domingo, 30 de março de 2008

Ao Anjinho.


Sempre que tenho que falar algo sobre a morte, principalmente quando essa é posta realmente diante de mim, sinto grande dificuldade de me expressar.
Um cristão católico se conforta dizendo: "não se preocupem, ele foi para uma melhor", um cristão protestante falará: "agora ele deverá aguardar Cristo voltar e escolher o seu novo povo", já um espírita dirá: "sua alma voltará ou entrará no reino da luz". Mas para mim, que não crê em nada disso, e sabe que a morte nada mais é que o fim de um cilclo consciente, se confortar diante dela é fácil, embora muito difícil seja confortar aquele que sofre ao lado.
Imagine quão ruim é, ter que confortar alguém dizendo: "Não se preocupe ele não existe mais, nunca mais o veremos e o que fica é a sua história". Difícil não é?
Mas a morte é isso. Ela é o fim de todos prazeres e sofrimentos que temos em vida.
E a eternidade? Bem, a eternidade nada mais é do que a história que aqui criamos, e que fica, mesmo depois que morremos. Essa história permanece a fim de lembrarmos o quanto aquele ser era importante para nós.
Hoje perdi mais um amigo nessa existência, o primeiro a se suicidar - os outros morreram acidentalmente - , mas o Anjinho como o chamávamos, se suicidou.
Não vou lamentar sua morte, afinal, ele sempre construiu sua existência de uma maneira autêntica, sem se importar com os outros, sugando o máximo da vida sem medo do que esse excesso de vida pudesse lhe ocasionar. Então nada mais justo e natural que ele mesmo definisse o destino dela. Ele dentro dos amigos que se foram, novamente foi original.
A única certeza que tenho? Ele viveu intensamente, e a mim basta guardar na memória tudo aquilo que vivenciamos juntos.
" Parabéns Cristiano "Anjinho" Marmentini, você realmente viveu". Viveu sem se importar com a sociedade, com seus amores, com sua família. Quem sabe seja essa "não importância" sobre tudo o que o rodeava, que o levou a tomar tal decisão. Porém, se foi isso que o levou a morte, isso é o de menos, " não dá nada" , como você mesmo dizia.
Um abraço eterno do Ale....sendo que aos familiares e amigos a única coisa que posso dizer é:" guardem na memória tudo o que ele viveu, e tenham forças para superar tal momento de perda".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Espaço Aberto

Hoje aqui no Espaço Aberto, este espaço destinado aos colaboradores do Blog do Ale, vão duas poesias, uma do Rodrigo e outra da Monique. Apreciem.

Oremos...

A vocês massas,
multidões,
nádegas de nada
Que não refletem,
pensam com a cabeça dos outros.
Que andam aos bandos,
que se divertem com
barulhos de peidos,
bebidinhas em potreiros
com luzes de pisca-pisca,
com sorrisos
de nausêa...
A vocês que tornaram o
mundo seu espelho,
ou seja, uma merda!

Cheios com seus empreguinhos fétidos,
com suas morais dogmáticas,
com suas palavras de auto-ajuda,
com seus ideais de liberdade individual...

FODAM-SE
FODAM-SE
Deixem-me em minha paz inquieta,
eu sou muito para vocês porque nunca farei parte disso!

Enquanto vocês me derem nojo
eu sei que sou eu mesmo.

Rodrigo Adriano Machado



Você me fez Feliz?

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Você me fez feliz,

Eu não sou feliz...

Monique Cescon

terça-feira, 25 de março de 2008

Invistam na Igreja que ela investe....em..."pasmem".



A denúncia saiu na TV de Espanha. O arcebispado de Madrid, presidido por Rouco Varela e o de Burgos, com Mgr. Francisco Gil, têm investido nos últimos anos na Bolsa o dinheiro da igreja. Dentre as várias empresas escolhidas para fazer frutificar o dinheiro da instituição figuram algumas, como o laboratório farmacêutico Pfizer. Se trata de una multinacional que produz o Viagra e um contraceptivo muito difundidos no mundo.

Se trata do Depo-Provera, um contraceptivo que se administra no braço a cada três meses. Ele é usado por aproximadamente 30 milhões de mulheres no mundo. Pfizer fabrica também outros anticoncepcionais.

A igreja católica é contra o uso de esses medicamentos para prevenir a gravidez e também é contra as camisinhas, mas aplica seu dinheiro neste lucrativo negócio e também em fábricas de bebidas.

Tem que rir para não chorar...uhahahaha

Fonte Cristina Civale - Canal 4 - Espanha

domingo, 23 de março de 2008

Mulheres sem sentido


Volta e meia me bate uma vontade enorme de deixar a vida, em outras palavras de me suicidar. Isso me vem a cabeça, principalmente quando noto que o mundo está cada vez mais sem sentido. Não no sentido das injustiças mundanas que observamos, mas no sentido humano. Essa minha angústia de hoje, é resultado de uma festa ontem.
Imaginem a festa. Duas mil pessoas, três ambientes, pessoas lindas. Tudo perfeito para acontecerem trocas e para a felicidade ali reinar. Trocas verbais, salivares, o ambiente era propício para isso. O que observei? Nada disso.
Por um momento pensei: deve ser um problema meu. Sou feio e minha aparência assusta. Fui no banheiro, me olhei no espelho, olhei para os outros machos, e cheguei a conclusão que não. Não estava feio e mesmo que estivese, deveria encontrar alguém para ao menos conversar. Voltei para a festa, novas tentativas de aproximação e nada. Voltei a observar. Vi que não era só comigo, era com todos. A festa poderia ser descrita dessa maneira: várias mulheres lindas, algumas dançando, e muitos homens tentando aproximação. A cada passo avante masculino, um recuo de passo feminino. Incrível, inacreditável.
Já cansado das tentativas, fiquei pensando...O que fazem ali? Não conversam, não beijam e dançam muito pouco. O que querem ali? Para que vão as festas? Algumas dirão: para se divertir. Mas que diversão é essa que não possibilita o mínimo contato? Onde mal mexem o quadril e olham mais para a roupa da outra do que para o macho que ali está a tentar um contato?
Cheguei a seguinte conclusão: elas estão ali para se exibir e aumentar o ego. Com a exibição atraem o macho que logo depois é expulso sem dó nem piedade como que dizendo: " Muito obrigado por dizer que sou atraente, seu imbecil". E assim fazem sucessivamente. Quanto mais foras dão, mais vão para casa triunfantes.
Para nós homens, já cansados de abordar e nada conseguir uma única saída resta: beber e observar tamanha decadência e perda de sentido por parte de nossas mulheres. Deve haver alguma exceção, mas deve estar bem escondida. Para as ofendidas com minhas palavras e meu desabafo, uma dica: me provem o contrário...
Abraço e até a próxima.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Feliz Páscoa


Tenho uma característica que é considerada pela ampla maioria uma qualidade: sou sincero. E essa sinceridade torna-se paradoxalmente um defeito. Incrível não é? Mas é.
Acredito que já perdi muita coisa por ela e adquiri vários preconceitos pela mesma.
No amor, depois de quebrar a cara aprendi: não se pode ser sincero. Se formos totalmente sinceros no amor, nosso parceiro(a) nos descobrirá totalmente, e assim, o mistério que move a conquista terminará. Então se quiser que seu relacionamento dê certo: minta, ou melhor não seja sincero, mantenha o mistério na relação. Ela é movida por isso.
Na política então...se formos sinceros...minha nossa... seremos chamados de mentirosos, afinal, não existe esse adjetivo na nossa política. Assim a melhor maneira de sermos sinceros politicamente, é paradoxalmente sermos mentirosos. A prova disso é que mesmo sabendo que os políticos nos mentem, ainda continuamos votando neles. Não esquecendo..que esse ano temos eleições e, portanto, vá aos comícios, converse com os candidatos e vote...no mais mentiroso.
Temos ainda outras questões como o comércio, que não passa de um jogo de mentiras, onde o mais mentiroso é o que mais enriquece; e a mídia, onde se formos querer sinceridade...vix... desligamos a TV, rasgamos o jornal e quebramos o rádio.
Bem...ainda temos a religião...minha santa natureza...a religião...Vocês já imaginaram se formos sinceros com nós mesmos no quesito religião?
Meu Deus do céu...escreveria uma "Bíblia" se fosse mostrar todas mentiras e contradições existentes nela. Mas como estamos na véspera da Páscoa...vou lhes deixar uma questão para ser explicada: Jesus morre na sexta, e ressuscita 3 dias depois certo? (Se não é isso me mentiram a vida inteira...)
Assim: de sexta para sábado, um dia; de sábado para domingo, dois dias; e de domingo para segunda, três dias. Pera aí, ele não ressuscitou no domingo? Aff...até Deus me mentiu. Viva a mentira e saudamos toda e qualquer enganação. Feliz Páscoa.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Escolhas, mudanças...possibilidades.


Já abordei neste espaço, que nossa vida é construída na maioria das vezes por pequenas escolhas. Nosso dia a dia nos demonstra isso, eu por exemplo, domingo passado, escolhi fazer um retorno com meu carro e..."pá"...bati ele. Aquela pequena escolha determinou uma mudança no meu domingo, tive que deixar do que estava fazendo para resolver os problemas que me originaram aquela minha pequena escolha...
Por outro lado, algumas vezes somos surpreendidos em termos de fazer uma grande escolha. Uma escolha que temos consciência que vai mudar drasticamente nossa vida. Pode ser uma escolha profissional ao sair do colégio, e ter que optar por um curso na universidade. Uma escolha por morar junto com nosso amor ou até mesmo uma escolha pela ruptura com esse grande amor.
Essa grande escolha pode ter de acontecer porque o emprego sonhado apareceu do outro lado do mundo, embora ao mesmo tempo, saibamos que essa mudança acarretará no fim de muitos outros projetos construídos no presente. Amigos do nosso dia a dia se tornarão amigos distantes , e pessoas com que nunca sonhávamos farão parte do nosso dia a dia e poderão se tornar grandes amigos.
Tudo isso, nos deixa apreensivos, ansiosos, sem saber realmente o que fazer.
Analisar e optar por aquilo que achamos o mais cômodo? Pode ser uma alternativa. Embora seja uma escolha sem muita expectativa, sem luta. Optar pelo desconhecido? Isso é angustiante, embora a cada descoberta nos sintamos criadores de algo novo, criadores de nosso destino.
Enfim, o que devemos fazer, depende em última instância, apenas de nós mesmos. Sendo que o mais importante é simplesmente tomar consciência da existência e tentar caminhar com as próprias pernas. Acho que é isso, façam suas escolhas, criem e sintam-se donos de si mesmos.
Abraço e um ótimo fim de semana a todos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Essa Noite...Rezei


Essa noite rezei. Sim sim, isso mesmo, rezei. Não sei exatamente para quem rezei, se foi para Deus, Alá, Buda, Vishna, Brahma ou qualquer outro Ser Supremo que temos por aí. Só sei que rezei, ou melhor, desejei do fundo do meu coração, da minha consciência, que hoje, os cultos Ministros do Supremo Tribunal Federal, votem a favor da liberação da pesquisa com células - tronco.

Rezei, pelas milhares de pessoas, que aguardam ansiosamente por essas pesquisas e que perderam a dignidade de serem seres humanos, que perderam a vontade de viver, e que vêem nas mesmas pesquisas uma real esperança de voltar a vida. Rezei pelo Estado Brasileiro, que embora dito “Laico”, ainda tem estampada em suas cédulas o dizer: “Deus Seja Louvado”.

Rezei para que todos aqueles cristãos que dizem ter amor ao próximo, realmente tenham amor ao próximo, e não amor àquilo que não vêem e nem sabem o que é: no caso, um embrião.

Rezei pela razão, pela racionalidade, e quando pensei que Deus pudesse ser tão cruel, ao ponto de não iluminar a cabeça de nossos ministros, e deixar que vetem tais pesquisas; usei sua própria crueldade, para orar, e pedir que castigasse todos aqueles que são contra essas pesquisas com as maiores desgraças existentes, desgraças possíveis de serem solucionadas com a pesquisa embrionária. Essa noite...rezei.

terça-feira, 4 de março de 2008

A Garotinha do Sistema

Hoje vai para vocês, um texto, um conto, uma história (isso é o que menos importa), que um amigo escreveu, e que, com sua permissão será aqui compartilhado. O texto contém palavras fortes, então, se você não se sentir capaz de ler algo relativamente amoral, pare de ler por aqui. Uma boa leitura e uma ótima terça-feira a todos vocês.

A Garotinha do Sistema


Uma garota sentada no sofá.
Tarde de domingo, diz:
_Preciso de pessoas idiotas!...não suporto mais intelectuais, artistas ou poetas!
É muito para minha cabeça estúpida.

Todo cosmos treme.
Seu desejo foi atendido!
O gênio da televisão à atendeu...
Agora ela será feliz...agora ela será feliz.

Nada do que eles disserem vai lhe escapar, ora, tudo que seus novos amigos disseram ela já sabe!
Não entrará mais na conturbada crise de valores - O assunto nunca chega a tanto!

Fica fácil de compreender, há apenas a verdade do senso comum; a linguagem é arcaica...
A vida é maravilhosa.

Com flores, com mel, com abelhas...
Deus...

Um outro mundo!
Agora ela acredita sentir.
Mas sente o mesmo que toda multidão...

Bem, ela não se incomoda com isso mais! O cara mais desejado é o que tem carro, dinheiro, roupa de marca (marcado como o gado no campo), corpo estético de academia...daquele jeito, cheio de músculos e uma cabeça oca.

A melhor amiga, é a que apresenta os "caras", empresta as roupas, e ouve quando conta-lhe como sua vagina ficou úmida. Fora quando inventa transas extra-ordinárias...

Cada fim de semana, uma balada diferente...
Meramente passa por sua cabeça que são todas a mesma bosta!...
Ela ignora, evita pensar...e os desejos, ainda os mesmos da multidão.

Agora uma vida feliz, toda moderna, "SÓ NA BOA"...

E os intelectuais, artistas e poetas, sentem vergonha de um dia tê-la conhecido, e ela, sente falta deles, enquanto sai do motel com um belo ardume no ânus...

E de longe...eu observo... todos estes tipos de decadência.

Rodrigo Adriano Machado

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O que você está sentindo?

Vocês já perceberam que no nosso dia a dia, disfarçamos nos preocupar com os outros com a típica pergunta: Tudo bem? Como vai? e perguntas do gênero?
Essas perguntas são feitas de uma forma geral a todo mundo que encontramos, e todos ou quase todos, embora não bem nos respondem: tudo bem, tudo jóia, tudo tranquilo...e assim por diante. É difícil de alguém dizer: estou mal, péssimo. Será que realmente todos estamos bem? Ou seria o contrário?
Na verdade existe em ambos um disfarce. Quem pergunta não está interessado em saber se o outro está bem ou mal, e quem responde, também não está interessado em responder a verdade. Experimentem, após o "tudo bem" respondido, seguir com a seguinte pergunta: e porque está bem? Com certeza ele ficará sem saber responder. Uma provável resposta é "porque sim", e o diálogo termina logo ali.
E porque isso acontece? Porque será que não queremos nem ouvir, nem falar dos problemas de nossas vidas?
Será um problema de confiança no próximo? Ou é porque não conseguimos mais parar para dialogar?
Será pelo fato de não conseguirmos mais viver o presente? Ou é porque permanecemos permanentemente olhando para o futuro, futuro promissor que nunca chega?
Será porque somos "parafusinhos ordenados", cumprindo um planejamento vindo de nossos manipuladores, que nos ordenam tarefas a serem cumpridas em determinado tempo, tornando-nos malucos ansiosos? Ou é porque realmente não somos feitos para dialogar e sim para cumprir?
Não sei por que isso acontece, mas experimentem substituir o "tudo bem", pelo "o que está sentindo" e sintam o espanto diante desse novo questionar.
Um abraço e uma ótima quarta-feira a todos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A amizade é um amor com "S"

Porque os mais belos poemas falam de amor?
Porque falar de amizade não poderia ser mais belo que falar de amor?
Quando perdemos um amor que consideramos verdadeiro, sofremos muito, refletimos mais ainda, talvez pela vida toda. Muitas vezes nem mesmo outro amor, que insistimos em encontrar em alguma esquina, ocupa o espaço vazio que ali ficou, aquele pequeno orifício que teimamos em dizer que não existe, mas, que aumenta aos poucos toda vez que tentamos nos enganar.
Porém, quando perdemos um amigo e tentamos recuperá-lo, também sofremos, também refletimos, mas se fracassamos nessa tentativa, veremos então, que essa pessoa não era um verdadeiro amigo, e por incrível que pareça, nosso coração entende.
Quando perdemos "este amigo", ao olharmos ao nosso redor e também em nossas costas, estarão pessoas, muitas pessoas. Pessoas que até então, eram consideradas somente pessoas para você. Algumas dessas pessoas lhe oferecerão a mão, e um dia, quem sabe, poderão se tornar pessoas a quem poderemos confiar todos nossos sonhos e segredos. Pessoas que poderão ocupar um lugar especial em nossa vida. Pessoas que podem ter o poder de fechar o vazio que o amor deixou. Porque o amor é singular, e a amizade é plural, e tenta nos mostrar os diversos caminhos para a tão sonhada "felicidade terrena".


Monique Cescon

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Aprendendo a como não dar uma aula.


A raiva, a angústia, o sofrimento de nada fazer diante do ridículo me fazem bem. É essa raiva e essa angústia que me deixam atônitos, com vontade de acabar com tudo. Esses sentimentos, que num primeiro momento, gostaria de jamais sentir, são os que alimentam a minha escrita, e tudo ou quase tudo o que me disponho a escrever. É ela, a escrita, que funciona para mim como uma arma, onde posso disparar contra o ridículo escancarado e incrivelmente aceito. Não, não se preocupem, os religiosos de plantão, muito menos os publicitários e agentes propagandistas da mídia alienadora, minha crítica hoje, não vai para vocês. Minha crítica, e toda minha raiva contida, e aqui desabafada, vai para os educadores, para aqueles que dizem querer libertar, despertar e construir o conhecimento nos alunos.
Ontem tive aula de didática. A princípio, deveríamos aprender a como ministrar nossas aulas, quando formos educadores. Ontem, adquiri um grande aprendizado: aprendi como não devo ministrar minhas aulas.
O ambiente "sala de aula" por si só é ridículo. É impossível, dar aula a cinquenta alunos. Colocar cinquenta alunos numa sala de aula e querer que eles aprendam, não é educação, é arrecadação. Mas o que me causou riso e raiva foi a justificativa da matéria. A justificativa, é o porquê aquela matéria existe, enfim, porquê temos que estar ali. Vejamos. Diz lá: "devemos tornar vivo o exercício da democracia, da pluralidade, do realizar e avaliar os problemas e as ações planejadas". Lindo não é? E continua: " O planejamento participativo ( que é o que a mestre propõe), necessita de liberdade de expressão e da capacidade de reflexão crítica do grupo..."( embora ela, a todo momento estivesse preocupada em acabar todo o conteúdo e falasse contanstemente da metodologia que deveremos aplicar em sala de aula). Não quis complicar a aula( não senti liberdade para isso), mas existe um mar de contradições. Primeiro, porquê ela fala em liberdade, e depois, em planejamento, metodologia e formas de fazer um todo aprender tudo. Segundo, quando se fala em reflexão crítica, onde na verdade a preocupação não está na criticidade do aluno e sim na obrigatoriedade do professor em acabar com o conteúdo previamente planejado. Não entendo como que dentro de algo planejado e que tem que ser ministrado, pode haver liberdade para a opinião, para o diálogo e para a criticidade. Não vou ficar citando todas contradições da aula, é perda de tempo, porém quero deixar um reflexão.
O que realmente importa? O professor livrar-se de um conteúdo pré-estabelecido, sem ninguém entende-lo? Ou o professor fazer o aluno entender um pouco do que existe no conteúdo, mas com ao menos a satisfação de ver que algo foi assimilado?
Por fim, agradeço a péssima aula, pois além de me inspirar a escrita, ao menos assimilei o que não devo ser como professor, ou melhor, como não devo ministrar minhas futuras aulas.
Uma ótima terça a todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Fofoca e Suruba


Não é de hoje que penso que somos maravilhosos atores. Vivemos constantemente preocupados com nossa imagem, seja no ambiente escolar, de trabalho, seja onde quer que desejamos ir. Nossa imagem fala mais que as palavras. Assim, nós homens, nos tornamos "bons de papo" não pelo o que falamos mas pelo o que demonstramos. Somos "bons de papo", quando, andamos na moda, temos um ótimo carro, um som invejável. Se você não tiver isso, pode considerar-se, fora dos padrões exigidos para uma boa conversa. Além disso, um bom de papo, deve ter atitudes que não intimidem o próximo. Ele pode ficar calado, mas sua ação, sua forma de se colocar diante dos outros fala muito alto. Pode ser o modo de sentar, de parar, de andar. Um bom de papo, precisa de tudo isso. Ele, antes de falar, precisa ser um bom ator, precisa saber representar. Feito isso, suas palavras são meras complementações sobre algo que já foi pré-estabelecido pela sua imagem. Com as mulheres, é um pouco diferente. As mulheres não precisam de carro, de som, mas precisam estar como a mídia manda (a roupa, o cabelo, o sapato), porque, ao contrário, é um vexame estar num ambiente, fora dos padrões estabelecidos pela mídia. Além do mais, mulher se mostra e se veste para mulher, e quem veste a mulher é a novela, o BBB e os programas de fofoca. E nessa última palavrinha aí, que está a chave de tudo. Toda essa nossa preocupação com a aparência, só existe pela fofoca, pelo comentário que os outros formam sobre nós. A fofoca, alimenta a aparência, e, nos preocupamos com a aparência, com o objetivo que a fofoca feita sobre nós, seja uma "boa fofoca". Só tem uma coisa, que quebra, pelo menos em parte, com essa preocupação com a imagem. A bebida.
Observem uma festa. No começo, todos tímidos, contidos, quietos. Vai um gole, outro gole e as coisas começam a modificar. A bebida, faz com que a timidez diminua e a libido aumente. As imagens começam a ruir. As mulheres dançam, atraindo as presas masculinas ao seu encontro. Os homens, atraídos, vão em busca do acasalamento, por hora ficam perdidos, não sabem para onde ir. Gostariam de ter todas, e elas também gostariam de ter todos, mas a moral não permite. A dança do acasalamento não deixa mentir. E a bebida, deixa ambos os sexos, por um tempo, sem aquilo que chamamos de moral. A vontade aos poucos está acima da moral, e os já bêbados estão cada vez mais livres para fazerem suas vontades.
Uma festa seria uma grande suruba, se não tivéssemos a memória. Memória, que um dia após, nos faz lembrar e falar de como aquele ou aquela estava "feio ou feia na foto". Memória que nos faz sentir na pele a ressaca moral provocada pela vontade de viver aquilo que nos causa prazer. Assim, se não existisse memória, não existiria fofoca, e o mundo... O mundo seria uma grande suruba.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deus conversa com o Ale.



Estava eu, acomodado em meu lar, descansando tranquilamente, quando aquele, que só aparece de vez em quando(para desabafar algo ou para pedir ajuda), me chama ao celular. Eu, ao ver tal chamada pensei comigo: "que que houve agora".


Quem acompanha o blog já deve saber de quem estou falando, mas para quem é novo por estas bandas, informo quem era. Era Deus. Sim, ele mesmo, Deus.


Não é de hoje que ele se dirige a mim para desabafar e fazer pedidos incessantes para ajudá-lo a abrir os olhos dos seus fiéis e principalmente de seus representantes.


Atendi prontamente (não tenho audácia de deixar Deus esperando). Desconfiado de que sua ligação seria de revolta, tentei deixá-lo de bom humor e atendi dizendo:


_ E aí Deusinho querido do meu coração, com o vai a vida?Como passou o carnaval? Enfim como vossa divindade está?


Ele com um fala seca e bruta diz:
_ Estressado, péssimo, revoltado, com vontade de morrer. Mas nem isso posso, tenho vida eterna Ale. Que merda.


Começo a interrogá-lo mas antes disso dou-lhe um puxão de orelha:


_ O meu Deus, você poderia ao invés de vir a mim, sempre reclamar, enviar alguma notícia alegre, alguma boa nova, algo de bom para nós simples mortais.


Ele retruca:


_ Gostaria, mas não consigo. Depois que coloquei esse Papa Bento para me representar, só me estressei, perdi minha identidade, não sei mais quem sou.


_ Eu sei disso. Mas continue.


_ Sim Ale, continuarei. Pois bem, já disse que sou a favor de uma reforma, que possibilite as mulheres terem uma representante divina, os homossexuais serem felizes e respeitados e as pessoas poderem ser dignas da sua existência aí na terra. Mas meu Papa...Você viu a última dele? Lançou a campanha da fraternidade, a meu pedido, com o lema: "Defesa da Vida". A princípio nada de errado, ele apenas fez aquilo que pedi, mas quando fui ver o que ele pregou com isso....nanananana...o FDP, na verdade é contra a vida. Veja bem Ale...


_ Sim "migo" continue.


_ A idéia da campannha foi minha, mas parece que aquela anta aí embaixo não entende o que é vida. Ele diz que vida é aquele embriãozinho, e as vezes até a porra ejaculada, imagine como estariam os ralos dos banheiros dos adolescentes, seria um novo mundo se isso fosse vida. Ele diz que a vida já existe, antes mesmo do feto criar a base neurológica no seu cérebro...Minha santa inteligência Ale, quanta burrice, o que eu fiz para merecer isso...


_ Te entendo...mas me explique, de que "Defesa da Vida" você falava ao abordar a campanha?


_ Ale, Ale, para você sei que isso não é necessário, mas já que insiste, falarei. A vida consciente, somente existe, quando o cérebro está formado, ou na pior das hipóteses quando existir dois neurônios interligados. Quando falei em defesa da vida, quis dizer que defendia o aborto, pois sei que é injusto, milhares de mulheres terem filhos sem condições de tê-los, tanto no sentido psíquico como financeiro.


Quando falei em defender a vida, quis dizer, que devemos aproveitar os avanços da ciência, por exemplo na pesquisa com células tronco, que possibilitaria devolver a vida àquelas pessoas que tiveram a desgraça de terem sido vítimas de uma fatalidade existencial. Enfim Ale, defendo a vida existente e não a vida futura que ainda não existe. Entendeu né?


_ Claro que sim, mas quer que faça algo?


_ Claro que gostaria, e por isso que me dirigi a você. Sei que seu blog exerce uma forte influência, não tanto quanto o que aquele imbecil de Roma diz, mas peço que publique nossa conversa e que assim, pelo menos os leitores do Blog saibam de que vida estou falando.


_ Caro amigo, que honra poder ajudá-lo novamente. Fico muito feliz com isso. Com certeza publicarei nossa conversa e meus leitores espalharão suas belíssimas palavras em defesa da vida pelo mundo.


_ Muito obrigado Ale. Muito obrigado mesmo. Desculpe apenas me dirigir a você quando estou estressado, mas é que esse Papa me deixa louco. Mas prometo lhe enviar boas novas, assim que tiver.


_ Está perdoado meu Deus, pois como seu filho Jesus mesmo diz: " Quando lhe pedirem perdão, não lhe perdoe sete, mas sete vezes setenta"...Abraço aí e até.


Protesto contra a Igreja Católica reúne duas mil pessoas em Roma


Um protesto contra a Igreja Católica reuniu neste sábado duas mil pessoas em Roma. A passeata contou com a presença de representantes de movimentos sociais, grupos de esquerda, homossexuais e feministas.
Os manifestantes acusam o Papa Bento XVI de se intrometer nas discussões do parlamento sobre as leis de aborto, inseminação artificial e o casamento de homossexuais.
Neste sábado, na abertura de um congresso sobre as relações entre homens e mulheres, o Papa criticou o machismo e a discriminação contra as mulheres. Bento XVI reafirmou que Deus criou homens e mulheres de modo que completassem um ao outro.
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1672050-3586,00.html

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A Contribuição de Lula

Já citei aqui, que sempre gostei da política. Tudo bem que me revoltei, logo após, o Luiz Inácio FH Cardoso da Silva, assumir o poder. Me revoltei após ele ter expulsado seus colegas de luta, e ter dado cargos a seus opositores. Eu achava que estava certo na minha revolta, achava...
Eu estava equivocado, admito. Lula fez o certo e continua fazendo. Ele leu o Príncípe de Maquiavel e mandou ver.
O governo Lula usa a lógica e por isso causa pavor aos opositores, que nem sabem o que mais são. Teve uma época, que o PT era coisa de pobre, comunista, revoltado. O PT causava pavor a elite brasileira.
Hoje o PT, continua sendo dos pobres, através do assistencialismo do governo, mas também é dos ricos, através do contínuo enriquecimento. Assim...a oposição se sente perdida, sem rumo, sem caminho para retomar o poder.
Lula está blindado contra as críticas. Descobrem algum podre no governo e prontamente ele diz: "não sabia, mas vamos investigar". Para atormentar a oposição que o acusa, Lula continua: "vamos investigar não só o nosso governo, mas também o governo passado". A oposição solitária só pensa consigo: "aí fodeu". Vejam o recente episódio dos cartões corporativos.
Lula conseguiu o que parecia impossível há um tempo atrás: acabar com a oposição. E diga-se, que sem golpe militar. Fidel Castro e todos os outros ditadores devem estar enciumados do "nosso barbudo". Ele está sendo fantástico.
Lula conversa com Chaves (odiado no mundo), e dá risada com Bush( deve ser porque ele é um palhaço mesmo).
Lula, dá o peixe para o pobre e o barco pesqueiro para o rico. Lula é incrível.
Uma das maiores contribuições de Lula, como presidente, foi acabar com os partidos políticos. Lula acabou com aquilo que chamamos de ideologia partidária.
Isso existia...até Lula entrar no poder.
Lula acabou com os idealistas, e possibilitou que esquerdistas vissem bondade na direita e direitistas vissem maravilhas na esquerda. Lula acabou comigo e me fez ver a política com outros olhos. Lula veio à terra para trazer a paz entre os homens.
Acredito que na próxima eleição presidencial vai haver consenso...pelo menos não teremos gastos em campanha. Obrigado Lula.
Abraço e ótima quinta.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Os Grilos e as Baratas.



Dias atrás em uma de nossas habituais conversas, eu e meu admirável pai, tivemos uma discussão em torno dos grilos e das baratas. Meu pai não mata grilo, eu não mato barata. Salvo em alguns casos impensados.
A barata, é o inseto mais injustiçado do planeta. Se alguém avista uma barata...plaft...logo mete uma chinelada, sem dó nem piedade.
Já o grilo...que lindo bichinho. "Coloca o grilo pra fora de casa e mate aquela barata" diz a mãe com a maior naturalidade. O grilo mandam embora, a barata é morta. Que injustiça.
Perguntei ao meu pai porque matava barata e não matava grilo. Pedi a ele que analisasse os incômodos ocasionados pela barata e pelo grilo. Tudo uma questão racional, de análise. "As baratas são nojentas" disse ele. "Mas o nojo é uma questão histórica cultural e obviamente moral" retruquei. Mas vejamos:
As baratas não cantam, isso se podemos chamar aquele estrilado terrível do grilo, de canto. Só por esse "canto" insuportável, as baratas já deveriam ser mais bem recebidas que os grilos. Mas não.
Alguns dirão: "as baratas vivem em canos, são sujas, nojentas, comem de tudo". Pesquisei na internet. Os grilos também. Porém, continuarão a dizer: "as baratas são em maior número, vivem em bandos".
Sim elas são. Mas que culpa elas têm se conseguem sobreviver dias sem comer e sem beber , e se são menos individualistas? Elas são superiores por isso, e será pela superioridade delas, que devem ser exterminadas? Pode ser. Nós humanos odiamos seres fortes, que conseguem fazer o que não somos capazes. Qualquer greve de fome entre nós , é motivo de espanto, e viver em bando, é coisa ou de marginal ou de comunista. Certo?
Pensei que essa injustiça pudesse ser resultado da cor. As baratas em sua maioria são marrons, pretas...e os grilos, embora existam também nessas cores, foram vendidos por Walt Disney como aqueles insetos verdinhos, simpáticos, e cantadores, com uma cartola na cabeça e com um guarda chuva na mão....estão lembrados? Olhem a foto ali à direita. Não é lindo? Quem sabe aí esteja o motivo de tanto amor pelos grilos, e tanto ódio pelas baratas: a cor. Será que até aí, somos racistas?
Mas a questão agora é racional, e, amor ,ódio, racismo, nojo, são sentimentos, são questões irracionais.
Então vejamos: os grilos incomodam com seu estrilado, que ousamos chamar de canto. As baratas não estrilam, ou melhor, não cantam. Os grilos trituram nossas roupas, as baratas não. Por enquanto 2 a o para as baratas. Ambos vivem no mesmo ambiente, comem de tudo e são insetos. No oriente, ambos são comestíveis, e portanto, exclui-se a questão doença, nos colocando diante de um nojo moral, o que nos faz crer que tudo isso é humanamente construído. Portanto, continua Baratas 2 x O Grilos.
Deve ser Walt Disney. Só pode ser ele. Quando a mídia pende para um lado...adeus razão. É emoção total. E aí, neste sentido...adeus razão...adeus baratas.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Espaço Shaollin


KILOMETRAGEM FEMININA

· Os cientistas descobriram que uma boa trepada dura em média, aproximadamente 7 (sete) minutos.

· O cálculo médio de uma trepada é de 60 (sessenta) penetrações por minuto.

· Isto significa que cada foda consiste em 420 penetrações.

· Supondo que o pênis tem, em média 15 (quinze) centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 6.300 (seis mil e trezentos) centímetros de chibata por foda.

· Ou seja, em cada relação são 63 (sessenta e três) metros de rola que entram na buceta!.

· Geralmente as mulheres trepam 3 (três) vezes por semana (mais ou menos).

· Como o ano tem 52 (cinqüenta e duas) semanas, então trepam 156 (cento e cinqüenta e seis) vezes por ano.

· Isto quer dizer que a mulher recebe 9.828 (nove mil oitocentos e vinte e oito) metros de pênis por ano.

· Ou seja, em um ano normal, a mulher absorve pelo menos o equivalente a quase 10 (dez) km de pica!.

· É importante repassar estas informações às mulheres, que certamente não sabem se estão ou não dentro da kilometragem padrão!!!

· Veja: a 10 (dez) km por ano, uma garota de 25 (vinte e cinco), que tem sua vida sexual iniciada, em média, aos 17 (dezessete) anos, já rodou uns 80 (oitenta) km. Ex: [ 25 - 17 = 8 anos ] [ 8 X 10 km = 80 km !!! ]

· Portanto, a partir de agora, não estranhe se as mulheres se apresentarem da seguinte maneira:

· Oi, eu sou a Fulana. Trabalho num banco, tenho vinte e sete anos mas tô novinha!!!

· Só rodei uns 55 (cinqüenta e cinco) km!!! Tenho uma quilometragem de uma "menina" de 22/23 anos!!!

· Tô inteira, muito bem conservada. É como se eu fosse ano 72, modelo 77!!!

· Aguarde a Próxima... Nosso centro de pesquisa do Sexo está sempre buscando informações úteis para melhorar sua vida sexual!

Shaolin

CRS 006969

Carnaval


Gosto do carnaval. Gosto do carnaval porque ele liberta aquele ser aprisonado que temos em nós. Nosso "super ego" deixa de existir nessa época do ano, e louco é aquele que ainda se deixa levar pelo moralismo social.
No carnaval tudo é permitido, e qualquer "peso na consciência", que pode ser sentido pós-carnaval, é liberto com a seguinte frase: " É carnaval, não dá nada".
O carnaval serve como um descarrego. Passamos o ano inteiro seguindo regras sociais e descarregamos tudo em 5 dias de folia. Se ficar sem beber durante o ano, é sinônimo de boa conduta, não beber no carnaval é sinônimo de loucura. Ninguém vai para o carnaval ficar sóbrio, a não ser os loucos. Contraditório não é? Os normais durante o ano, são loucos no carnaval. Que beleza. Por isso que amo o carnaval.
Dizem que carnaval é sinônimo de sexo. Não concordo. Carnaval é sinônimo de excitação sexual. Em meus vários anos de folia, foram poucas vezes que vi sexo explícito. Mas beijo na boca, mão na bunda, etc e tal...isso é comum. Na verdade, existe uma "progressão de estágio" no carnaval. Aqueles que acham comum beijar na boca durante o ano, no carnaval podem transar tranquilamente, e aqueles que não beijam na boca durante o ano, deliciam os lábios no carnaval. Que maravilha.
Enfim, o que mais gosto do carnaval é que os puritanos deixam de ser puritanos e os loucos deixam de ser loucos. O carnaval equilibra a sociedade. Ele une, durante 5 dias, todas classes sociais existentes. É impossível classificar que aquele é rico ou pobre, pelo o que está vestindo no carnaval. Vestir algo no carnaval que é loucura. Quanto menos tiver, mais rico e original será. Olhem para a Globeleza. Não é uma beleza?
Só tem uma coisa que me deixa triste no carnaval. Quando ele termina...começa a quaresma...e aí haja saco.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os Pássaros


Vocês sabem por que os pássaros cantam?
Eles não cantam para agradar.
Eles cantam para dizer boa noite e para dizer bom dia...Observem-nos.
Os pássaros cantam para o Sol. Eles despedem-se do Sol ao entardecer e o recebem ao amanhecer com um coro esplendoroso. Todos em sintonia, numa harmonia tão perfeita que faz com que pensamos que é o "Maestro Sol" quem orquestra aqueles refinados cantores.

Deve ser por isso, e com inveja dos pássaros, que o Homem criou a filosofia, a razão, a religião e a fé.
Abandonados ao mundo, em desarmonia com aquilo que observam , e com inveja da harmonia universal existente, o Homem entra em colapso nervoso e cria os Deuses. Os Deuses servem como um calmante para aquela existência perdida, solitária e incomunicável que habita o universo. Enquanto os pássaros cantam, o Homem apenas resmunga e com nada se entende. Paradoxalmente, por não saber cantar, o Homem aprendeu a falar.
O Homem, num ato de desespero, cria a linguagem, inventa a razão, e mal sabe ele, que mais tarde, a mesma dará asas a fé.
A racionalidade, a linguagem, vêm para angustiar ainda mais o homem, pois ele, embora saiba falar, nunca consegue entender para onde os pássaros cantam, e porque cantam.
Por não saber para onde cantam, o Homem cria Deus. Deus passa a existir, para o Homem ter para onde cantar. Como Deus não responde, o Homem, agora já louco, numa estado de insanidade mental indescritível, cria a fé. A fé, vem para iludir o pobre Homem, iludir fazendo-o acreditar que é tão feliz quanto um pássaro que canta. O Homem, acha que descobriu o mistério do pássaro. Enquanto isso, o pássaro sem querer saber porque, canta à sua própria existência. O pássaro vive. Já o homem dá as costas à existência e canta para a inexistência.
Enquanto os pássaros cantam para o Sol, o Homem acha que canta para Deus.
Enquanto os pássaros celebram a vida, o Homem cria a morte para dar sentido a vida.
Feliz pássaro. Pobre Homem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A Beleza Feminina


É incrível a beleza feminina. Ficamos admirados de tal forma com ela, que deixamos, como que num feitiço, que ela nos iluda, e faça-nos achar que além do físico exista também uma perfeição intelectual, naquela escultura. A beleza nos ilude, e deve ser por isso que os pensadores da antiguidade não queriam as mulheres por perto. A mulher, com sua beleza infindável, hipnotiza o homem e faz com que este não faça mais uso da racionalidade. A beleza desperta a paixão, que no grego "páthos", significa patologia. Mas como é bom se sentir patológico, doente. Doente, mas apreciador da beleza feminina.
Sempre digo que a mulher é superior ao homem, por não dar a beleza física, algo tão valoroso. Vemos várias mulheres lindas com homens horríveis, mas o contrário é de difícil observação. O homem mostra sua fraqueza diante da beleza. Ele deixa de ser homem, e se torna um escravo da beldade. A mulher não. Ela aprecia a beleza, mas consegue ver algo além da própria beleza. Ela consegue amar o ser intelectual e não físico. Ela é mais humana e menos selvagem.
A beleza nos fascina de tal maneira que as palavras não fazem mais sentido. Elas simplesmente se tornam coadjuvantes daquele corpo perfeito.
Nós, homens, damos a vida pelo belo. Queremos ser possuidores da beleza, para no fim enlouquecermos com medo de perder a mesma.
Bendita beleza, malditas mulheres. Em tempos de feminismo exacerbado, ficamos reféns de seus corpos esculturais.