim, teoricamente deveríamos cagar mais. Porém é frio, e o frio faz negligenciarmos a vontade que a merda tem de sair. A merda ali pedindo pra se esvair e nós pensando naquele vaso gelado. E assim ficamos ali, enganando a bosta, soltando suspiros anais.
Nada contra quem prefere peidar a cagar. O problema está, que o depósito de comida no estômago, que preenche os intestinos, faz com que nossas flatulências, quando soltas, tenham um odor não muito agradável. Diria que o odor da flatulência no inverno e proporcional ao tempo que ficamos sem cagar. Quanto mais tempo sem cagar, mais mal cheirosa será a flatulência. Além disso, peidar no inverno é diferente de peidar no verão. No verão se houve aquele estrondo característico que já identifica o agressor olfativo, porém no inverno os peidos são silenciosos, sutis e venenosos. Eles demoram a se desvencilhar de todas as roupas que carregamos, e quando percebemos, já é tarde para identificar e acusar o "autor do crime". Se acusado, ele ainda se defende dizendo: "olha, eu até peidei, mas já fazem alguns minutos." Inverno é triste mesmo.
Abraço e ótimo inverno cheiroso a todos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Liberdade, o Existencialismo e Sartre.

Assisti semana passada a uma entrevista de Sartre na TV ESCOLA. Como é lindo ver aquele “velhinho” falar de liberdade, moral e existência com tanta naturalidade. Uma de suas frases mais famosas: ”O homem está condenado à liberdade”, resume bem a sua ideia.

Em outras palavras o que Sartre nos diz é: não temos como fugir; estamos condenados, querendo ou não, há cometer atos. Somos, na nossa mais profunda existência, seres solitários no mundo. Solitários, porém, livres. E tal liberdade colocada diante de nossas mãos, nos possibilita criarmos o mundo. Ações humanas nos levarão a humanidade; ações desumanas nos trarão a desumanidade. A luta pelos nossos direitos poderá nos trazer a justiça; o silêncio nos trará o conformismo e a alienação.

Essa responsabilidade colocada por Sartre no indivíduo nos leva inevitavelmente a refletir sobre as nossas relações sociais e ao nosso envolvimento político. Agimos como politicamente? Buscamos a justiça e o bem comum? Ou calamos durante a maioria do tempo e colocamos nosso destino nas mãos de poucas pessoas e às vezes até mesmo nas mãos de Deus?

Sartre nasceu em 1905 e morreu em 1980. Além das mais de 30 obras publicadas, ficou famoso quando em 1964 recusou O Prêmio Nobel de Literatura. Motivo? Ele não queria se tornar alguém especial, alguém que não fosse mais visto como um homem igual aos demais.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eu achei incrível:



Imagem da Nasa mostra ônibus espacial como 'mosquinha' sobre o Sol

Cena impressionante foi obtida durante viagem da nave para o Hubble.
Astronautas têm missão de 11 dias de duração para reparar telescópio.


Uma imagem espetacular divulgada pela Nasa dá uma ideia da proporção -- ainda bastante distorcida por causa da distância, claro -- entre o ônibus espacial Atlantis e o Sol. Parecendo uma mosquinha perto do astro-rei, a nave americana foi clicada durante seu caminho rumo ao Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas do Atlantis participam de uma missão de 11 dias para atualizar e reparar o telescópio.

Foto: AP Photo/Thierry Legault/Nasa

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1127245-5603,00-IMAGEM+DA+NASA+MOSTRA+ONIBUS+ESPACIAL+COMO+MOSQUINHA+SOBRE+O+SOL.html

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Religiões e Visões de Mundo.

Hoje pretendo falar sobre religião, espiritualidade, visões de mundo. É inegável que isso me causa certo temor. Minha existência está marcada por fatos polêmicos quando o assunto é religião, e isso pode fazer com que minha afirmação tenha um tom debochado num primeiro momento. Porém, sem ironia alguma afirmo a vocês: "sou fascinado pela religião."

A religião me encanta, me deixa estupefato, bobo, admirado. Lógico que tal fascínio não se dá pelas instituições religiosas e seus representantes, por esses realmente não tenho o menor apreço. Meu encantamento religioso está envolvido diretamente pela origem da palavra religião e pelos diversos significados que a mesma possui.

Meu fascínio sobre a religião surgiu no final dos anos 90 quando tive aulas de Cultura Religiosa na ULBRA. Fiquei impressionado como aquele pastor luterano falava sobre as mais diversas religiões e suas visões diante do universo. A palavra religião embora possua significados distintos - dependendo da visão de mundo - tem como objetivo algo singular, ou seja, a harmonia.

Segundo ele, a palavra religião têm três significados: "religar, reencontrar e reeleger."

O "religar" está ligado diretamente ao cosmocentrismo. A visão de mundo cosmocêntrica foi a primeira forma que o ser humando encontrou para se harmonizar com o universo. Essas primeiras religiões pretendiam com rituais, danças, e a contemplação da natureza entrar em sintonia com o mundo do qual faziam parte. Religiões cosmocêntricas ainda podem ser encontradas no continente Africano e nas tribos indígenas que não foram corrompidas pelos ocidentais.

Depois do cosmocentrismo, surge o antropocentrismo. As religiões antropocêntricas acreditam que o ser humano deve reencontrar o "deus" perdido dentro de si. Assim, veem na meditação, na introspecção, no olhar para dentro, a melhor maneira de se harmonizar com o universo. Exemplos dessas religiões são o hinduísmo, o budismo e as mais diversas religiões orientais.

Por último surgem as religiões que têm como visão de mundo o teocentrismo. Para essas, a harmonia está fora do mundo. Dessa forma buscam elas, reeleger alguém que as leve, que as mostre o caminho à harmonia, ou em outras palavras, até o céu ou ao paraíso. Tais religiões são as mais presentes no nosso mundo ocidental e tem como principais ícones: Cristo no Cristianismo, Maomé no Islamismo e ainda o esperado Messias no Judaísmo.

Como podemos observar, todas religiões ou visões de mundo possuem em comum a busca da harmonia, e a nós, seres sedentes por tranquilidade e paz, apenas nos resta respeitar cada uma delas. Respeito não necessariamente diante das instituições que as representam mas prinicipalmente à maneira que cada ser humano tem em se religar com o cosmos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Peitinhos avantajados.

Para quem gosta de uns peitinhos deem uma olhada nesses:


Norma Stitz

A americana Norma Stitz ganhou reconhecimento mundial. Ela não descobriu a cura para uma doença nem ganhou um prêmio literário importante: a mulher de 30 anos entrou para o livro Guinness como a dona dos maiores seios naturais do planeta: 18 quilos!

Norma, que mora em Atlanta, não quer nem pensar em fazer redução de seios:

"Quando as pessoas me perguntam por que eu não faço a redução eu digo: 'Vocês estão loucos?' Eu amo os meus peitos e eles estão me dando uma vida maravilhosa. Tenho convites de TVs de todo o mundo para exibi-los".

A americana, entretanto, quer que os homens se aproximem dela não por causa dos imensos air bags, mas sim pela pessoa que ela é. Ok!


Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2009/05/11/americana-tem-os-maiores-seios-naturais-do-mundo-184971.asp

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A menina do shampoo e os meus cabelos.

Você acredita na ciência? Eu sim. A ciência nos trouxe enormes benefícios. Aumentou a expectativa de vida, nos possibilitou a comunicação imediata, nos fez pensar sobre verdades antes ditas eternas.

Acredito assim, que aquilo que ciência diz é o que "de mais" verdadeiro pode exitir. Porém ela tem três sérios problemas.

O primeiro se encontra exatamente na minha afirmação anterior. Quando digo que: a ciência é o que "de mais" verdadeiro pode existir, automaticamente afirmo que ela pode não ser verdadeira, ou seja, que ela pode estar equivocada.

O segundo problema está no fato de que ela não se responsabiliza pelas verdades que passam a ser mentiras com os novos experimentos que a própria ciência realiza. Por exemplo: você vai ao médico dermatologista e ele lhe recomenda o que há de melhor para espinhas. Coisa de última geração, diz ele. Tudo avalizado, através de vários testes e experimentos. Porém, tal tratamento lhe dá uma série de efeitos colaterias que não estavam previstos. Pois bem: neste momento suas espinhas servirão para que a ciência, a mesma que lhe garantiu eficácia, procure o porque você está tendo tais adversidades ao tratamento. O tratamento que a princípio era para ser eficaz, passa a não ser mais eficaz, sendo que a ciência apenas lhe garante que tentará buscar o porque de tais adversidades. Ela não se responsabiliza pelos seus equívocos.

O terceiro problema está no fato de a ciência ser usada pelas grandes indústrias para mercantilizar suas descobertas, seus experimentos e inovações.

Dias atrás estava eu conversando com uma moça sobre shampoo. Me ensinava ela como deve ser procedida a limpeza do meu couro cabeludo e o que lhe cobre. Coisas do tipo: como lavar, enxaguar e secar. Depois da explicação, me recomendou que eu comprasse tal shampoo, que segundo ela era o que de melhor havia no mercado. Como meus cabelos estavam levemente quebrados, secos e embaraçados, segui suas "dicas científicas".

Já no outro dia comecei a proceder da maneira que ela havia me recomendado, porém, faltava comprar o shampoo. Fui ao mercado e não o achei. Para minha surpresa, no dia seguinte, conversando com ela novamente sobre cabelos e shampoo, ela disse: "não compre mais aquele shampoo, compra esse aqui que é o que há de melhor para o seu cabelo." Me espantei. Quase compro um shampoo que não era o que de melhor existia para os meus cabelos. Havia algo novo, muito melhor que o anterior. Uma revista de cosméticos anunciava a salvação para os meus cabelos. Estava ali, escrito. Aliviado por por não ter comprado o shampoo que ela havia me recomendado, voltei ao mercado, agora com o nome do shampoo mágico de última geração. Era só encontrá-lo e meus cabelos estavam salvos. Fui a vários mercados e farmácias...nada. Pasmem, todos haviam sido vendidos. Me prometeram para a outra semana. Pensei: com convicção: "deve ser mesmo muito bom...afinal...todos foram vendidos." Incrivelmente o melhor estava por vir. Estava mesmo. Na outra semana, um dia antes de chegar o shampoo milagroso e novamente dialogando com a menina sobre shampoos e cabelos, ela para minha supresa vem e me diz: "não comprou aquele shampoo novo né? Comprei ele, é uma porcaria. Olha para os meus cabelos" disse ela. Olhei para os seus cabelos e para o das outras mulheres que ali se encontravam. Não vi nada demais, porém, agradeci a todas por terem comprado todos os shampoos da última geração, da última revista, do último experimento científico. Voltei ao mercado. Comprei o mesmo shampoo que estava usando. Apenas mudei o procedimento de lavagem, isso porque ele me dava alguns minutos a mais no banho.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Na hora certa.

Acordaram juntos. Orácio, tranquilo, vai ao banheiro, escova os dentes, olha-se no espelho. Ao mesmo tempo, lembra da noite passada e diz a si mesmo: "dever cumprido."
Enquanto isso, no quarto, Pathos que mal acordara devido ao estado de embriaguez que se encontrava na noite anterior, dá socos na parede e lamenta ter ido embora tão cedo. Repete ele: "eu deveria... eu deveria".
Orácio, ao voltar ao quarto, apenas balança a cabeça e lhe diz: "deveria nada". Neste momento, Pathos interrompe a seção de socos ao concreto, pega Orácio pela garganta lhe dá dois socos no estômago e diz quere-lo matar. Orácio cai, e no chão, irônico provoca: "duvido." Pathos desabafa: "eu te odeio." Orácio conclui: 'Não existe amor sem ódio."
Com os olhos lacrimejantes, Pathos pede desculpas, e abraçando Orácio pergunta: "Será que conseguiremos?"
Orácio apenas sorri, vai até a geladeira e abre uma cerveja. Senta no sofá da sala, acende um cigarro holandês e soltando fumaça responde: "Na hora certa Pathos, na hora certa."

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A mídia, a desconfiança e os porcos.

Que sou um eterno desconfiado, isso é fato. Provavelmente foi a desconfiança que me atraiu para perto da filosofia e me tornou esse cri-cri como eu mesmo já me decrevi aqui no blog.

Todo filósofo deve ser um desconfiado, salvo os positivistas, que antes de filósofos são apenas relatores da existência. A diferença entre um filósofo e um positivista é a mesma que existe entre um narrador e um comentarista num jogo de futebol. Enquanto o narrador dita o que está acontecendo, o comentarista diz porque acontece e o que pode ser feito para mudar o panorama da partida. Assim, os narradores da existência são os posistivistas, e os comentaristas são os filósofos.

Voltando a desconfiança, foi a partir delas que cheguei a conclusões interessantes. Foi baseado nela que observei que na política é preferível não votar do que ser cúmplice de tamanha corrupção. Foi na desconfiança que tive certeza que Deus, santos e anjos não existem, e que foram criados para encher o bolso de seus representantes. Foi através dela que comecei não mais acreditar no amor eterno e sim em momentos de amor eternamente memoráveis.

Mas é diante da mídia que minha desconfiança é geral. Boa parte dessa desconfiança é decorrente dos ocorridos nas eleições de 1989. Lá Collor, esse mesmo que se elegeu senador nas últimas eleições, e que ninguém conhecia nacionalmente, venceu Lula , Brizola, Ulisses, Covas, e tantos outros que eram ícones da redemocratização brasileira. Tudo muito estranho. Minha certeza de que foram eles (os donos da mídia) quem ganharam as eleições, aconteceu quando dois anos depois, Collor pediu renúncia, depois do clamor popular. Vale lembrar que tal clamor só aconteceu porque eles, a mídia, fizeram um alarde geral chamando os jovens para as ruas. Afirmo isso, pois escândalos de tais níveis ocorreram depois do governo Collor, mas nenhum jovem mais para a rua foi. Porque? Porque a mídia não o convocou.

Agora estamos frente a gripe suína etc e tal...querem saber o que acho, ou melhor, o que desconfio?

Desconfio que tudo não passa de um grande golpe especulativo. Ações de frigoríficos caem, outras sobem, e todos eles, especuladores e donos da mídia enriquecem.
O povo? Esse entra em pânico, compra máscaras e enche os templos orando por salvação?

Porém quem sofre mesmo são os porcos. Coitado dos porcos. Milenarmente condenados pela palavra de Deus, agora sofrem preconceito só por culpa de um resfriado. Não, não, não.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Eu e os 30.

Cheguei aos 30. Sim, aos 30. Sei que isso para muitos é espantoso, afinal, tanto fisicamente como psicomoralmente não aparento tudo isso.
Para a sociedade em geral, já deveria ter alcançado minha independência financeira,ter constituído família; já deveria ter de parado de pensar como um adolescente que sonha mudar o mundo e partir para a exploração desenfreada do sistema capitalista. Não fiz nada disso. Ainda sou solteiro, dependente e sonhador. Sonho em acabar com a Igreja, em mudar a política, e pasmem, sonho ainda em um dia ter um relacionamento que ultrapasse o moralismo vigente na sociedade. Algo liberal e cheio de amor, ou se prefererirem, cheio apenas de querer bem.
Quem sabe ainda esteja solteiro exatamente por isso. Dizem que as mulheres querem segurança, querem alguém que proteja a família que uma dia elas sonham ter. Devo ter me protegido incoscientemente disso através da minha não independência financeira. É impossível ser independente e estar casado. Acho cômico por exemplo, aqueles casais de estudantes universitários apaixonados, que ao serem questionados quando será o casamento, respondem: só depois de formados. Nada mais equivocado. Eles atingem a independência finacenceira e perdem a independência pessoal. Sempre digo que perdemos metade da nossa liberdade quando casamos e a outra metade quando colocamos o primeiro filho no mundo. Sou, como não podia deixar de ser, uma contradição: sou livre do casamento mas dependente da família, que num ato impensado me colocou neste mundo cruel. Prefiro assim, e me convenço disso quando observo os casais que andam por aí.
Outra causa de ainda não ter me rendido ao moralismo que a sociedade impõe, se deve ao fato de ser fiel a mim mesmo. Lembro que quando adolescente nas conversas entre amigos, falávamos sobre o não preconceito e sobre a não mudança de personalidade. Sonho de adolescentes sabem? "Somos responsáveis e jamais devemos incriminar aquilo que fomos um dia". Ecoavam as vozes da juventude. Hoje toda vez que ouço um "velho" amigo meu de 30 anos incriminar a juventude vigente, vejo o quanto eles mudaram e eu parei no tempo. Ou seria o contrário?
Por fim, tenho um amigo que diz que se quisermos realizar alguma mudança, devemos apostar na juventude. É ela que ainda sonha, que ainda enxerga possibilidades.
Assim, sonho ainda em despertar ou de manter no espírito dos jovens a "rebeldia" da juventude, ou seja, o sonho.
Sonho, e por isso me mantenho um adolescente...com 30 anos.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma casa feita de... maconha

Casa feita de maconha

O consumo de maconha é tema de discussões acaloradas. Mas parece que os que são contra e os que são a favor da liberação da erva estarão agora do mesmo lado: cientistas desenvolveram uma técnica curisosa que permite que casas possam ser construídas com maconha.

A invenção está deixando em êxtase os ambientalistas. Em vez de tijolos e cimento, as casas estão sendo erguidas com um tipo da droga, chamada maconha-lima. Para tocar o projeto da Universidade de Bath (Inglaterra), os cientistas usaram uma fibra proveniente da cannabis. O material é superleve e livre de carbono. E sem aquele cheiro característico que está ficando cada vez mais comum nas ruas destas bandas.

O líder do projeto, Pete Walker, do Centro de Materiais Inovadores para a Construção, disse esperar que a maconha seja amplamente utilizada em breve pela engenharia civil.

O projeto, de três anos, custou mais de dois milhões de reais.

Lembremos que o Brasil vive um grande déficit de residências e que recentemente o governo Lula liberou os detalhes de um plano de novas moradias. Seria a maconha a solução?

A maior preocupação é se a casa pegar fogo: será que os moradores vão mesmo chamar o corpo de bombeiros?


Retirado do site: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Deus mandou...ela fez.

Uma mãe aponta a arma e atira no próprio filho, antes de se matar. A cena foi flagrada pelas câmeras de um centro de treinamento de tiro em Casselberry, na Flórida, Estados Unidos - e a notícia foi publicada pelo jornal britânico "Daily Mail" nesta quarta-feira (8).

Segundo a reportagem, Marie Moore, de 44 anos, acreditava que era um "anti-Cristo" e levou seu filho Mitchell, de 20 anos, para o que ele acreditava ser uma tarde de prática de tiro.


Mas, no meio da prática, Marie mudou seu alvo e apontou a arma para o filho. Após atirar, ela desviou das câmeras e atirou contra a própria cabeça. Marie morreu pouco tempo depois de ser levada para o hospital. Em uma nota, ela escreveu: "Me desculpe. Eu tive que mandar meu filho para o céu e ir para o inferno."

De acordo com o "Daily Mail", em áudios gravados antes do incidente, Marie afirma que planejava a morte do filho para "salvar o mundo da violência". Ela diz que ouvia Deus falando pra ela: "você tem uma arma. Você pode fazer isso". "Eu tenho que morrer e ir para o inferno, só aí poderá existir milhares de anos de paz no mundo", explicava.

Investigações da polícia revelaram que Marie tinha um histórico de doenças mentais. Nas fitas gravadas, ela conta sobre os períodos em que passou em hospitais psiquiátricos e sobre a 'miséria e tormenta' mental que sofria.


Ela havia sido banida do campo de treinamento de tiro sete anos atrás quando tentou se matar, disse seu marido à polícia.

Olho por olho dente por dente?

Ontem a tardinha, ouvindo o Pretinho Básico, me deparei com seguinte notícia e a consequente discussão: "Um homem foi condenado a usar 20 gotas de ácido nos olhos, pelo fato de ter jogado ácido numa mulher, depois de a mesma ter se recusado a casar com ele. A mulher ficou cega e teve seu rosto desfigurado". A punição é prevista na Sharia, a Lei Islâmica, que prevê castigos seguindo a lógica do "olho por olho, dente por dente" no caso de crimes violentos. A pena para um assassino é a morte, para um estuprador é estupro, e assim por diante. É cruel? Sim, é cruel. É justo? Não sei.

Se pensarmos no dano causado a mulher, eu diria que sim, é justo. Pergunte a ela para ver o que ela acha? Ou pense: o que você faria com um estuprador que estuprou sua filha?

Porém, não vivemos num mundo justo. O Estado que deveria zelar por nós e não zela, é o mesmo que nos pune. Sou favorável a tal lei, desde que o Estado nos dê condições de termos uma vida digna. Habitação, saúde, educação, segurança, devem ser levados a todos, sem burocracia alguma. Eu diria que num Estado Igual, ou seja, num Estado Comunista, tal lei não é de forma alguma injusta. Apesar disso, sabemos que tal Estado foi até hoje impossível de ser alcançado, o que faz tal lei ser vista como absurda.

Se todos tivéssemos nossas necessidades básicas supridas e dignidade para vivermos em sociedade, não haveria motivo algum para alguém se inclinar ao crime e a punição seria justa. Afinal, que motivo alguém teria para se tornar um criminoso?

O tema é polêmico, mas é interessante para refletirmos...não é?

Abraço e ótima quarta-feira a todos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As Imagens da Final do Regional de Futsal

Na vida estamos sempre descobrindo algo. Neste final de semana cheguei a duas conclusões: ou minha câmera é muito ruim ou sou um terrível cinegrafista.
Embora as imagens não tenham ficado muito boas, está aí o final do jogo (que não terminou).
Porque o jogo não terminou? Assista ( se conseguir ) e descubra.

domingo, 5 de abril de 2009

O Grenal da Obrigação.


O Grenal por si só já é um jogo especial, porém, o Grenal de hoje é mais que especial. Pela lógica do futebol, inclusive, ele não era para estar acontecendo agora, afinal, ele é válido pelas quartas de final do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Um Grenal, convenhamos, é jogo de final, e não de quartas de final. Apesar disso, e como disse anteriormente, ele é um Grenal mais que especial. E porquê?
Porque ele não será lembrado por ter sido somente um Grenal de Gauchão e sim por ser o Grenal do Centenário. O Sport Clube Internacional comemorou 100 anos ontem e está em festa. E a festa só será completa se o Colorado da Beira Rio vencer. O Internacional hoje, tem a obrigação de vencer. E não somente pelo fato de estar aniversariando, e sim por possuir a melhor campanha, o melhor time.
É exatamente tal obrigação por parte do Colorado que faz com que 0 Tricolor da Azenha só obtenha lucros com o jogo de hoje, mesmo que venha a ser goleado. Se for goleado o Roth cai, para alívio da torcida gremista, agora se vencer...o Roth fica.
Tem algumas más línguas dizendo inclusive, que existem colorados torcendo contra o próprio time. Tudo pelo Roth. O pensamento deles é lógico: uma vitória colorada hoje, reabilitaria o Grêmio, afinal Roth cairia, Felipão retornaria, e o Grêmio seria Tri da América. E não teria nada mais terrível para o Mar Vermelho que um título continental do Tricolor no ano do centenário colorado. Vejam que o Inter, só tem a perder e o Grêmio só tem a ganhar.
Não faço parte dos colorados que querem que o Inter perca, porém faço parte dos que querem que o Roth continue no Grêmio. Assim, para solucionar o impasse, vou torcer para que o Inter vença, mas...nos pênaltis. Quero que Grêmio jogue bem, mas...perca. Dessa forma, Roth não cai e o Inter não tem o seu Centenário manchado de azul.
Quero vencer...mas nos pênaltis.

sexta-feira, 27 de março de 2009

As certezas incertas.

Nada mais desesperador que a certeza, que o fim. Claro que ambos possuem algo gratificante, porém eles nos levam somente a dois lugares: ou a morte ou a um novo começo. É contraditório, mas não é o fim que nos dá prazer e sim o caminho percorrido até ele. É uma pena que muitas vezes somente ao chegar no fim é que acabamos por dar valor ao caminho. Curtir o caminho é o grande segredo.

Quando pensamos na filosofia, na ciência, na política e na religião vemos o quanto as certezas são curiosas. A filosofia na sua essência jamais quis chegar a alguma certeza, ela é busca, é ousar querer descobrir algo que não está ao seu alcance. Ela inclusive começou a ruir quando Platão inventou o Mundo das Ideias - lugar onde supostamente a certeza e a verdade estariam depositadas - e terminou de ruir quando Aristóteles inventou a lógica. Tanto Platão quanto Aristóteles, inocentemente ou não, acabaram com a filosofia socrática, aquela que tinha como máxima o “só sei que nada sei”, ou seja, a incerteza. As religiões monoteístas e a ciência, por sinal, sobrevivem da certeza incerta.

As religiões usam a certeza da morte, ou seja, a certeza do fim, para vender com certeza, a certeza da incerta vida eterna. Assim, basta seguir certas leis, e a única certeza que temos desaparece, dando lugar a ilusão da eternidade. Tudo muito lindo e muito rentável para os exploradores do dízimo.

A ciência por sua vez, também vive de certezas incertas. As certezas para a ciência duram até que alguém as prove o contrário. Paradoxal também. A grande diferença entre a ciência e religião é que a primeira tem a humildade de reconhecer que a certeza é algo que pode ser alterado. É incrível, mas a ciência que teoricamente deveria ser o saber último das coisas, não é último, sendo portanto, incerta. Como dizia Raul Seixas: “O que é que a ciência tem? Tem lápis de calcular. O que mais que a ciência tem? Borracha pra depois apagar”.

Mas é na política que observamos como a certeza é curiosa e prejudicial. Pergunto: vocês já notaram que em períodos eleitorais, políticos e eleitores se confundem num grande grupo. Isso acontece, porque os políticos incertos que serão eleitos, obrigatoriamente têm de se aproximar dos eleitores, para que assim, tenham a certeza que chegarão ao poder. Cessada as eleições e com a certeza que foram eleitos, os políticos se afastam, e os eleitores passam a ter a certeza que foram enganados.

No amor por fim, a única certeza que temos é que jamais podemos mostrar ao outro que o amamos incondicionalmente, o que quer dizer que, jamais podemos dar certeza ao outro. Dizer “eu te amo” é o mesmo que dizer você me conquistou, e isso é o mesmo que cavar a própria cova. Quer terminar um relacionamento? Diga que ama. Pode ter certeza que....bem...esqueça as certezas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dráuzio Varela e o Aborto

AOS COLEGAS de Pernambuco responsáveis pelo abortamento na menina de nove
anos, quero dar os parabéns. Nossa profissão foi criada para aliviar o
sofrimento humano; exatamente o que vocês fizeram dentro da lei ao
interromper a prenhez gemelar numa criança franzina.

Apesar da ausência de qualquer gesto de solidariedade por parte de nossas
associações, conselhos regionais ou federais, estou certo de que lhes presto
esta homenagem em nome de milhares de colegas nossos.

Não se deixem abater, é preciso entender as normas da Igreja Católica. Seu
compromisso é com a vida depois da morte. Para ela, o sofrimento é
purificador: "Chorai e gemei neste vale de lágrimas, porque vosso será o
reino dos céus", não é o que pregam?

É uma cosmovisão antagônica à da medicina. Nenhum de nós daria tal conselho
em lugar de analgésicos para alguém com cólica renal. Nosso compromisso
profissional é com a vida terrena, o deles, com a eterna. Enquanto nossos
pacientes cobram resultados concretos, os fiéis que os seguem precisam antes
morrer para ter o direito de fazê-lo.

Podemos acusar a Igreja Católica de inúmeros equívocos e de crimes contra a
humanidade, jamais de incoerência. Incoerentes são os católicos que esperam
dela atitudes incompatíveis com os princípios que a regem desde os tempos da
Inquisição.

Se os católicos consideram o embrião sagrado, já que a alma se instalaria no
instante em que o espermatozoide se esgueira entre os poros da membrana que
reveste o óvulo, como podem estranhar que um prelado reaja com agressividade
contra a interrupção de uma gravidez, ainda que a vida da mãe estuprada
corra perigo extremo?

O arcebispo de Olinda e Recife não cometeu nenhum disparate, agiu em
obediência estrita ao Código Penal do Direito Canônico: o cânon 1398
prescreve a excomunhão automática em caso de abortamento.

Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos
sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos
cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para
outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses
padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?

Não há o que reclamar. A política do Vaticano é claríssima: não excomunga
estupradores.

Em nota à imprensa a respeito do episódio, afirmou Gianfranco Grieco, chefe
do Conselho do Vaticano para a Família: "A igreja não pode nunca trair sua
posição, que é a de defender a vida, da concepção até seu término natural,
mesmo diante de um drama humano tão forte, como o da violência contra uma
menina".

Por que não dizer a esse senhor que tal justificativa ofende a inteligência
humana: defender a vida da concepção até a morte? Não seja descarado, senhor
Grieco, as cadeias estão lotadas de bandidos cruéis e de assassinos da pior
espécie que contam com a complacência piedosa da instituição à qual o senhor
pertence.

Os católicos precisam ver a igreja como ela é, aferrada a sua lógica
interna, seus princípios medievais, dogmas e cânones. Embora existam
sacerdotes dignos de respeito e admiração, defensores dos anseios das
pessoas humildes com as quais convivem, a burocracia hierárquica jamais lhes
concederá voz ativa.

A esperança de que a instituição um dia adote posturas condizentes com os
apelos sociais é vã; a modernização não virá. É ingenuidade esperar por ela.

Os males que a igreja causa à sociedade em nome de Deus vão muito além da
excomunhão de médicos, medida arbitrária de impacto desprezível. O
verdadeiro perigo está em sua vocação secular para apoderar-se da maquinária
do Estado, por meio do poder intimidatório exercido sobre nossos dirigentes.

Não por acaso, no presente episódio manifestaram suas opiniões cautelosas
apenas o presidente da República e o ministro da Saúde.

Os políticos não ousam afrontar a igreja. O poder dos religiosos não é
consequência do conforto espiritual oferecido a seus rebanhos nem de
filosofias transcendentais sobre os desígnios do céu e da terra, ele deriva
da coação exercida sobre os políticos.

Quando a igreja condena a camisinha, o aborto, a pílula, as pesquisas com
células-tronco ou o divórcio, não se limita a aconselhar os católicos a
segui-la, instituição autoritária que é, mobiliza sua força política
desproporcional para impor proibições a todos nós.



Folha de São Paulo, 14/3/09, Folha Ilustrada

terça-feira, 10 de março de 2009

Porque o blog existe.

A idéia do blog surgiu em abril de 2007, quando numa aula de Tecnologia da Educação, fui informado de como ele funcionava e de como seria fácil criá-lo e mantê-lo. Como já escrevia em casa, a mão, tendo minhas idéias arquivadas em cadernos, foi interessante saber que podia tê-las digitadas, arquivadas e disponíveis para quem quisesse vê-las. Assim nasceu o blog.

Logo depois dos primeiros textos e da pequena divulgação virtual que fiz, vieram os primeiros comentários e as primeiras críticas a ele. Notei que algumas pessoas haviam criado o hábito de acessá-lo e lê-lo. Inevitavelmente, meu ego, fez-me querer escrever mais; querer escrever para mim e também para as pessoas. Mas quem seriam essas pessoas?

Para responder quem são essas pessoas, serei obrigado a dividir a espécie humana em duas classes: a classe dos intelectuais e o senso comum. Na classe dos intelectuais, estão todos aqueles que não se importam com o senso comum. Na verdade eles fingem que se importam, mas se importam mesmo é com a queda de braço epistemológica. Em outras palavras, eles se preocupam que seus conceitos sejam reconhecidos e publicados nas conceituadas revistas científicas e acadêmicas que tratam daquilo que eles estudam. Para eles o importante é a ciência, a última descoberta, o último livro, a última teoria. Para eles o senso comum está perdido e não tem mais salvação. Ele está entregue a mídia, a religião, ao futebol, as paixões em geral.

Não discordo totalmente dessa classe intelectual. Porém no senso comum ainda existem aqueles que desejam se libertar. Existem pessoas, que da mesma forma que os intelectuais, gostam de refletir sobre as mais variadas situações existenciais, mas que diferente deles, não se preocupam com reconhecimento e sim com um mundo melhor. O blog desta forma é feito para esta classe “perdida”, esquecida pela ciência e mantida pelas paixões.

Não estou dizendo que intelectuais não lêem o blog, e sim, que a maioria deles não vê sentido em ler algo que julgam já saber e que dizem não ter utilidade nenhuma. Os intelectuais que lêem o blog, são aqueles que como os muitos do senso comum acreditam na possibilidade das pessoas, através de seus raciocínios, chegarem a uma conclusão não estabelecida, mas autônoma e livre de qualquer dogma, seja científico ou religioso. Eles acreditam que o pensamento, que a reflexão diante dos fatos, ainda pode fazer as pessoas enxergarem para além das cruzes e das caixas cheias de imagens que estão por aí.

O blog foi e é feito para essas pessoas, e por isso ele é gratificante. Seu objetivo é simples: despertar o pensamento crítico naqueles, que ao observarem a existência, se sentem indignados.

Abraço a todos e ótima semana.



quinta-feira, 5 de março de 2009

Pena de morte a (Santa) Igreja.

Todos devem saber da minha luta para acabar com os hipócritas pervertidos representantes da Igreja Católica no mundo. Sei que é em vão tentar acabar com eles, afinal, como diz o ditado, vaso ruim não quebra. Mas pelo bem do mundo eles deveriam ser exterminados.
Já tentei pedir excomunhão, mas por motivos não revelados, negaram a minha pessoa a honra de não mais fazer parte desse antro de malignidade.
Não vou ficar aqui enumerando o histórico de maldades cometidos em nome da Igreja. Mas preciso relatar o acontecido.
A situação é a seguinte: um homem, provavelmente cristão católico, abusou sexualmente de sua enteada, uma menina de 9 anos. Levada ao hospital, os médicos constataram que a criança estava grávida de gêmeos e que corria risco de morte.
Os médicos diante do fato, não hesitaram, e realizaram o aborto, que é bom dizer, neste caso é legalmente permitido (o aborto é legal em caso de estupro e risco de morte). Tudo está dentro da lei do homens...mas existe a lei divina (feita por homens que em um determinado momento da história com o intuito de ganhar muito dinheiro a elaboraram enriquecendo as suas custas). Segundo as fontes: "assim que soube que o aborto havia sido consumado, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja". Sim, eles excomungaram todos os envolvidos, que dentro de suas dignas funções, salvaram a inocente da morte. O pior de tudo é que a Igreja ainda se diz benevolente por poupar a criança, que por ser menor de idade, não pode ser excomungada. Leiam o que o filho da puta do arcebispo disse: "

“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.

Eu sinceramente não sei o que dizer. Sei que as pessoas continuarão a sustentar essa instituição podre chamada Igreja Católica, e nesses momentos, penso que seria bom se Deus existisse. Queria ver esses animais irracionais (com todo respeito aos animais irracionais) arderem no fogo do inferno. Queria ver esses padres, bispos, arcebispos, cardeais e até o papa serem estuprados pelo demônio. Pagariam lá na eternidade, tudo o que em vida aqui fizeram. Iria faltar lenha para tanta maldade. É uma pena que céu e inferno não existam e que quase tudo acabe depois da morte, ficam nossas cinzas né...

Uma última questão me intriga: Será que depois de eu escrever isso, me concederão a excomunhão? Ou vou ter que cometer um aborto?
Santa paciência...e pena de morte a Igreja.

Mais informações no site: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1028529-5598,00-ARCEBISPO+EXCOMUNGA+MEDICOS+E+PARENTES+DE+MENINA+QUE+FEZ+ABORTO.html



segunda-feira, 2 de março de 2009

Querer, recordar e temer.

Tenho como princípio de vida o seguinte: sofremos constantemente. Provavelmente isso se deve a minha própria existência e a observação do mundo. Em outras palavras, cheguei a essa conclusão pelo simples fato de sofrer e de observar que as pessoas sofrem. Não vejo felicidade no mundo, salvo nos carnavais e em algumas comemorações.
Anos atrás, refletindo sobre o que nos faz sofrer, conclui que sofremos por três questões básicas. Sofremos por: "querer e não ter; recordar e não ter; ou ter e temer perder."

Façamos uma análise das relações amorosas desde sua origem para entendermos isso.
Tudo começa com a observação. Observamos, conhecemos e desejamos. O simples desejo explica nossa primeira afirmação que nos diz que sofremos por: "querer e não ter." Alguns poderiam dizer que nosso sofrimento cessaria logo que o desejo fosse saciado, mas não é bem assim. Quando saciamos esse primeiro desejo, quase que simultaneamente vemos em nós nascer outro desejo: o desejo da exclusividade.
O ser humano, que num primeiro momento deseja apenas satisfazer uma vontade que vem da observação e do conhecimento do outro, logo depois de saciar tal vontade, quer que o objeto desejado seja somente seu, e mesmo depois de tê-lo possuído por inteiro, "teme por perdê-lo". Enfim ele sofre constantemente, ou por não tê-lo ou por tê-lo. O mais engraçado de tudo isso é que a conquista por completo do outro é que acaba por fazê-lo sofrer ainda mais. Afinal, onde existe complitude não existe falta, e se não existe falta , não existe desejo. É o desejo que move a existência, e não se deseja o que já se tem. É neste momento contraditório, que nasce a monotonia.
A monotonia é a repetição dos desejos passados que por outrora foram o motivo da felicidade de ambos. Em outras palavras, aquilo que uma vez fazia com que os casais mantessem o desejo um pelo outro, acaba por ficar entediante. Eles assim, sem desejos e com muita repetição acabam por decidir acabar com a relação. O distanciamento é a única saída.
É exatamente a distância que explica nossa segunda afirmação, que nos diz que sofremos por : "recordar e não ter". Afastados, lembramos dos momentos agradáveis, e de como éramos felizes. Sofremos assim por lembrar de como aquilo que agora já não possuímos nos trazia felicidade.
É exatamente essa lembrança que faz com que muitas vezes os casais se reconciliem. Eles, apoiados nas lembranças, acreditam ser possível viver todos aqueles desejos que um dia vivenciaram.
Mas isso não vem ao caso. O fato é que sofremos por : "querer e não ter, recordar e não ter ou ter e temer perder." E isso, vale lembrar, pode ser estendido as mais diversas ocasiões existenciais. Desde o desejo de amar alguém até a paixão pelo futebol.
Hoje por exemplo, "um gremista quer muito ganhar um Grenal, recorda um dia ter ganho, e teme nunca mais ganhar".
Abraço e ótima semana a todos.