sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Os números não mentem...hoje é um dia especial
Platão já dizia que o mundo é corruptível. Dizia que os sentidos nos enganam e que o que de melhor podemos contemplar de verdade está depositado na matemática. Platão via pureza nos números. Somente eles traziam a perfeição. A matemática sim é precisa. Nela não há espaço para erros.
Platão devia estar certo. Até a sociedade é matemática. A sociedade é baseada em números. Quer ser um dos nossos? Se encaixe. Caso cotrário se afaste. Não existe meio termo.
Sim a matemática é cruel e milagrosa. Cruel porque é preconceituosa, e milagrosa porque faz com que o mesmo o preconceito se dissipe facilmente no ar. É tudo uma questão de números. Os números transformam. Fazem do horrível algo belo e do belo algo horrível. Tudo depende deles.
E foi assim, baseado nos números, que decidi provar que hoje é um dia especial. Não porque foi especial pra mim em algum momento - pois como disse não sou confiável - mas sim porque ele é na sua essência especial.
Vejamos:
Dia 29 de julho de 2009
29 = 2 + 9 = 11
Mês 7
7 = 7
Ano 2009
2 + 0 + 0 + 9 = 11
Dia + Mês + Ano
11 + 7 + 11 = 29
29 = 2 + 9 = 11
11 = 1 + 1 = 2
O que o "dois" significa? Tirem suas próprias conclusões.
Eu não tenho dúvida alguma? Definitivamente eles não mentem.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O Gre-Nal do Centenário
Questionado sábado a noite sobre quem sairia vencedor no Gre-Nal do Centenário, disse que daria Inter. Os gremistas, convictos da vitória me diziam que o Grêmio vive um momento melhor. Concordo com eles: o tricolor da Azenha, mesmo tendo perdido a semifinal da Libertadores para o Cruzeiro e vindo de derrota para o Coritiba, triturou o "Timão de Ronaldo" por 3 a 0. Já o Colorado por outro lado vem de grandes perdas: perdeu a final da Copa do Brasil para o mesmo Corinthians que o Grêmio meteu três, e foi humilhado na decisão da Recopa diante da equipe equatoriana da LDU. Assim, mesmo que líder do Brasileiro, era inegável observar que o Grêmio, pelo momento vivido, era realmente favorito.O Grêmio venceu com justiça o clássico do centenário; venceu seu primeiro Gre-Nal do ano; quebrou um jejum de dois anos sem vitória e de quebra tirou o Inter da liderança do campeonato.
Sei sei...foi só mais um jogo de três pontos. Porém isso é um mero detalhe. Esse Gre-Nal, como disse, foi especial. Ele não será lembrado pelos três pontos, e sim por ter sido o Gre-Nal do Centenário. Será lembrado como o jogo que marcou os 100 anos de história de um dos maiores clássicos do mundo.
Humildemente me resta dizer: Parabéns Grêmio.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Michael, José e a eutanásia.
Se existe algo de útil na vida dos políticos e famosos em geral, é que a vida deles, num determinado momento, nos faz questionar a própria existência. A morte de Michael Jackson é um exemplo disso. Mesmo quem nunca escutou o rei do pop deve ter se perguntado - e se indigando - com o "negócio" que virou seu falecimento. Faltou até ingresso para o velório.
Mas não é de Jackson que quero falar. Quero que neste momento você se coloque na seguinte situação: você tem cancêr no abdômen, já foi submetido a treze cirurgias e está com 77 anos. Para piorar, seu intestino acaba de “trancar." Ele está, em outras palavras, empedrado. Não há no meio cientifico “lacto purga” que faça efeito. A você resta tomar uma simples decisão: se submeter a mais uma insegura cirurgia ou esperar "explodir naturalmente." Vice-Presidente da nossa República, empresário bem sucedido e figura que mais bem representa a direita no governo federal, José de Alencar tem de tomar essa difícil decisão. Como disse anteriormente, políticos e famosos servem para nos despertar a reflexão.
Quando fiquei sabendo do estado de saúde do nosso "vice maior", e me colquei na sua situação, confesso que não me senti nada bem. Me senti obrigado há ao menos pensar em uma terceira via. Uma via menos sofrida e mais digna. Pensei no direito que "não" nos é dado de tirarmos a própria vida. Pensei no suicídio, ou melhor, na eutanásia. Sim, sou a favor da eutanásia. Não vejo motivos para sua ilegalidade. A eutanásia, ao meu ver, é inclusive constitucional. Pergunto: nossa lei maior não nos garante a vida e a dignidade? Ora, se tenho minha vida segurada e sou um ser racional, tenho obviamente poder sobre ela. E se tenho poder sobre a vida, logo, tenho poder sobre a morte.
Não existe vida que não encontre a morte, e assim, salvo por questões religiosas - que são pessoais -, não consigo encontrar motivos para Alencar não ter essa terceira opção...tatatata...sei que ele é cristão e isso fere os seus princípios, mas a alternativa em si deveria existir. Me coloco na sua situação e me arrepio. Eu optaria com certeza pela eutanásia.
Eu, se fosse "presidente do mundo", legalizaria a eutanásia e reverteria todo o dinheiro arrecadado com a morte de Michael às criancinhas que passam fome. Todos sabemos que Michael adorava as crianças. Nada mais justo que ajudá-las eternamente...
Como disse, a vida de políticos e famosos nos serve para refletirmos. Vocês não acham?
terça-feira, 7 de julho de 2009
Eu e os pensamentos.
é, tenho esse defeito de ficar pensando "coisas idiotas." Não consigo aceitar muito as coisas sabe? Não sem antes analisá-las. É por aí que crio aquilo que chamo de ideia, que consequentemente me faz aderir a uma determinada ideologia. São tipo assim...conceitos que elaboro a partir da experiência em geral, sempre levando em consideração de que por vivermos em sociedade, devemos pensar no bem comum ou no da maioria. Assim, observo o mundo, encontro nele há existência de coisas absurdas e penso em algo para além do absurdo. Claro que já pensei que a vida é mesmo esse absurdo injusto e cruel, e que deveria me adaptar ao meio. Pensei mas não consigo. Sou um ser em extinção. Não me adapto. Sou anti-darwin, embora concorde com ele. Um amigo meu semana passada, me aconselhou que seria melhor pra mim "nadar a favor da correnteza" Não tiro suas razões. É bem mais fácil dizer "sim" pra tudo do que indagar o "porque" das coisas. Porém isso é terrível existencialmente, principalmente para quem é um "existencialista." Respondi que para isso acontecer, teria que parar de pensar ou me fazer de vivo morto. Concluí à ele que antes de ser um vivo morto, prefiro ser um vivo sofrido, afinal ao menos posso falar. Enfim, prefiro morrer afogado contra a correnteza ao invés de descer o rio e cair cachoeira abaixo.
Mas não é sobre isso que estava pensando. Pensava sobre meu gato e a gata da minha mãe. Não me compreendam mal. Não me tornei homossexual nem estou desejando "comer" minha mãe. Estou falando dos felinos, aquele que fazem 'miau" sabe? Se quiser saber o que? Leia o texto abaixo.
Beck Lilica e eu.
Mas resumindo: minha mãe não quis deixar sua gata copular com meu gato; meu gato na primeira oportunidade que teve fugiu de casa à procura de sexo, mas a gata da minha mãe continuou a gritar por sexo. Minha mãe pressionada pelos gritos da gata, e não mais só dela, mas também dos vizinhos e da família em geral...soltou a pobre virgem. Não deu duas horas e lá estava ela"namorando." Com quem? Com um "gato amarelo de pêlo curto brasileiro." Não. Não era o meu Beck, mas vejam que ironia: minha mãe que não quis dar sua gata ao meu gato, teve que ceder aos gemidos de amor de sua adorável felina, que se entregou para um gato parecido com o meu. Isso me fez pensar...
Pensei sobre Beck e Lilica. Pensei sobre eu e meus amores. Pensei nos desejos, na minha mãe e na vitória do ser diante da sociedade repressora. Enfim...pensei.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O Futebol, a Vida e Eu
O futebol se resume mais ou menos no seguinte: são vinte e duas pessoas, correndo e lutando para colocar uma esfera feita de couro de vaca para dentro de três barras de ferro, que formam com chão um grande retângulo. Junto a esse ainda existem masi três juízes que são responsáveis pela segurança da correria. É mais ou menos como a vida: passamos a vida inteira correndo e lutando, para obter algo que não sabemos direito o que é, para na hora da morte, ficarmos dentro de uma caixa retangular. Que coisa idiota.
O futebol, como a vida, de tão imbecil se torna interessante. No futebol não conta a campanha e o confronto direto, conta título. Não conta retrospecto, conta 90 minutos. Ficar vice campeão é o mesmo que ficar em terceiro e até pior muitas vezes.
Vejam: O Inter vice campeão da Copa do Brasil e o Grêmio terceiro colocado no campeonato mais importante da América, por não terem ganho nada, comparam hoje suas forças através do Campeonato Brasileiro. Porém, tais forças nem seriam comparadas se caso o Grêmio tivesse ganho a América mais fácil da história. A imbecilidade do futebol é tamanha, que se o Grêmio tivesse ganho a Libertadores, mesmo que o Colorado viesse a ganhar tudo no ano, mesmo assim, não poderia comparar todos os seus feitos com o feito do Grêmio. Neste ponto também o futebol se assemelha com a vida. Nossas atitudes, nossa "campanha" na existência não vale muito coisa, o que vale mesmo são os "títulos" e os que eles proporcionam.
É, o futebol como a vida, é uma tremenda idiotice....e eu...sou um idiota.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Eu acredito.
Primeiro quero deixar claro que não acredito em superstições. Segundo, quero dizer que muitas vezes, no desespero, me contradigo. Por último enfim, preciso admitir que estou desesperado. Dessa forma, hoje sou um ser contraditório e consequentemente supersticioso.Portanto hoje vale tudo. Vale até ir na missa e jurar pagar o dízimo em dia.
Não cheguei a ir na missa e muito menos a pagar o dízimo (não estou assim tão desesperado e se o problema for Deus estamos tranquilos, afinal o padre é colorado), mas desde que acordei, estou fazendo uso de minhas mandingas. Coloquei minha cueca sagrada, meu par de meia imbatível e fiz as promessas rotineiras dos dias decisivos. Como disse, hoje vale tudo.
Tenho um amigo que prometeu correr semi-nu e pagar a festa se o Colorado erguer a taça. Outro, um representante político, jurou honestidade em suas atividades até o fim do mandato. Eu, além de realizar minhas superstições, prometi ir tomar cerveja com aquele amigo que vai pagar a festa.
O mais interessante é que encontrei neste último mês, o motivo que levou o Inter a sair em desvantagem no primeiro jogo. O motivo é simples: todas decisões que assisti na minha casa, com meus amigos colorados e juntamente com um gremista, que por íncrível que pareça nos traz sorte, foram vitoriosas.
Vejam se não tenho razão: moro sozinho desde 2006 e até semana retrasada havia apenas perdido, ou melhor, empatado, uma decisão (foi em 2006 quando perdemos o campeonato gaúcho com um empate). Depois disso, não é necessário lembrar que ganhamos TUDO o que disputamos. É interessante aqui dizer que não foi por descuido, que não assisti o primeiro jogo da final do dia 17 na minha casa, mas sim porque estava em pós-operatório em decorrência de uma cirugia que me submeti no dia anterior.
Dessa forma é lógico que perdemos o primeiro jogo porque não assisti ele no meu antro sagrado. Ou vocês acham que foi mera coincidência? É claro que não. Foi a casa.
Por isso hoje, no meu lar, e envolvido por todas as minhas superstições, vamos ganhar do Corinthians, ou melhor, vamos golear o Corinthians.
Eu acredito, ou melhor, eu tenho certeza nas minhas superstições que só acredito quando estou desesperado. Por Deus, por Lúcifer, por Cristo ou por Maomé...acreditem em mim.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Idiotices Preocupantes
No futebol é da mesma forma. Se por uma lado, me angustio na felicidade em pensar que o Inter pode ganhar tudo o que disputar, por outro me angustio na tristeza em saber que nesse mesmo ano o Grêmio pode vencer a América e o Mundo. Isso é tão incrível quanto idiota, afinal, não tenho e não posso ter contribuição alguma na hora da decisão.
Falo disso pois estou prestes a me submeter a uma cirurgia e já estou preocupado com as deficiências que terei quando perder parte do controle do braço esquerdo. O interessante é que o imaginado jamais se concretiza, assim mostrando, que não adianta nos preocuparmos com o não ocorrido. O pior ou o melhor de tudo isso, é que nos faz ter de encarar o mundo conforme ele nos aparece. Nos faz ter de existir e curtir cada minuto da existência.
A partir de semana que vem quero curtir muito escrever aqui no blog usando somente uma mão. Claro que pode ocorrer de não escrever nada para vocês, mas aí...bem aí...podem ter certeza que estarei me ocupando com algo mais prazeroso.
Abraço e se acaso tudo der errado...garanto a vocês que estarei morto. Simplesmente morto, porém não morto, dentro de vocês.
Obs: texto escrito dia 15 de junho de 2009.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
As beldades
Sempre amei belas mulheres. Sou escravo da beleza física feminina. Inclusive, são elas as resposnáveis pelas contradições na minha existência. Tive apenas um amor que não aprovava fisicamente. Suportei nove meses. Foi um parto.
Minha justificativa para minha contradição é que para o bem viver é necessário acordarmos de bom humor. Sendo impossível acordarmos de sorriso aberto, se ao nosso lado estiver uma pessoa não atraente. Não acredito que um homem possa ser feliz acordando ao lado da Regina Casé. Esses não são homens, são guerreiros.Não defendo um padrão de beleza, porém, tenho o meu padrão de beleza.
Quando falo da minha incoerência, afirmo isso por dois motivos: o primeiro por observar que a beleza física com o tempo se deteriora, e o segundo, exatamente pelo fato de que, mesmo sabendo disso, não consigo ir contra a minha paixão pelo físico feminino. Porém não adianta saber. Na prática sou dependente das beldades. Elas funcionam como uma droga pra mim, com a diferença que não interessa o efeito, e sim a embalagem que a droga está envolvida. É a própria embalagem que me entorpece.
Minha decepção no mundo conjugal já deveria ter mudado o meu foco, a minha “caça.” Já deveria ter buscado o belo invertido, ou seja, o belo interior. Eu quero mudar. Quero me apaixonar por uma Regina Casé da vida. Meu problema está que não sei como fazer isso. É falso dizer que querer é poder. Eu juro que quero , mas não consigo. Já pensei em me cegar para não cometer injustiças. Preferi continuar vendo e sofrendo. Sofro pelas beldades. Me contradigo por elas.
Porém existe algo comum em todas as mulheres. Belas ou horripilantes, todas querem emagrecer. No mínimo dois quilos.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Em Busca da Mulher Ideal
Este texto é destinado àquelas mulheres tradicionais, que enxergam o homem como o alicerce da família e a mulher como uma ferramenta útil. Este texto é dedicado somente aquelas mulheres que ainda acreditam na harmonia familiar e no amor que nossos avós viveram.
Boa leitura para todas essas mulheres que sonham com o amor eterno...e para as feministas de plantão um pedido: não me odeiem.
Não queria fazer isso, mas o inverno me obriga. Vou ter que dar o meu carinho e o meu amor para alguma pessoa. O frio me obriga.
Portanto, mulheres do Planeta Terra : estou disposto a amar uma de vocês. Motivos para eu ser desejado por vocês? São vários. Porém, vou apenas apresentar meus dois principais atributos: sou sincero e fiel, e, por mais que a história mostre que as mulheres buscam os cafajestes, na verdade, na mais profunda reflexão, elas querem carinho e segurança. Assim, estou aqui mulheres, pronto para satisfazê-las nos mais variados sentidos.
É bom, antes de tudo saber, que não estou falando em namoro, mas em um contrato de experiência até a primavera. Eu entro com o corpo, a casa e com um pouco de comida (pão, presunto, queijo, tomate, leite e nescau, às vezes iogurte), e vocês com o corpo e a limpeza do lar. Porém, para o contrato ser possível a felizarda deve conter as características abaixo:
A mulher deve ser inteligente, bela e quente. Deve manter a boca fechada durante os jogos de futebol e o máximo possível durante as refeições. Não quero uma comentarista, nem uma gorda. Já disse que quero uma mulher bela e inteligente, logo, uma mulher bela não pode ser gorda e uma mulher inteligente deve saber, com sua inteligência, que mulheres não entendem de futebol. Não estou dizendo que ela não deva assistir os jogos de futebol. Até porque alguém deve preparar a pipoca e encher os copos.
Porém, de nada adianta ser bela e inteligente, se for fria. Afinal, se for pra ter mais uma bunda gelada debaixo dos meus lençóis prefiro ficar sozinho.
Outro pré-requisito da minha futura mulher é que ela não pode ser chata. Por chata entende-se, toda mulher que não entende que os homens somente querem as mulheres em duas circunstâncias: ou para manter contato físico ou para a limpeza. Por isso se for para reclamar de algo reclame que falta sexo ou produtos de limpeza.
Por fim quero uma mulher bela, inteligente, quente, legal e colorada. Afinal de contas quero alguém que, embora não entenda nada de futebol, seja feliz com seu time do coração.
Salário:
Salário? Por favor né? Salário é coisa de trabalhador. Minha mulher deve fazer tudo por amor... isso se quiser prorrogar o contrato até o verão.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Flatulências no Inverno.
Prefiro o verão. Meus críticos poderão dizer que quando é verão prefiro o inverno, que sou um eterno insatisfeito e que só sei criticar. Em parte eles têm razão. O verão é terrível mesmo. Aquele bafo, aquele sufoco. Além disso ficamos mais preguiçosos, sem muita vontade de trabalhar.Mas quero mesmo é falar do inverno. Porém não quero falar daquelas queixas características do inverno: "é ruim para entrar na cama e é ruim para sair dela; é ruim para entrar no banho e é terrível sair dele."Quero falar sobre o inverno, as flatulências e as fezes.
Pois bem, todos concordamos que uma das características do inverno é que comemos mais. Assim, teoricamente deveríamos cagar mais. Porém é frio, e o frio faz negligenciarmos a vontade que a merda tem de sair. A merda ali pedindo pra se esvair e nós pensando naquele vaso gelado. E assim ficamos ali, enganando a bosta, soltando suspiros anais.
Nada contra quem prefere peidar a cagar. O problema está, que o depósito de comida no estômago, que preenche os intestinos, faz com que nossas flatulências, quando soltas, tenham um odor não muito agradável. Diria que o odor da flatulência no inverno e proporcional ao tempo que ficamos sem cagar. Quanto mais tempo sem cagar, mais mal cheirosa será a flatulência. Além disso, peidar no inverno é diferente de peidar no verão. No verão se houve aquele estrondo característico que já identifica o agressor olfativo, porém no inverno os peidos são silenciosos, sutis e venenosos. Eles demoram a se desvencilhar de todas as roupas que carregamos, e quando percebemos, já é tarde para identificar e acusar o "autor do crime". Se acusado, ele ainda se defende dizendo: "olha, eu até peidei, mas já fazem alguns minutos." Inverno é triste mesmo.
Abraço e ótimo inverno cheiroso a todos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
A Liberdade, o Existencialismo e Sartre.
Assisti semana passada a uma entrevista de Sartre na TV ESCOLA. Como é lindo ver aquele “velhinho” falar de liberdade, moral e existência com tanta naturalidade. Uma de suas frases mais famosas: ”O homem está condenado à liberdade”, resume bem a sua ideia.
Em outras palavras o que Sartre nos diz é: não temos como fugir; estamos condenados, querendo ou não, há cometer atos. Somos, na nossa mais profunda existência, seres solitários no mundo. Solitários, porém, livres. E tal liberdade colocada diante de nossas mãos, nos possibilita criarmos o mundo. Ações humanas nos levarão a humanidade; ações desumanas nos trarão a desumanidade. A luta pelos nossos direitos poderá nos trazer a justiça; o silêncio nos trará o conformismo e a alienação.
Essa responsabilidade colocada por Sartre no indivíduo nos leva inevitavelmente a refletir sobre as nossas relações sociais e ao nosso envolvimento político. Agimos como politicamente? Buscamos a justiça e o bem comum? Ou calamos durante a maioria do tempo e colocamos nosso destino nas mãos de poucas pessoas e às vezes até mesmo nas mãos de Deus?
Sartre nasceu em 1905 e morreu em 1980. Além das mais de 30 obras publicadas, ficou famoso quando em 1964 recusou O Prêmio Nobel de Literatura. Motivo? Ele não queria se tornar alguém especial, alguém que não fosse mais visto como um homem igual aos demais.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Eu achei incrível:
Imagem da Nasa mostra ônibus espacial como 'mosquinha' sobre o Sol
Cena impressionante foi obtida durante viagem da nave para o Hubble.
Astronautas têm missão de 11 dias de duração para reparar telescópio.
Uma imagem espetacular divulgada pela Nasa dá uma ideia da proporção -- ainda bastante distorcida por causa da distância, claro -- entre o ônibus espacial Atlantis e o Sol. Parecendo uma mosquinha perto do astro-rei, a nave americana foi clicada durante seu caminho rumo ao Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas do Atlantis participam de uma missão de 11 dias para atualizar e reparar o telescópio.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1127245-5603,00-IMAGEM+DA+NASA+MOSTRA+ONIBUS+ESPACIAL+COMO+MOSQUINHA+SOBRE+O+SOL.html
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Religiões e Visões de Mundo.
A religião me encanta, me deixa estupefato, bobo, admirado. Lógico que tal fascínio não se dá pelas instituições religiosas e seus representantes, por esses realmente não tenho o menor apreço. Meu encantamento religioso está envolvido diretamente pela origem da palavra religião e pelos diversos significados que a mesma possui.
Meu fascínio sobre a religião surgiu no final dos anos 90 quando tive aulas de Cultura Religiosa na ULBRA. Fiquei impressionado como aquele pastor luterano falava sobre as mais diversas religiões e suas visões diante do universo. A palavra religião embora possua significados distintos - dependendo da visão de mundo - tem como objetivo algo singular, ou seja, a harmonia.
Segundo ele, a palavra religião têm três significados: "religar, reencontrar e reeleger."
O "religar" está ligado diretamente ao cosmocentrismo. A visão de mundo cosmocêntrica foi a primeira forma que o ser humando encontrou para se harmonizar com o universo. Essas primeiras religiões pretendiam com rituais, danças, e a contemplação da natureza entrar em sintonia com o mundo do qual faziam parte. Religiões cosmocêntricas ainda podem ser encontradas no continente Africano e nas tribos indígenas que não foram corrompidas pelos ocidentais.
Depois do cosmocentrismo, surge o antropocentrismo. As religiões antropocêntricas acreditam que o ser humano deve reencontrar o "deus" perdido dentro de si. Assim, veem na meditação, na introspecção, no olhar para dentro, a melhor maneira de se harmonizar com o universo. Exemplos dessas religiões são o hinduísmo, o budismo e as mais diversas religiões orientais.
Por último surgem as religiões que têm como visão de mundo o teocentrismo. Para essas, a harmonia está fora do mundo. Dessa forma buscam elas, reeleger alguém que as leve, que as mostre o caminho à harmonia, ou em outras palavras, até o céu ou ao paraíso. Tais religiões são as mais presentes no nosso mundo ocidental e tem como principais ícones: Cristo no Cristianismo, Maomé no Islamismo e ainda o esperado Messias no Judaísmo.
Como podemos observar, todas religiões ou visões de mundo possuem em comum a busca da harmonia, e a nós, seres sedentes por tranquilidade e paz, apenas nos resta respeitar cada uma delas. Respeito não necessariamente diante das instituições que as representam mas prinicipalmente à maneira que cada ser humano tem em se religar com o cosmos.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Peitinhos avantajados.
Para quem gosta de uns peitinhos deem uma olhada nesses:
A americana Norma Stitz ganhou reconhecimento mundial. Ela não descobriu a cura para uma doença nem ganhou um prêmio literário importante: a mulher de 30 anos entrou para o livro Guinness como a dona dos maiores seios naturais do planeta: 18 quilos!
Norma, que mora em Atlanta, não quer nem pensar em fazer redução de seios:
"Quando as pessoas me perguntam por que eu não faço a redução eu digo: 'Vocês estão loucos?' Eu amo os meus peitos e eles estão me dando uma vida maravilhosa. Tenho convites de TVs de todo o mundo para exibi-los".
A americana, entretanto, quer que os homens se aproximem dela não por causa dos imensos air bags, mas sim pela pessoa que ela é. Ok!
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2009/05/11/americana-tem-os-maiores-seios-naturais-do-mundo-184971.asp
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A menina do shampoo e os meus cabelos.
Acredito assim, que aquilo que ciência diz é o que "de mais" verdadeiro pode exitir. Porém ela tem três sérios problemas.
O primeiro se encontra exatamente na minha afirmação anterior. Quando digo que: a ciência é o que "de mais" verdadeiro pode existir, automaticamente afirmo que ela pode não ser verdadeira, ou seja, que ela pode estar equivocada.
O segundo problema está no fato de que ela não se responsabiliza pelas verdades que passam a ser mentiras com os novos experimentos que a própria ciência realiza. Por exemplo: você vai ao médico dermatologista e ele lhe recomenda o que há de melhor para espinhas. Coisa de última geração, diz ele. Tudo avalizado, através de vários testes e experimentos. Porém, tal tratamento lhe dá uma série de efeitos colaterias que não estavam previstos. Pois bem: neste momento suas espinhas servirão para que a ciência, a mesma que lhe garantiu eficácia, procure o porque você está tendo tais adversidades ao tratamento. O tratamento que a princípio era para ser eficaz, passa a não ser mais eficaz, sendo que a ciência apenas lhe garante que tentará buscar o porque de tais adversidades. Ela não se responsabiliza pelos seus equívocos.
O terceiro problema está no fato de a ciência ser usada pelas grandes indústrias para mercantilizar suas descobertas, seus experimentos e inovações.
Dias atrás estava eu conversando com uma moça sobre shampoo. Me ensinava ela como deve ser procedida a limpeza do meu couro cabeludo e o que lhe cobre. Coisas do tipo: como lavar, enxaguar e secar. Depois da explicação, me recomendou que eu comprasse tal shampoo, que segundo ela era o que de melhor havia no mercado. Como meus cabelos estavam levemente quebrados, secos e embaraçados, segui suas "dicas científicas".
Já no outro dia comecei a proceder da maneira que ela havia me recomendado, porém, faltava comprar o shampoo. Fui ao mercado e não o achei. Para minha surpresa, no dia seguinte, conversando com ela novamente sobre cabelos e shampoo, ela disse: "não compre mais aquele shampoo, compra esse aqui que é o que há de melhor para o seu cabelo." Me espantei. Quase compro um shampoo que não era o que de melhor existia para os meus cabelos. Havia algo novo, muito melhor que o anterior. Uma revista de cosméticos anunciava a salvação para os meus cabelos. Estava ali, escrito. Aliviado por por não ter comprado o shampoo que ela havia me recomendado, voltei ao mercado, agora com o nome do shampoo mágico de última geração. Era só encontrá-lo e meus cabelos estavam salvos. Fui a vários mercados e farmácias...nada. Pasmem, todos haviam sido vendidos. Me prometeram para a outra semana. Pensei: com convicção: "deve ser mesmo muito bom...afinal...todos foram vendidos." Incrivelmente o melhor estava por vir. Estava mesmo. Na outra semana, um dia antes de chegar o shampoo milagroso e novamente dialogando com a menina sobre shampoos e cabelos, ela para minha supresa vem e me diz: "não comprou aquele shampoo novo né? Comprei ele, é uma porcaria. Olha para os meus cabelos" disse ela. Olhei para os seus cabelos e para o das outras mulheres que ali se encontravam. Não vi nada demais, porém, agradeci a todas por terem comprado todos os shampoos da última geração, da última revista, do último experimento científico. Voltei ao mercado. Comprei o mesmo shampoo que estava usando. Apenas mudei o procedimento de lavagem, isso porque ele me dava alguns minutos a mais no banho.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Na hora certa.
Enquanto isso, no quarto, Pathos que mal acordara devido ao estado de embriaguez que se encontrava na noite anterior, dá socos na parede e lamenta ter ido embora tão cedo. Repete ele: "eu deveria... eu deveria".
Orácio, ao voltar ao quarto, apenas balança a cabeça e lhe diz: "deveria nada". Neste momento, Pathos interrompe a seção de socos ao concreto, pega Orácio pela garganta lhe dá dois socos no estômago e diz quere-lo matar. Orácio cai, e no chão, irônico provoca: "duvido." Pathos desabafa: "eu te odeio." Orácio conclui: 'Não existe amor sem ódio."
Com os olhos lacrimejantes, Pathos pede desculpas, e abraçando Orácio pergunta: "Será que conseguiremos?"
Orácio apenas sorri, vai até a geladeira e abre uma cerveja. Senta no sofá da sala, acende um cigarro holandês e soltando fumaça responde: "Na hora certa Pathos, na hora certa."
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A mídia, a desconfiança e os porcos.
Todo filósofo deve ser um desconfiado, salvo os positivistas, que antes de filósofos são apenas relatores da existência. A diferença entre um filósofo e um positivista é a mesma que existe entre um narrador e um comentarista num jogo de futebol. Enquanto o narrador dita o que está acontecendo, o comentarista diz porque acontece e o que pode ser feito para mudar o panorama da partida. Assim, os narradores da existência são os posistivistas, e os comentaristas são os filósofos.
Voltando a desconfiança, foi a partir delas que cheguei a conclusões interessantes. Foi baseado nela que observei que na política é preferível não votar do que ser cúmplice de tamanha corrupção. Foi na desconfiança que tive certeza que Deus, santos e anjos não existem, e que foram criados para encher o bolso de seus representantes. Foi através dela que comecei não mais acreditar no amor eterno e sim em momentos de amor eternamente memoráveis.
Mas é diante da mídia que minha desconfiança é geral. Boa parte dessa desconfiança é decorrente dos ocorridos nas eleições de 1989. Lá Collor, esse mesmo que se elegeu senador nas últimas eleições, e que ninguém conhecia nacionalmente, venceu Lula , Brizola, Ulisses, Covas, e tantos outros que eram ícones da redemocratização brasileira. Tudo muito estranho. Minha certeza de que foram eles (os donos da mídia) quem ganharam as eleições, aconteceu quando dois anos depois, Collor pediu renúncia, depois do clamor popular. Vale lembrar que tal clamor só aconteceu porque eles, a mídia, fizeram um alarde geral chamando os jovens para as ruas. Afirmo isso, pois escândalos de tais níveis ocorreram depois do governo Collor, mas nenhum jovem mais para a rua foi. Porque? Porque a mídia não o convocou.
Agora estamos frente a gripe suína etc e tal...querem saber o que acho, ou melhor, o que desconfio?
Desconfio que tudo não passa de um grande golpe especulativo. Ações de frigoríficos caem, outras sobem, e todos eles, especuladores e donos da mídia enriquecem.
O povo? Esse entra em pânico, compra máscaras e enche os templos orando por salvação?
Porém quem sofre mesmo são os porcos. Coitado dos porcos. Milenarmente condenados pela palavra de Deus, agora sofrem preconceito só por culpa de um resfriado. Não, não, não.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Eu e os 30.
Cheguei aos 30. Sim, aos 30. Sei que isso para muitos é espantoso, afinal, tanto fisicamente como psicomoralmente não aparento tudo isso.Quem sabe ainda esteja solteiro exatamente por isso. Dizem que as mulheres querem segurança, querem alguém que proteja a família que uma dia elas sonham ter. Devo ter me protegido incoscientemente disso através da minha não independência financeira. É impossível ser independente e estar casado. Acho cômico por exemplo, aqueles casais de estudantes universitários apaixonados, que ao serem questionados quando será o casamento, respondem: só depois de formados. Nada mais equivocado. Eles atingem a independência finacenceira e perdem a independência pessoal. Sempre digo que perdemos metade da nossa liberdade quando casamos e a outra metade quando colocamos o primeiro filho no mundo. Sou, como não podia deixar de ser, uma contradição: sou livre do casamento mas dependente da família, que num ato impensado me colocou neste mundo cruel. Prefiro assim, e me convenço disso quando observo os casais que andam por aí.
Outra causa de ainda não ter me rendido ao moralismo que a sociedade impõe, se deve ao fato de ser fiel a mim mesmo. Lembro que quando adolescente nas conversas entre amigos, falávamos sobre o não preconceito e sobre a não mudança de personalidade. Sonho de adolescentes sabem? "Somos responsáveis e jamais devemos incriminar aquilo que fomos um dia". Ecoavam as vozes da juventude. Hoje toda vez que ouço um "velho" amigo meu de 30 anos incriminar a juventude vigente, vejo o quanto eles mudaram e eu parei no tempo. Ou seria o contrário?
Por fim, tenho um amigo que diz que se quisermos realizar alguma mudança, devemos apostar na juventude. É ela que ainda sonha, que ainda enxerga possibilidades.
Assim, sonho ainda em despertar ou de manter no espírito dos jovens a "rebeldia" da juventude, ou seja, o sonho.
Sonho, e por isso me mantenho um adolescente...com 30 anos.