quarta-feira, 31 de março de 2010

Os engravatados e o Fossati.

Não tenho nada contra os engravatados. Nada a favor também. O único problema dos engravatados é que eles carregam, querendo ou não, um ar de superioridade. Não sei onde surgiu a gravata, nem sei porque ela transmite esse poder, mas ela, com certeza concede ao seu dono um disfarce. A gravata funciona como uma máscara, onde o engravatado, preso a gravata consegue ser aquilo que não é.


Deve ser por isso que usar gravata no Congresso Nacional é obrigatório. Todo político usa gravata. Lula quando sindicalista não usava gravata. Tentou sem gravata por três vezes a Presidência da República e perdeu, mas foi só colocar a gravata que subiu a rampa do Planalto, por duas vezes é bom dizer.


Além dos políticos, parece ser regra também, que defuntos e advogados façam uso do terno e gravata. Não sei por que defunto faz uso do belo traje, mas desconfio que seja para impressionar São Pedro na porta do céu. Deve ser difícil pra São Pedro negar o céu para algum engravatado. Advogados também usam gravatas, mas para esses faz sentido. Eles precisam mentir para sobreviver. Tudo bem, eles vão se defender aqui dizendo que não é mentir, mas sim distorcer os fatos ou apenas dar uma nova visão para o ocorrido. Tudo bem, seja como queiram, eu é que não vou teimar com advogado. A questão é que a gravata funciona tanto aos políticos como aos advogados como um instrumento para o exercício do poder.


O interessante da gravata é que seu uso está se expandindo pelas outras camadas da sociedade. Eu por exemplo, tenho um professor engravatado. Sim um professor. Detalhe: ele não é político e nem advogado. Tudo bem, na verdade ele é quase um político. Fala muito, não diz nada, e quando diz, fala bobagem. Ao invés de ser professor, deveria ser comediante. Se bem que acho que não daria certo, nunca vi um comediante engravatado, de qualquer forma...ia ser engraçado. Meu professor deveria ser advogado, afinal ele defende várias questões inimagináveis. Ele por exemplo, diz que o massacre nazista nos campos de concentração, na verdade só foi cometido contra a elite judaica. Também diz que Platão era um grande latifundiário, e que Marx se identificava mais com os burgueses que com o proletariado. Eu apenas ri. Achei que estivesse num espetáculo de humor. Ele ficou sério como um político e se defendeu como um advogado. Eu fiquei em silêncio pensando nos mortos da segunda guerra que foram incinerados, sem direito a terno e gravata claro, pensei no fato de não existir latifúnidos na Grécia Antiga, e no coitado do Marx que era sustentado por seu amigo Engels.


Tenho certeza por fim, que as gravatas carregam consigo algo de misterioso, meio metafísico, sobrenatural assim sabem. Exemplo disso é o Fossati, técnico do Inter. O Fossati usa gravata também. Detalhe: não é político, não é advogado e não está morto. Fossati se diz técnico de futebol, mas está longe de ser um bom técnico. Prova disso é que Fossati reza antes dos jogos. Deve ser isso que o mantém no cargo mesmo depois de estar sem vencer a seis jogos. É incrível, mas Fossati é uma mistura de político e advogado. Ele se mantém num cargo que não tem capacidade de exercer e se defende melhor que os melhores advogados, pois mantém seu argumento que no futebol um esquema tático não é necessário. Fossati também é chamado de professor por alguns, e consegue tudo isso provavelmente porque usa terno e gravata.


Espero que as orações de Fossati ajudem ele a vencer o Cerro hoje a noite, mas espero que vença com um gol metafísico, roubado, inexplicável assim. Um gol que não seja fruto de seu “esquema tático inexistente” e sim de um acidente de percurso. Só assim quem sabe, Fossati continue a usar terno e gravata, mas agora não mais como político, advogado, professor ou técnico, e sim como um falecido “ex- alguma coisa” do Sport Club Internacional.

Os padres estão demais...olhem essa.

Padre bebum chega atrasado para funeral


O padre da Igreja de Saint-Jean, na pequena vila de Muret, no sul da França, chegou bêbado e atrasado para um funeral que realizaria, e, como se não bastasse, ainda deu uma porrada em um dos presentes no velório.

O pároco, cuja embriaguez foi confirmada por um exame, foi detido pela polícia e agora responderá na Justiça pela agressão que cometeu. Segundo informações, por volta das 10h50 (5h50 de Brasília) de terça-feira (30),o padre, natural de Burkina Fasso e de 46 anos, chegou com atraso e visivelmente bêbado para o funeral.


Segundo uma testemunha, o bebum cambaleava e mal conseguia falar.


- Insistiu em celebrar o velório, mas nós nos opusemos.


Como o religioso só pronunciava sons sem sentido, os funcionários da funerária contratada interromperam o sermão e pediram ao pároco que se desculpasse com os familiares e amigos da mulher cujo corpo estava sendo velado.


O padre se recusou a atender ao pedido e reagiu violentamente, dando um soco em um amigo do filho da falecida.


Pouco tempo depois, chegou a polícia, que, após comprovar que o sacerdote tinha bebido umas a mais, levou o padre pro xadrez.


Em nota, o arcebispado se disse "consternado" com o ocorrido, pediu perdão à família e à comunidade de Muret, e garantiu que tomará todas as medidas necessárias para que o pároco "consiga se livrar de sua dependência em relação ao álcool".


Fonte: http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/padre-bebum-chega-atrasado-para-funeral-20100331.html

sexta-feira, 26 de março de 2010

E o Papa acobertava quem papava.

Ratzinger e Bertone acobertaram padre pedófilo. Acusação do The New York Times rechaçada pelo Observatório Romano e Avvenire



walterfm1 às 9:00

papa Ratzinger, com o irmão ao fundo.

papa Ratzinger, com o irmão ao fundo.


Da Itália, para Terra Magazine


1. Como se diz por aqui, a repercussão da denúncia do jornal The New York Times não morreu do outro lado do rio Tevere, onde fica a cidade do Vaticano.


Os noticiários dos telejornais de hoje cedo mostraram que toda a Europa Ocidental ficou escandalizada com a ordem de “engavetamento” dada para o caso do padre norte-americano Lawrence Murphy, da diocese católica de Wisconsin.


O padre Lawrence Murphy, de 1954 a 1974, abusou sexualmente de mais de 200 crianças, quando trabalhava no colégio católico John’s School. Entre as vítimas estavam crianças portadoras desenvolvimento mental retardado.


Sem nunca ter sido processado pelas justiças laica e eclesial, o padre Murphy faleceu em 21 de agosto de 1998.


Em 1974, o arcebispo William Cousins, por ser voz corrente os abusos sexuais perpetrados por Murphy, afastou-o do colégio. Então, Murphy foi colocado em outra diocese, onde, por mais de 20 anos, trabalhou com crianças em escolas de paróquias e com menores infratores internados em estabelecimento do Estado.


O ex-Santo Ofício da Inquisição, hoje repaginado e chamado de Congregação para a Doutrina da Fé, foi informado, para tomar providências, dos crimes praticados pelo padre pedófilo Murphy.


À época, o atual papa Ratzinger presidia a Congregação para a Doutrina da Fé e o seu vice era o cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano e segundo homem da hierarquia eclesiástica.


2. Segundo o jornal The New York Times, o bispo de Milwaukee, Rembert Weakland, enviou, oficialmente, duas cartas-denúncia a Ratzinger, quando este presidia o ex-Santo Ofício.


A matéria jornalística está documentada. Os documentos foram fornecidos pelos advogados Jeff Anderson e Mike Finnegan. Eles são advogados de cinco vítimas de Murphy.


As cartas com denúncias contra Murphy foram enviados a Ratzinger em 1996.


Nenhuma dessas duas cartas foi respondida por Ratzinger.


3. Passados 8 meses, o bispo Weakland recebeu resposta às duas missivas enviadas. A resposta não foi fornecida diretamente por Ratzinger. Acabou dada por Tarcisio Bertone, o segundo homem da hierarquia do ex-Santo Ofício.


Num primeiro momento, o cardeal Bertone ordenou a instauração de um processo secreto para a destituição do padre Murphy.


Mas, um ano depois, Bertone mudou de idéia. Disse que o padre Murphy estava mal de saúde, que enviara uma carta de arrependimento a Ratzinger e os fatos tinham ocorrido há mais de 30 anos. Bertone finalizou a carta com a recomendação para adoção de medidas pastorais, ou seja, nada de processo disciplinar. Apenas advertências para conduzi-lo ao arrependimento e restrições territoriais para celebração da eucaristia.


Preocupado, o bispo de Weakland voltou a escrever a Bertone. Comunicou que Murphy jamais havia revelado remorsos pelos seus atos. Ou seja, era um pedófilo assumido.


Bertone, apesar do alerta, mostrou-se irredutível e concluiu pela inexistência de elementos para iniciar um processo.


4. Duas publicações saíram, hoje, em defesa do papa Bento XVI. O “diário oficial do Vaticano”, Observatório Romano, fala da intenção permanente de veículos da “mass-mídia” em atingir, a qualquer custo, a imagem do papa Bento XVI e dos seus colaboradores.


O cotidiano Avvenire, uma publicação dos bispos italianos, conclui pela leitura tendenciosa dos fatos, pelo jornal The New York Times.


Em entrevista ao jornal Corriere della Sera de hoje, o monsenhor Gianfranco Girotti, diretor da Penitenciária Apostólica, um tribunal que cuida das almas, alerta que a Congressão para a Doutrina da Fé, na qual trabalhava com Ratzinger e Bertone, jamais “colocou areia” na apuração do caso Murphy. Mais ainda, quando souberam do caso, Murphy estava morrendo: “Efetivamente, morreu poucos meses depois”.


5. PANO RÁPIDO. Pelo jeito, até Deus duvida de Ratzinger não ter sido informado por Bertone sobre o ocorrido com o padre norte-americano Murphy, ou seja, casos de pedofilia com vítimas menores, dentre elas crianças com desenvolvimento mental retardado e algumas com surdo-mudez.
Como o renitente Murphy já estava para deixar esse mundo, parece que Ratzinger e Bertone repassaram a solução para outra instância, a Justiça divina.


Wálter Fanganiello Maierovitch

terça-feira, 23 de março de 2010

Imaginem tocando piano...

Garoto com 16 dedos nos pés e 15 nas mãos será operado na China

Mutação genética contribuiu para o problema do menino de seis anos.
Ele seria submetido a cirurgia em Shenyang para retirar os dedos a mais.

Foto: Reuters

Imagem de raio X tirado no dia 19 mostra os pés de garoto de 6 anos que nasceu com 15 dedos na mão e 16 dedos nos pés na China. (Foto: Reuters)

Foto: Reuters

Radiografia feita no mesmo dia mostra as mãos da criança. Um dos dedos extras não é visível na imagem. (Foto: Reuters)

Foto: Reuters

Ele está internado em hospital em Shenyang e vai ser submetido a cirurgia nesta terça-feira (23) para remover os dedos adicionais. (Foto: Reuters)

Foto: Reuters

Segundo especialistas, uma mutação genética contribuiu para provocar o problema. (Foto: Reuters)

Fonte: www.g1.com.br

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Prejuízo de João.

Meu amigo Rafael, popular Cueca, é estudante de matemática.

Vira e mexe o Cueca aparece no "busão" com um problema matemático, que embora aparente ser simples, nos faz raciocinar, pensar, ou em outras palavras, nos faz "quebrar a cabeça." Cueca é perito em pegadinhas, daquelas que nos supreende por um pequeno momento, ou que nos faz responder algo imediato que por fim não condiz com a realidade. Enfim, vamos ao problema.

A história é a seguinte:

João tem um comércio e comprou uma mercadoria por R$ 60,00. Por motivos desconhecidos, João não está preocupado em obter lucro com a venda, e está vendendo a mercadoria pelos mesmos R$ 60,00 que comprou.

Maria, entra na loja de João e compra a mercadoria, pagando João com uma nota de R$ 100,00. João não tem troco. Ele pega a nota de R$ 100,00 e vai até a tenda ao lado. O dono da tenda faz o troco, e João devolve os quarenta reais que Maria tem por direito. Maria vai embora, e João, feliz com a venda, continua a esperar que mais vendas aconteçam em seu recinto. Porém, João é um cara de azar.

Cinco minutos depois, o dono da tenda que trocou os cem reais, vem lhe informar que a nota era falsa, requisitando assim, que o mesmo devolva o seu dinheiro legítimo. João apavorado, liga para seu amigo rico que lhe empresta R$ 100,00.

João busca o dinheiro e volta a tenda para devolver os cem reais ao dono. Devolvido o dinheiro, retorna a sua loja e começa a calcular o prejuízo. Confuso, ele vê você, você mesmo leitor, que passa por ali, e pede que o ajude a calcular seu dia de azar. E aí caro leitor, qual o prejuízo de João?



Comente no blog, as respostas corretas ganharão uma salva de palmas na sexta feira.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Fossati,Casagrande, o Inter e a Matemática.

Ontem, na transmissão do jogo do Corinthians na “Plin Plin”, questionado sobre quais equipes seriam os maiores obstáculos do "Timão" na conquista da América, o ex-centroavante e atual “aspirante” a comentador Walter Casagrande, colocou todos os times brasileiros como principais adversários, menos o Inter, claro. E o interessante disso, é que o “Casa” tem razão. Dificilmente ele tem razão, mas dessa vez tem. O time do Fossati é legitimamente uma tragédia.


Fossati tem uma convicção: não é necessário esquema para vencer. Ele diz abertamente não se preocupar com o esquema, e sim com o time. Acredito dessa forma que seu próximo passo seja dispensar os treinos com bola, cuidando apenas da preparação física dos jogadores.


O time do Inter não é ruim, longe disso, mas não existe um time no mundo que possa dar certo sem ter nele a ligação básica entre defesa – meio campo – ataque. Ninguém vive de balão, salvo o narrador Paulo Brito da RBS.


Um time deve ter três ou quatro zagueiros, que se ligam a quatro ou cinco meio campistas, que por sua vez, se ligam a dois atacantes. Claro que isso pode variar. Pode se jogar futebol no antigo 4-3-3 ou no trágico 3-6-1 do Fossati, porém, como diz meu amigo Márcio, popular Jesus, sempre de forma triangular. O futebol é feito de pequenos triângulos. É geometria.


Maiores ou menores, são através dos triângulos, que encontramos a forma mais fácil, dentro das 4 linhas, de colocar uma esfera, no caso a bola, dentro de um retângulo, no caso a goleira. É matemática pura, viram? É isso ou a imprevista sorte. Até Casagrande sabe disso. Fossati no caso que demonstra não entender nada de matemática, está com sorte. Era para ter perdido as duas primeiras partidas e ganhou, com gols não explicáveis pela matemática, um empate e uma vitória.


Hoje tem jogo do Inter e não acredito que a sorte bata novamente nossa porta. Espero que Fossati tenha estudado a geometria do futebol e mude aquilo que chamamos de esquema, ou nós colorados, teremos de deixar a matemática de lado e rezar a Santo Expedito.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um Pouco de Tudo.

Hoje ia falar do Inter, dos milagres de Pato Abbondanzieri, que ontem conquistou a torcida colorada jogando na superação, e do Fossati, que se não mudar o esquema de jogo, não vai ganhar absolutamente nada com o Colorado este ano. Saí com essa ideia de casa. Precisava falar mal do Fossati e bem do "Pato". Porém, tive meus pensamentso desviados duas vezes nessa manhã.

Primeiro pelo meu pai que quando cheguei em casa, me chamou: "vem ver isso". Era uma reportagem, com vídeos de padres pedófilos. Um prato cheio para mim meter o pau na igreja. Não, não falo aqui de "meter o pau" do mesmo modo que o pau rolou lá em Arapiraca, mas sim, no sentido de acusar os santos padres criminosos.

Assim, por um momento, esqueci do Inter, do Fossati e do Pato, e fiquei pensando nos padres de Arapiraca. Porém, quando cheguei aqui, "na minha redação", ao abrir meus e-mails, recebi uma notícia que mudará de uma vez por todas a história da relação homem - mulher - sujeira. Dessa maneira, tive, por comprometimento a causa masculina, deixar de lado o Fossati, o Pato e os Padres e vir falar da descoberta histórica.

Como sabemos, um dos maiores problemas da relação homem - mulher é a sujeira. As mulheres passam a vida dedicadas a limpeza, são zelosas pela casa e sonham em ter um homem que cuide da casa como elas. O problema é que os homens não estão nem aí para a limpeza. Para eles, não faltando cueca, roupa limpa, prato, copo e talher, está tudo ótimo. A cerveja ele mesmo compra no mercado e coloca gelar. Assim, as mulheres chamam os homens de porcos e os homens chamam as mulheres de gatinhas. A mulher diz:

_Não pisa aí seu porco. E o homem sem nada entender pergunta:
_Que foi minha gatinha? E assim, o que era para ser apenas uma palavra de carinho, se torna o estopim de uma Guerra.

E assim foi durante toda história, mulheres extremamente zelosas pela casa e homens preocupados apenas com o essencial para a sobrevivência.

A justificativa das mulheres? Simples: a sujeira traz doenças. E aí, na relação sujeira - saúde, a mulher vence o homem. Ela traz argumentos científicos indiscutíveis, e o homem, racional, é pego sem defesa.

Porém, a ciência felizmente está sempre buscando atazanar nossa vida com novas descobertas e novos terrorismos higiênicos. Tem até o "Doutor Bactéria" na mídia global.

Dessa forma, buscando novos problemas, a Ciência, ironicamente pelas mãos de uma mulher, deu aos homens motivos para mostrar que tudo é um questão piscológica, de ver ou não ver, de pensar com nojo ou não. A ciência enfim, deu ao menos possibilidades do homem justificar sua porquice, ou de cobrar de sua parceira atitudes mais higiênicas. A cientista fez testes nas bolsas femininas e constatou que ali existem muitas, centenas, milhares, senão bilhares de bactérias. Leiam a notícia abaixo:


Para descobrir se bolsas portam uma grande quantidade de bactérias, elas foram testadas no Nelson Laboratories, em Salt Lake City (EUA). Acontece que bolsas são tão surpreendentemente sujas, que mesmo os microbiologistas que realizaram os testes ficaram chocados.

"A microbiologista Amy Karen, diz que quase todas as bolsas que foram testadas não só apresentaram níveis elevados em bactérias, mas também era ricas em espécies de bactérias nocivas. Pseudomonas que podem causar infecções oculares, Aurous Staphylococcus que podem provocar infecções cutâneas graves e as salmonelas E-coli encontradas nas bolsas podem causar doenças sérias. Em uma amostragem quatro das cinco bolsas testadas deu resultado positivo para as salmonelas. E isso não é o pior, “há coliformes fecais nas bolsas”, diz Amy.

Segundo eles ainda "devemos pensar nas bolsas da mesma forma que um par de sapatos. Se você pensar em colocar um par de sapatos em sua bancada de cozinha logo decidirá que isso é inaceitável, é a exatamente a mesma coisa quando você coloca sua bolsa sobre a bancada.”

Com isso, aos homens de plantão eu dou uma dica: não caiam nesse terrorismo higiênico, apenas digam as suas mulheres que nosso corpo é forte e que a higiene é importante sim, mas só o "essencial", sem exageros. Elas podem continuar a colocar a bolsa suja na mesa e nós podemos esquecer o fio dental e a lata de cerveja na sala, colocar os pés sujos em cima do sofá, e arrotar depois de tomar aquele gole de coca.

Tive de mudar meu assunto para defender nós homens, mas acredito que falarei sobre o Fossati e os padres pedófilos em outras oportunidades. Ou vocês acham que o Fossati vai mudar o esquema e os padres vão parar de comer criancinhas e serão punidos? Eu não acredito em milagres. A não ser no milagreiro Abondanzieri.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Liberdade, Responsabilidade e Meu Amor.

Estou em dúvida. Geralmente estou em dúvida. Já disse várias vezes aqui que prefiro a dúvida com relação à certeza. Lógico que tenho algumas certezas sobre algumas coisas que a maioria das pessoas tem dúvidas.

Tenho certeza, por exemplo, que não existe nenhum ser superior me vigiando nesse momento. Porém, tenho dúvidas eternas sobre a origem do universo. A pergunta diante disso é infinita e inssolúvel. Não adianta procurar respostas.

Tenho certeza também, por exemplo, que esse amor convencional existente por aí, onde homem e mulher parecem ter de estar grudados constantemente um ao outro, não dá certo. Porém, tenho dúvidas de como deve ser essa relação.

Um casal deve sair juntos nas festas, nas danceterias e afins? Ou deve procurar outro tipo de diversão? Sinceramente ir a uma festa acompanhado é um tédio. Festa é sinônimo de distração e liberdade. Não existe nada mais melancólico que um casal numa festa. Aquele povo na loucura geral, e o casal ali, olhando um para a cara do outro, sem perspectiva alguma de fazer algo novo. Eles farão de conta que estão felizes, olharão disfarçadamente para alguns belos corpos alheios, e depois irão para casa. Isso se nenhum imprevisto acontecer.

Enfim, ir a uma festa acompanhado é um saco, e não adianta. Vocês devem estar achando que meu amor vai querer me matar ao ler isso, mas não. Ela concorda. Inclusive, é por concordar com isso, que vejo nela possibilidades de ter um relacionamento firme e duradouro. Foi ela também, que me proporcionou a dúvida da semana. Perguntou, causando-me surpresa, porque precisávamos ficar juntos na festa do final de semana. Eu, espantado, gaguejei e fiquei sem resposta. Na verdade respondi: ”é pois é”, e com aquele sentimento de posse me batendo na cachola ouvi seus argumentos. Deixei-a falar, e ela convicta continuou. Disse que podemos nos divertir separadamente com nossos amigos e nos unir no final da festa para irmos embora. Tudo na maior confiança e respeito. O problema disso tudo, retruquei, é aquele olhar que o resto da festa vai lançar sobre nós, e os consequentes comentários. Surgirão inevitavelmente perguntas do tipo: “eles brigaram?”, “não estão mais juntos?” Ou ainda comentários maldosos: “eu vi ela conversando com outro.”, “pois é, eu também vi ele olhando para outra.” E assim por diante. A sociedade não compreende uma relação de liberdade e responsabilidade e acha que qualquer separação momentânea, aliada a um olhar ou conversa alheia é sinônimo de briga ou traição.

Eu, antes de estar namorando, afirmava que buscava uma mulher que construísse comigo uma relação nova, não embasada nesses valores morais cristãos monogâmicos. Enfim parece que encontrei.

Sábado estarei sozinho na festa. Livre, responsável, mas porém comprometido com uma causa bem maior. Sorte nossa e azar dos outros. Não é amor?

quarta-feira, 3 de março de 2010

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Louvável, surpreendente, inacreditável. Digna de aplausos fervorosos e de pregação constante por todas as classes sociais, credos e movimentos. É assim que resumo a Campanha da Fraternidade desse ano. “Sirva a Deus e Não ao Dinheiro” é seu tema central. Porém, as boas novas não param por aí. O que já parece bom, melhora ainda mais quando acabo de ler a entrevista do bispo da Diocese de Frederico Westphalen em que o mesmo diz que um dos objetivos da Campanha desse ano é o de “unir todos os credos cristãos em torno de um só Deus e um só caminho”. Em resumo “as Igrejas Cristãs devem seguir a Deus em união e não ao dinheiro e a pregação gananciosa”. Lógico que essa interpretação é minha, mas creio que seja esse o sumo recado da maior de todas as Igrejas, ou seja, a Igreja Católica.

Em torno de toda essa euforia que toma conta da minha pessoa, algumas dúvidas me acometem. Podem as igrejas cristãs se unirem? E os santos, como ficam? Os católicos continuarão a adorá-los? Afinal, está na bíblia que não devemos adorar a mais ninguém senão a Deus “Não farás para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua” (Lv 26:1), ou ainda, batendo na mesma tecla de forma diferente: “maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominável ao Senhor” (Dt 27:15). E o Santo Papa? Será extinto? Irá a Igreja Católica abrir mão de todos seus lucrativos santos e de seu sumo pontífice em nome de Deus? Tudo isso me deixa eufórico. Além do mais, tal Campanha, é contra a exploração, a ganância e o capital, o que faz de forma indireta que o mundo comunista sonhado pelo ateu Marx seja enfim colocado em prática.

Em outras palavras, parece que depois de mais de dois mil anos após o aparecimento do “Filho do Homem” a Igreja parece ter lido suas palavras e por fim ter decidido expulsar aqueles que vendem em seus templos, pois como conta a Bíblia: ”Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores”. (Mt 21;12;13).

Estou feliz sim, afinal, jamais acreditei que algum dia a Igreja pudesse abrir mão de seus rentosos dízimos. Isso mesmo caros fiéis. Esse ano, ao menos esse ano, ninguém precisará pagar o dízimo para se salvar, afinal, “devemos seguir a Deus e não ao dinheiro”e isso serve para a Igreja, logicamente.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vamos aprender com os índios?

É incrível como a história trata de modificar aquilo que temos por verdade. Pode demorar décadas ou até centenas de anos, mas ela, a história, nos mostra que a verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã e vice - versa.

Houve um tempo em que o homem acreditava que a terra era o centro do universo; houve um tempo em que esquerda e direita existiam e que o Tricolor Gaúcho era infinitamente superior ao Colorado dos Pampas. Como disse, “houve um tempo”, mas hoje sabemos que essas verdades não eram verdades absolutas, e sim apenas momentos que marcaram a história.

Em outro campo da história, não muito tempo atrás, nossos irmãos indígenas não eram tidos como cidadãos. Vivendo no “meio do mato” e não sentindo necessidade de explorar a terra que habitavam, eles “apenas” coexistiam com a natureza e a eles nada faltava. Porém, segundo nós brancos, “eles estavam sem rumo”, e a eles, em nome da exploração da terra, tratamos de dar um caminho. Negligenciamos sua religião e sua ciência e tratamos de catequizá-los e ensiná-los. Eliminamos sua cultura, e demos a eles a nossa civilização. Porém, como afirmei anteriormente, o mundo da voltas, e a verdade de hoje pode ser a mentira de outrora.

Atualmente, temos um exemplo claro de como a história nos trai e nos prega peças. Ano passado, quase que no mesmo período, surgiram problemas distintos nas rodovias que ligam Planalto a Nonoai, e Planalto a Alpestre. Na rodovia que liga Planalto a Nonoai - e que conta com a presença de índios - observamos que a cidadania foi exercida e que os objetivos foram alcançados. Ali houve mobilização e exercício político por parte dos indígenas, que culminaram com a conquista de uma estrada sinalizada e segura para aquele povo. Já se olharmos para a rodovia que liga Planalto a Alpestre – e que não conta com a presença de índios - veremos que ali, ao invés de mobilização houve apatia e falta de exercício político, ou em outras palavras, falta de cidadania. Ali um bueiro rompeu ainda no mês de outubro, e continua sem reparos.

Sinceramente, espero que o mundo continue a dar voltas, e que um dia possamos aprender um pouco sobre política e cidadania com nossos irmãos indígenas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Por Deus...ou seria pó...Deus...pó.

Um padre da Igreja Católica Apostólica Romana do noroeste da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está sendo acusado de porte ilegal de drogas, depois de ser flagrado comprando cocaína na Filadélfia, informou a agência de notícias AP. O padre James B. Shimsky, de 50 anos, faz parte da diocese de Scranton e foi preso em janeiro deste ano.

Foto: Reprodução/Philly.com

James B. Shimsky está afastado de sua paróquia na Filadélfia (Foto: Reprodução/Philly.com)

Oficiais da Divisão de Narcóticos confirmaram que um homem foi pego com cocaína em seu jipe na manhã de 30 de janeiro deste ano, no norte da Filadélfia. O padre foi flagrado numa blitz, quando policiais pararam seu veículo e encontraram a droga.

William Genello, porta-voz da diocese, afirmou que James B. Shimsky foi afastado da igreja de St. John Vianney Parish desde sua prisão.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Igualdade já

Sou a favor da igualdade. Mais que isso: sou extremamente a favor da igualdade. Sou a favor da imparcialidade geral. Não vou falar que sou a favor da comunidade igualitária, porque vão me chamar de comunista. Nos dias de hoje não é bom ser comunista. É antiquado. Não sou comunista, porém sou a favor do direito e do respeito a todos.


Sou a favor de todos poderem freqüentar escolas públicas, e de todas escolas privadas se tornarem públicas. Sou a favor da extinção dos telejornais, e a favor da transmissão da Voz do Brasil em Rede Nacional de Televisão.


Por respeito à igualdade religiosa, sou a favor da extinção de qualquer batismo religioso, salvo a partir dos 16 anos, e, obviamente, sou contra qualquer adoração religiosa em ambientes públicos.


Sou a favor do pagamento de um salário mínimo a todos os representantes do poder legislativo, bem como de os mesmos, receberem vale transporte e vale alimentação para suprir suas necessidades.


Sou a favor da liberação das drogas, ou melhor, sou a favor do respeito e da igualdade diante daqueles que consomem as mais diferentes drogas. Bêbados, fumantes e alucinados devem ser respeitados.


Por fim, sou a favor da unificação sexual do exército, e também da adoção dos banheiros unissex. Homens, mulheres e homossexuais, devem ter o direito de marchar e defender a pátria em união, como também de cagar e mijar em comunhão.


É tudo uma questão de igualdade, e eu sou a favor dela.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Valor de um Grenal

Todo ano tem GRENAL. Desde 1909 claro. O primeiro foi em 18 de julho de 1909, exatamente 3 meses e 14 dias após a fundação do Sport Club Internacional. O placar foi proporcional a história dos clubes: 10 a 0 para o tricolor da Azenha, fundado em 1903. De lá para cá já foram 379 disputas, com 143 vitórias vermelhas, 119 azuis e 117 empates.

Estou dando um pequeno histórico da disputa, mas quero falar mesmo é sobre o valor de vencer um Grenal. Antes das críticas tenho de ressaltar: é muito bom vencer Grenal. Apesar disso, o valor do Grenal depende do momento histórico de cada clube.

Em 1980 por exemplo, vencer um Grenal era o que de mais grandioso existia para um gremista, afinal, títulos significativos não existiam na Azenha. Já no Beira-Rio, em 1980, vencer um Grenal não se passava de mais um jogo importante em questão. No Colorado se falava em Tetra-Campeonato Nacional, em Libertadores. No Olímpico jamais havia pisado um clube estrangeiro oficialmente. Porém, o mundo da voltas.

Em 1981 o Grêmio foi Campeão Brasileiro, em 1982 foi vice, e em 1983 pintou a América e o Mundo de Azul. E o valor do Grenal mudou. Quem não valorizava passou a valorizar e quem valorizava passou a desdenhar. Para os colorados, que apenas haviam sido vice-campeões da América, ganhar um Grenal se tornara motivo de orgulho. Já para os gremistas, era apenas mais um jogo importante. Vieram anos de disputa e anos de angústias para os vermelhos da Padre Cacique. Nesse tempo, o tricolor venceu mais um Brasileiro, uma Libertadores, quatro Copas do Brasil, alguns Regionais, e também alguns Grenais, sem valor claro. O Inter? Apenas uma Copa do Brasil, alguns Regionais, e alguns Grenais claro, de muito valor. obviamente. Naquela época, enquanto o Grêmio empilhava títulos, o Inter se orgulhava em ser o maior vencedor de na história dos Grenais e em ser o primeiro no ranking do Campeonato Brasileiro. Quando venciam um Grenal, os Colorados, recalcados de inveja com os títulos gremistas, diziam: "no confronto direto somos os melhores. Para nós o que importa é vencer Grenal". Os tricolores, por outro lado, apenas retrucavam: "só converso com Campeão do Mundo e comemoro títulos. Grenal e Regional deixo para os pequenos. É cafezinho para quem tá sempre jantando". Aos colorados, cabisbaixos, apenas restava sonhar.

Mas como disse, o mundo da voltas...e em 2006 o sonho tornou-se realidade. A partir dali, quem tinha ganho o mundo descobriu ter ganho uma Toyota, e quem não tinha nada acabou ganhando TUDO. Grenal? Grenal acabou sendo mais um jogo sem importância para quem é o maior vencedor na história dos Grenais. Já para os vencedores de Toyota, restaram as Copas Nacionais, e o sonho claro, de um dia vencer novamente um Grenal. Um Grenal como aquele sem valor e desprezado durante anos.

É amigo, o mundo da voltas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fui convencido.

Fui convencido. O David, o Coimbra lá do Zero Hora e do Pretinho Básico me convenceu. O Juremir, do Correio do Povo, já havia me dado uns toques. Meus colegas também diziam que eu deveria rever meus conceitos. Meus professores me acharam louco quando disse que tinha aversão. Até meus amigos não acreditaram em mim quando lhes contei que não tinha o hábito. Apesar disso, tanto o Juremir, como meus colegas, amigos e professores não tinham obtido êxito com seus argumentos. Porém o David conseguiu.

E conseguiu facilmente, sem muita encheção de saco. Foi simples e direto: disse que antes de ficar na frente da TV, trocando de canal durante uma hora sem assistir um programa por inteiro, preferia ler 20 páginas de um livro. É bem mais produtivo disse ele.

Não precisei de muita reflexão para concordar. Pensei no tempo que ficava trocando de canal, e corri à biblioteca retirar meu primeiro livro. Encontrei "O Estrangeiro" de Albert Camus, livro que tanto meu colega Mafissoni, como o Juremir já haviam me falado muito bem.

O pior, é que é bom mesmo. Li ele em dois dias e fiquei com gosto de quero mais. Claro que não estou lendo como o Coimbra, que diz devorar três livros quase que simultaneamente, nem como o Mafissoni, que já leu o "Ser e o Nada" do Sartre duas vezes, mas estou disponibilizando uma hora do meu dia a leitura. Já li dois livros sem muito esforço e estou na metade do terceiro, um verdadeiro recorde pra mim.

Minha ideia sobre a necessidade da leitura para o exercício da filosofia continua inabalável, mas tenho de admitir que ler nem é tão ruim assim. É legal, às vezes até meio psicodélico. Vira e mexe me vejo envolvido num mundo completamente distinto do meu, louco para ver o que vai se passar na próxima esquina descrita na próxima página.

Ler ainda não é um dos meus passatempos favoritos, mas antes de assistir a novela das seis, das sete e das oito, prefiro viajar por uma hora nas linhas de Camus, Sartre e Kafka. Paulo Coelho? Humm...não sei não, acho melhor trocar de canal. Que tal a TV ESCOLA?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nunca case com uma gorda


Segundo a polícia dos EUA, o crime ocorreu em agosto passado.

Foto: Reprodução

Durante a briga, Mia sentou em cima de Mikal e acabou matando-o involuntariamente. O casal morava junto e tinha três filhos.


Mia recebeu uma sentença de três anos de liberdade condicional e 100 dias de serviço comunitário. Ela saiu da prisão imediatamente depois do julgamento, na quarta-feira (20).

Seu advogado argumentou que ela havia sido vítima de abuso doméstico durante um bom tempo. Ele pediu clemência à corte e lembrou que a acusada não tinha antecedentes criminais.

Ela disse que não teve intenção de cometer o crime. Mia disse que sentia por ter esmagado o pai de seus filhos.

"Eu só queria dizer que eu sinceramente sinto muito por esta situação", disse à TV local. "Eu queria poder trazê-lo de volta."

Uma irmã da vítima reclamou da sentença. "Você basicamente senta em cima de alguém e mata e fica em liberdade condicional? Isso é justiça?", argumentou.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1458703-5602,00-AMERICANA+DE+KG+MATA+NAMORADO+DE+KG+AO+SENTAR+EM+CIMA+DELE+EM+BRIGA.html

Um cara de azar

Sou um cara de azar. Às vezes tenho sorte claro. Tenho sorte quando não tenho tanto azar.

Dias atrás atingi o ápice da minha existência como blogueiro: tive um texto meu, lido para todo o estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mandei o texto despretenciosamente ao Pretinho Básico da Atlântida (aquele programa que mistura humor, verdade, e muita babaquice), na esperança que lêssem meu texto no programa das 18 horas.

É óbvio que como ótimo pessimista que sou, não acreditava que meu e - mail fosse lido nem nos bastidores do programa. Porém, para meu espanto, eles leram. Sim, acreditem. Leram nos bastidores, e mais que isso, leram ao vivo. Querem mais? Eles leram e gostaram; gabaram meu escrito; brincaram dizendo que eu poderia produzir e fazer parte do grupo. Claro que isso era apenas mais uma azaração como tantas outras que aqueles seis rapazes fazem diariamente. Mas me senti orgulhoso. Fiquei feliz. Famoso por alguns instantes. Quando saí às ruas naquele dia, senti que as pessoas me olhavam diferente. Algumas cochichavam, outras mais ousadas me apontavam. As mais extrovertidas diziam: "feliz ano do abraço". Eu apenas sorria. Até parecia que minha vida azarada, até que enfim havia sido extirpada do meu ser. Mas como disse, quando tenho sorte é porque tenho pouco azar.

Tive sorte em ter meu e-mail lido, mas tive o azar de não tê-lo escutado. Eles o leram às 13 e não às 18 horas como eu havia pedido. Tive sorte em eles terem inclusive, feito um merchandising do meu Blog, mas tive o azar deles não terem conseguido dar o endereço corretamente. Enfim, tive a sorte de ter ficado por um minuto no mais alto degrau da fama no sul do Brasil, mas tive o azar de estar cestiando naquele momento. Querem mais azar que isso? Fui acordado. Meus amigos me ligaram orgulhosos de mim. Nada contra me acordarem, já estava na hora mesmo. Porém, me acordaram quando eu sonhava que fazia uma orgia: eu, a Gisele e a Cicareli. Fui interrompido quando realizava a verdadeira Santíssima Trindade (eu como base da pirâmide e elas como duas lésbicas em cima de mim sabem?). Santo Deus. Definitivamente sou um cara de azar.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Ano do Abraço.

Vocês já ouviram falar no ano do abraço? Provavelmente não. Ele não existe oficialmente, mas foi estabelecido para que diversão e seriedade se confundam e se fundam numa coisa só. A prática é antiga. Alienar para governar, ou se preferirem: a velha política do “pão e circo”. Se dá comida e diversão para manter a alienação. Viram? Chegou até a rimar.


Festejado inconscientemente por nós desde 1994, o ano do abraço é caracterizado pelo ano em que futebol e política atingem seus ápices: o futebol com a Copa do Mundo e a política com as Eleições Presidenciais.


Inclusive temos uma curiosidade interessante em torno dessa “coincidência política futebolística”. Vejam só: em 1994, elegemos um novo presidente e ganhamos o tetra. Já em 2002, também tivemos de colocar uma cara nova no Palácio do Planalto, e fomos penta. Obrigados a eleger esse ano uma nova figurinha para ocupar a principal cadeira do Poder Executivo, não tenho dúvida alguma: seremos hexa.


Porém o que mais importa não são as conquistas no futebol, e muito menos a nova cara escolhida para administrar o país, afinal como sabemos, não interessa o vencedor, nada mudará muito em nossas vidas. Na política independente do vencedor, o PMDB continuará governando. Já no futebol, tanto faz ganhar Brasil ou Coréia do Norte, no fim nada muda, salvo para os habitantes que fazem divisa com a Argentina, que poderão "tirar pêlo" dos portenhos. No mais tudo continua igual. O que importa é que esse ano é o ano do abraço, e podem acreditar, nos abraçaremos muito.


Nos abraçaremos a cada jogo da seleção e a cada visita política; nos abraçaremos com fé toda vez que o Galvão disser: “agora vai”, e correremos para abraçar com orgulho, aquele candidato que depois de ter sumido por quatro anos reaparecerá. No ano do abraço somos patriotas e humanos. Tudo por culpa do futebol e da política.


Claro que ano que vem será mais um ano de indignação e escândalos, mas isso é só ano que vem. Esse ano é o ano do abraço, e o negócio é se abraçar. Viva a alienação e um abraço a todos .


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Significativas mudanças.

Estou em transformação. Tudo bem, sei que todos estamos em constante mutação, que a única constante é a mudança, que nada se perde nada se cria...e patati patata.

O que diferencia minha mudança atual das outras corriqueiramente ocorridas, é o fato delas serem significativas, radicais e perceptíveis. Eu as sinto desde o acordar até o adormecer.

Se tais mudanças serão para melhor ou para pior, isso só o tempo vai dizer. Porém de uma coisa tenho certeza: mudei.

Olhem só: depois de quase 27 anos larguei ou estou largando meu maior vício. Parei de roer unhas. Acreditem. Já fazem quatro dias que não meto os dedos na boca e as unhas entre os dentes. Tudo por uma boa causa, diretamente ligada a minha outra mudança existencial.

Parei de roer unhas porque estou amando. Amando nos dois sentidos sabem? Encontrei alguém especial que habitualmente posso dizer que amo (não, continuo sem acreditar no amor eterno), e estou "a mando" dela. Estou namorando entendem, ou em duelo como diz Nietzsche.

Foi ela que pediu encarecidamente para eu parar de roer unhas. Disse para eu experimentar, que não era difícil, que não me arrependeria, que era feio ficar com os dedos cabeçudos na boca. Me chamou de escravo, servo dos polegares, indicadores, dedos médios e minguinhos. Ela pediu, mandou, tentou me convencer racionalmente, e quando estava quase desistindo, fez o que nenhuma mulher pode fazer.

Nenhuma mulher pode desafiar um homem. Ainda mais se esse homem estiver em estado irracional, vulnerável aos sentimentos da carne, ou em outras palavras, apaixonado. Um homem apaixonado e desafiado é pior que um pitbull não vacinado. Ele não aceita provocações. E ela me provocou.

Foi provavelmente, o maior erro de sua existência. Ao dizer que só ficaria comigo se eu tivesse unhas ao invés de dedos cabeçudos; ao afirmar que preferia ser arranhada ao invés de "dedada"; ao acreditar que seria uma grande coisa desafiar minha história de roedor em nome do amor; ao fazer tudo isso, ela mesma sentenciou-se: vai ter de viver comigo.

Como disse, passo por mudanças...significativas mudanças.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz Preocupação.

Estou feliz, impressionado e preocupado. Feliz e impressionado em saber que a cada dia um número maior de pessoas lêem meus textos, tanto aqui quanto no jornal. Isso, além de uma sensação agradável de reconhecimento, e aqui cabe ressaltar, um reconhecimento que independe de ser bom ou ruim, me leva a uma inevitável pergunta: porque as pessoas me lêem? Seria pelo leve toque de ironia que meus textos possuem? Ou seria pelo meu engajamamento político com o MCQV? Seriam pelos panfletos, que por um instante despertaram no cidadão um pequeno mas grandioso momento de reflexão sobre a verdadeira política? Ou o motivo seria religioso e estaria vinculado aquele pronunciamento lamentável na rádio local do nosso querido Padre Nelcir? (depois da publicação no Jornal Ametista, do texto “Meu Primeiro Dia na Câmara”. J.A 17/01/2009). E se assim fosse? Devo então o reconhecimento e meus leitores ao padre? Deveria eu começar a acreditar em milagres? Ou então que Deus realmente escreve por linhas tortas?


Diante de todas essas questões que de nada concluo, de uma coisa tenho certeza: é o rádio e o jornal que mexem com o povo em geral. Chegou até a rimar viram? Eu adoro o blog, foi aqui que tudo começou e que tudo vai terminar, mas é no rádio e no jornal que a polêmica se instaura. É ali que se atinge a massa.


A internet embora atualizada constantemente ainda atinge poucas pessoas. Na internet as pessoas têm de procurar a notícia, enquanto no rádio e no jornal, a notícia vai até as pessoas. E aí está minha preocupação.


Escrevendo para o jornal, me preocupa o fato de pensar em ter de poupar palavras, ou em outras palavras, pensar duas vezes antes de escrever. Isso por saber que o jornal passa de mão em mão, fica no balcão da farmácia ou junto com as renomadas revistas na espera do dentista ou do cabeleireiro. É lógico que é ótimo estar ciente disso, mas ao mesmo tempo isso aumenta a responsabilidade e a preocupação sobre meus escritos. É angustiante escrever preso, poupando, pensando nos “quatro” poderes, e numa possível polêmica envolvendo seu nome. Como também é preocupante pensar, que dependendo do que está escrito e sobre o que está sendo escrito, as pessoas podem te amar, mas que também, por outro lado, podem alimentar o ódio por você. São os ossos do ofício.


Enfim, independente do amor ou do ódio, do elogio ou da crítica sem fundamento, nada paga o fato de saber que as pessoas gastam seu tempo, e dão um tempo naquilo que estão fazendo para ler minhas tortuosas linhas.


Obrigado a todos vocês e ótima quinta-feira.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Mistério do Ponto G

Homens de todo planeta, um minuto de atenção por favor. Essa notícia interessa a todos vocês.

Da mesma forma que Rousseau afirmava ainda no século XVIII, que o amor conjugal nada mais foi que uma mera invenção feminina para as mesmas sairem de seu estado natural de servidão, agora, cientistas ingleses afirmam que o ponto G, aquele procurado por milhares de homens durante anos e jamais encontrado por algum, não passa de um mito. Tudo bem, sei que a ciência pode mudar amanhã, mas sempre desconfiei que o prazer feminino estivesse mais ligado ao psicológico que ao físico. O estudo foi realizado na Inglaterra com 1804 mulheres. Lógico, que os dados coletados já causam controvérsias. De qualquer forma, a notícia está aí.


Ponto G "não existe", dizem cientistas britânicos.

Um estudo do King's College, de Londres, concluiu que o chamado ponto G – uma suposta zona erógena que, quando estimulada, provocaria elevados níveis de excitação sexual e orgasmos – pode não existir.

Depois de analisar 1.804 mulheres, o estudo não encontrou provas da existência do ponto G, supostamente um aglomerado de terminações nervosas localizado próximo ao clitóris, descrito pela primeira vez pelo cientista alemão Ernst Gräfenberg em 1950.

Os cientistas acreditam que o ponto G pode ser fruto da imaginação de mulheres, estimulada por revistas e terapias sexuais.

A pesquisa foi feita com base nas repostas dadas por mulheres, de idades de 23 a 83 anos, a um questionário. Todas elas eram gêmeas idênticas ou não idênticas – as gêmeas idênticas têm, exatamente, a mesma configuração genética, enquanto as não idênticas têm 50% dos genes em comum.

Das 56% mulheres entrevistadas que declararam ter o ponto G, a maioria era mais jovem e sexualmente mais ativa do que a média. As gêmeas idênticas demonstraram maior tendência a ter uma resposta afirmativa do que as não-idênticas.

Mas os pesquisadores esperavam que, no caso de uma das mulheres relatar ter o ponto G, a probabilidade de sua irmã ter a mesma resposta seria mais alta, mas a tendência não foi observada, sugerindo que o Ponto G pode ser apenas um mito.

“Esse é de longe o maior estudo já realizado sobre o assunto e mostra, de forma conclusiva, que a ideia do ponto G é subjetiva", afirma Tim Spector, professor de epidemiologia genética e co-autor do estudo.

Andrea Burri, que liderou a pesquisa, disse que o resultado pode ajudar mulheres e homens que sofrem por se sentir inadequados por não encontrar a procurada zona erógena.

“Chega a ser irresponsável afirmar a existência de uma entidade que nunca foi comprovada e pressionar mulheres – e homens também”, disse ela.

Mas o estudo foi considerado "falho" por outra autoridade no assunto, a sexóloga Beverley Whipple, que ajudou a popularizar o conceito do ponto G nos anos 70 graças a varios livros e a uma pesquisa tida como pioneira.

Para Whipple, o “o maior problema com essas conclusões é que gêmeas, normalmente, não têm o mesmo parceiro sexual” estudo britânico não levou em consideração a opinião lésbicas e bissexuais ao analisar os efeitos de diferentes técnicas sexuais.

Os resultados do estudo devem ser publicados nesta semana na revista especializada The Journal of Sexual Medicine.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100104_pontog_ba.shtml