terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os gemidos de Clara - Parte 5

Já de frente para Clara e olhando no fundo de sua divina alma, digo:

_ Sim professora, será um prazer.

Naquele momento não sabia se seria prazeroso ou não conversar com Clara, mas estava mesmo era admirado de sua postura. Clara aparentava autoritarismo, porém seu sotaque macio lhe arrancava qualquer ar de superioridade. Não conseguia ouvi-la e pensar que aquela mulher poderia fazer mal a alguém.

No caminho até sua sala não conversamos. Da mesma forma que eu demonstrava nervosismo, ela parecia inquieta. Caminhava rápido e quando me olhava, me dirigia apenas aquele olhar diagonal próprio dela. Isso de certa forma me nutria confiança, me dava margem para acreditar que minha ideia sobre a metodologia a amedrontava.

Ao chegarmos ao seu recanto epistemológico, pediu que a aguardasse. Havia uma pequena sala de espera. Um quadro na parede me chamou a atenção. Nele, uma foto de Maradona ao lado de Fidel Castro. Fiquei pensando o que despertava a admiração de Clara por estes personagens emblemáticos da história? Seria o futebol de Diego Armando que a fascinava? Ou seriam as “linhas” que este havia percorrido em sua existência que a fazia-o admirar? Seria Clara uma maníaca sexual viciada em cocaína? Ou seria ela apenas mais uma fanática torcedora argentina que nada entende de futebol? Por Fidel claro, sabia eu que o que a fascinava era sua posição frente aos americanos e sua ideologia marxista. Clara era marxista, mesmo sendo professora de um método positivista. Essa inclusive era a grande contradição em sua vida. Ela era uma marxista, divulgadora do positivismo. Alguns minutos se passaram e Clara me chama.

Entrei e sentei. Já em sua sala observo que Clara carrega em suas paredes não mais seus ídolos, mas sim sua intimidade. Havia fotos de duas belas meninas e um homem. Provavelmente seriam as filhas e o marido de Clara. Levantei para observar as belas moças, enquanto Clara fuçava algo no frigobar. Coincidências a parte, aquelas moças lembravam Clara - aquela que eu idealizara no dia anterior. Eram suas filhas. Só poderiam ser.

_ Suas filhas? - pergunto eu.

_ Si, meus amores - diz ela toda orgulhosa.

_ Tão belas quanto a mãe – retruco.

De costas para Clara e de frente para suas beldades percebo quese aproxima. Deixo-a se aproximar, quando ao pé do ouvido ouço-me dizer:

_ Você achas mesmo Alexsander?

Naquele momento toda minha epistemologia de nada vale, minha confiança se esvai, minha razão é esfacelada. Sua voz, seu sotaque, seus sussurros portenhos tão misteriosos pra mim nunca haviam sido sentidos tão próximos.

Sentindo-me um virgem com 30 anos, sem saber exatamente o que dizer, e mais ansioso que torcedor em dia de final de campeonato, de cara para ela respondo:

_ Claro, lembram muito a mãe.

Neste momento pouco mais de uma régua colegial nos separam. Tento me controlar e quando me preparo para perguntar sobre o homem da foto, ela me indaga:

_ Então Alexsander, quer dizer que não acredita no método?

Segundos tensos e eternos se passam, meu mundo naquele momento transita entre os possíveis gemidos de Clara, suas belas filhas, o possível marido e a pergunta sobre minha crença no método. Precisava responder algo, mas o quê? O que queria afinal ela com tal pergunta? Falava ela do método cartesiano? Do Kama- Sutra? Ou queria ela me mostrar apenas que método havia utilizado para conceber filhas tão esbeltas?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os gemidos de Clara - Parte 4

Levantei e comi algo tão leve quanto a minha serena alma matutina. No caminho até a Universidade, era novamente Clara que dominava meus pensamentos: o que ela me reservaria para aquela aula, que lições me daria? Poderia ela me ensinar algo afinal?

Cheguei à Universidade, e como de costume, depois de uma cerveja e um cigarro holandês: entrei, sentei, tirei minha ferramentas usuais da mochila e olhei para Clara. Clara não era bela no contexto geral da sala de aula. Haviam várias mulheres mais atraentes e mais sexy’s naquele recinto. Mas Clara era sim uma bela senhora. Naquele dia trajava uma saia discreta, um pouco abaixo do joelho e vestia uma blusa com um leve decote, demostrando que embora com suas quase seis décadas, ainda era uma mulher vaidosa.

Tentei deixar Clara de lado e prestar atenção na aula. Ela tentava explicar algo o método, obviamente. Porém, era péssima expositora. Você notava em Clara aquilo que ela não tinha. Clara não tinha convicção. Parecia mentir-se a si mesmo. E um professor que mente a si, não pode ser professor. Nesse ponto, ela sem querer me ensinava como um professor não deve ser. Clara era o retrato do ensino brasileiro, embora fosse argentina. Ela não conseguia prender em momento algum a atenção dos alunos, e seu sotaque que para mim servia como estimulante sexual, para eles apenas trazia o sono.

Não haviam sido decorridos dez minutos de explicação metodológica, quando sem pedir licença a indaguei. Clara se assustou. Mal eu havia chegado e já estava a interrompendo. Minha pergunta era uma “arapuca”. Perguntei se era possível misturar os métodos dialético, fenomenológico e positivista. Perguntei se era possível fazer uma “salada russa” argumentativa. Ela sem pensar respondeu:

_ Si si, claro quepode. Era o que eu precisava. Tinha armado a tocaia e ela havia caído. Sem mais nem menos continuei:

_ Pois então professora, se os métodos podem ser mesclados e nada de novo podemos criar sem cair em alguma corrente, logo, mesmo sem saber dos métodos, me enquadrarei em algum deles. Portanto, não preciso saber dos métodos, certo?”

Uma longa pausa de 10 segundos se fez naquele momento. Os alunos me olhavam, olhavam pra Clara, se entreolhavam. Clara olhava pra mim e desviava os alunos. Ela estava perdida. Sua aula havia sido destruída. Ela precisava agir, precisava dizer algo. Era a detentora do saber, ou melhor dizendo, era a detentora do método que acreditava poder-nos fazer chegar ao saber, mas que porém nada havia lhe ensinado sobre a arte de ensinar.

Como num passe de mágica e para surpresa geral, Clara diz: _ Me fez pensar Alexsander, acho que tem lógica o que dizes, vou pensar sobre o que afirmou.

Nosso diálogo parecia ter se encerrado e eu parecia ter vencido. Minha suposta vitória me fazia lembrar o alemão Schopenhauer, que dizia ainda no século XIX, que o diálogo não busca a verdade e sim apenas um vencedor. Eu me sentia vencedor, parecia ter vencido. Clara mudou de assunto, falou dos filhos, netos, maridos, viagens, só não falou mais em pesquisa metodológica.

Encerrada a aula, e quando eu, com aquele ar vitorioso, me preparava para sair e voltar ao meu lar: a surpresa. Já de costas para Clara ouço meu nome soar com odor argentino: “Alexsander”. Meu nome nunca havia tocado meus tímpanos num tom tão carinhoso, tão leve. Aquele sotaque, aquela voz macia de Clara, havia feito do meu nome uma poesia.

_ Sim? Respondi perguntando.

_ Poderia me acompanhar até a minha sala?

O medo e uma inquietação desafiadora, me dominou naquele momento. O que Clara queria comigo em sua sala? No seu ambiente particular, privado? Queria ela me chamar a atenção por tê-la interrompido? Ou me pediria desculpas por ser uma péssima professora? Queria ela saber mais sobre os meus pontos de vista sobre o método? Ou quem sabe...queria ela me mostrar como o método, ao menos no sexo é mesmo universal?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os gemidos de Clara - Parte 3

Fui para casa. No caminho ainda era Clara que ocupava o meu pensamento. Embora suas aulas terem sido um fracasso, eu tinha de reconhecer o seu esforço. Tudo bem, Clara não tinha o “dom” do ensino, mas por algum motivo havia optado por ser educadora. Ela deveria ser útil em algo.

Ao chegar em casa, tomei um café, comi um pão com manteiga e deitei. O sono não vinha. Se fosse um dia normal diria que era a insônia, ou ainda culparia o café pela dificuldade de hibernar. Porém sabia que era por Clara que eu não adormecia. Ela não saia da minha cabeça. Pensei que quem sabe um “descarrego”, uma homenagem a Clara me fizesse bem naquele momento. Decidi me masturbar.

Num leve exercício platônico, me elevei até o mundo das ideias, e idealizei Clara com seus 18 anos. Apesar de Clara ter se especializado em metodologia, imaginei ela sem rumo, louca por sexo, drogas e rock n’ roll. Imaginei-a de mini-saia, percorrendo as ruas de Buenos Aires, com aquele ar liberto, cheio de vida. Clara não deve ter ido ao Woodstock, mas com certeza viveu a memorável década de 60 e 70, escutando Beatles, Rolling Stones, Janis Joplin e The Doors. Deve ter feito uso de ácidos, e provavelmente foi o fracasso do “movimento paz e amor” que a havia feito tomar a decisão pela metodologia. Tudo isso, associado às loucuras daquele tempo, que só pude ver em filmes, me levou ao gozo em breves 3 minutos.

Porém, existia algo que ainda me intrigava, e diga-se, me intrigava muito. Eu não tinha a mínima ideia de como eram os gemidos de Clara. Seriam eles dotados daquele sotaque portenho? Ou os gemidos seriam universais? Iguais em qualquer parte do mundo? Era uma tarefa filosófica descobrir isso, e eu estava disposto a desvendar. Não sei que horas dormi aquela noite. Não sonhei com Clara, mas confesso que noutro dia acordei leve.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Os gemidos de Clara - Parte 2

Clara é uma bela gorda, mas deve ter sido uma bela mulher no passado. Tem olhos verdes, 1,65 cm, panturrilhas fortes e uma cintura agradável. Com certeza Clara já foi chamada de gostosa e alguém neste mundo a fez gemer como nunca. Pensei em transar com Clara, fiquei curioso pelos seus gemidos, mas preferi me masturbar pensando em como Clara deveria ser há 40 anos atrás. Clara deve ter uns 58 anos e isso me impede de desejá-la realmente, mas com 18...bem, com 18 eu provavelmente inventaria ou buscaria um método para conquistá-la.


Ainda apreciava Clara na sua essência, quando ela exclama: “Are baba”. Eu não acreditei. A sala caiu na risada. Clara parecia, além de professora uma ótima comediante. Depois da euforia, Clara volta à aula, faz a leitura de duas frases de uma lâmina exposta, e de repente o som de um celular soa na sala de aula. Os alunos se entreolham. De quem deveria ser aquele celular intrometido e irresponsável interrompendo a leitura de Clara? O celular continua a tocar. A música dele é bela, lembra um tango. Pensei que pudesse ser de um aluno puxa saco da professora argentina, que nada. Passados longos 30 segundos de Carlos Gardel, Clara exclama: "é o meu gente!" Eu não queria acreditar, mas era. O pior, é que o pior ainda estava por vir. Clara antes de atender pergunta: Posso atender? Eu quase retruco: “nãoooo...deixe terminar o tango”. Preferi o silêncio. Clara atendeu, e depois de ter resolvido seus assuntos particulares, voltou à aula.


Antes de minha atenção voltar a aula, refleti por alguns minutos sobre o “are baba”, o celular, o tango, e os gemidos de Clara. Não concluí absolutamente nada. Quando novamente prestei atenção na metodologia de Clara, adivinhem sobre o que Clara falava? Sobre a metodologia claro. Decidi perguntar a Clara se ela valorizava mais a forma ou o conteúdo. Levantei o dedo, ela não deu bola. Aqui no Brasil um dedo levantado quer dizer duas coisas: ou um pedido de atenção ou uma cerveja bem gelada. Como estava numa sala de aula acreditei que meu dedo levantado significasse um pedido de atenção. Eu juro que se na Argentina o dedo indicador numa sala de aula significa uma cerveja...bem, aí eles são mesmo superiores. Como meu dedo indicador não tinha mudado em nada o plano de aula de Clara, resolvi interromper. Foi difícil de falar com Clara. Ela é expert em olhar na diagonal. Aquele olhar em que você olha mas não olha sabem? Para Clara me dar a palavra, tive de levantar, ameacei sair. Ela me olhou e eu antes dela falar algo, perguntei: “antes do intervalo professora, pode me dizer se você acha mais importante a forma ou o conteúdo?” Senti sua garganta secar com a pergunta. Ela tomou um gole de água (acredito que era água) e de mansinho me respondeu: “olha, eu valorizo o conteúdo, mas a maioria valoriza o método”. Era o que eu precisava para sair da aula.


Saí, acendi mais um cigarro holandês e refleti pelo resto da noite em como deveriam ser o gemidos de Clara. Com certeza, muito melhor que suas aulas.

O gemidos de Clara

Entrei, sentei, e retirei minhas ferramentas acadêmicas da mochila: um caderno velho, uma caneta quase sem tinta e uma garrafa de água. Não queria estar ali, mas tinha de estar. Antes disso, para curtir aquelas horas indesejáveis, havia tomado uma cerveja e fumado um cigarro holandês. Era necessário me acalmar para suportar aquelas horas que estavam a mim destinadas. Não que eu seja um daqueles alunos avessos ao conhecimento, o problema é que a aula em questão não me atribuiria conhecimento. A aula era de Metodologia da Pesquisa, ou seja, ela ensina um método de conhecimento. Não que eu não use um método. O método, ao meu ver, nada mais é que uma forma de explicar aquilo que se conhece. Não sou contra o método, sou contra a padronização do método. Cada um tem seu método de conhecer e transmitir o que conhece. É simples. Pelo menos para mim é. Já para Clara...bem para Clara o método é quase tudo.


Clara é a professora. É uma mulher agradável, salvo o fato de ser professora de metodologia e pior que isso, ser argentina. Sim, Clara é argentina, e como sabemos, todo argentino se acha superior ao brasileiro. Dá para perceber no semblante de Clara seu ar de superioridade. Quando fala da Argentina, Clara suspira fundo, e parece respirar os ares portenhos. Por um momento, acreditei que Clara, por ser argentina, tivesse um conhecimento superior a nós “selvagens brasileiros”. Porém foi só um breve momento. Afinal, se Clara ama tanto a Argentina, o que fez com que ela caísse aqui, no velho oeste catarinense? Ora, é óbvio que foi a falta de conhecimento de Clara. Clara, provavelmente foi expulsa da Argentina pela sua intelectualidade (ou a falta dela), e só encontrou espaço aqui, na terra do traidor Índio Condá. Clara estudou bastante o método. Conseguiu mestrado e doutorado. Parou por aí pois quando teve que caminhar com as próprias pernas, não conseguiu dar dois passos sequer.


Tentei conversar com Clara. Ela não conseguiu. Pensei que pudesse ser um problema com a língua. Só poderia ser isso, afinal, se eu tenho dificuldade em entender o que Clara diz, logo, ela também deve ter dificuldade em compreender o que eu digo. O sotaque de Clara é belo, me lembra a Espanha, lugar que eu nunca fui. Fiquei imaginando como seriam os gemidos de Clara. Seriam eles carregados de um sotaque portenho? Serão os gemidos de Clara distintos dos gemidos das brasileiras?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Homens, mulheres, o bar e as pérolas.

Houve um tempo em que esperava ansiosamente os finais de semana pelo fato deles serem os responsáveis pela maioria das festas, pelos encontros, pelas noites de orgia e pelo trago sempre bem pomposo. Não que muita coisa mudou de "ontem para hoje". Ainda adoro as festas, os encontros, as orgias e o trago, porém, um ítem a mais se adicionou a tudo isso. Percebi que são nos finais de semana que as "pérolas" surgem. E as pérolas meus amigos, podem mudar o rumo de nossas vidas.
Tenho um amigo que ao deixar de seu amor (ou ser deixado, isso não interessa) e depois de beber algumas, concluiu que: "somente gostou de suas mulheres, mas que sempre amou os seus amigos". Depois de tal pérola etílica, ele nunca mais foi o mesmo. Descobriu que as mulheres passam, mas que os amigos ficam, e isso modificou drasticamente sua existência. Ele não sofre mais de uma semana por uma mulher.

Muitas vezes não é somente da relação entre o sujeito e o álcool que surgem as pérolas. Tenho outro grande amigo que concluiu, depois de relacionar-se com uma daquelas "mulheres que gostam de fazer amor frequentemente sem pudor", que elas também têm sentimentos. Meus nobres ouvidos tiveram de escutar num domingo a tarde o maravilhoso comentário: " acreditem, até puta tem sentimento". Depois disso, ele nunca mais tratou aquelas que vendem o corpo da mesma forma. Ele jura que sexo agora é só por amor e se não for prefere mentir do que poupar palavras apaixonantes e muito carinho. Tudo pelo sentimento e pela valorização da próxima. Vejam que neste caso, não foi o álcool que mudou sua existência mas sim a busca pelo sexo fácil. Aquela "menina produto", "presa fácil", havia o sensibilizado.

Eu também, como todo ser humano, já soltei minhas pérolas. Dias atrás, depois de mais um escasso final de semana de muita masturbação e pouco sexo, ouvi algumas meninas comentarem sobre o poder feminino. Falavam elas, entre outras coisas, da supremacia do "sexo frágil" nos dias atuais. Estupefato diante de tudo aquilo e observando toda uma decepção no olhar dos meus companheiros que ali na mesa se encontravam, chamei-os de canto e disse: "Gurizada, podemos estar sofrendo, podemos passar o resto de nossa existência chorando por esses novos tempos, mas ainda vale a pena ser homem. Ainda vale a pena ser homem pelo simples fato de que com 35 anos a mulher comum, essa moralista sonhadora que hoje parece ser uma anárquica maluca, possui apenas dois caminhos: ou está casada ou está depressiva. Já homem meus caros, bem o homem, com 60 anos ainda está se masturbando como um louco, pronto para procriar e desejando os brotinhos de 18". Eles abriram um longo sorriso, pediram uma cerveja bem gelada, e me convidaram para fazer um brinde em nome da masculinidade. A vida naquela mesa de bar voltou a existir e as mulheres que ali estavam até hoje não entendem o que foi comemorado naquele brinde.

Homens têm disso, eles comemoram uma pérola como se fosse um gol, e isso porque os homens como afirmou meu amigo: "apenas gostam de suas mulheres, eles amam mesmo são seus amigos".

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Minha paixão.

Preciso contar a vocês, descobri a origem das minhas paixões. Passei minha vida buscando saber o porque me apaixonava de uma hora pra outra, meio sem querer, do nada assim. A maioria dos homens é apaixonado por bundas, seios, pernas, coxas. Como disse, a maioria. Tenho um amigo, que não faz parte da maioria, que é apaixonado por pés. Certo dia depois de um encontro, apareceu ele feliz da vida. Jurava estar apaixonado. Dizia ter conhecido a mulher dos seus sonhos. Morena, alta, lábios carnudos, pernas fortes, torneadas e bem definidas com os glúteos as acompanhando na mesma proporção. Porém, embora a euforia, dizia-se apreensivo, afinal não conhecia ainda seus pés. Uma semana depois voltou decepcionado. Disse ter terminado tudo por uma joanete encontrada no minguinho esquerdo. Sim, acreditem. Todo aquele monumento e aquela paixão foi destruída por uma joanete. No caso, minha paixão não está depositada nos pés, mas nos olhos.

Sou apaixonado por olhos, mas não por olhos qualquer. Meus olhos, ou melhor, os olhos pelos quais me apaixono devem ser claros e envolventes. Nada contra os olhos escuros, é questão de gosto como dizem. Além do mais, fiz uma revisão histórica da minha existência passional e concluí que nunca tive uma paixão castanha. Cabelos castanhos sim, olhos não. Como disse, não bastam serem claros devem ser envolventes.

Por envolventes considero aquele olhar penetrante, que diz sem dizer que algo ali deve ser desvendado. O olhar envolvente por mais que seja de alguém de olhos claros, deve ser obscuro. Deve ter algo ali que não está ali. É um olhar misterioso, naturalmente sexy.

Concluí tudo isso semana passada, quando estava numa sala de espera, em um consultório. Lá estavam todas atendetes de máscaras, por causa da Gripe A. Algumas eram bundudas, outras aparentavam carregar uma tábua na parte posterior; algumas era peitudas, outras eram como uma tábua, agora anteriormente falando; algumas tinham suas unhas bem feitas, outras pareciam jamais ter conhecido uma manicure. Porém, tais detalhes eram insignificantes. Eu não conseguia deixar de olhar para os olhos daquelas mulheres. Eram os olhos que chamavam a atenção, e era a máscara que fazia eu perceber isso mais claramente. Aquela máscara que me amedrontava com o anúncio da tão temida gripe A, era a mesma que fazia eu descobrir a origem das minhas paixões. O melhor de tudo é que lá existia uma bela mulher. Uma bela mulher com olhos claros e envolventes. Aqueles olhos verdes, cor de abacate e misteriosos. Havia literalmente, me apaixonado à primeira vista. Ainda não havia a visto de corpo inteiro, mas aqueles olhos não podiam mentir.

Ela continuava a me olhar, era um olhar para mim e outro para seu ofício. De repente levantou, e como num concurso de beleza, desfilou para mim. Claro que não era para mim, mas seus olhos diziam que era. Seu corpo também era perfeito. Bunda, pernas, seios, tudo simétrico. Eu naquele momento era puro exstasy. Faltava apenas conhecer sua boca, seu sorriso. De repente ela ameaçou levantar a máscara. Eu com meus olhos tentava dizer: "isso isso, deixe eu vê-la por inteiro meu amor". Estava ciente que nada iria nos separar. Toda aquela belezura, toda minha paixão ali depositada. Deus não seria injusto comigo. Sua boca não iria me decepcionar. E realmente não me decepcionou. Ao levantar a máscara me lembrou Jolie, sim a Angeline. Seus lábios eram carnudos, cor vermelho sangue. Ela era perfeita. Ela, com seus olhos vidrados em mim, com aquela boca perfeita...por fim sorriu. Era o que faltava...sim faltavam-lhe os dois dentes da frente. Quando vi, desmaiei.

Acordei no hospital...com aquele sorriso banguela chamando de meu amor. Parecia um pesadelo. Noutro dia a levei ao dentista, que orçou o implante dos dentes em dois mil reais. Ela fez os implantes, e me fez concluir que dois implantes custam dois mil reais, mas que aqueles olhos...bem...esses não têm preço.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O vício de Terezinha

Mulheres são viciadas. Quase todas eu diria. Terezinha é um exemplo vivo disso. Confesso que estou preocupado. Tenho medo que ela tenha uma overdose. Terezinha, como várias outras mulheres que conheço, é viciada em limpeza. Acorda todo dia às seis da manhã, e pega no batente. É pano pra lá, vassoura pra cá, balde por todo lado. Não julgo Terezinha pelo seu vício. Não tenho nada contra as drogas. Cada um usa a droga que desejar, desde que não influencie na vida dos outros.


O problema de Terezinha está aí. Além de ser viciada quer viciar os outros. Já conversei com Terezinha, disse a ela que respeito seu vício, apenas não quero ter de adquiri-lo. Ela não entende. Quando entro na casa de Terezinha, é flagrante o olhar dela para o chão. Mais precisamente para as pegadas que poderia meu tênis vindo de fora deixar. Chega a dar medo.


Dias atrás Terezinha mandou fazer uma reforma em seu banheiro. Sabia ela que a reforma demoraria uns três dias para ser concluída. Para uma ser existente normal, creio eu, a limpeza da sujeira ocasionada pela reforma deveria ser feita quando a obra estivesse concluída. Que nada. Mal o pedreiro terminou o primeiro dia de serviço, e lá estava Terezinha com todos seus apetrechos, pronta para colocar a mão na massa, ou melhor, na água. Sinceramente nunca vi uma reforma inacabada tão limpa. Terezinha ao terminar sorria de felicidade. Parecia estar num daqueles ápices. Era lindo de ver. Porém, mal sabia Terezinha que tudo viraria pó. Nada pior para Terezinha do que o pó. Meia hora depois de terminada a limpeza, lá estava novamente o “sujo” do pedreiro, sujando tudo de novo. Terezinha surtou, queria matá-lo. Porém não podia. Ela também era viciada em mudanças e necessitava da obra para ser feliz. Foi assim até o final. Terezinha limpando e o pedreiro sujando.


Três dias depois, concluída a obra, lá estava Terezinha cantarolando e limpando feliz seu novo banheiro. Sabia ela que o pedreiro não adentraria mais ali. Limpou, limpou, acabou e sorriu. Entrei para ver o novo banheiro de Terezinha. Esqueci que estava com meu tênis sujo. Tive duas opções: correr ou morrer.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vou me disciplinar

Preciso me disciplinar. Não é por mim, é pelo sistema. Na verdade estou mentindo pra vocês. Já estou me adequando entendem? O sistema por si só é uma grande mentira: o trabalhador finge que adora trabalhar e o dono do capital mente que repassa uma parte do lucro para o trabalhador. A parte no caso, é um salário mínimo.
Vou me tornar um grande mentiroso. Vou ler "O Segredo" três vezes e mentir pra mim mesmo que tudo é possível. Podem acreditar, esse é o primeiro grande passo. O segundo é sair da depressão, ao perceber que Renato Russo tinha razão ao dizer que "mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira" .
Até hoje fui um cara avesso ao sistema, pelo menos na teoria. Nunca gostei de dormir as duas e acordar as sete. Dormir as duas tudo bem, mas acordar as sete ninguém merece. O problema é que o sistema exige. Devemos estar no trabalho as oito, cumprir oito horas de labuta, para as dezoito horas retornarmos aos nossos lares. É muito oito na vida da gente. Eu pessoalmente preferiria o dois. Começaríamos as duas da tarde, trabalharíamos duas horas e voltaríamos para os lares as duas da manhã. Por fim, acordaríamos duas horas antes do almoço. Seria perfeito.
Porém, todos casos de sucesso no mundo, foram alcançados por quem explorou o sistema, salvo os roqueiros que conseguiram unir a desistematização e a glória.
Ser rockeiro é a melhor profissão do mundo. É melhor do que trabalhar duas horas por dia. Rockeiro não trabalha, ele curte a vida. Além disso, tem dinheiro, mulheres e todos aqueles prazeres fúteis que a vida o proporciona, embora não tenha de cumprir horário. Não existe show que comece no horário. Isso é regra na profissão.
Porém não sou rockeiro, e assim preciso aprender a explorar o sistema. Estava pensando em vender algumas futilidades que comprei tempos atrás e investir tudo no Blog. Me aconselharam que não. Blog todo mundo tem. Qualquer pobre tem blog. Nada contra os pobres, mas, como já disse, pobre não explora. Se explorasse não seria pobre. Eu preciso aprender a explorar.
Pensei em ser acionista na bolsa de valores, mas teria de gastar todo meu dinheiro num curso que me ensinaria a lidar com todos aqueles "sobes e desces". Além disso, deve ser um saco passar a vida dependendo das grandes negociações financeiras. Isso me faz pensar que mesmo a vida dos exploradores sistemáticos não é lá essas coisas.
Já sei. Decidi. Vou investir tudo na Filosofia. Comprarei milhares de livros e adquirirei o mais alto nível de conhecimento que um ser humano já adquiriu. Serei rico em palavras, rico em conhecimento. Não haverá ser humano no mundo capaz de me acompanhar epistemologicamente. Serei o maior filósofo de todos os tempos, ou pelo menos, o maior conhecedor da história da filosofia. A partir de amanhã vou dedicar uma hora do meu santo dia para a leitura. Vou me disciplinar. Vou investir em algo que ninguém me tira. Quem sabe assim me encaixo no sistema e começo a ganhar algum dinheiro em palestras. Serei explorado por aqueles exploradores da falta de conhecimento. É isso aí. Viva o sistema.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desculpe - me a repetição.

Estive analisando meus textos no último final de semana. Devo-lhes desculpas. Estou repetitivo, falando demais sobre política. Não sei por que insisto nisso. Política é uma coisa chata, sem solução. Além do mais passamos a vida ouvindo a máxima de que “futebol, política e religião não se discutem”. Eu até concordo com isso, mas não na sua totalidade.

Sobre futebol não adianta mesmo discutir. Futebol é paixão. Não interessa o que aconteça com o seu time, uma vez apaixonado, não há divisão que faça você mudar a cor da camiseta. Com a religião é quase a mesma coisa. Religião é paixão e fé. É impossível discutir com um religioso fundamentalista. Ele já encontrou a verdade. Não existe “Alá” que convença “Jeová” que ele não é Deus. E vice-versa. Há quem diga que o futebol é uma religião. Tenho de concordar. Já vi torcedores tão fanáticos, que mesmo depois de seu clube estar levando três a zero aos 40 minutos do segundo tempo e com dois jogadores a menos, acreditavam na virada. Enfim, acreditavam num milagre.

Porém, com a política é diferente. A política não é paixão, muito menos fé. Política é razão. É pensar e agir pensando sempre no bem comum. Caso contrário, não temos política, e sim aquilo que chamamos de politicagem. Em outras palavras, temos aquilo que podemos observar em muitos de nossos representantes. Puxa vida, tentei não falar, mas já estou falando novamente sobre política. Definitivamente estou repetitivo. Desculpem-me, devo estar apaixonado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Estamos salvos

Segundo os cientistas da Cannabis Science Inc., uma empresa especializada em estudos sobre a Cannabis para uso médico, as drogas à base de Cannabis podem abrandar a pandemia da gripe H1N1 (gripe suína).

O director do departamento científico da CSI, doutor Robert J. Melamede, afirma: “A pesquisa do uso de extractos de Cannabis puros e de compostos multicanabinóides proporcionou-nos a compreensão científica sobre a eficácia médica da marijuana no tratamento de algumas das piores doenças que a humanidade enfrenta neste momento, inclusive doenças infecciosas como a gripe e o VIH, doenças auto imunes como a ELA (esclerose lateral amiotrófica), a esclerose múltipla, a artrite e os diabetes, e condições neurológicas como a doença de Alzheimer, a apoplexia e danos cerebrais, assim como numerosos tipos de cancro”.

O doutor Melamede afirmou ainda que “A elevada letalidade de alguns tipos de gripe pode ser atribuída à resposta excessivamente inflamatória causada pelo factor de necrose tumoral (FNT). Os endocanabinóides são a maneira natural da natureza controlar a actividade FNT. Os fitocanabinóides podem imitar os endocanabinóides naturais de modo a prevenirem respostas imunitárias excessivamente inflamatórias”.

Melamede acredita que o potencial canabinóide de prevenir naturalmente as respostas imunitárias excessivamente inflamatórias é enorme. Segundo ele, "Com base em recentes descobertas sobre o papel do sistema endocanabinóide na manutenção da saúde humana, podemos ter encontrado uma solução única para a assustadora ameaça colocada pelos vírus de gripe mortais, que acreditamos, se implementada, poderá salvar milhões de vidas".

Fonte: http://www.examiner.com/x-7002-Pittsburgh-...d-H5N1-bird-flu

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um tremendo idiota.

Tem coisas que não consigo entender. São coisas simples, mas que de tão simples, fazem eu me sentir um verdadeiro idiota. De positivo nisso, está somente o fato de eu exercitar o pensamento. Tento dentro da minha imbecilidade entender o que se passa, mesmo sabendo que não tenho inteligência suficiente pra isso. Enfim, sou um teimoso ignorante. Se acalmem, eu já explico. Antes um pouco dos fatos.
Dia 30 de julho, o MCQV, movimento do qual faço parte, distribuiu um panfleto, contendo o número de proposições que cada vereador encaminhou ao executivo. Algo inédito em nosso município.
Com um número total de 43 proposições, houve vereador que encaminhou mais de uma dezena, como também houveram aqueles que nada encaminharam. Até aí tudo bem, afinal, cada um representa o povo da forma que acha que ele merece.
A surpresa veio dia 4 de agosto, quando na sessão da câmara, dois vereadores, que nada encaminharam ao executivo, deram a entender que de nada adianta encaminhar proposições. Isso porque no fim, quem decide, é o Poder Executivo se vai ou não realizá-las. Resumindo, ambos justificaram suas "inações" na câmara pelo fato de fazerem parte da situação, e assim, terem acesso direto as secretarias. Um deles, inclusive salientou, que seria muito importante que todos os vereadores tivessem acesso as secretarias, mas que como sabemos isso não acontece porque é tudo uma politicagem. Sim. Acreditem. Ele disse isso.
Eu, como disse anteriormente não consigo muita coisa entender. Estou ainda pensando. O mais perto que cheguei é que os vereadores não servem pra nada, afinal, se de nada adianta encaminhar proposições, pois quem decide por realizá-las é o executivo, logo, não deve haver o legislativo, ainda mais quando a maioria da bancada é situação. É isso. O legislativo só deve existir se a maioria dos edis forem oposição, caso contrário, como disse o nobre e sincero vereador: é tudo politicagem.
Só para lembrar que o Poder Executivo, tendo em vista a prevenção da Gripe A, decretou que fossem adiados, por tempo indeterminado, todos os eventos que houvessem aglomeração de pessoas. Acredito também que as missas foram canceladas...certo? O que? Não foram?
É, literalmente eu não consigo entender muita coisa. Tenho de admitir. Sou um tremendo idiota.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Consulta Popular - Resultado Parcial

Saiu o número de eleitores que fizeram valer sua cidadania e votaram nas demandas propostas na Consulta Popular ocorrida no último dia 5 de agosto.

Número de Eleitores aptos a votar: 7489

Número de Votantes: 1690*

*Até o momento não foram apurados os votos realizados via internet e nem divulgadas quais foram as demandas mais votadas em nosso município.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sarney, Simon, Calheiros e Collor.

Existem certas coisas que ou deveriam ser proibidas de serem exibidas ou deveriam ser passíveis de prisão em flagrante.
Assistam isso e entendam o que quero dizer:

http://www.youtube.com/watch?v=1CImLRBYEVM


Abraço e não esqueçam que hoje tem Sessão da Câmara às 20 hrs, na Câmara Municipal de Vereadores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Consulta Popular

O negócio é o seguinte: Dia 5 de Agosto, quarta-feira, haverá CONSULTA POPULAR. A consulta popular é uma espécie de Orçamento Participativo. Você recebe uma lista com várias opções e vota naquilo que achar necessário. Segundo informações, as alternativas que beneficiam a nossa região são a 1,2,3,4.
Para votar acesse:
www.consultapopular.rs.gov.br
Nossa região é a Médio Alto Uruguai, mas acho que isso vocês já sabem né?
Enfim, acessem e façam sua parte. Afinal, façamos a nossa e depois tratamos de cobrar a deles.
Depois de votar...acesse www.mcqv.blogspot.com e confira o que seu vereador está fazendo pelo município.
Abraço político a todos.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os números não mentem...hoje é um dia especial

Hoje é um dia especial. Não posso dizer exatamente porque é especial, e mesmo que pudesse, de nada adiantaria minha fala, afinal não sou um ser confiável. Não que eu não queira ser confiável, mas porque é impossível alguém ser confiável num mundo não confiável.

Platão já dizia que o mundo é corruptível. Dizia que os sentidos nos enganam e que o que de melhor podemos contemplar de verdade está depositado na matemática. Platão via pureza nos números. Somente eles traziam a perfeição. A matemática sim é precisa. Nela não há espaço para erros.

Platão devia estar certo. Até a sociedade é matemática. A sociedade é baseada em números. Quer ser um dos nossos? Se encaixe. Caso cotrário se afaste. Não existe meio termo.

Sim a matemática é cruel e milagrosa. Cruel porque é preconceituosa, e milagrosa porque faz com que o mesmo o preconceito se dissipe facilmente no ar. É tudo uma questão de números. Os números transformam. Fazem do horrível algo belo e do belo algo horrível. Tudo depende deles.

E foi assim, baseado nos números, que decidi provar que hoje é um dia especial. Não porque foi especial pra mim em algum momento - pois como disse não sou confiável - mas sim porque ele é na sua essência especial.

Vejamos:

Dia 29 de julho de 2009

29 = 2 + 9 = 11

Mês 7

7 = 7

Ano 2009

2 + 0 + 0 + 9 = 11

Dia + Mês + Ano

11 + 7 + 11 = 29

29 = 2 + 9 = 11

11 = 1 + 1 = 2


O que o "dois" significa? Tirem suas próprias conclusões.

Eu não tenho dúvida alguma? Definitivamente eles não mentem.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Gre-Nal do Centenário

Questionado sábado a noite sobre quem sairia vencedor no Gre-Nal do Centenário, disse que daria Inter. Os gremistas, convictos da vitória me diziam que o Grêmio vive um momento melhor. Concordo com eles: o tricolor da Azenha, mesmo tendo perdido a semifinal da Libertadores para o Cruzeiro e vindo de derrota para o Coritiba, triturou o "Timão de Ronaldo" por 3 a 0. Já o Colorado por outro lado vem de grandes perdas: perdeu a final da Copa do Brasil para o mesmo Corinthians que o Grêmio meteu três, e foi humilhado na decisão da Recopa diante da equipe equatoriana da LDU. Assim, mesmo que líder do Brasileiro, era inegável observar que o Grêmio, pelo momento vivido, era realmente favorito.
Porém afirmei o contrário, e porque? Simplesmente porque o Gre-Nal era especial. Era o Gre-Nal do Centenário. Minha afirmação era fruto da história. Era baseada na história dos Grenais. Afinal, para quem não sabe, salvo no primeiro Gre-Nal, que não foi um jogo e sim uma sumanta, e excluindo as decisões regionais, sempre deu Inter. Vejam comigo: o Inter venceu o Gre-Nal que inaugurou o Olímpico; venceu o Grenal do milésimo gol - Fernandão marcou - e venceu todos grenais decisivos disputados fora do âmbito regional. Foram quatro decisões: o Gre-Nal do século válido pela semifinal do Brasileiro de 1988, o Grenal decidido nos pênaltis pelas quartas de final da Copa do Brasil de 1992 e mais dois pela Copa Sul Americana. Associado a história, lembrei ainda, que este ano o Colorado venceu todos grenais e estava sem perder para seu eterno rival há sete jogos. Como disse: estava.
O Grêmio venceu com justiça o clássico do centenário; venceu seu primeiro Gre-Nal do ano; quebrou um jejum de dois anos sem vitória e de quebra tirou o Inter da liderança do campeonato.
Sei sei...foi só mais um jogo de três pontos. Porém isso é um mero detalhe. Esse Gre-Nal, como disse, foi especial. Ele não será lembrado pelos três pontos, e sim por ter sido o Gre-Nal do Centenário. Será lembrado como o jogo que marcou os 100 anos de história de um dos maiores clássicos do mundo.
Humildemente me resta dizer: Parabéns Grêmio.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Michael, José e a eutanásia.

Se existe algo de útil na vida dos políticos e famosos em geral, é que a vida deles, num determinado momento, nos faz questionar a própria existência. A morte de Michael Jackson é um exemplo disso. Mesmo quem nunca escutou o rei do pop deve ter se perguntado - e se indigando - com o "negócio" que virou seu falecimento. Faltou até ingresso para o velório.

Mas não é de Jackson que quero falar. Quero que neste momento você se coloque na seguinte situação: você tem cancêr no abdômen, já foi submetido a treze cirurgias e está com 77 anos. Para piorar, seu intestino acaba de “trancar." Ele está, em outras palavras, empedrado. Não há no meio cientifico “lacto purga” que faça efeito. A você resta tomar uma simples decisão: se submeter a mais uma insegura cirurgia ou esperar "explodir naturalmente." Vice-Presidente da nossa República, empresário bem sucedido e figura que mais bem representa a direita no governo federal, José de Alencar tem de tomar essa difícil decisão. Como disse anteriormente, políticos e famosos servem para nos despertar a reflexão.

Quando fiquei sabendo do estado de saúde do nosso "vice maior", e me colquei na sua situação, confesso que não me senti nada bem. Me senti obrigado há ao menos pensar em uma terceira via. Uma via menos sofrida e mais digna. Pensei no direito que "não" nos é dado de tirarmos a própria vida. Pensei no suicídio, ou melhor, na eutanásia. Sim, sou a favor da eutanásia. Não vejo motivos para sua ilegalidade. A eutanásia, ao meu ver, é inclusive constitucional. Pergunto: nossa lei maior não nos garante a vida e a dignidade? Ora, se tenho minha vida segurada e sou um ser racional, tenho obviamente poder sobre ela. E se tenho poder sobre a vida, logo, tenho poder sobre a morte.

Não existe vida que não encontre a morte, e assim, salvo por questões religiosas - que são pessoais -, não consigo encontrar motivos para Alencar não ter essa terceira opção...tatatata...sei que ele é cristão e isso fere os seus princípios, mas a alternativa em si deveria existir. Me coloco na sua situação e me arrepio. Eu optaria com certeza pela eutanásia.

Eu, se fosse "presidente do mundo", legalizaria a eutanásia e reverteria todo o dinheiro arrecadado com a morte de Michael às criancinhas que passam fome. Todos sabemos que Michael adorava as crianças. Nada mais justo que ajudá-las eternamente...

Como disse, a vida de políticos e famosos nos serve para refletirmos. Vocês não acham?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu e os pensamentos.

Estava pensando...

é, tenho esse defeito de ficar pensando "coisas idiotas." Não consigo aceitar muito as coisas sabe? Não sem antes analisá-las. É por aí que crio aquilo que chamo de ideia, que consequentemente me faz aderir a uma determinada ideologia. São tipo assim...conceitos que elaboro a partir da experiência em geral, sempre levando em consideração de que por vivermos em sociedade, devemos pensar no bem comum ou no da maioria. Assim, observo o mundo, encontro nele há existência de coisas absurdas e penso em algo para além do absurdo. Claro que já pensei que a vida é mesmo esse absurdo injusto e cruel, e que deveria me adaptar ao meio. Pensei mas não consigo. Sou um ser em extinção. Não me adapto. Sou anti-darwin, embora concorde com ele. Um amigo meu semana passada, me aconselhou que seria melhor pra mim "nadar a favor da correnteza" Não tiro suas razões. É bem mais fácil dizer "sim" pra tudo do que indagar o "porque" das coisas. Porém isso é terrível existencialmente, principalmente para quem é um "existencialista." Respondi que para isso acontecer, teria que parar de pensar ou me fazer de vivo morto. Concluí à ele que antes de ser um vivo morto, prefiro ser um vivo sofrido, afinal ao menos posso falar. Enfim, prefiro morrer afogado contra a correnteza ao invés de descer o rio e cair cachoeira abaixo.

Mas não é sobre isso que estava pensando. Pensava sobre meu gato e a gata da minha mãe. Não me compreendam mal. Não me tornei homossexual nem estou desejando "comer" minha mãe. Estou falando dos felinos, aquele que fazem 'miau" sabe? Se quiser saber o que? Leia o texto abaixo.

Beck Lilica e eu.

Como dizia, minha mãe tem uma gata e eu tinha um gato. O nome do meu gato era Beck, já a gata da mãe se chama Lilica. O Beck era um "gato amarelo de pêlo curto brasileiro", que creio eu, sedento por sexo fugiu procurar uma "Lilica" da vida. Já Lilica é uma gata preta e branca - corinthiana a desgraçada-, que como toda gata entra no cio de vez em quando. A questão assim era simples: se minha mãe tem uma gata e eu tenho um gato e ambos precisam transar, nada mais justo que oferecer meu gato para trepar com a gata da minha mãe. Não porque estava querendo corromper a pequena virgem, como dizia ela, mas sim porque não aguentava mais aquele sonoro clamor por sexo. Se as mulheres gritassem como as gatas miam no cio, transaríamos com elas contraditoriamente para pararem de gemer. A TPM , tão misteriosa para nós homens, deve ser provocada por isso. Deve ser desejo por sexo...recolhido claro. Ao invés de gritar por sexo, a mulher internaliza o desejo que uma vez não colocado para fora se volta contra a própria mulher lhe causando aquele mau humor que conhecessemos.

Mas resumindo: minha mãe não quis deixar sua gata copular com meu gato; meu gato na primeira oportunidade que teve fugiu de casa à procura de sexo, mas a gata da minha mãe continuou a gritar por sexo. Minha mãe pressionada pelos gritos da gata, e não mais só dela, mas também dos vizinhos e da família em geral...soltou a pobre virgem. Não deu duas horas e lá estava ela"namorando." Com quem? Com um "gato amarelo de pêlo curto brasileiro." Não. Não era o meu Beck, mas vejam que ironia: minha mãe que não quis dar sua gata ao meu gato, teve que ceder aos gemidos de amor de sua adorável felina, que se entregou para um gato parecido com o meu. Isso me fez pensar...

Pensei sobre Beck e Lilica. Pensei sobre eu e meus amores. Pensei nos desejos, na minha mãe e na vitória do ser diante da sociedade repressora. Enfim...pensei.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Futebol, a Vida e Eu

O futebol se assemelha a vida. Nada mais idiota. Deve ser isso. Para suportarmos a vida criamos o futebol. Uma idiotice para dar razão a outra.

O futebol se resume mais ou menos no seguinte: são vinte e duas pessoas, correndo e lutando para colocar uma esfera feita de couro de vaca para dentro de três barras de ferro, que formam com chão um grande retângulo. Junto a esse ainda existem masi três juízes que são responsáveis pela segurança da correria. É mais ou menos como a vida: passamos a vida inteira correndo e lutando, para obter algo que não sabemos direito o que é, para na hora da morte, ficarmos dentro de uma caixa retangular. Que coisa idiota.

O futebol, como a vida, de tão imbecil se torna interessante. No futebol não conta a campanha e o confronto direto, conta título. Não conta retrospecto, conta 90 minutos. Ficar vice campeão é o mesmo que ficar em terceiro e até pior muitas vezes.

Vejam: O Inter vice campeão da Copa do Brasil e o Grêmio terceiro colocado no campeonato mais importante da América, por não terem ganho nada, comparam hoje suas forças através do Campeonato Brasileiro. Porém, tais forças nem seriam comparadas se caso o Grêmio tivesse ganho a América mais fácil da história. A imbecilidade do futebol é tamanha, que se o Grêmio tivesse ganho a Libertadores, mesmo que o Colorado viesse a ganhar tudo no ano, mesmo assim, não poderia comparar todos os seus feitos com o feito do Grêmio. Neste ponto também o futebol se assemelha com a vida. Nossas atitudes, nossa "campanha" na existência não vale muito coisa, o que vale mesmo são os "títulos" e os que eles proporcionam.

É, o futebol como a vida, é uma tremenda idiotice....e eu...sou um idiota.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu acredito.

Primeiro quero deixar claro que não acredito em superstições. Segundo, quero dizer que muitas vezes, no desespero, me contradigo. Por último enfim, preciso admitir que estou desesperado. Dessa forma, hoje sou um ser contraditório e consequentemente supersticioso.
O motivo do meu desespero se dá pelo fato do Inter precisar fazer três gols de diferença no Corinthians para se consagrar Campeão da Copa do Brasil. Se fizer dois, não poderá tomar nenhum, para levar a decisão para os pênaltis, o que só aumentaria minha aflição.
Portanto hoje vale tudo. Vale até ir na missa e jurar pagar o dízimo em dia.
Não cheguei a ir na missa e muito menos a pagar o dízimo (não estou assim tão desesperado e se o problema for Deus estamos tranquilos, afinal o padre é colorado), mas desde que acordei, estou fazendo uso de minhas mandingas. Coloquei minha cueca sagrada, meu par de meia imbatível e fiz as promessas rotineiras dos dias decisivos. Como disse, hoje vale tudo.
Tenho um amigo que prometeu correr semi-nu e pagar a festa se o Colorado erguer a taça. Outro, um representante político, jurou honestidade em suas atividades até o fim do mandato. Eu, além de realizar minhas superstições, prometi ir tomar cerveja com aquele amigo que vai pagar a festa.
O mais interessante é que encontrei neste último mês, o motivo que levou o Inter a sair em desvantagem no primeiro jogo. O motivo é simples: todas decisões que assisti na minha casa, com meus amigos colorados e juntamente com um gremista, que por íncrível que pareça nos traz sorte, foram vitoriosas.
Vejam se não tenho razão: moro sozinho desde 2006 e até semana retrasada havia apenas perdido, ou melhor, empatado, uma decisão (foi em 2006 quando perdemos o campeonato gaúcho com um empate). Depois disso, não é necessário lembrar que ganhamos TUDO o que disputamos. É interessante aqui dizer que não foi por descuido, que não assisti o primeiro jogo da final do dia 17 na minha casa, mas sim porque estava em pós-operatório em decorrência de uma cirugia que me submeti no dia anterior.
Dessa forma é lógico que perdemos o primeiro jogo porque não assisti ele no meu antro sagrado. Ou vocês acham que foi mera coincidência? É claro que não. Foi a casa.
Por isso hoje, no meu lar, e envolvido por todas as minhas superstições, vamos ganhar do Corinthians, ou melhor, vamos golear o Corinthians.
Eu acredito, ou melhor, eu tenho certeza nas minhas superstições que só acredito quando estou desesperado. Por Deus, por Lúcifer, por Cristo ou por Maomé...acreditem em mim.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Idiotices Preocupantes

É interessante como me preocupo com as questões futuras. Se estou solitário, me preocupo se será sempre assim; se estou comprometido, me entendio pensando a mesma coisa.
No futebol é da mesma forma. Se por uma lado, me angustio na felicidade em pensar que o Inter pode ganhar tudo o que disputar, por outro me angustio na tristeza em saber que nesse mesmo ano o Grêmio pode vencer a América e o Mundo. Isso é tão incrível quanto idiota, afinal, não tenho e não posso ter contribuição alguma na hora da decisão.
Falo disso pois estou prestes a me submeter a uma cirurgia e já estou preocupado com as deficiências que terei quando perder parte do controle do braço esquerdo. O interessante é que o imaginado jamais se concretiza, assim mostrando, que não adianta nos preocuparmos com o não ocorrido. O pior ou o melhor de tudo isso, é que nos faz ter de encarar o mundo conforme ele nos aparece. Nos faz ter de existir e curtir cada minuto da existência.
A partir de semana que vem quero curtir muito escrever aqui no blog usando somente uma mão. Claro que pode ocorrer de não escrever nada para vocês, mas aí...bem aí...podem ter certeza que estarei me ocupando com algo mais prazeroso.
Abraço e se acaso tudo der errado...garanto a vocês que estarei morto. Simplesmente morto, porém não morto, dentro de vocês.

Obs: texto escrito dia 15 de junho de 2009.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

As beldades

Sempre amei belas mulheres. Sou escravo da beleza física feminina. Inclusive, são elas as resposnáveis pelas contradições na minha existência. Tive apenas um amor que não aprovava fisicamente. Suportei nove meses. Foi um parto.

Minha justificativa para minha contradição é que para o bem viver é necessário acordarmos de bom humor. Sendo impossível acordarmos de sorriso aberto, se ao nosso lado estiver uma pessoa não atraente. Não acredito que um homem possa ser feliz acordando ao lado da Regina Casé. Esses não são homens, são guerreiros.Não defendo um padrão de beleza, porém, tenho o meu padrão de beleza.

Quando falo da minha incoerência, afirmo isso por dois motivos: o primeiro por observar que a beleza física com o tempo se deteriora, e o segundo, exatamente pelo fato de que, mesmo sabendo disso, não consigo ir contra a minha paixão pelo físico feminino. Porém não adianta saber. Na prática sou dependente das beldades. Elas funcionam como uma droga pra mim, com a diferença que não interessa o efeito, e sim a embalagem que a droga está envolvida. É a própria embalagem que me entorpece.

Minha decepção no mundo conjugal já deveria ter mudado o meu foco, a minha “caça.” Já deveria ter buscado o belo invertido, ou seja, o belo interior. Eu quero mudar. Quero me apaixonar por uma Regina Casé da vida. Meu problema está que não sei como fazer isso. É falso dizer que querer é poder. Eu juro que quero , mas não consigo. Já pensei em me cegar para não cometer injustiças. Preferi continuar vendo e sofrendo. Sofro pelas beldades. Me contradigo por elas.

Porém existe algo comum em todas as mulheres. Belas ou horripilantes, todas querem emagrecer. No mínimo dois quilos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Em Busca da Mulher Ideal

Obs: Se você se acha uma mulher do novo milênio; essa que busca constantemente a liberdade; que prega o feminismo e contraditoriamente a igualdade entre homens e mulheres...por favor: não leia este texto. Pare por aqui mesmo.
Este texto é destinado àquelas mulheres tradicionais, que enxergam o homem como o alicerce da família e a mulher como uma ferramenta útil. Este texto é dedicado somente aquelas mulheres que ainda acreditam na harmonia familiar e no amor que nossos avós viveram.


Boa leitura para todas essas mulheres que sonham com o amor eterno...e para as feministas de plantão um pedido: não me odeiem.


Não queria fazer isso, mas o inverno me obriga. Vou ter que dar o meu carinho e o meu amor para alguma pessoa. O frio me obriga.
Portanto, mulheres do Planeta Terra : estou disposto a amar uma de vocês. Motivos para eu ser desejado por vocês? São vários. Porém, vou apenas apresentar meus dois principais atributos: sou sincero e fiel, e, por mais que a história mostre que as mulheres buscam os cafajestes, na verdade, na mais profunda reflexão, elas querem carinho e segurança. Assim, estou aqui mulheres, pronto para satisfazê-las nos mais variados sentidos.
É bom, antes de tudo saber, que não estou falando em namoro, mas em um contrato de experiência até a primavera. Eu entro com o corpo, a casa e com um pouco de comida (pão, presunto, queijo, tomate, leite e nescau, às vezes iogurte), e vocês com o corpo e a limpeza do lar. Porém, para o contrato ser possível a felizarda deve conter as características abaixo:
A mulher deve ser inteligente, bela e quente. Deve manter a boca fechada durante os jogos de futebol e o máximo possível durante as refeições. Não quero uma comentarista, nem uma gorda. Já disse que quero uma mulher bela e inteligente, logo, uma mulher bela não pode ser gorda e uma mulher inteligente deve saber, com sua inteligência, que mulheres não entendem de futebol. Não estou dizendo que ela não deva assistir os jogos de futebol. Até porque alguém deve preparar a pipoca e encher os copos.
Porém, de nada adianta ser bela e inteligente, se for fria. Afinal, se for pra ter mais uma bunda gelada debaixo dos meus lençóis prefiro ficar sozinho.
Outro pré-requisito da minha futura mulher é que ela não pode ser chata. Por chata entende-se, toda mulher que não entende que os homens somente querem as mulheres em duas circunstâncias: ou para manter contato físico ou para a limpeza. Por isso se for para reclamar de algo reclame que falta sexo ou produtos de limpeza.
Por fim quero uma mulher bela, inteligente, quente, legal e colorada. Afinal de contas quero alguém que, embora não entenda nada de futebol, seja feliz com seu time do coração.
Salário:
Salário? Por favor né? Salário é coisa de trabalhador. Minha mulher deve fazer tudo por amor... isso se quiser prorrogar o contrato até o verão.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Flatulências no Inverno.

Prefiro o verão. Meus críticos poderão dizer que quando é verão prefiro o inverno, que sou um eterno insatisfeito e que só sei criticar. Em parte eles têm razão. O verão é terrível mesmo. Aquele bafo, aquele sufoco. Além disso ficamos mais preguiçosos, sem muita vontade de trabalhar.
No verão produzimos menos e gastamos mais, principalmente em festas, cerveja e churrasco. No verão queremos mesmo é ir para a beira do mar, e ficar ali, sem fazer nada, olhando as belas mulheres que passsam quase sem roupa. O verão é terrível mesmo. Ficar olhando mulheres quase sem roupa, tomando uma gelada, é uma tarefa árdua de ser realizada.
Mas quero mesmo é falar do inverno. Porém não quero falar daquelas queixas características do inverno: "é ruim para entrar na cama e é ruim para sair dela; é ruim para entrar no banho e é terrível sair dele."Quero falar sobre o inverno, as flatulências e as fezes.
Pois bem, todos concordamos que uma das características do inverno é que comemos mais. Assim, teoricamente deveríamos cagar mais. Porém é frio, e o frio faz negligenciarmos a vontade que a merda tem de sair. A merda ali pedindo pra se esvair e nós pensando naquele vaso gelado. E assim ficamos ali, enganando a bosta, soltando suspiros anais.
Nada contra quem prefere peidar a cagar. O problema está, que o depósito de comida no estômago, que preenche os intestinos, faz com que nossas flatulências, quando soltas, tenham um odor não muito agradável. Diria que o odor da flatulência no inverno e proporcional ao tempo que ficamos sem cagar. Quanto mais tempo sem cagar, mais mal cheirosa será a flatulência. Além disso, peidar no inverno é diferente de peidar no verão. No verão se houve aquele estrondo característico que já identifica o agressor olfativo, porém no inverno os peidos são silenciosos, sutis e venenosos. Eles demoram a se desvencilhar de todas as roupas que carregamos, e quando percebemos, já é tarde para identificar e acusar o "autor do crime". Se acusado, ele ainda se defende dizendo: "olha, eu até peidei, mas já fazem alguns minutos." Inverno é triste mesmo.
Abraço e ótimo inverno cheiroso a todos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Liberdade, o Existencialismo e Sartre.

Assisti semana passada a uma entrevista de Sartre na TV ESCOLA. Como é lindo ver aquele “velhinho” falar de liberdade, moral e existência com tanta naturalidade. Uma de suas frases mais famosas: ”O homem está condenado à liberdade”, resume bem a sua ideia.

Em outras palavras o que Sartre nos diz é: não temos como fugir; estamos condenados, querendo ou não, há cometer atos. Somos, na nossa mais profunda existência, seres solitários no mundo. Solitários, porém, livres. E tal liberdade colocada diante de nossas mãos, nos possibilita criarmos o mundo. Ações humanas nos levarão a humanidade; ações desumanas nos trarão a desumanidade. A luta pelos nossos direitos poderá nos trazer a justiça; o silêncio nos trará o conformismo e a alienação.

Essa responsabilidade colocada por Sartre no indivíduo nos leva inevitavelmente a refletir sobre as nossas relações sociais e ao nosso envolvimento político. Agimos como politicamente? Buscamos a justiça e o bem comum? Ou calamos durante a maioria do tempo e colocamos nosso destino nas mãos de poucas pessoas e às vezes até mesmo nas mãos de Deus?

Sartre nasceu em 1905 e morreu em 1980. Além das mais de 30 obras publicadas, ficou famoso quando em 1964 recusou O Prêmio Nobel de Literatura. Motivo? Ele não queria se tornar alguém especial, alguém que não fosse mais visto como um homem igual aos demais.