sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um campeão sem palavras.

Eu gostaria e muito, de dizer a vocês o que estou sentindo. Mas é impossível. Existem coisas que as palavras não conseguem expressar. Elas não abarcam a totalidade da sensação.

Como poderia eu transmitir em palavras todo um dia de sonho que vivi na carne? De traduzir a vocês a ansiedade pré jogo, a angústia do gol sofrido, a virada no segundo tempo, a vitória e a glória de erguer mais uma vez o maior título do continente? Como poderia descrever a festa que fiz entre a Cidade Baixa, o Beira Rio e a Goethe? Enfim, como poderia resumir em um texto, em linhas transcritas racionalmente, a sensação, de pela primeira vez presenciar, em pleno Beira Rio e em meio a Guarda Popular, meu Colorado ser campeão?

Não, isso não é possível. Seria muita soberba e arrogância minha acreditar que símbolos e signos fossem capaz disso. Não são as palavras que podem dizer algo sobre o que vivi. Não são elas que podem falar. Sei que todos os colorados do mundo me compreendem. E aqui ébom dizer, não só os colorados.

Santistas com mais de 55 anos sabem do que falo. Cruzeirenses com mais de 40 também. Até os gremistas na faixa dos 35, e os são paulinos de 25 anos me entendem. Estes, como nós colorados, viram seus clubes chegar ao topo da América e compreendem meu sentimento presente. Para estes devo todo o meu respeito, e para toda nação colorada dou os meus parabéns.


"Celso Roth somos todos nós" por Juremir Machado da Silva

Foi a vitória de Celso. O triunfo de Roth. Houve um tempo, confesso, em que eu não gostava dele. Achava-o retranqueiro. Mudei. Ele também mudou. Estou feliz por ter vencido meus preconceitos antes da conquista deste bi da Libertadores da América. Quando Celso foi contratado para esta reta final, eu declarei meu total apoio a ele. No programa "Bom-Dia", da Rádio Guaíba, Rogério Mendelski e eu o acolhemos com entusiasmo. Descobrimos um cara do bem, dedicado à família, orgulhoso da filha estudante de filosofia e do filho que trabalha no Tecnopuc. Eu admiro os perseverantes, aqueles que dão a volta por cima, que navegam contra as marés e modas e vencem depois de declarados mortos e enterrados. Celso é um sobrevivente. Passou do clube dos perdedores para o dos vencedores.

Flaubert, um dos maiores escritores de todos os tempos, disse de sua mais famosa personagem: "Madame Bovary sou eu". Quando compreendi, enfim, Celso Roth, passei a me identificar com ele. Atrevo-me a dizer: Celso Roth sou eu. Somos todos Celso Roth. Todos nós que batalhamos, sonhamos, acreditamos, temos talento e, volta e meia, enfrentamos a descrença e o desprezo. Celso conquistou a América. Vai conquistar o mundo. Somos todos Celso Roth. Todos nós que não desistimos, criamos, sorrimos e, nos momentos difíceis, explodimos, brigamos, esperneamos e aceitamos nos tornar motivo de chacota. Celso Roth somos nós, acusados de ressentimento, de grossura, de ruindade e de falta de sofisticação. Nós que amamos a vida, as diferenças, os outros e jamais cultuamos a amargura. Celso é um generoso que precisa, volta e meia, vestir uma armadura para resistir a tudo.

Celso, como diriam os franceses, é um revenant. Voltou do fundo do poço para subir ao cume, saiu da condição de azarado para a de homem que fez tudo certo. Conheceu os subterrâneos. Agora, respira o ar das montanhas. Escalou bem, trocou no momento preciso, ousou e venceu. Nada mais maravilhoso do que ver o Internacional ganhar com gols de um corajoso e baleado Rafael Sóbis, outro do inimaginável e humilde Leandro Damião e, por fim, um golaço do batalhador e quase sempre brilhante Giuliano. Já fomos todos Gabiru. Hoje somos Damião, Giuliano e, principalmente, Roth. Enviarei a Celso minha "Trilogia de Palomas" como um símbolo, a marca de alguém que aprendeu a admirá-lo ao perceber que se tratava de um conquistador. Celso será novamente criticado. Enfrentará poderosos inimigos. Tentarão desqualificá-lo. É destino de todos nós, os Celso Roth.

Nada, porém, poderá desfazer sua imensa conquista, fruto do seu talento incomensurável. Celso é um maldito como Charles Baudelaire, Jean-Arthur Rimbaud, Michel Houellebecq e eu. Será amado e odiado. Jamais será esquecido. Somos todos Celso Roth, nós os conquistadores pelo trabalho árduo, nós, os excluídos da cultura fashion, aqueles que, para usar a expressão do professor Aníbal Damasceno, sofrem de "feiura de pajé". Celso, agora, brilha por nós no panteão da superação. Que sirvam suas façanhas de modelo a todos que apostam sempre na própria arte, contra tudo e contra todos. Obrigado, Celso.


Juremir Machado da Silva
Alinhar à direita

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu e o Wianey.

Ontem a tarde bati um papo rápido com o Wianey. Para quem não sabe, o Wianey é comentarista da Rádio Gaúcha e colunista esportivo do Jornal Zero Hora. O papo foi pelo twitter, que também para quem não sabe, é uma ferramenta que nos possibilita trocar ideias com qualquer pessoa, desde que tais ideias não ultrapassem 140 caracteres, e que ambas as pessoas façam parte do mundo “twitteriano”. Em outras palavras, o twitter é a forma mais fácil de trocarmos algumas palavras com as pessoas que admiramos e não temos contato.


Introduções e explicações a parte, a questão é que o Wianey se queixou no twitter. Disse que não agüenta mais ser chamado de gremista pelos colorados, e de colorado pelos gremistas.


Eu, obviamente, acho que o Wianey é gremista, mas segundo ele, ele não torce para ninguém. Wianey inclusive pediu que seus seguidores, ou amigos de twitter, lhe dessem um motivo para que ele fosse gremista ou colorado. Eu dei um motivo para o Wianey. E foi ai que iniciou nosso breve diálogo.


Minha explicação foi simples e objetiva, disse que antes de comentarista ele era um ser humano, apaixonado pelo futebol, e que para ser apaixonado pelo futebol, deveria ao menos, na sua infância, ter torcido por algum clube. Wianey respondeu, disse que isso não era uma regra e que não compartilhava da minha ideia. Segundo ele, sua infância foi afastada do mundo futebolístico, circunstância essa que fez com que crescesse sem paixão por clube algum.


Eu não acreditei, falei para ele pensar no assunto e ele respondeu que não tinha o que pensar. Por fim dei a ideia para ele escrever um texto sobre nossa pendenga e encerramos a conversa.

Não sei se Wianey pensou ou não, muito menos se escreveu algo sobre. Porém, mesmo não acreditando que ele tenha crescido sem clube, tentei entendê-lo. Perguntei-me: não poderia Wianey Carlet falar de futebol racionalmente, sem estar preso a clube algum, da mesma forma que um ateu fala sobre a religião sem estar preso a crença alguma?


Assim, fazendo uma comparação entre futebol e religião, concluí que a relação de Wianey com o futebol é a mesma que os ateus possuem com a religião. Wianey não tem clube preferido, encara o futebol racionalmente, e provavelmente acha uma bobagem o fanatismo do torcedor. Os ateus, no caso, também não pertencem a seita religiosa alguma, encaram a religião racionalmente e acham uma grande falta de reflexão o fanatismo religioso.


Ainda acredito que Wianey tem seu clube preferido, mas como ateu que sou, e dentro da minha respeitosa racionalidade, devo respeitar suas palavras. Wianey se posiciona diante do futebol, exatamente como os ateus se portam perante a religião: sem amarras, sem paixão e com muita razão. E isso realmente é possível. Podem acreditar em mim. E no Wianey claro.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As últimas palavras de Lírio ao Ale

Alexsander: De minha parte, me permita incluí-lo em minhas pobres preces! Abraços do Lirio.

As últimas palavras do Ale ao Lírio.

Olá Lírio. Sinceramente estou confuso. Não entendi os e-mails "powerpointianos" que você me enviou. No primeiro, que fala de Einsten, você justifica o seu Deus com o Deus de Einsten. Mas pergunto: será que vocês falam do mesmo Deus? Poderia o Pai da Teoria da Relatividade crer em algo Absoluto?

Já no segundo e-mail, o do Bono Vox, me causou surpresa verificar que o vocalistra do U2 assina por Deus. Seria ele o novo messias? Alguém que além de falar por Deus também assina por Ele?
Como disse estou confuso, mas pelo que percebo o senhor não quer mais dialogar sobre o assunto.

Nada que me surpreenda, afinal faz parte da crença cristã não discutir a verdade. Abraços sinceros e decepcionados, Alexsander.

O encerramento do díálogo por parte do Lírio.

Sr. Alexsander: Me senti prestigiado pela atenção dada às minhas colunas e aos e-mails. Lamento se não tive competência para arrazoar com V. S. Minhas convicções, são para mim sagradas e jamais abriria mão. Certamente, o Sr. fará o mesmo. Penso, então, que chegamos a um impasse. Repasso alguns e-mails, que me enviaram. Se tiver tempo, ponha os olhos nele. Do contrário, é fácil, delete-os. Com sinceridade e admiração. Lirio.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A "quádrupla", a continuação, ou a sequência do diálogo entre Ale e Lírio

Olá, primeiramente gostaria de me desculpar se não fui claro, mas já respondendo suas primeiras questões, preocupo-me sim, com algumas colocações de seus escritos. Porém, não me preocupo em o senhor abordar o tema “Religião”, mas sim no fato do senhor pregar a doutrina cristã em suas palavras.


Respondendo sua segunda questão, é lógico que sou contra que o senhor baseie seus escritos na Bíblia. Veja que não sou contra que o senhor siga a Bíblia ou a religião cristã. Porém, devemos concordar que quem escreve (e escreve para as mais diferentes pessoas) deve buscar a verdade racionalmente e não com base na fé. Aqui, estamos diante da mesma questão que acomete o ensino religioso nas escolas. Sou contra o ensino religioso nas escolas? Lógico que não. Agora: sou contra o exclusivo ensino religioso cristão nos estabelecimentos de ensino? É lógico que sim.


Continuando, que bom que o senhor tem sua consciência tranqüila. Sim, é isso que realmente importa. Pecado? Não existe pecado e punições externas. Existe sim como o senhor mesmo coloca “CONSCIÊNCIA”, e essa nos pune na vida mesmo, no dia a dia, e não no “Além”. Por outro lado, se acreditasse em pecado diria que o senhor peca quando diz no final de seu texto que os aborígenes não têm religião e nem cultura. Sinceramente me arrepiei quando li isso.


Com relação ao seu questionamento sobre onde o senhor erra em propagar a sua religião, posso dizer que seu erro está exatamente em não respeitar todas as outras formas de religião em seus escritos. Seu erro está, por exemplo, em menosprezar os ateus, dizendo que eles acreditam em Deus (acredito que você se refira a esse Deus como sendo o Deus Cristão), e também como no texto que acabo de ler, no fato de se referir a cultura aborígene como um povo sem cultura, e pior, sem religião. Como sem religião se o senhor mesmo afirmou que ela é “natural a todos os seres humanos?” Não seriam os aborígenes humanos?


Já sobre a falta de associarmos o conhecimento a prática, concordo plenamente contigo. É exatamente na discordância entre o discurso e a prática que estão nossos maiores problemas. Não é por acaso que Nietzsche diz que só existiu um cristão e que esse morreu na cruz né?


Em referência as estrelas e toda imensidão do universo, já expliquei no meu outro escrito que esse é um problema sem solução e que nenhum ser humano vai conseguir decifrar. É muita pretensão humana querer saber tudo sobre o universo, como também é muita arrogância do ser humano acreditar que um ser a sua imagem e semelhança tudo criou. Com relação a Galileu, Einstein, entre outros, não preciso lembrar que Galileu teve que negar suas verdades para não ser “mais um” morto pela “verdade” da “Santa Igreja” e que Eisnten não acreditava no Deus Cristão, e sim em algo (quer chamar de Deus tudo bem), que regia o universo e não os homens. Ou como ele mesmo diz: “Acredito no Deus de Espinosa, revelado na harmonia de tudo o que existe, mas não em um Deus que se preocupa com o destino e as ações dos homens." Ou ainda, sobre a ética dos homens, dia o grandioso Albert: “O comportamento ético dos homens deve se basear na simpatia, educação e nos laços sociais; não é necessário base religiosa. Os homens estariam em péssima situação se tivessem que ser controlados pelo medo de punição [divina] ou pela esperança de salvação após a morte."


Voltando ao seu texto, concordo com o senhor, quando diz que não devemos colocar goela abaixo nossas convicções. Inclusive é exatamente isso que me leva escrever ao senhor, e também é isso que me faz ser, por exemplo, contrário ao batismo de crianças indefesas, como também ser contrário a presença de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos. Quanto aos seus escritos, não posso interferir no que o senhor escreve, afinal são seus escritos. Porém, já que concordamos que religião cada um tem a sua, pergunto: qual é a necessidade que o senhor tem em externar a sua verdade, se concorda que cada um possui a sua? Assim, sugiro ter cuidado com o que escreve para não ofender aqueles que não seguem a sua religião. Já imaginou o que os fiéis cristãos, que o lêem religiosamente e que o senhor mesmo define como não estudiosos da religião, estão falando e pensando dos ateus depois de ler seus escritos? Que tal um pedido de desculpas? Seria muito legal.


Por fim você deve estar se perguntado o que eu gostaria que o senhor fizesse não é? Pois bem, gostaria somente que respeitasse os ateus e todos aqueles que buscam, cada um a sua maneira, se religar com o universo. Gostaria que falasse da religião num todo e não de uma parte dela, e também gostaria que respeitasse a cultura e a religião dos “analfas aborígenes”. Eles são seres humanos, pode acreditar nisso. Abraço, Alexsander.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A tréplica do Lírio.

Sr. Alexsander: Foi nostálgico saber que lecionei para o seu Pai. Hoje, confesso, fui um professor incompleto. 'Matei' muitas aulas. Rezo seguido pelos meus ex-alunos, que Deus colocou em minhas mãos, e não os eduquei devidamente. Agradeço a atenção dispensada. Não pretendendo polemizar e respeitando opiniões (quando um PT concordaria com um PSDB?) conclui­ duas coisas do seu arrazoado: Primeiro, o Sr. se preocupa deveras que eu pretenda espargir Religião em meus escritos? Ou, o Sr. teria algo contra em eu fundamentar meus escritos na Bí­blia? Preferiria, talvez que eu os balizasse em outras filosofias, que não a aristotélica-tomista? Confesso que não entendi bem, nas suas entrelinhas, esta sua subretância virulância contra a minha linha de pensamento.

Deus me livre, não ouso me apresentar como padrão de comportamento. Mas dentro de minhas limitações, PROCURO ser um bom cidadão, bom pai de famí­lia, bom empresário, bom cristão. Busco aquilo que, no meu entender, é o correto. Qual o meu pecado?

Segundo: O Sr. escreveu que "Religião, cada um tenha a sua e faça-a"... Ótimo! Concordamos. Que cada um tenha a sua. Dentro desta lógica, onde erro em eu ter a minha, defenda-la, espraiá-la (no dizer do Governador), torná-la conhecida? Se alguém é getulista ferrenho, quanto mais estudar Getúlio mais fanático ficará. E o ideal, seria que houvesse concordância entre o conhecimento e a prática da Religião. Este é o MAGNO problema. Não se vive o que se prega. Mas aí­, é outra seara.

O Sr. deve ter lido ZH 22/7 pag. 27: "Descoberta a maior estrela do UNIVERSO. Sua distância da terra: 1 milhão de anos-luz (1 ano luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros). Tamanho: 10 milhões de vezes maior que o Sol"... Tudo isso surgiu e se movimenta POR ACASO?... É fruto do Big Bang?... Posso estar equivocado, quanto a minha explicação do Autor do universo. Mas neste equí­voco tenho a companhia de Newton, Galileu, Einstein e outras figuras...

Achar que os que não comungam da minha filosofia (Religião) 'arderão no inferno' é uma dedução sua, me desculpe. Porque em Teologia, se estuda que existe o Oitavo Sacramento, a Ignorância. Como iria Deus condenar alguém que Ele mesmo criou antes da vinda do seu Filho, antes da Revelação? Como iria condenar os aborí­genes, por exemplo, analfas completos em religião e cultura? Cada ser humano, Sr. Vargas, possui algo que se denomina CONSCIÊNCIA. Desta ninguém escapa. Esta é o termômetro, o referencial, o arbitro do nosso agir. Pode o pai, o professor, o padre, o juiz, o policial falar o que quiserem. ESTA eu não poderei calar. Ela aprova ou condena meu agir. E esta todo o ser humano possui. E segundo esta, Deus julgará a pessoa, se é merecedora da aprovação ou da condenação.

SE, CONTUDO, o cidadão optar por ter opiniões, atitudes, crenças e fé próprias tudo bem. Não vamos duelar ou tentar enfiar goela abaixo a argumentação contrária. Como dizia Lincoln, no tribunal: "Sou totalmente contra seu modo de pensar, mas defenderei até a morte o direito de se opor". Um abraço do Lirio.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A réplica do Ale

Não posso negar que estou aliviado. Aliviado pelo simples fato do senhor ter substituído a palavra “cristão” por “religião”, ou se preferir, por ter substituído “cristãos” por “religiosos”.


Sim, concordo. Somos naturalmente religiosos. Religião em sua etimologia significa religar, reencontrar, ou reeleger. Tudo depende da visão de mundo que cada ser humano possui. Cosmocêntricos tentam se religar, antropocêntricos buscam se reencontrar consigo, e teocêntricos reelegem um salvador. Assim, não podemos negar que todos nós, de uma forma ou de outra, tentamos nos religar com o universo. Inclusive os ateus. Os ateus por sinal, não negam a religião e sim o “teo”, ou seja, tudo aquilo que não se vê. Eles não negam a busca pela harmonia, mas negam sim, a existência de um ser supremo a imagem e semelhança do homem e que tudo rege.


Não vou me ater a autores e teorias para justificar isso. Prefiro a discussão nua e crua, do que o constante direcionamento a uma determinada teoria e seu autor. Teorias e autores existem para todos os gostos e tamanhos, e embora muitos acreditem que não existe filosofia sem história da filosofia, acredito pelo contrário, que a filosofia deixa de existir quando ficamos atrelados a sua história.


Por falar em filosofia, o que me preocupa em seus textos está intimamente ligado a ela. Veja caro Lírio, não estou discutindo sua fé ou sua religião, mas vejo com preocupação aquilo que você coloca (para toda uma região de leitores) como verdade. Você, para explicar a existência de Deus, recorre a São Tomás de Aquino, que como sabemos, tentou com base nas ideias Aristotélicas conciliar razão e fé. Tentou mas não conseguiu. E porque não conseguiu? Simplesmente, porque é impossível explicar o primeiro motor imóvel.


Assim, acredito que se você, como diz em um de seus textos, acha interessante que as pessoas pensem sobre a religião ou que exercitem a filosofia, sugiro que não as dogmatize com o Deus Cristão, e que também não alimente o preconceito diante daqueles que não seguem salvador algum ou que não depositam seus dízimos nas Igrejas. Espero sim que as façam entender, que religião cada um tem e faz a sua maneira.

Sobre o problema metafísico, não será a Bíblia, o Alcorão ou o acelerador de partículas que vai conseguir explicá-lo. Por quê? Porque sempre haverá uma questão posterior a cada descoberta.


Foi o Deus Cristão que deu início ao universo? Mas quem criou o Deus Cristão? Foi uma grande explosão, o Big Bang que tudo originou? Mas quem acendeu o estopim? Ou é a teoria das Cordas e suas 11 dimensões que explicam tudo? Mas e aí? Como as cordas se tocam? Veja que não interessa o quanto nos aprofundarmos no problema metafísico, sempre cairemos numa nova pergunta que não poderá ser respondida. Angustiante isso não? E é mesmo. Porém, está exatamente nessa angústia, nessa inquietude existencial o princípio filosófico e religioso. Filosófico porque jamais deixaremos de nos perguntar, e religioso porque jamais deixaremos de tentar nos religar com esse catastrófico e harmonioso universo.


Para terminar, e reforçando o que já afirmei, confesso que seus textos me causam preocupação, pois ferem exatamente a busca filosófica e a religião de cada indivíduo. Seus textos dão uma resposta, e pior que isso, eles dão uma resposta que não é verdadeira. Ou você acha que seus parentes, amigos, e todos aqueles que não fazem parte da religião cristã arderão no fogo do inferno? Pense nisso.


Abraço, ótimas reflexões e obrigado pela atenção.



Obs: O senhor não me conhece, mas ironias a parte, fiquei sabendo agora, após ler esse texto para o meu pai, que o senhor foi seu professor no ginásio Cardeal Roncalli, lá pelos anos 60. Como esse mundão é pequeno né?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Quem sabe agora proibam o batismo.

BBC

28/07/2010 10h56 - Atualizado em 30/07/2010 10h07

Bebê morre após ser submerso três vezes durante batismo


Criança teve água nos pulmões e morreu a caminho do hospital em Chisinau, na Moldávia; padre é acusado de homicídio culposo.


Um padre da Moldávia está sendo investigado pela morte de um bebê que se afogou após ter sido submergido três vezes durante a cerimônia de batismo.

Familiares acusam o padre, Valentin Taralunga, da Igreja Católica Orotodoxa, de negligência ao prosseguir com a cerimônia apesar dos sinais de que a criança, de um ano e meio, estava se afogando na pia batismal.

Médicos da capital moldávia, Chisinau, diagnosticaram que o bebê morreu por afogamento. O padre está sendo investigado por homicídio culposo, punível com até três anos de prisão.

Ao prestar depoimento, o padre Taralunga negou as acusações e disse que obedeceu aos cânones religiosos que ensinam sobre a cerimônia de batismo.

A família repassou à polícia um vídeo amador do momento em que o religioso submerge a criança na água. O conteúdo do vídeo foi divulgado pelas TVs locais.

Entretanto, os investigadores que trabalham no caso disseram a uma delas, a Publika TV, que ainda é cedo para chegar a uma conclusão.

Na cerimônia católica ortodoxa, os padres tampam o nariz e a boca das crianças durante os curtos instantes em que elas são submergidas na água benta.

Um porta-voz da Igreja disse não recordar de semelhante episódio na história religiosa do país.

Logo após a imersão na água, o bebê é visto com dificuldades de respirar. Segundo testemunhas, minutos depois a criança começou a espumar pela boca e sangrar pelo nariz.

Levado para ser socorrido, o bebê morreu a caminho do hospital. O diagnóstico da morte foi ocorrência de água nos pulmões.

A resposta de Lírio.

Antes de mais nada preciso pedir desculpas a todos vocês que aguardam ansiosos pela resposta de Lírio. Como sabemos havia-a prometido para quarta-feira, porém, maravilhosos, formidáveis e impagáveis imprevistos acometeram minha existência nos últimos dois dias, me impossibilitando a publicação desta. Mas, como diz o ditado, "antes tarde do que nunca", e aí então vai a resposta do cristão Lírio. Segunda-feira, se tudo ocorrer dentro do previsto, a réplica do Ale.



SR. ALEXSANDER: Acho que não o conheço, se não poderíamos nos entreter num chat amistoso. Peço perdão se ofendo seus princípios, mas se Deus respeita a liberdade, quanto mais eu! A respeito do 'fanáticos religisosos'... depende da metalinguagem. Se sou radical? Sou, aliás está na Bíblia: "Se não fores nem frio, nem quente, Eu te vomitarei". Sou colorado empedernido, mas veja, meu irmão é cônsul do Grêmio... Meu primo é pastor batista. Minha filha casou com um muçulmano iraniano. E nos entendemos perfeitamente. Às vezes, o não-fanatismo é fruto da ignorância. Sócrates, o pai da filosofia, afirmou que o homem pratica o mal por total ignorância, e quando pensa que 'aquele Mal, para ele é o bem'. Verbi gratia: o assassino mata porque entende que a vítima é um estorvo, um perigo, um adversário para ele...

'O HOMEM É NATURALMENTE CRISTÃO' - Em filosofia, estuda-se uma tese: "Anima naturaliter christiana". VEJA que o termo cristão não signf ica especificamente católico, mas sim RELIGIOSO! Desde os primórdios da Humanidade, nenhum povo, nehuma raça, em nehum estágio ou local abstraiu Deus. Lógico que o Deus deles, muitas vezes era até um animal, ou um astro, ou um elemento. Mas sempre o homem se reportou a Uma Força, Um Ser SUPERIOR, do qual ele dependia e que o criara e mantinha.

Se não me equivoco deve ter sido o filósofo ateu Rousseau. Dizia: dêem-me uma criança, desde o leite materno, para eu criá-la e duvido que terá sentimentos religiosos. Assim foi feito. Adotou um menor, que ele educou à sua maneira, longe de tudo o que cheirasse a Religião, aprisionado na sua residência. Qual não foi o seu espanto, quando um dia, entra no quanto do menor e o encontra, de joelhos, bendizendo ao Deus-Sol, que entrava pelas frestas da janela. A maior prova da existência de Deus, está no interior do Ser Humano. Ou de onde fluiriam os sentimentos de Justiça, Bondade, Beleza, Amor do coração humano? Daí, o 'naturalmente religioso'.

Muitas pessoas (aconteceu com Ghandi, quando esteve em Londres) se decepcionaram com a Religião, ou com o Cristianismo, Judaismo, Islamismo, quando percebem que os 'cristãos' não vivem o que pregam. Falta coerência! Bem, mas aí é outro compartimento. Ninguém condenará o Ensino, porque o professor é relapso ou o aluno cola. Ninguém condenará a Democracia, porque o politico é canalha. Etc, etc.

No fundo, a Religião depende de FÉ. E fé é um dom, uma graça, um lampejo que o cidadão recebe. Às vezes, ele está oculto num exemplo, num livro, numa frase, num fato, numa educação, numa família, num colega. Quantos se 'coverteram' até ouvindo uma piada. Bocage, o maior piadista português, passou a vida ridicularizando a Religião. Convertido, na hora da morte produziu aquele imortal soneto que assim se fecha: "Saiba morrer, quem viver não soube..."

É interessante deter-se na frase do filósofo De Maistre, que não era católico: "Ninguém afirma 'Deus não existe', sem antes ter desejado que Ele não exista"... Mas, meu caríssimo Alexsander: sinto-me lisonjeado pela leitura das minhas despretenciosas colunas. Se realmente, pretende mergulhar em leituras teológicas, poderia indicar alguma bibliografia. Lamentavelmente, nosso povo, e especialente nosso povo cristão, não lê. É analfa em assuntos religiosos. Não que eu seja entendido... apenas me defendo. Gostaria muito de ter tido curso de Teologia. Nosso Rui Barbosa possuía biblioteca própria com 35 mil volumes. E nós?! Que Deus (naturalmente) o proteja. Grato. Lirio


terça-feira, 27 de julho de 2010

A pergunta do Ale

Confesso que pensei em criticá-lo pontualmente, mas desisti. Acho complicado discutir com fanáticos religiosos. Eles são perigosos. Assim, preferi apenas fazer uma pergunta.


O senhor diz, em sua coluna publicada no dia 26/06/2010 no Jornal Alto Uruguai e intitulada como 1º) Será que Deus existe?!”, que o homem é naturalmente cristão. Poderia me dizer por quê? Att, Alexsander de Vargas.


Amanhã, a resposta de Lírio.



Série Ale e Lírio

Não sei se vou ferir a moral, a ética ou alguma outra coisa que eu não saiba o que significa. A questão é que essa semana vou reproduzir aqui no Blog uma conversa que tive (via e-mail) com o senhor Lírio Zanchett.


Lírio é colunista do Jornal Alto Uruguai, e a partir do dia 26/06/2010, publicou um série de escritos no jornal frederiquense, com o título “Será que Deus existe?” (Para quem quiser conferir acesse: www.oaltouruguai.com.br)


Como Zanchett, aborda delicados temas como ateísmo, religião e filosofia, decidi questioná-lo. Lírio tentou me responder, mas encerrou o diálogo no terceiro e-mail. Porque fez isso? Confira essa semana só aqui no Blog do Ale.



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Burro ou louco?

Duas coisas ficaram claras no jogo do Inter contra o Atlético Mineiro: a primeira que Roth deu outra cara ao time. E a segunda, que ele continua o mesmo.

Roth é uma incógnita. Ninguém sabe se é burro ou louco. Ele entra para ganhar e mexe para perder.

No jogo contra o Galo Mineiro, eram 28 minutos do segundo tempo, quando Celso Roth sacou Tinga e colocou Wilson Mathias. Ele tinha Andrezinho no banco, mas preferiu um volante a um armador. Preferiu a loucura ao encantamento.


Roth podia continuar com o Inter a frente, marcando o adversário em seu campo, e criando oportunidades de gol. Podia continuar enchendo os olhos do torcedor e calando todos seus críticos. Mas não. Roth preferiu um filme de terror a um conto de fadas. Preferiu, do alto de sua insana inteligência chamar o empate do que garantir tranquilamente os três pontos.

O Inter de Roth pós 28 minutos, retrancado e acuado com três volantes, fez de tudo para empatar. Tentou, perseguiu e quase conseguiu. Felizmente não obteve êxito. Pato salvou. Deu tudo errado para o insano Roth, e deu tudo certo ao burro do Celso.

Burro ou louco? Decidam vocês. Eu só espero que ele continue 100%.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Menina da Copa

A Copa terminou, a Espanha ficou com o caneco, e nós ficamos com as imagens. São apenas as imagens que ficam guardadas na memória. Tanto na memória do povo, como na dos arquivos televisivos.


Daqui a alguns anos, muitos se lembrarão de Soares do Uruguai, do seu choro de tristeza antes da cobrança do pênalti, e de sua alegria após a cobrança no travessão; outros se lembrarão da falta de respeito de Domenech quando Parreira lhe estendeu a mão; e outros ainda lembrarão-se do primeiro tempo que o Brasil deixou de matar, e do segundo em que foi assassinado pela Holanda.


Eu provavelmente me lembrarei de tudo isso, mas para mim, a imagem da Copa se fez longe das quatro linhas. Longe de qualquer jogador, técnico ou celebridade presente na África do Sul. Para mim a imagem da Copa é de uma menina negra. Mais precisamente da menina que conduziu a Taça de Ouro da FIFA até as mãos de Joseph Blatter, representante maior da entidade. O que a menina fez? Nada demais.


A negra menina apenas fez seu trabalho que era o de levar a Taça até seu destino. Ela não tropeçou, não deixou a taça cair e muito menos encheu os olhos de lágrimas. Ela que naquele momento era o centro dos holofotes mundiais, passaria despercebida também para mim, caso não estivesse vestindo em suas mãos...belas luvas brancas.


Não tenho nada contra as luvas, afinal fazia frio na África do Sul, mas pergunto: porque luvas brancas? Para simbolizar pureza e paz? Ou seria para garantir que suas negras digitais não viessem marcar o troféu tão precioso? Mas neste caso: as luvas não poderiam ser pretas combinando com a cor da menina e com a do próprio continente de maioria negra? Ou seria apenas um desejo inconsciente de dizer ao mundo que ainda é só o branco que pode o ouro tocar?


A menina não se importou com o fato. Pior que isso: ela nem percebeu. Ela já está acostumada com isso. Nós todos estamos acostumados. A menina não falou nada. Ninguém falou nada. Foram suas luvas brancas que gritaram silenciosamente ao mundo que o discurso do respeito à diferença não passou mais uma vez de um mero discurso. Foram suas luvas que levaram ao inconsciente de cada um a única e cruel verdade: a verdade do racismo.


Somos racistas e assim continuaremos a ser, enquanto não acharmos anormais algumas práticas históricas. São elas que atingem nosso inconsciente e nos amarram no preconceito natural.


Nos dizemos uma nação laica, mas ainda vemos em nossa moeda nacional a inscrição “Deus seja louvado”. Pregamos o respeito às diferenças, mas ainda olhamos com olhos impuros os índios, negros e homossexuais. Discursamos pedindo conscientização, mas no fim caímos em nossas próprias armadilhas culturais.


Procurei fotos da menina negra de luvas brancas. Não achei. Seus passos e suas mãos cobertas de branco, foram tão insignificantes ao mundo consciente, quanto o belo espetáculo e os belos discursos anti-racistas elaborados pelos donos do milionário futebol.


Cada um ficará com suas imagens. A Espanha ficou com a taça, os brancos donos do futebol com o lucro e os negros....bem, esses continuarão na miséria. Faz parte do jogo: enquanto os negros braços trabalham os dedos brancos contam o dindin.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Coincidências? Hummmmmmmmmm...

A Espanha vai ser campeã. Não, não estou dizendo isso só porque o polvo alemão "afirmou". Falo isso por um outro motivo. Quem me desejou "feliz ano novo" na virada do dia 31 sabe do que digo.

Eu sabia que Brasil, Alemanha e Argentina cairiam antes da final. Sobre o Brasil até comentei aqui no blog. Sabia também que o Grêmio seria Campeão Gaúcho esse ano, e agora, com polvo ou sem polvo, digo a vocês: a Espanha vai ser Campeã. Os deuses do futebol me disseram isso.

Vou explicar:

No futebol 2010 repetirá 2006. Com algumas poucas diferenças claro.
A questão é o eterno retorno. Não o do Nietzsche, o do futebol mesmo. Será quase tudo igual.

Sugiro começarmos por partes e retrocedermos um pouco no tempo para compreendermos. Para entendermos temos de voltar até 2005 e fazer algums ligações entre o que se desencadeou a partir daquele ano.

Como sabemos, depois de 2005 vem 2006, e como também sabemos, 2006 foi um ano marcante para o futebol.

Não sou eu que digo isso: os números nos dizem. A soma de 2005 (2+0+0+5) é igual a sete, e o sete significa mistério na numerologia. Porque significa mistério para mim é um mistério, então não me perguntem para decifrar esse mistério. Já 2006, que na soma dá oito, não sei o que significa, mas pode ser que o oito esteja relacionado ao número da camisa de Dunga como jogador. Dunga que foi volante do Internacional, que por sua vez conquistou o mundo em 2006. Nada a ver né? Pois é. Futebol é assim mesmo, nada a ver.

Voltando as coincidências entre 2005, 2006, 2009 e 2010, sabemos que em 2005 o Colorado foi garfeado pela CBF e teve de se contentar em ser vice campeão brasileiro. Também sabemos que em 2009 o Inter não foi roubado pela CBF, mas teve de ver seu rival, entregar o jogo para o Flamengo (o que para muitos pode ser considerado pior que um roubo), ficando também com o vice campeonato brasileiro. Foram essas injustiças, tanto em 2005 como em 2009, que promoveram uma virada histórica no futebol e que garantiram que 2006 se repetisse em 2010.

Querem ver as coincidências? Certo, vou apenas perguntar a vocês. Vocês mesmos por favor respondam e notem o que está acontecendo.

Pergunto:

Quem foi o Campeão Gaúcho de 2006?

E em 2010?

Hummm....

Em 2006, onde o Inter perdeu a final do Gauchão?

E em 2010?

Hummm...

E mais: quantos gols faltaram (tanto em 2006 como em 2010) para o Inter ser Campeão Gaúcho?

Hummm...

Agora saindo do âmbito estadual direto para a Copa do Mundo da África.

Em que fase o Brasil foi eliminado na Copa da Alemanha em 2006?

E em 2010?

Hummm...

Em em 2006 o Brasil perdeu para quem?

Era uma seleção européia ou outra qualquer?

E em 2010?

Humm...

E mais: por quantos gols de diferença a seleção perdeu ambas partidas?

Hummm...

Mas vamos mais a fundo. Vamos analisar algumas outras seleções.

Pergunto:

Em que fase a Argentina foi eliminada em 2006?

E foi derrotada por quem?

E em 2010?

Hummmm...

E a Alemanha? Caiu em que fase em 2006?

E em 2010?

Hummmmm...

Por fim, e para responder por que a Espanha vai ser Campeã do Mundo, pergunto:

Não foi da Alemanha, que a Itália venceu em 2006 antes de conquistar o inédito Tetracampeonato Mundial em cima da França?

Hummmmmm...

Querem mais? Olhem para a bandeira da França. Não é parecida com a da...Holanda?


Hummmmmmm...

Viram? Tá tudo se repetindo, podem apostar: Espanha é Campeã do Mundo. E não adianta dizer que foi o polvo, ou o melhor futebol espanhol que venceu. São os deuses do futebol e pronto. Eles querem que 2010 repita 2006, só isso. Por fim uma última pergunta:

Vocês sabem me dizer quem foi Campeão da Libertadores da América e do Mundial FIFA em 2006?

Hummmmmmmm...só prá saber : )





sexta-feira, 2 de julho de 2010

Espero estar errado, mas....

Daqui a pouco tem jogo do Brasil, e com quem converso, a maioria me diz que o Brasil passa pela Holanda. Alguns dizem que até com facilidade. Eu sinceramente não entendo. Já perdemos para a Holanda. Mais que isso. Perdemos tantas vezes quanto ganhamos e empatamos.


Em jogos de Copa do Mundo o resultado é igual: vencemos, empatamos e perdemos uma vez. Nos três confrontos, marcamos cinco e levamos seis gols. Temos saldo - 1 em gols e + 1 em classificações. Isso porque no empate em 98, vencemos nos pênaltis.


É lógico que vou torcer pelo Brasil. Quero Brasil e Argentina na final. Quero muito ver a Globo engolir o Dunga. Também quero ver Dunga e Maradona chorando. Um de alegria, o outro de tristeza. Porém, lamento informar a vocês: não vai dar. Vamos perder: um a zero. Não me perguntem porque. É palpite, achismo.


Poderia até vir aqui e dar uma resposta racional a vocês, dizer que o time da Holanda é bom, e que em alguns pontos é até mais forte que o nosso. Mas o problema não é a Holanda. Qualquer outra seleção que viesse a enfrentar o Brasil nas quartas, sairia vencedora. Até a Eslováquia. Podem acreditar, to dizendo. Até já apostei. Apostei um enorme pacote de salgadinho. Apostei baixo para não ter de secar sabe? Como disse vou torcer pelo Brasil, mas...não vai ter jeito.


Se der certo, ou seja, se der tudo errado para a seleção, prometo: vou abrir uma Igreja. Ela será a única a garantir 33% de chances de sucesso por jogo e que cobrará dízimos a míseros 5%.

Temos até nome e slogan: IGREJA UNIVERSAL DO REINO DA BOLA – SUA IGREJA SUA VITÓRIA

Será um sucesso.