sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Igualdade já

Sou a favor da igualdade. Mais que isso: sou extremamente a favor da igualdade. Sou a favor da imparcialidade geral. Não vou falar que sou a favor da comunidade igualitária, porque vão me chamar de comunista. Nos dias de hoje não é bom ser comunista. É antiquado. Não sou comunista, porém sou a favor do direito e do respeito a todos.


Sou a favor de todos poderem freqüentar escolas públicas, e de todas escolas privadas se tornarem públicas. Sou a favor da extinção dos telejornais, e a favor da transmissão da Voz do Brasil em Rede Nacional de Televisão.


Por respeito à igualdade religiosa, sou a favor da extinção de qualquer batismo religioso, salvo a partir dos 16 anos, e, obviamente, sou contra qualquer adoração religiosa em ambientes públicos.


Sou a favor do pagamento de um salário mínimo a todos os representantes do poder legislativo, bem como de os mesmos, receberem vale transporte e vale alimentação para suprir suas necessidades.


Sou a favor da liberação das drogas, ou melhor, sou a favor do respeito e da igualdade diante daqueles que consomem as mais diferentes drogas. Bêbados, fumantes e alucinados devem ser respeitados.


Por fim, sou a favor da unificação sexual do exército, e também da adoção dos banheiros unissex. Homens, mulheres e homossexuais, devem ter o direito de marchar e defender a pátria em união, como também de cagar e mijar em comunhão.


É tudo uma questão de igualdade, e eu sou a favor dela.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Valor de um Grenal

Todo ano tem GRENAL. Desde 1909 claro. O primeiro foi em 18 de julho de 1909, exatamente 3 meses e 14 dias após a fundação do Sport Club Internacional. O placar foi proporcional a história dos clubes: 10 a 0 para o tricolor da Azenha, fundado em 1903. De lá para cá já foram 379 disputas, com 143 vitórias vermelhas, 119 azuis e 117 empates.

Estou dando um pequeno histórico da disputa, mas quero falar mesmo é sobre o valor de vencer um Grenal. Antes das críticas tenho de ressaltar: é muito bom vencer Grenal. Apesar disso, o valor do Grenal depende do momento histórico de cada clube.

Em 1980 por exemplo, vencer um Grenal era o que de mais grandioso existia para um gremista, afinal, títulos significativos não existiam na Azenha. Já no Beira-Rio, em 1980, vencer um Grenal não se passava de mais um jogo importante em questão. No Colorado se falava em Tetra-Campeonato Nacional, em Libertadores. No Olímpico jamais havia pisado um clube estrangeiro oficialmente. Porém, o mundo da voltas.

Em 1981 o Grêmio foi Campeão Brasileiro, em 1982 foi vice, e em 1983 pintou a América e o Mundo de Azul. E o valor do Grenal mudou. Quem não valorizava passou a valorizar e quem valorizava passou a desdenhar. Para os colorados, que apenas haviam sido vice-campeões da América, ganhar um Grenal se tornara motivo de orgulho. Já para os gremistas, era apenas mais um jogo importante. Vieram anos de disputa e anos de angústias para os vermelhos da Padre Cacique. Nesse tempo, o tricolor venceu mais um Brasileiro, uma Libertadores, quatro Copas do Brasil, alguns Regionais, e também alguns Grenais, sem valor claro. O Inter? Apenas uma Copa do Brasil, alguns Regionais, e alguns Grenais claro, de muito valor. obviamente. Naquela época, enquanto o Grêmio empilhava títulos, o Inter se orgulhava em ser o maior vencedor de na história dos Grenais e em ser o primeiro no ranking do Campeonato Brasileiro. Quando venciam um Grenal, os Colorados, recalcados de inveja com os títulos gremistas, diziam: "no confronto direto somos os melhores. Para nós o que importa é vencer Grenal". Os tricolores, por outro lado, apenas retrucavam: "só converso com Campeão do Mundo e comemoro títulos. Grenal e Regional deixo para os pequenos. É cafezinho para quem tá sempre jantando". Aos colorados, cabisbaixos, apenas restava sonhar.

Mas como disse, o mundo da voltas...e em 2006 o sonho tornou-se realidade. A partir dali, quem tinha ganho o mundo descobriu ter ganho uma Toyota, e quem não tinha nada acabou ganhando TUDO. Grenal? Grenal acabou sendo mais um jogo sem importância para quem é o maior vencedor na história dos Grenais. Já para os vencedores de Toyota, restaram as Copas Nacionais, e o sonho claro, de um dia vencer novamente um Grenal. Um Grenal como aquele sem valor e desprezado durante anos.

É amigo, o mundo da voltas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fui convencido.

Fui convencido. O David, o Coimbra lá do Zero Hora e do Pretinho Básico me convenceu. O Juremir, do Correio do Povo, já havia me dado uns toques. Meus colegas também diziam que eu deveria rever meus conceitos. Meus professores me acharam louco quando disse que tinha aversão. Até meus amigos não acreditaram em mim quando lhes contei que não tinha o hábito. Apesar disso, tanto o Juremir, como meus colegas, amigos e professores não tinham obtido êxito com seus argumentos. Porém o David conseguiu.

E conseguiu facilmente, sem muita encheção de saco. Foi simples e direto: disse que antes de ficar na frente da TV, trocando de canal durante uma hora sem assistir um programa por inteiro, preferia ler 20 páginas de um livro. É bem mais produtivo disse ele.

Não precisei de muita reflexão para concordar. Pensei no tempo que ficava trocando de canal, e corri à biblioteca retirar meu primeiro livro. Encontrei "O Estrangeiro" de Albert Camus, livro que tanto meu colega Mafissoni, como o Juremir já haviam me falado muito bem.

O pior, é que é bom mesmo. Li ele em dois dias e fiquei com gosto de quero mais. Claro que não estou lendo como o Coimbra, que diz devorar três livros quase que simultaneamente, nem como o Mafissoni, que já leu o "Ser e o Nada" do Sartre duas vezes, mas estou disponibilizando uma hora do meu dia a leitura. Já li dois livros sem muito esforço e estou na metade do terceiro, um verdadeiro recorde pra mim.

Minha ideia sobre a necessidade da leitura para o exercício da filosofia continua inabalável, mas tenho de admitir que ler nem é tão ruim assim. É legal, às vezes até meio psicodélico. Vira e mexe me vejo envolvido num mundo completamente distinto do meu, louco para ver o que vai se passar na próxima esquina descrita na próxima página.

Ler ainda não é um dos meus passatempos favoritos, mas antes de assistir a novela das seis, das sete e das oito, prefiro viajar por uma hora nas linhas de Camus, Sartre e Kafka. Paulo Coelho? Humm...não sei não, acho melhor trocar de canal. Que tal a TV ESCOLA?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nunca case com uma gorda


Segundo a polícia dos EUA, o crime ocorreu em agosto passado.

Foto: Reprodução

Durante a briga, Mia sentou em cima de Mikal e acabou matando-o involuntariamente. O casal morava junto e tinha três filhos.


Mia recebeu uma sentença de três anos de liberdade condicional e 100 dias de serviço comunitário. Ela saiu da prisão imediatamente depois do julgamento, na quarta-feira (20).

Seu advogado argumentou que ela havia sido vítima de abuso doméstico durante um bom tempo. Ele pediu clemência à corte e lembrou que a acusada não tinha antecedentes criminais.

Ela disse que não teve intenção de cometer o crime. Mia disse que sentia por ter esmagado o pai de seus filhos.

"Eu só queria dizer que eu sinceramente sinto muito por esta situação", disse à TV local. "Eu queria poder trazê-lo de volta."

Uma irmã da vítima reclamou da sentença. "Você basicamente senta em cima de alguém e mata e fica em liberdade condicional? Isso é justiça?", argumentou.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1458703-5602,00-AMERICANA+DE+KG+MATA+NAMORADO+DE+KG+AO+SENTAR+EM+CIMA+DELE+EM+BRIGA.html

Um cara de azar

Sou um cara de azar. Às vezes tenho sorte claro. Tenho sorte quando não tenho tanto azar.

Dias atrás atingi o ápice da minha existência como blogueiro: tive um texto meu, lido para todo o estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mandei o texto despretenciosamente ao Pretinho Básico da Atlântida (aquele programa que mistura humor, verdade, e muita babaquice), na esperança que lêssem meu texto no programa das 18 horas.

É óbvio que como ótimo pessimista que sou, não acreditava que meu e - mail fosse lido nem nos bastidores do programa. Porém, para meu espanto, eles leram. Sim, acreditem. Leram nos bastidores, e mais que isso, leram ao vivo. Querem mais? Eles leram e gostaram; gabaram meu escrito; brincaram dizendo que eu poderia produzir e fazer parte do grupo. Claro que isso era apenas mais uma azaração como tantas outras que aqueles seis rapazes fazem diariamente. Mas me senti orgulhoso. Fiquei feliz. Famoso por alguns instantes. Quando saí às ruas naquele dia, senti que as pessoas me olhavam diferente. Algumas cochichavam, outras mais ousadas me apontavam. As mais extrovertidas diziam: "feliz ano do abraço". Eu apenas sorria. Até parecia que minha vida azarada, até que enfim havia sido extirpada do meu ser. Mas como disse, quando tenho sorte é porque tenho pouco azar.

Tive sorte em ter meu e-mail lido, mas tive o azar de não tê-lo escutado. Eles o leram às 13 e não às 18 horas como eu havia pedido. Tive sorte em eles terem inclusive, feito um merchandising do meu Blog, mas tive o azar deles não terem conseguido dar o endereço corretamente. Enfim, tive a sorte de ter ficado por um minuto no mais alto degrau da fama no sul do Brasil, mas tive o azar de estar cestiando naquele momento. Querem mais azar que isso? Fui acordado. Meus amigos me ligaram orgulhosos de mim. Nada contra me acordarem, já estava na hora mesmo. Porém, me acordaram quando eu sonhava que fazia uma orgia: eu, a Gisele e a Cicareli. Fui interrompido quando realizava a verdadeira Santíssima Trindade (eu como base da pirâmide e elas como duas lésbicas em cima de mim sabem?). Santo Deus. Definitivamente sou um cara de azar.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Ano do Abraço.

Vocês já ouviram falar no ano do abraço? Provavelmente não. Ele não existe oficialmente, mas foi estabelecido para que diversão e seriedade se confundam e se fundam numa coisa só. A prática é antiga. Alienar para governar, ou se preferirem: a velha política do “pão e circo”. Se dá comida e diversão para manter a alienação. Viram? Chegou até a rimar.


Festejado inconscientemente por nós desde 1994, o ano do abraço é caracterizado pelo ano em que futebol e política atingem seus ápices: o futebol com a Copa do Mundo e a política com as Eleições Presidenciais.


Inclusive temos uma curiosidade interessante em torno dessa “coincidência política futebolística”. Vejam só: em 1994, elegemos um novo presidente e ganhamos o tetra. Já em 2002, também tivemos de colocar uma cara nova no Palácio do Planalto, e fomos penta. Obrigados a eleger esse ano uma nova figurinha para ocupar a principal cadeira do Poder Executivo, não tenho dúvida alguma: seremos hexa.


Porém o que mais importa não são as conquistas no futebol, e muito menos a nova cara escolhida para administrar o país, afinal como sabemos, não interessa o vencedor, nada mudará muito em nossas vidas. Na política independente do vencedor, o PMDB continuará governando. Já no futebol, tanto faz ganhar Brasil ou Coréia do Norte, no fim nada muda, salvo para os habitantes que fazem divisa com a Argentina, que poderão "tirar pêlo" dos portenhos. No mais tudo continua igual. O que importa é que esse ano é o ano do abraço, e podem acreditar, nos abraçaremos muito.


Nos abraçaremos a cada jogo da seleção e a cada visita política; nos abraçaremos com fé toda vez que o Galvão disser: “agora vai”, e correremos para abraçar com orgulho, aquele candidato que depois de ter sumido por quatro anos reaparecerá. No ano do abraço somos patriotas e humanos. Tudo por culpa do futebol e da política.


Claro que ano que vem será mais um ano de indignação e escândalos, mas isso é só ano que vem. Esse ano é o ano do abraço, e o negócio é se abraçar. Viva a alienação e um abraço a todos .


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Significativas mudanças.

Estou em transformação. Tudo bem, sei que todos estamos em constante mutação, que a única constante é a mudança, que nada se perde nada se cria...e patati patata.

O que diferencia minha mudança atual das outras corriqueiramente ocorridas, é o fato delas serem significativas, radicais e perceptíveis. Eu as sinto desde o acordar até o adormecer.

Se tais mudanças serão para melhor ou para pior, isso só o tempo vai dizer. Porém de uma coisa tenho certeza: mudei.

Olhem só: depois de quase 27 anos larguei ou estou largando meu maior vício. Parei de roer unhas. Acreditem. Já fazem quatro dias que não meto os dedos na boca e as unhas entre os dentes. Tudo por uma boa causa, diretamente ligada a minha outra mudança existencial.

Parei de roer unhas porque estou amando. Amando nos dois sentidos sabem? Encontrei alguém especial que habitualmente posso dizer que amo (não, continuo sem acreditar no amor eterno), e estou "a mando" dela. Estou namorando entendem, ou em duelo como diz Nietzsche.

Foi ela que pediu encarecidamente para eu parar de roer unhas. Disse para eu experimentar, que não era difícil, que não me arrependeria, que era feio ficar com os dedos cabeçudos na boca. Me chamou de escravo, servo dos polegares, indicadores, dedos médios e minguinhos. Ela pediu, mandou, tentou me convencer racionalmente, e quando estava quase desistindo, fez o que nenhuma mulher pode fazer.

Nenhuma mulher pode desafiar um homem. Ainda mais se esse homem estiver em estado irracional, vulnerável aos sentimentos da carne, ou em outras palavras, apaixonado. Um homem apaixonado e desafiado é pior que um pitbull não vacinado. Ele não aceita provocações. E ela me provocou.

Foi provavelmente, o maior erro de sua existência. Ao dizer que só ficaria comigo se eu tivesse unhas ao invés de dedos cabeçudos; ao afirmar que preferia ser arranhada ao invés de "dedada"; ao acreditar que seria uma grande coisa desafiar minha história de roedor em nome do amor; ao fazer tudo isso, ela mesma sentenciou-se: vai ter de viver comigo.

Como disse, passo por mudanças...significativas mudanças.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Preocupação.

Estou feliz, impressionado e preocupado. Feliz e impressionado em saber que a cada dia um número maior de pessoas lêem meus textos, tanto aqui quanto no jornal. Isso, além de uma sensação agradável de reconhecimento, e aqui cabe ressaltar, um reconhecimento que independe de ser bom ou ruim, me leva a uma inevitável pergunta: porque as pessoas me lêem? Seria pelo leve toque de ironia que meus textos possuem? Ou seria pelo meu engajamamento político com o MCQV? Seriam pelos panfletos, que por um instante despertaram no cidadão um pequeno mas grandioso momento de reflexão sobre a verdadeira política? Ou o motivo seria religioso e estaria vinculado aquele pronunciamento lamentável na rádio local do nosso querido Padre Nelcir? (depois da publicação no Jornal Ametista, do texto “Meu Primeiro Dia na Câmara”. J.A 17/01/2009). E se assim fosse? Devo então o reconhecimento e meus leitores ao padre? Deveria eu começar a acreditar em milagres? Ou então que Deus realmente escreve por linhas tortas?


Diante de todas essas questões que de nada concluo, de uma coisa tenho certeza: é o rádio e o jornal que mexem com o povo em geral. Chegou até a rimar viram? Eu adoro o blog, foi aqui que tudo começou e que tudo vai terminar, mas é no rádio e no jornal que a polêmica se instaura. É ali que se atinge a massa.


A internet embora atualizada constantemente ainda atinge poucas pessoas. Na internet as pessoas têm de procurar a notícia, enquanto no rádio e no jornal, a notícia vai até as pessoas. E aí está minha preocupação.


Escrevendo para o jornal, me preocupa o fato de pensar em ter de poupar palavras, ou em outras palavras, pensar duas vezes antes de escrever. Isso por saber que o jornal passa de mão em mão, fica no balcão da farmácia ou junto com as renomadas revistas na espera do dentista ou do cabeleireiro. É lógico que é ótimo estar ciente disso, mas ao mesmo tempo isso aumenta a responsabilidade e a preocupação sobre meus escritos. É angustiante escrever preso, poupando, pensando nos “quatro” poderes, e numa possível polêmica envolvendo seu nome. Como também é preocupante pensar, que dependendo do que está escrito e sobre o que está sendo escrito, as pessoas podem te amar, mas que também, por outro lado, podem alimentar o ódio por você. São os ossos do ofício.


Enfim, independente do amor ou do ódio, do elogio ou da crítica sem fundamento, nada paga o fato de saber que as pessoas gastam seu tempo, e dão um tempo naquilo que estão fazendo para ler minhas tortuosas linhas.


Obrigado a todos vocês e ótima quinta-feira.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Mistério do Ponto G

Homens de todo planeta, um minuto de atenção por favor. Essa notícia interessa a todos vocês.

Da mesma forma que Rousseau afirmava ainda no século XVIII, que o amor conjugal nada mais foi que uma mera invenção feminina para as mesmas sairem de seu estado natural de servidão, agora, cientistas ingleses afirmam que o ponto G, aquele procurado por milhares de homens durante anos e jamais encontrado por algum, não passa de um mito. Tudo bem, sei que a ciência pode mudar amanhã, mas sempre desconfiei que o prazer feminino estivesse mais ligado ao psicológico que ao físico. O estudo foi realizado na Inglaterra com 1804 mulheres. Lógico, que os dados coletados já causam controvérsias. De qualquer forma, a notícia está aí.


Ponto G "não existe", dizem cientistas britânicos.

Um estudo do King's College, de Londres, concluiu que o chamado ponto G – uma suposta zona erógena que, quando estimulada, provocaria elevados níveis de excitação sexual e orgasmos – pode não existir.

Depois de analisar 1.804 mulheres, o estudo não encontrou provas da existência do ponto G, supostamente um aglomerado de terminações nervosas localizado próximo ao clitóris, descrito pela primeira vez pelo cientista alemão Ernst Gräfenberg em 1950.

Os cientistas acreditam que o ponto G pode ser fruto da imaginação de mulheres, estimulada por revistas e terapias sexuais.

A pesquisa foi feita com base nas repostas dadas por mulheres, de idades de 23 a 83 anos, a um questionário. Todas elas eram gêmeas idênticas ou não idênticas – as gêmeas idênticas têm, exatamente, a mesma configuração genética, enquanto as não idênticas têm 50% dos genes em comum.

Das 56% mulheres entrevistadas que declararam ter o ponto G, a maioria era mais jovem e sexualmente mais ativa do que a média. As gêmeas idênticas demonstraram maior tendência a ter uma resposta afirmativa do que as não-idênticas.

Mas os pesquisadores esperavam que, no caso de uma das mulheres relatar ter o ponto G, a probabilidade de sua irmã ter a mesma resposta seria mais alta, mas a tendência não foi observada, sugerindo que o Ponto G pode ser apenas um mito.

“Esse é de longe o maior estudo já realizado sobre o assunto e mostra, de forma conclusiva, que a ideia do ponto G é subjetiva", afirma Tim Spector, professor de epidemiologia genética e co-autor do estudo.

Andrea Burri, que liderou a pesquisa, disse que o resultado pode ajudar mulheres e homens que sofrem por se sentir inadequados por não encontrar a procurada zona erógena.

“Chega a ser irresponsável afirmar a existência de uma entidade que nunca foi comprovada e pressionar mulheres – e homens também”, disse ela.

Mas o estudo foi considerado "falho" por outra autoridade no assunto, a sexóloga Beverley Whipple, que ajudou a popularizar o conceito do ponto G nos anos 70 graças a varios livros e a uma pesquisa tida como pioneira.

Para Whipple, o “o maior problema com essas conclusões é que gêmeas, normalmente, não têm o mesmo parceiro sexual” estudo britânico não levou em consideração a opinião lésbicas e bissexuais ao analisar os efeitos de diferentes técnicas sexuais.

Os resultados do estudo devem ser publicados nesta semana na revista especializada The Journal of Sexual Medicine.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100104_pontog_ba.shtml

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eu gosto do Natal.

Gosto do Natal. Não, não sou cristão, não gosto da celebração do nascimento do Salvador que nada salvou, e muito menos comemoro o parto do Filho do Homem que nunca existiu. Inclusive como sabemos, o Natal na verdade era uma festa pagã em comemoração ao Solstício de Inverno, que no entanto foi incutida ao calendário cristão, para obviamente lucrar e evitar conflitos com a festa popular já estabelecida. Coisas da Igreja sabem? Onde tem dindin "eles" estão lá. É incrível como são obsecados por dinheiro.

Mas como dizia, gosto do Natal. E gosto do Natal, porque é ali que as pessoas lembram em geral uma das outras. É no Natal que elas se presenteiam, se abraçam e desejam felicidades ao próximo. É ali, que por um momento, mesmo que breve, as pessoas se sentem vivas, felizes por existireme fazerem parte do mundo.

Neste Natal, presenteei todo mundo lá em casa, e vivi uma cena comovente. Ao presentear minha irmã, recebi em troca um caloroso e sincero abraço, daqueles que a existência, por motivos desconhecidos, parece constantemente frear-nos de dar ou de receber no dia a dia. A existência é fria, calculista, racional, sem espaço para abraços, beijos e palavras verdadeiras. Sempre digo que não fizemos ideia de quantas pessoas amamos, e que na maioria das vezes apenas percebemos isso com a proximidade da morte. É um paradoxo cruel, mas parece que para valorizarmos precisamos estar na iminência de perdermos.

É por isso que gosto do Natal, ele serve para isso. Serve para não precisarmos do paradoxo; serve para abraçarmos e dizermos as pessoas que amamos o quanto queremos seu bem, e isso sem elas estarem prestes a morrer.

O Natal é uma invenção humana, tão idiota quanto nós humanos, mas que tem a importante tarefa, de ao menos uma vez ao ano, nos aproximarmos uns dos outros. Sou um existencialista, e sinceramente, prefiro o Natal do que a morte ou a Páscoa, que convenhamos, cheira defunto.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz 2010

Andei pensando sobre esse ano que se finda e sobre o próximo que está por vir e cheguei a conclusões interessantíssimas. Ano que vem tudo promete ser diferente, embora na essência tudo permaneça igual.


Em 2010, diferente de 2009, teremos eleições. Os políticos de sempre baterão na nossa porta, prometerão “mundos e fundos”, se elegerão com nosso valoroso voto e voltarão daqui a dois anos para mais uma eleição. Eles até poderão ter novas caras, mas o filme será o mesmo.


Em 2010, igual a 2009, no mundo do entretenimento, teremos mais um BBB. Esta edição contará com alguns anônimos trogloditas midiamente perfeitos, e algumas anônimas que posarão na Playboy. A princípio o BBB 10 será igual aos outros, salvo o Pedro Bial, que estará um ano mais velho. As novelas, em 2010, serão incríveis. Em alguma delas está programado o primeiro beijo gay, mas que por questões morais, pode não acontecer. O Brasil é muito moralista ainda. Um beijo gay pode mudar o rumo da nação. Porém uma coisa é certa, com beijo ou sem beijo, as novelas mexerão com todo país e terminarão do mesmo jeito: o vilão preso ou morto, um coitado que sofre e termina bem e um final batendo recorde de audiência.


Já no mundo artístico será quase tudo igual. Algum artista famoso vai falecer, alguma atriz famosa vai aparecer sem calcinha numa grande festa e a Luana Piovani vai trocar de namorado.


Por outro lado, no mundo do futebol, 2010 será bem diferente de 2009. Em 2010 teremos Copa do Mundo, e em tempos de Copa, como sempre, tudo se modifica. Serão duzentos milhões de técnicos e técnicas (sim, até minha vovozinha escala a seleção) que crucificarão Dunga em caso de derrota ou que se emocionarão com a mesma voz de Galvão Bueno em caso de vitória. Depois da conquista, Lula receberá os campeões mundiais no Palácio do Planalto e juntamente com a candidata “replastificada” a presidência Dilma Roussef, cometerá a gafe de trocar o nome de “Dunga” por algum outro dos sete anões.


Por fim, depois da Copa e com um novo presidente eleito – quem será é o que menos interessa afinal tudo continua a mesma coisa - teremos em dezembro mais um Especial Roberto Carlos. Em 2010, o Rei promete inovar: cantará de branco, distribuirá rosas, e depois de cantar “Emoções”, levará ao delírio milhares de senhoras com mais de 60 anos.


Enfim, o tempo passa, os personagens mudam, mas as paisagens continuam as mesmas. Um Feliz Natal e ótimo 2010 diferentemente igual a todos.

De volta

Depois de aproximadamente um mês ausente, devido a um trabalho extra que garantirá meu carnaval 2010, estou de volta.

E olha que o mês foi tenso. Tivemos o fim do Brasileiro, com nós Colorados gritando Grêmio e os gremistas cantando Mengo, os estudantes de Brasília apanhando por justiça, e ainda o lamentável episódio do padastro demente e as religiosas cruéis que perfuraram com agulhas um menino de 2 anos na Bahia.
Por aqui, as aulas terminaram, os vereadores elegeram um novo edil para presidir a Casa do Povo em 2010 e Planalto nunca teve um Natal tão belo e ruas tão esburacadas.

Só o Blog ficou parado, e tenho de confessar que estava com saudades. É divertido sentar, escrever e compartilhar ideias diariamente. Enfim, felizmente, estou de volta.



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Minha diarista tem uma empregada.

"Todo homem precisa de uma empregada" diria Neil Young. Eu no caso, tenho uma diarista. Preciso de uma diarista. Porém, minha diarista é especial. Ela parece estar criando um novo ramo no ramo das diaristas. Vejam que interessante: minha diarista tem uma funcionária, ou uma aluna se preferirem. Não cheguei a pedir maiores detalhes, mas pelo visto ela está em fase de testes com vistas num novo empreendimento. Tem tudo para ser dona do próprio negócio. Vejam só.

Dias atrás cheguei em casa no horário de serviço e lá estava minha diarista, parada e fumando, enquanto outra senhora fazia o serviço. Me disse que trabalhavam em conjunto. A senhora preferiu o silêncio. É a união do útil e do agradável, pensei. Enquanto uma fuma a outra limpa. Mesmo desconfiado, imaginei uma grande cooperativa de empregadas, correndo a cidade e limpando os lares em mutirão. No fim reuniriam o dinheiro arrecadado e dividiriam em partes iguais. Que lindo. Seria enfim, o primeiro passo em direção ao comunismo. O segundo passo seria tomar os meios de produção (a vassoura, o balde e os respectivos produtos de limpeza). Porém, e para variar, estava enganado.

Dias depois, voltei a minha casa "fora de hora", e encontrei minha diarista, novamente ociosa, e uma menina se empenhando no serviço. Perguntei da outra senhora. "Ela não servia" me respondeu. Me assustei. Pensei na exploração do trabalho infantil, no trabalho escravo, na criança fora da escola. Me explicou que estava somente ensinando sua sobrinha a ganhar seus primeiros trocados. "Ela já está crescidinha, na hora de começar" disse ela. Aos poucos me tranquilizei. Entendi o novo empreendimento da minha empregada. Ela inaugurou uma escola. Uma escola moderna, voltada desde cedo ao mercado, bem mais prática que teórica. Ali as alunas (99% são alunas e 1 % não sabe) já ganham uns trocados para aprender. O salário? O salário é a metade do valor do dia de serviço, e a mensalidade, lógico, é a outra metade. Marx chamou isso de mais valia, minha empregada mesmo sem querer chama de educação com vistas no mercado selvagem capitalista, e eu chamo de...bem, eu como o Neil Young, sou homem, e preciso de uma empregada.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Obrigado Grêmio

Tá bom, eu me rendo. Vou esquecer 1996, quando o Grêmio perdeu de propósito para o Goiás em casa tirando o Inter das quartas de final do Brasileiro, e dizer aqui que o Grêmio é incrível. Como gremista, inclusive, estou invicto. Com a camisa tricolor possuo 3 empates e uma vitória. Tenho ainda mais um jogo como gremista pela frente no Maracanã e espero me manter invicto. Eu como colorado ainda não consigo entender o que o Grêmio está fazendo.

Sinceramente não acredito que exista um gremista sensato se quer no mundo, que ontem gostou de ver a vitória tricolor. Vejam que o Grêmio não tem mais o que fazer no campeonato, a não ser ajudar o Inter. O tricolor está livre de tudo: não pode ser rebaixado e não pode chegar a Libertadores. Ele só tem que cumprir tabela, e mesmo assim, insiste em jogar, vencer, e como ontem, triturar o adversário.
Estou chegando a conclusão que o torcedor gremista ou é maluco, ou torce mesmo para o Rio Grande do Sul. O público ontem foi de quase 15 mil pessoas, e os torcedores pareciam torcer de verdade para que o Grêmio vencesse. Eu confesso, que na situação contrária, vaiaria meu time na hora do gol e protestaria no portão 8 ao final da partida. Repito, não existe porque o Grêmio vencer. Com a vitória de ontem, o Grêmio deu uma contribuição enorme para o Colorado disputar a Libertadores em 2010. Já imaginaram o Inter ficar com a quarta vaga na Libertadores e vencer a América ano que vem?

Decidi fazer uma promessa: se o Inter for a Libertadores e erguer novamente o caneco, vou fazer uma faixa agradecendo ao Grêmio, e desfilarei com a camisa tricolor. É o mínimo que posso fazer. Estou ainda com sangue azul correndo nas minhas veias e saboreando a vitória tricolor diante do "Porco Verde". Foi um massacre. Obrigado Grêmio.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tricolor, tricolor, tricolor...

Como todos sabem, sou apaixonado por futebol. Já pensei muito 0 porque de tal paixão, mas confesso que não cheguei a conclusão alguma. Minha melhor justificativa é porque ele é imprevisível. Somos avessos a certezas. Quase tudo na vida é assim. O que nos move é a imprevisão, a não garantia, o inesperado. Quando temos certeza, perde a graça. E o futebol é incrível por isso, ele nos prega peças inimagináveis, é imprevisível, inconstante, surpreendente.

Já vi de tudo no futebol. Vi o Liverpool empatar e vencer o Milan nos pênaltis depois de estar perdendo por 3 a 0; vi o Manchester virar contra o Bayer Munique em 2 minutos uma final da Liga dos Campeões, e vi inclusive um time gaúcho, que eu jurava jamais ter de torcer a seu favor, ganhar um jogo com sete homens em campo, quando tinha um pênalti a ser cobrado contra. Como disse "jurava jamais ter de torcer a favor", e como também disse "o futebol nos prega peças".

Pois, dois anos depois desse mesmo time fazer algo inacreditável, inacreditavelmente me vi obrigado a torcer por ele. Para piorar um pouco meu calvário, tinha de torcer contra o meu clube do coração. Tudo para ver o Corinthians na segunda divisão.

Nunca sofri tanto. Tinha de torcer contra o vermelho e a favor do azul. Como foi difícil gritar é gol do Grêmio ou no fim dizer "viva o Inter perdeu". No fim daquela tarde sofrida e feliz de domingo - afinal tudo deu certo e o "Timecão" foi rebaixado - achei que jamais precisaria torcer novamente para o tricolor gaúcho. Porém, entretanto, mas, contudo, não obstante de, o futebol nos prega peças. Novamente me enganei. E novamente me vi obrigado a vestir azul para sorrir vermelho. Para piorar, acreditem, não precisei torcer para meu rival da Azenha apenas uma vez esse ano, mas várias. Serão quatro jogos com a camisa tricolor no peito. Nos dois primeiros consegui dois bons empates, e hoje, tenho mais um duelo contra o Palmeiras.

Por fim, na última rodada, enquanto meu Inter pegará o rebaixado Santo André em casa, estarei eu com um olho no Maracanã torcendo novamente para o tricolor diante do Flamengo. Tudo por uma possível vaga na Libertadores, ou ainda por um improvável e quase impossível título. Se bem que o futebol nos prega peças e nele tudo é possível.
O que importa e o que me angustia, é que hoje, novamente para meu desespero e benefício futebolístico, vou torcer como nunca para o meu co-irmão. Vamos atropelar o Palmeiras.

Hoje, envolvido nessa tragédia chamada vida e diante dos deuses traidores e imprevisíevis do futebol cantarei: Tricolor, tricolor, tricolor...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A separação.

Fazia tempo que estávamos juntos. Há tempos que nossos corpos, principalmente línguas e bocas se envolviam. Ela sempre mais submissa do que ativa, me cuidava como ninguém. Delicada, me proporcionava poder aspirar a refrescante natureza.

Porém, já não era mais a mesma. Já não tinha o mesmo capricho que tinha me feito se apaixonar. Estava batida, velha, maltratada. Não por mim, mas pelo tempo. Eu sempre a havia prestado todos cuidados, mas o tempo, aquele maldito curso inevitável da existência, tinha se encarregado de destruí-la.

Quando a encontrei, escabelada e suja, deitada sob a piá do banheiro, não tive dúvidas em substituí-la. Era o momento certo. Eu não precisava ter visto aquilo. Ela, um dia tão bela, estava em fase terminal. Eu tinha enfim, justificativas para dela me separar. Corri ao mercado: comprei uma nova escova de dente.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Porque você faz o que faz?

O mundo anda mesmo complicado. Dias atrás ouvi de uma futura professora de Matemática este fabuloso comentário: "eu é que não vou ficar fazendo contas". De uma conversa com uma estudante de Direito surgiu a seguinte pergunta: "mas você só sabe falar de justiça?". E de uma pedagoga tive de ouvir esta pérola: "eu odeio a sala de aula".

Demorei para entender como estes seres foram optar por tais ofícios, mas tudo é possível hoje em dia. Deve inclusive existir por aí: médicos com medo de sangue, dentistas com aversão a gengivas, políticos mais interessados no próprio bolso que com o bem comum, e padres que fogem do celibato. Eu até ousaria dizer que devem existir filósofos não críticos. Mas estes eu garanto que não existem. Se alguém se intitula filósofo e não é crítico, pode ter certeza: não é filósofo. Pode sim, existirem professores de Filosofia avessos a criticidade, mas esses são apenas professores e não filósofos.

Em tempos de confusão total fica até difícil fazer essa separação, mas ela existe. Ensinar história da Filosofia não é ser filósofo, é ser historiador. É dar respostas e não fazer perguntas. É dizer, ao invés de despertar o interesse.

Causei, tempos atrás, furor na Universidade, quando disse para um professor de história da Filosofia, que para ser filósofo a leitura não era necessária. Claro que falava da leitura dos livros e não do mundo. Mas mesmo assim foi difícil para ele entender. E o pior é que não precisa mesmo. Sou tão convicto disso que afirmo que a leitura, ao contrário de aproximar, afasta os que ousam filosofar. Infinitos nomes de autores e vocabulários entendidos a base de dicionários não promovem a Filosofia, mas sim, afastam os interessados por ela.

Eu confesso, sou avesso a leitura. Prefiro observar e pensar. Claro que leio, mas prefiro fazer a leitura da existência nua e crua, do que a leitura de livros. Da mesma forma que os bons matemáticos adoram fazer contas, os bons advogados adoram falar de justiça e os bons pedagogos buscam prezar pela qualidade do ensino, os filósofos adoram perguntar.

Falo dos bons né, porém, muita gente ruim anda por aí...e o mundo?

Bem, o mundo anda muito complicado, e decidir a profissão não é mais uma questão de vocação, mas sim de ganha pão.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fui recusado.

Fui recusado. Não eu, mas meu pré-projeto. Sim, tinha um pré-projeto educacional, baseado na experiência de um colega em sala de aula, mas ele foi recusado.

Meu pré-projeto era simples. Embasado no PPP, Plano Político Pedagógico, que é elaborado pela Escola, ele tentaria da melhor maneira possível, aproximar meus futuros alunos dele.

No PPP consta, resumidamente, todo o projeto da Escola. Consta ali, mais precisamente falando, o que a "Comunidade Escolar" espera de seus alunos após a respectiva formação. O PPP é como uma Constituição: linda, bem formulada, e voltada ao social. O problema do PPP, também é similar ao de toda Constituição: fica tudo só no papel. E foi ousando querer tirar as coisas do papel que fiz meu pré-projeto. Meu primeiro erro foi esse. No sistema, tirar as coisas do papel é ofender. Você é chamado de revolucionário, anarquista, comunista, sonhador, e outros adjetivos mais, que os ofensores nem sabem direito o que significam.

A base e a justificativa do meu pré-projeto era bem simples: já que a Escola prega em sua "Constituição" que devemos formar alunos críticos e politizados, nada mais justo que façamos política dentro da escola. E fazer política é indagar sobre o que ocorre. É compreender e tentar melhorar. É ser crítico e ativo. É enfim, no caso da Escola, ir de encontro com aquilo que ela mesma diz sonhar de seus alunos.

Como disse, essa ideia quem teve foi um colega de faculdade, que a colocou em prática e consegiu através dela obter tudo aquilo que a política deve ter em sua essência, ou seja: adesão consciente das massas, no caso dos alunos, e confronto com os governantes, no caso a direção.

Lá os alunos achavam justo, mascar chicletes, tomar água livremente e tirar a bunda da cadeira quando necessário. Lá eles não podiam fazer isso. Reinvidicaram, elaboraram argumentos; se uniram, viram a necessidade burocrática de eleger um líder; foram a direção, convocaram o representante maior para uma reunião.

Reunidos, tiveram quase todas suas propostas rechaçadas. Decobriram que o sistema é cruel, injusto. Mas fizeram política. Hoje, podem tomar água livremente, e embora não tenham atingido todos seus objetivos, lá, naquela escola, quem sabe pela primeira vez na história, se chegou mais perto do Ideal que a própria escola propõe.

Meu pré-projeto visava mais ou menos isso, mas como disse ele foi recusado. O sistema acadêmico não aceita experiências. Na Universidade você não pode falar, senão através da boca de quem já disse. Você não pode dizer eu acho, só pode dizer "como disse Fulano de Tal". Na Universidade não existe política, não existe crítica, existe repetição. Você repete repete repete, até que um dia, depois de atingir "doutorado em repetição", pode falar sozinho. Você atinge a livre docência.

Vou refazer meu pré-projeto. Meu tema será: "A necessidade da repetição para a manutenção do sistema". Meio redundante, mas será aprovado. Podem ter certeza disso.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Maldita Parada

Primeiro foram os joelhos. Sim os joelhos. Jamais eles apostariam que seus membros articulares inferiores, até o momento tido como insensíveis, pudessem dizer tanto. E os joelhos diziam. Eles se encostavam, roçavam um ao outro. A freqüência, às vezes rítmica, às vezes descompassada, fazia apenas aumentar aquela sensação, que embora indefinível na sua totalidade, os faziam crer naquilo que não acreditavam. Progressivamente os joelhos deram lugar as mãos. As mãos, sabiam eles, eram muito mais sensíveis que os joelhos. Eles já haviam outrora se dado as mãos, já haviam apertado umas as outras. Sabiam da energia que as mãos possuíam. Mas jamais haviam se dado as mãos após sentirem os joelhos. Ficaram longos minutos ali sentindo os joelhos, as mãos, os dedos. Sentiam-se literalmente envolvidos numa orgia “tatal”.


Abrindo seus os olhos, mas sem largar as mãos e sem afastar os joelhos, voltou-se a ela. Ela já voltada a ele, parecia estar em sono profundo encoberta por um sonho bom. Admirou-a por alguns segundos e a contemplando, sorriu. Seu sorriso apaixonado foi surpreendentemente retribuído. Ela não dormia, ela o esperava.


Envolvidos e confusos por olhos, sorrisos, mãos e joelhos, e temperados pela lua que lá de fora os iluminava, vagarosamente se aproximaram. Deixaram suas bocas se levarem. Quando se preparavam para saborear aquele que seria o mais delicioso dos beijos, o inesperado acontece. Como uma maldição vinda dos “deuses desamorosos” o bendito trem parou. Haviam chego à maldita parada. Joelhos, mãos, sorrisos, olhos e bocas foram jogados ao léu. Nunca uma parada foi tão odiada.


Ali desceram, e friamente, de longe se despediram. Juntos a distância, sonharam noutro dia se encontrar...na mesma parada, no mesmo banco, com joelhos, mãos, olhos, sorrisos, bocas...e quem sabe o tão esperado beijo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Afinal, quem trai?

Quem trai? Quem oculta um desejo "demonstrando" fidelidade, ou quem sacia o desejo sem nada esconder?

Não é de hoje que penso sobre a monogamia, a fidelidade e a traição. Teoricamente, e aqui é bom frisar "teoricamente", sempre afirmei que amar é querer o bem do próximo. Assim, não é difícil de entender, embora seja dificílimo de aceitar, que a pessoa que juramos amar, seja feliz também com outra pessoa que não a nossa. Em outras palavras quero dizer que traição na verdade não se configura quando exercitamos nossa vontade, mas sim quando ocultamos nossa vontade. É na ocultação da vontade que se origina a mentira, a omissão e a infidelidade. Amar é saber que a pessoa que amamos está sendo feliz onde quer que ela esteja. É não ter ciúmes, é entender e respeitar o desejo e a individualidade do próximo.

Claro que é complicado para nós, cristãos caucasianos ocidentais, aceitar uma coisa dessas, mas é isso mesmo. Minha pergunta inicial pretende nos fazer refletir sobre isso. Quem trai afinal? Traí aquele que sacia o desejo, mas que sinceramente conta ao seu amor da sua experiência extra conjugal? Ou trai aquele que deseja, mas que porém nega tal desejo ao ponto de negligenciar a si mesmo suas vontades? Não estaria este traindo além do próximo, também a si mesmo? Ou por fim, trai aquele que consuma um ato físico ou trai aquele que mente sentir algo por alguém que nada mais sente?

Tudo isso me veio em mente essa semana quando indagado por uma bela moça sobre como seria minha relação conjugal perfeita, respondi que ela seria com liberdade, responsabilidade, sinceridade e amor. Liberdade para cada um fazer o que bem entender, respeito e sinceridade em poder tudo revelar sem que aquele pecado moralista cristão batesse em nossa sensibilidade, e amor em saber que embora feliz muitas vezes comigo ela ainda mantém vivo aquilo que me fez aproximar dela, ou seja, sua particularidade, seus desejos e suas vontades.

Já disse e repito, é difícil de entender, de compreender, de sentir esse estranho amor. A monogamia está em nossas raízes mais profundas. Mas já é possível ver hoje casais vivendo dessa maneira. Se felizes ou não, isso é outra história, mas com certeza tais casais vivem uma relação mais sincera que a maioria dos infelizes e ilusórios casais monogâmicos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Semana Grenal e Oktoberfest Alpestre.

Estamos na semana Grenal. Semana Grenal é sempre cheia de dúvidas, provocações, mistérios. Isso por parte dos jogadores e dirigentes. Já para nós, torcedores e amantes do futebol, ela é nervosa, tensa, angustiante. O Grenal de domingo, além de todos os ingredientes que alimentam por si só um Grenal, possui caráter decisivo.

Vejam que interessante: cinco pontos separam Inter e Grêmio e cinco pontos separam o Colorado do líder Palmeiras. Meu palpite é o seguinte: se der Inter, o Colorado garante uma vaga na Libertadores, tendo o jogo contra o São Paulo na próxima rodada no Morumbi, como uma disputa pelo título. Em outras palavras meu palpite é que se o Colorado vencer Grêmio e São Paulo, será Tetra Campeão Brasileiro. De quebra, como sobremesa, tirará as chances do rival de entrar na Libertadores.

Por outro lado se der Grêmio, o tricolor vai para a Libertadores, ficando eu arrisco dizer, com a vaga que seria do Colorado. Digo isso, pois o Grêmio pega São Paulo e Palmeiras no Olímpico, lugar onde não perde a mais de 400 dias.

O empate acredito eu, deixa o Inter bem perto da Libertadores, mas tira suas chances de título. Já o empate ao tricolor o deixa bem longe do G-4. Porém, Grenal meus amigos, ninguém quer empatar. Acho que deveriam até proibir empate em Grenal. Empatou? Vai pros penaltis. Grenal é guerra e em guerra sempre há um vencedor.

Tudo isso não matematicamente falando claro, mas psicologicamente. Vencer um Grenal arruma a própria casa e desarruma a casa alheia. Não são apenas "seis pontos", é a honra e a glória que estão em jogo.

Para nos tirar um pouco a tensão do clássico temos no próximo final de semana a Oktoberfest de Alpestre - RS. Começa sexta dia 23 e vai até dia 25, dia do Grenal por sinal. Serão três dias de muito chopp e alegria, nesta que já é uma das maiores festas da região do Médio Alto Uruguai. Tudo bem que domingo vai ser complicado tomar chopp com a bola rolando no gramado do Beira - Rio, mas quem sabe, um pouco de chopp nos tire um pouco a angústia e o nervosismo que o maior clássico do Brasil nos desperta.

"Eco eco eco cada um com seu caneco"
"Ado ado ado quero um chopp bem gelado".

Bom Grenal e ótima Oktoberfest a todos, lembrando que: "se beber não dirija" e "se dirigir ande bem devagar".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fraldas techno bregas

Adoro a moda. Amo de paixão. Juro. Gosto da moda pela sua complexidade. É difícil de entendê-la. O feio hoje é bonito amanhã, e o ridículo, de uma hora para outra torna-se socialmente aceitável. Eu não entendo, nem ando na moda. Mas observo. Sou um ótimo observador. A moda atinge homens e mulheres de formas diferentes.


Os homens são levados pela moda quando o assunto é automóvel e o som que deve rolar em seu interior (ou seria exterior?). Todo homem para estar na moda, deve ter um carro e um bom equipamento sonoro para curtir o som da moda. Descobri esse final de semana que o som da moda é o techno brega. Por onde passava via homens “auto som motorizados” bombarem seus auto falantes com aquele som meio “nordestino”, meio “vídeo game anos 80”. Tudo pela moda, e pelas mulheres lógico. Mulheres e homens por sinal combinam bem onde não poderiam combinar. Homens andam na moda para as mulheres e as mulheres que deveriam andar na moda para os homens, andam na moda também para as mulheres.


As mulheres inclusive não se preocupam muito com carros e sons, provavelmente porque possuem os homens pra isso. Mulheres se preocupam mais com as roupas e os respectivos acessórios para o corpo. Eu confesso que me divirto muito em observar a moda feminina. Descobri também no final de semana que a moda do momento é as mulheres usarem uns vestidinhos volumosos, onde mais parecem estar usando fraldas. Nada contra as fraldas, mas convenhamos, é muito brega parecer estar usando fraldas. Se bem que o brega está na moda. Estou pensando em andar na moda. Vou voltar a usar fraldas...e escutar "Dejavú". Viva a alienação.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Homem Selvagem de Rousseau.

Ontem voltei a ler um livro que havia começado há um tempo atrás. Tenho um grande defeito com a leitura: começar e não terminar. Leio geralmente umas cinquentas páginas e largo de mão. Já pensei que posso sofrer de deslexia o também que sofra de preguiça aguda, mas sem muito estress vou levando a vidinha desse jeito. A questão é que voltei a ler Jean Jacques Rousseau, e seu livro sobre a origem da desigualdade entre os homens.

Ele, que inicia seu livro dizendo que as verdades não estão contidas nos livros e sim na natureza, o que me fez ter um orgasmo literal, tenta mostrar, e de certa forma mostra muito bem, que o homem, ao contrário do inglês Thomas Hobbes, não é nem bom nem mau naturalmente. Ele simplesmente é.

E simplesmente sendo, e tendo naturalmente tudo que a mãe natureza lhe forneceu para sobreviver, não necessita atacar o próximo ou temê-lo como dizia o inglês. do Leviatã. O estado de natureza, ou seja, o homem em seu estado mais animal, é um estado de paz e não de guerra.

Como os animais, os homens em seu estado natural não possuem famílias. Eles se desvenciliam da fêmea logo que não necessitam mais de seus cuidados e partem para suas vidas solitárias. Assim, pouco tempo depois nem reconhecem mais seus familiares, fazendo com que o sentimento de amor familiar não seja reconhecido no estado de natureza. O que naturalmente temos é piedade. Piedade diante das dificuldades do próximo, o que faz com que reine a felicidade mútua entre todos aqueles que se debatem nesse mundo verdadeiramnete animal. Pergunta ele: "desejar que alguém não sofra que outra coisa é senão desejar que seja feliz?"

Rousseau, afirma que o erro de Hobbes foi considerar as necessidade de satisfazer as paixões uma questão natural, quando na verdade essa é uma questão social. Segundo ele: "Hobbes não viu que a mesma causa que impede os selvagens de usar a razão, também os impede de abusar de suas faculdades. Os selvagens assim, não tem como serem maus, pois não sabem o que é ser bons".

O francês continua argumentando e afirmando, que não é o desenvolvimento da razão nem o freio da lei que impedem o homem de fazer o mal, mas sim, a calma das paixões e a ignorância dos vícios que o levam a isso. Assim, é a razão, a reflexão, a sociedade e as leis, as causas dos males. Diz Rousseau: "O homem selvagem por falta de sabedoria e razão, entrega-se irrefletidamente ao primeiro sentimento de humanidade. É a piedade que fará com que um selvagem robusto não tire de uma criança fraca ou de um velho inválido seu alimento".

Sinceramente não sou fã da leitura, tenho dificuldade em me entregar. Prefiro pensar e escrever do que ler. Não sei se terminarei de ler Rousseau, mas confesso que a forma como ele fala é apaixonante, bela, fantástica. "O homem que não fala não tem ideias" diz ele, e pelo que parece dizer, ter ideias foi a pior ideia que o homem já teve. Continuarei a leitura, eu espero, mas confesso que minhas ideias sobre a natureza do homem estão sendo abaladas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Que coincidência!

Parece que depois do impasse entre os "moradores construtores da ponte" e o DAER, uma empresa acabou por ganhar a licitação. A obra tem previsão de ser concluída ano que vem, concidentemente ano de eleição claro. Fico me perguntando o que seriam dos humoristas sem os políticos. Acho que morreriam de fome.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Obama, a Ponte e os Baixinhos.

Existem certas coisas que não consigo entender. Devo ter algum parafuso a menos. Semana passada vi Obama, não confundam com Osama, ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Não tenho a mínima ideia porque, mas sei que para comemorar, a Nasa explodiu a Lua. Alguns dizem que foi para encontrar água, outros que foi a última tentativa de matar o Bin Laden. Eu a princípio, acredito que foi apenas mais um foguetório comemorativo americano.

Americano por sinal, é doido para aparecer. Eles adoram o inusitado, causar grandes impressões, mostrar ao mundo que podem tudo. E já que não impressiona mais ninguém os EUA explodir algum território do nosso Planeta, logo, explode-se a Lua.

Geograficamente mudando de assunto, mas sem muito entender, vi dias atrás que moradores de Ametista do Sul decidiram fazer artesanalmente as cabeceiras da ponte que liga Ametista à Frederico Westphalen. Quando li a notícia cantei a pedra: o DAER interditaria a obra. Não deu outra. Questão de segurança lógico. O governo é ótimo em interditar, péssimo em fazer. Não sou contra a segurança e a interdição da ponte, mas me pergunto se é mais perigosa a ponte ou as estradas esburacadas espalhadas pelo Estado.

A ponte, como quase toda obra do governo, curiosamente começou a ser construída em ano de eleição e promete ser finalizada em ano de eleição. Não no mesmo ano claro. É interessante, mas o intervalo entre o início e o fim da obra é sempre múltiplo de quatro. Inicia-se a construção, e depois de quatro, oito, doze, dezesseis, ou vinte anos , se concluí a obra. Ou também não se concluí.

Mas existem outras coisas que não em entram na minha enorme cabeça: não entendo porque os pais aplaudem suas filhas, ainda crianças, quando elas dançam funk, e mais tarde as condenam quando precocemente entram na vida sexual; nem porque as já crescidinhas meninas gritam "lindos" para dois marmanjos não universitários num show sertanejo universitário, e nem porque a maioria das mulheres funkeiras universitárias ainda tem preconceito com o próprio corpo. É incrível, mas embora "dancem até o chão" desde pequeninhas, quando o assunto é masturbação as coisas complicam.

Não entendo enfim muita coisa, mas tenho uma certeza: a terceira palavra que a criança aprende na infância é "Coca" e papai e mamãe ainda possuem a preferência de seus filhos, até claro, apresentarem o DVD da Xuxa aos seus baixinhos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

As novelas e a Clara.

Descobri algo interessante. Descobri porque as novelas são longas. A duração das novelas é proporcional a duas coisas: a primeira pela sede do autor em torturar o espectador, em deixar ele apreensivo, louco para saber o que vai se passar no capítulo seguinte; a segunda pelo fato do próprio autor não saber como encerrar o mistério.

É por isso que todo final de novela geralmente é chato. Acabam-se os mistérios e tudo termina do jeito que todo mundo sabia que ia terminar.

Descobri isso ao escrever "Os gemidos de Clara", que embora não saiba realmente se é um conto, uma novela ou apenas algumas linhas mal traçadas falando nada com nada, me fascina em querer enrolar o leitor e me atormenta por não saber como devo terminar a estória.

Estou confuso. Queria um final interessante, diferente, envolvente, sem cair na mesmice de todo final, mas não sei como encerrar.

Deveria eu transar com Clara, e enfim ouvir seus misteriosos gemidos? Ou deveria traçá-la sem ouvir um gemido portenho sequer? E se isso acontecesse? Deveria me suicidar por tamanha frustração? Ou quem sabe Clara deveria morrer antes? Morrer gemendo sem transa alguma. Ou deveria ela morrer silenciosamente, fazendo assim com que eu morresse sem saber dos seus gemidos? Enfim, o que devo fazer com Clara meu Deus? Deus? Será que Clara acredita em Deus?

Vou pensar, mas aceito sugestões.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O velho e falso Santo Sudário.

Santo Sudário, famosa mortalha que, segundo a tradição cristã, teria envolvido o corpo de Jesus Cristo, não passa de uma fraude. A conclusão foi divulgada hoje por um grupo italiano especializado em derrubar mitos.


A chamada Comissão de Inspeção de Alegações de Paranormalidade, um grupo italiano, assegurou nesta segunda-feira que cientistas conseguiram reproduzir a mortalha recorrendo a materiais e métodos disponíveis no século XIV.

A comissão anunciou dispor de evidências suficientes para afirmar que o sudário não passa de uma falsificação medieval. Em 1988, cientistas usaram o radioisótopo de carbono 14 para determinar que a mortalha datava de algum momento entre os séculos XIII e XIV.

No entanto, a polêmica persistiu porque os especialistas não haviam sido capazes de explicar como fora produzida a imagem.

O manto em questão revela a imagem borrada de um homem com sinais de crucificação. Os católicos creem que a imagem de Cristo ficou registrada nas fibras da mortalha no momento de sua ressurreição.

Fonte: AE

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Semana Raul.

Não lembro de ter usado o Blog para promover uma festa ou chamar o povo para gastar seu precioso dindin em algum evento. Isso porque são poucos os eventos que realmente acho que valem a pena. Porém, como haverá um evento que realmente vale a pena, me permito a fazer aqui no Blog um "merchadising".

Embora eu não consiga entender o porque da diferenciação no valor do ingresso, afinal o que mais vejo na atualidade são mulheres reinvidicando direitos iguais, o negócio é mais ou menos o seguinte: se você for homem paga 15 reais; se for mulher paga 13 reais; já se você for homossexual paga o correspondente aquilo que carrega entre as pernas. Esse valor, é bom lembrar, é antecipado. Mas o que esse ingresso dá direito?

Bem, esse ingresso dá direito a você curtir a maior atração que Planalto e região terão no ano de 2009. Ouso a dizer que inclusive a badalada EFAPI, não trará aos amantes do Rock, prazer igual em sua agenda.

Enfim, quem pisará em Planalto, pela segunda vez na história, será nada mais nada menos que o pai do Rock n Roll brasileiro. Nada mais que Raul Seixas Cover.

Já tive o prazer de assistir a dois shows e a conversar com o maluco beleza. Tenho de confessar a vocês: é ele. Não, não é ele, mas tudo nele lembra Raul. Das roupas a fala, do jeito a voz. Raul parece ter encarnado o corpo deste ser, natural de Apucarana no Paraná. Cabe lembrar, para quem é telespectador do Faustão, que esse é o mesmo Raul, que em sua ida até a "plin-plin", fez um mini show de 9 minutos, onde na verdade deveria lá permanecer por apenas 30 segundos. Até o babaca do Faustão ficou de boca aberta para a semelhança existente entre o mito e a realidade.

O show é fantástico, basta ouvir e se deixar levar. Ele toca tudo, dos clássicos ao inusitado. É um show em que a galera canta junto e não precisa gritar "Toca Raul". O paranaense só toca Raul.

Apenas uma dúvida surge ao final do show: afinal, Raul morreu?

Ahhh...o show acontece na Electron dia 10 de outubro...e se inicia lá pela 23 horas e 30 minutos. Ingressos no Bar da Rosi, Cine Bar, Malu Beer e Restaurante Chapão.

Boa festa a todos e boa viagem....

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Minhas amigas mulheres.

Se existe algo que me chama atenção nas mulheres, além de seus belos corpos e suas respectivas curvas , é a amizade que cultivam.

Mulher não tem amiga. No máximo possui conhecidas...parceiras por algum tempo. Mulher não pergunta a outra: "como você está?", mas diz: "que linda, cortou o cabelo?"

Prova disso? Olhem o orkut.

Eu confesso que "adoro" e acho "mara" olhar as fotos no orkut. Principalmente os comentários nelas contidos. É muito sentimento, muito afeto, muita amizade ali declarada. É "amo" pra cá, "linda" pra lá e assim por diante. O problema é que amizade não se declara, amizade se sente, e infelizmente, só sentimos a amizade, quando nos deparamos com algum problema. Podem ter certeza: se você não se sente a vontade de ouvir seu "amigo", ou de contar algo a ele, logo , essa pessoa não é sua amiga. Quer saber quantos amigos reais você possui? Comece excluíndo todos aqueles que te elogiaram publicamente. Amigo não elogia, fala a verdade. E quando a verdade é um elogio, mesmo assim, o amigo não adjetiva, diz meus parabéns.

É por isso, que muitas mulheres que conheço, dizem preferir conversar com homens. Os homens ouvem as mulheres. E mesmo vocês não acreditando, falam a verdade a elas. Se existe alguma intenção por trás disso é outra história, mas os homens, por um momento dão à mulher aquela amizade que ela não encontra na amiga.

Claro que existem mulheres que são amigas umas das outras, em tudo existe exceção. Eu mesmo conheço duas mulheres que acredito fielmente serem amigas. Só não me perguntem se isso vai durar, afinal, nenhum mesmo homem cruzou seus caminhos até agora.

Os homens por outro lado, ou possuem amigos ou inimigos. E um homem, quando descobre no "amigo" um inimigo, jamais volta a ser seu amigo. É oito ou oitenta. Eles até podem voltar a conversar, sentar num bar, encher a cara e falar sobre assuntos fúteis, como a amizade das mulheres. Mas confiar algo...isso nunca mais. Homens são eternos rancorosos. Eles não esquecem a traição. As mulheres pelo contrário são atrizes natas. Conseguem fingir sorrisos, abraços e dizer palavras que as vezes fazem-nos pensar que além da amizade existe algo mais. Menos mal que é só dissimulação. Ou será que estou equivocado?