quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Meus alunos, a política, o futebol e a Bahia
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| Itacaré - BA |
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Roubaram meu carro
Meu rádio, como o seu ladrão, já era. Não demorará muito, e, para alívio da comunidade, será encontrado morto por corvos e urubus. Essa é a realidade, e isso me entristece.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Estamos fudidos
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
E agora?
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Aplaudam Marisa. Caso contrário: processem-na.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Problema da Cidadania
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"ELEIÇÕES 2010: OS PRESIDENCIÁVEIS" por Marcos Maffissoni*
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Novos Tempos de Paz.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Aos que não acreditam no que falo.
Stephen Hawking lança livro e diz que Big Bang foi consequência da lei da gravidade
Para cientista britânico, Deus não tem mais lugar nas teorias sobre a criação do universo
| Stephen Hawking lança livro e diz que Big Bang foi consequência da lei da gravidade Crédito: AFP |
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"Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista em "The grand design", que será publicado em série no jornal The Times.
"Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.
Hawking se tornou mundialmente famoso com suas pesquisas, livros e documentários, apesar de sofrer desde os 21 anos de idade de uma doença motora degenerativa que o deixou dependente de uma cadeira de rodas e de um sintetizador de voz.
Em "Uma breve história do tempo", Hawking sugeria que a ideia de Deus ou de um ser divino não é necessariamente incompatível com a compreensão científica do universo. Em seu mais recente trabalho, no entanto, Hawking cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora de nosso Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.
"Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias - o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - bem menos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos", afirma Hawking.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Alguém explica?
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Um Viva a Vida Mentirosa de Cada Um.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A nova ordem do futebol gaúcho
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Um campeão sem palavras.
Como poderia eu transmitir em palavras todo um dia de sonho que vivi na carne? De traduzir a vocês a ansiedade pré jogo, a angústia do gol sofrido, a virada no segundo tempo, a vitória e a glória de erguer mais uma vez o maior título do continente? Como poderia descrever a festa que fiz entre a Cidade Baixa, o Beira Rio e a Goethe? Enfim, como poderia resumir em um texto, em linhas transcritas racionalmente, a sensação, de pela primeira vez presenciar, em pleno Beira Rio e em meio a Guarda Popular, meu Colorado ser campeão?
Não, isso não é possível. Seria muita soberba e arrogância minha acreditar que símbolos e signos fossem capaz disso. Não são as palavras que podem dizer algo sobre o que vivi. Não são elas que podem falar. Sei que todos os colorados do mundo me compreendem. E aqui ébom dizer, não só os colorados.
Santistas com mais de 55 anos sabem do que falo. Cruzeirenses com mais de 40 também. Até os gremistas na faixa dos 35, e os são paulinos de 25 anos me entendem. Estes, como nós colorados, viram seus clubes chegar ao topo da América e compreendem meu sentimento presente. Para estes devo todo o meu respeito, e para toda nação colorada dou os meus parabéns.
"Celso Roth somos todos nós" por Juremir Machado da Silva
Flaubert, um dos maiores escritores de todos os tempos, disse de sua mais famosa personagem: "Madame Bovary sou eu". Quando compreendi, enfim, Celso Roth, passei a me identificar com ele. Atrevo-me a dizer: Celso Roth sou eu. Somos todos Celso Roth. Todos nós que batalhamos, sonhamos, acreditamos, temos talento e, volta e meia, enfrentamos a descrença e o desprezo. Celso conquistou a América. Vai conquistar o mundo. Somos todos Celso Roth. Todos nós que não desistimos, criamos, sorrimos e, nos momentos difíceis, explodimos, brigamos, esperneamos e aceitamos nos tornar motivo de chacota. Celso Roth somos nós, acusados de ressentimento, de grossura, de ruindade e de falta de sofisticação. Nós que amamos a vida, as diferenças, os outros e jamais cultuamos a amargura. Celso é um generoso que precisa, volta e meia, vestir uma armadura para resistir a tudo.
Celso, como diriam os franceses, é um revenant. Voltou do fundo do poço para subir ao cume, saiu da condição de azarado para a de homem que fez tudo certo. Conheceu os subterrâneos. Agora, respira o ar das montanhas. Escalou bem, trocou no momento preciso, ousou e venceu. Nada mais maravilhoso do que ver o Internacional ganhar com gols de um corajoso e baleado Rafael Sóbis, outro do inimaginável e humilde Leandro Damião e, por fim, um golaço do batalhador e quase sempre brilhante Giuliano. Já fomos todos Gabiru. Hoje somos Damião, Giuliano e, principalmente, Roth. Enviarei a Celso minha "Trilogia de Palomas" como um símbolo, a marca de alguém que aprendeu a admirá-lo ao perceber que se tratava de um conquistador. Celso será novamente criticado. Enfrentará poderosos inimigos. Tentarão desqualificá-lo. É destino de todos nós, os Celso Roth.
Nada, porém, poderá desfazer sua imensa conquista, fruto do seu talento incomensurável. Celso é um maldito como Charles Baudelaire, Jean-Arthur Rimbaud, Michel Houellebecq e eu. Será amado e odiado. Jamais será esquecido. Somos todos Celso Roth, nós os conquistadores pelo trabalho árduo, nós, os excluídos da cultura fashion, aqueles que, para usar a expressão do professor Aníbal Damasceno, sofrem de "feiura de pajé". Celso, agora, brilha por nós no panteão da superação. Que sirvam suas façanhas de modelo a todos que apostam sempre na própria arte, contra tudo e contra todos. Obrigado, Celso.
Juremir Machado da Silva

sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu e o Wianey.
Ontem a tarde bati um papo rápido com o Wianey. Para quem não sabe, o Wianey é comentarista da Rádio Gaúcha e colunista esportivo do Jornal Zero Hora. O papo foi pelo twitter, que também para quem não sabe, é uma ferramenta que nos possibilita trocar ideias com qualquer pessoa, desde que tais ideias não ultrapassem 140 caracteres, e que ambas as pessoas façam parte do mundo “twitteriano”. Em outras palavras, o twitter é a forma mais fácil de trocarmos algumas palavras com as pessoas que admiramos e não temos contato.
Introduções e explicações a parte, a questão é que o Wianey se queixou no twitter. Disse que não agüenta mais ser chamado de gremista pelos colorados, e de colorado pelos gremistas.
Eu, obviamente, acho que o Wianey é gremista, mas segundo ele, ele não torce para ninguém. Wianey inclusive pediu que seus seguidores, ou amigos de twitter, lhe dessem um motivo para que ele fosse gremista ou colorado. Eu dei um motivo para o Wianey. E foi ai que iniciou nosso breve diálogo.
Minha explicação foi simples e objetiva, disse que antes de comentarista ele era um ser humano, apaixonado pelo futebol, e que para ser apaixonado pelo futebol, deveria ao menos, na sua infância, ter torcido por algum clube. Wianey respondeu, disse que isso não era uma regra e que não compartilhava da minha ideia. Segundo ele, sua infância foi afastada do mundo futebolístico, circunstância essa que fez com que crescesse sem paixão por clube algum.
Eu não acreditei, falei para ele pensar no assunto e ele respondeu que não tinha o que pensar. Por fim dei a ideia para ele escrever um texto sobre nossa pendenga e encerramos a conversa.
Não sei se Wianey pensou ou não, muito menos se escreveu algo sobre. Porém, mesmo não acreditando que ele tenha crescido sem clube, tentei entendê-lo. Perguntei-me: não poderia Wianey Carlet falar de futebol racionalmente, sem estar preso a clube algum, da mesma forma que um ateu fala sobre a religião sem estar preso a crença alguma?
Assim, fazendo uma comparação entre futebol e religião, concluí que a relação de Wianey com o futebol é a mesma que os ateus possuem com a religião. Wianey não tem clube preferido, encara o futebol racionalmente, e provavelmente acha uma bobagem o fanatismo do torcedor. Os ateus, no caso, também não pertencem a seita religiosa alguma, encaram a religião racionalmente e acham uma grande falta de reflexão o fanatismo religioso.
Ainda acredito que Wianey tem seu clube preferido, mas como ateu que sou, e dentro da minha respeitosa racionalidade, devo respeitar suas palavras. Wianey se posiciona diante do futebol, exatamente como os ateus se portam perante a religião: sem amarras, sem paixão e com muita razão.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
As últimas palavras de Lírio ao Ale
As últimas palavras do Ale ao Lírio.
Já no segundo e-mail, o do Bono Vox, me causou surpresa verificar que o vocalistra do U2 assina por Deus. Seria ele o novo messias? Alguém que além de falar por Deus também assina por Ele?
Como disse estou confuso, mas pelo que percebo o senhor não quer mais dialogar sobre o assunto.
Nada que me surpreenda, afinal faz parte da crença cristã não discutir a verdade. Abraços sinceros e decepcionados, Alexsander.
O encerramento do díálogo por parte do Lírio.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A "quádrupla", a continuação, ou a sequência do diálogo entre Ale e Lírio
Olá, primeiramente gostaria de me desculpar se não fui claro, mas já respondendo suas primeiras questões, preocupo-me sim, com algumas colocações de seus escritos. Porém, não me preocupo em o senhor abordar o tema “Religião”, mas sim no fato do senhor pregar a doutrina cristã em suas palavras.
Respondendo sua segunda questão, é lógico que sou contra que o senhor baseie seus escritos na Bíblia. Veja que não sou contra que o senhor siga a Bíblia ou a religião cristã. Porém, devemos concordar que quem escreve (e escreve para as mais diferentes pessoas) deve buscar a verdade racionalmente e não com base na fé. Aqui, estamos diante da mesma questão que acomete o ensino religioso nas escolas. Sou contra o ensino religioso nas escolas? Lógico que não. Agora: sou contra o exclusivo ensino religioso cristão nos estabelecimentos de ensino? É lógico que sim.
Continuando, que bom que o senhor tem sua consciência tranqüila. Sim, é isso que realmente importa. Pecado? Não existe pecado e punições externas. Existe sim como o senhor mesmo coloca “CONSCIÊNCIA”, e essa nos pune na vida mesmo, no dia a dia, e não no “Além”. Por outro lado, se acreditasse em pecado diria que o senhor peca quando diz no final de seu texto que os aborígenes não têm religião e nem cultura. Sinceramente me arrepiei quando li isso.
Com relação ao seu questionamento sobre onde o senhor erra em propagar a sua religião, posso dizer que seu erro está exatamente em não respeitar todas as outras formas de religião em seus escritos. Seu erro está, por exemplo, em menosprezar os ateus, dizendo que eles acreditam em Deus (acredito que você se refira a esse Deus como sendo o Deus Cristão), e também como no texto que acabo de ler, no fato de se referir a cultura aborígene como um povo sem cultura, e pior, sem religião. Como sem religião se o senhor mesmo afirmou que ela é “natural a todos os seres humanos?” Não seriam os aborígenes humanos?
Já sobre a falta de associarmos o conhecimento a prática, concordo plenamente contigo. É exatamente na discordância entre o discurso e a prática que estão nossos maiores problemas. Não é por acaso que Nietzsche diz que só existiu um cristão e que esse morreu na cruz né?
Em referência as estrelas e toda imensidão do universo, já expliquei no meu outro escrito que esse é um problema sem solução e que nenhum ser humano vai conseguir decifrar. É muita pretensão humana querer saber tudo sobre o universo, como também é muita arrogância do ser humano acreditar que um ser a sua imagem e semelhança tudo criou. Com relação a Galileu, Einstein, entre outros, não preciso lembrar que Galileu teve que negar suas verdades para não ser “mais um” morto pela “verdade” da “Santa Igreja” e que Eisnten não acreditava no Deus Cristão, e sim em algo (quer chamar de Deus tudo bem), que regia o universo e não os homens. Ou como ele mesmo diz: “Acredito no Deus de Espinosa, revelado na harmonia de tudo o que existe, mas não
Voltando ao seu texto, concordo com o senhor, quando diz que não devemos colocar goela abaixo nossas convicções. Inclusive é exatamente isso que me leva escrever ao senhor, e também é isso que me faz ser, por exemplo, contrário ao batismo de crianças indefesas, como também ser contrário a presença de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos. Quanto aos seus escritos, não posso interferir no que o senhor escreve, afinal são seus escritos. Porém, já que concordamos que religião cada um tem a sua, pergunto: qual é a necessidade que o senhor tem em externar a sua verdade, se concorda que cada um possui a sua? Assim, sugiro ter cuidado com o que escreve para não ofender aqueles que não seguem a sua religião. Já imaginou o que os fiéis cristãos, que o lêem religiosamente e que o senhor mesmo define como não estudiosos da religião, estão falando e pensando dos ateus depois de ler seus escritos? Que tal um pedido de desculpas? Seria muito legal.
Por fim você deve estar se perguntado o que eu gostaria que o senhor fizesse não é? Pois bem, gostaria somente que respeitasse os ateus e todos aqueles que buscam, cada um a sua maneira, se religar com o universo. Gostaria que falasse da religião num todo e não de uma parte dela, e também gostaria que respeitasse a cultura e a religião dos “analfas aborígenes”. Eles são seres humanos, pode acreditar nisso. Abraço, Alexsander.
