terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vamos aprender com os índios?

É incrível como a história trata de modificar aquilo que temos por verdade. Pode demorar décadas ou até centenas de anos, mas ela, a história, nos mostra que a verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã e vice - versa.

Houve um tempo em que o homem acreditava que a terra era o centro do universo; houve um tempo em que esquerda e direita existiam e que o Tricolor Gaúcho era infinitamente superior ao Colorado dos Pampas. Como disse, “houve um tempo”, mas hoje sabemos que essas verdades não eram verdades absolutas, e sim apenas momentos que marcaram a história.

Em outro campo da história, não muito tempo atrás, nossos irmãos indígenas não eram tidos como cidadãos. Vivendo no “meio do mato” e não sentindo necessidade de explorar a terra que habitavam, eles “apenas” coexistiam com a natureza e a eles nada faltava. Porém, segundo nós brancos, “eles estavam sem rumo”, e a eles, em nome da exploração da terra, tratamos de dar um caminho. Negligenciamos sua religião e sua ciência e tratamos de catequizá-los e ensiná-los. Eliminamos sua cultura, e demos a eles a nossa civilização. Porém, como afirmei anteriormente, o mundo da voltas, e a verdade de hoje pode ser a mentira de outrora.

Atualmente, temos um exemplo claro de como a história nos trai e nos prega peças. Ano passado, quase que no mesmo período, surgiram problemas distintos nas rodovias que ligam Planalto a Nonoai, e Planalto a Alpestre. Na rodovia que liga Planalto a Nonoai - e que conta com a presença de índios - observamos que a cidadania foi exercida e que os objetivos foram alcançados. Ali houve mobilização e exercício político por parte dos indígenas, que culminaram com a conquista de uma estrada sinalizada e segura para aquele povo. Já se olharmos para a rodovia que liga Planalto a Alpestre – e que não conta com a presença de índios - veremos que ali, ao invés de mobilização houve apatia e falta de exercício político, ou em outras palavras, falta de cidadania. Ali um bueiro rompeu ainda no mês de outubro, e continua sem reparos.

Sinceramente, espero que o mundo continue a dar voltas, e que um dia possamos aprender um pouco sobre política e cidadania com nossos irmãos indígenas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Por Deus...ou seria pó...Deus...pó.

Um padre da Igreja Católica Apostólica Romana do noroeste da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está sendo acusado de porte ilegal de drogas, depois de ser flagrado comprando cocaína na Filadélfia, informou a agência de notícias AP. O padre James B. Shimsky, de 50 anos, faz parte da diocese de Scranton e foi preso em janeiro deste ano.

Foto: Reprodução/Philly.com

James B. Shimsky está afastado de sua paróquia na Filadélfia (Foto: Reprodução/Philly.com)

Oficiais da Divisão de Narcóticos confirmaram que um homem foi pego com cocaína em seu jipe na manhã de 30 de janeiro deste ano, no norte da Filadélfia. O padre foi flagrado numa blitz, quando policiais pararam seu veículo e encontraram a droga.

William Genello, porta-voz da diocese, afirmou que James B. Shimsky foi afastado da igreja de St. John Vianney Parish desde sua prisão.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Igualdade já

Sou a favor da igualdade. Mais que isso: sou extremamente a favor da igualdade. Sou a favor da imparcialidade geral. Não vou falar que sou a favor da comunidade igualitária, porque vão me chamar de comunista. Nos dias de hoje não é bom ser comunista. É antiquado. Não sou comunista, porém sou a favor do direito e do respeito a todos.


Sou a favor de todos poderem freqüentar escolas públicas, e de todas escolas privadas se tornarem públicas. Sou a favor da extinção dos telejornais, e a favor da transmissão da Voz do Brasil em Rede Nacional de Televisão.


Por respeito à igualdade religiosa, sou a favor da extinção de qualquer batismo religioso, salvo a partir dos 16 anos, e, obviamente, sou contra qualquer adoração religiosa em ambientes públicos.


Sou a favor do pagamento de um salário mínimo a todos os representantes do poder legislativo, bem como de os mesmos, receberem vale transporte e vale alimentação para suprir suas necessidades.


Sou a favor da liberação das drogas, ou melhor, sou a favor do respeito e da igualdade diante daqueles que consomem as mais diferentes drogas. Bêbados, fumantes e alucinados devem ser respeitados.


Por fim, sou a favor da unificação sexual do exército, e também da adoção dos banheiros unissex. Homens, mulheres e homossexuais, devem ter o direito de marchar e defender a pátria em união, como também de cagar e mijar em comunhão.


É tudo uma questão de igualdade, e eu sou a favor dela.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Valor de um Grenal

Todo ano tem GRENAL. Desde 1909 claro. O primeiro foi em 18 de julho de 1909, exatamente 3 meses e 14 dias após a fundação do Sport Club Internacional. O placar foi proporcional a história dos clubes: 10 a 0 para o tricolor da Azenha, fundado em 1903. De lá para cá já foram 379 disputas, com 143 vitórias vermelhas, 119 azuis e 117 empates.

Estou dando um pequeno histórico da disputa, mas quero falar mesmo é sobre o valor de vencer um Grenal. Antes das críticas tenho de ressaltar: é muito bom vencer Grenal. Apesar disso, o valor do Grenal depende do momento histórico de cada clube.

Em 1980 por exemplo, vencer um Grenal era o que de mais grandioso existia para um gremista, afinal, títulos significativos não existiam na Azenha. Já no Beira-Rio, em 1980, vencer um Grenal não se passava de mais um jogo importante em questão. No Colorado se falava em Tetra-Campeonato Nacional, em Libertadores. No Olímpico jamais havia pisado um clube estrangeiro oficialmente. Porém, o mundo da voltas.

Em 1981 o Grêmio foi Campeão Brasileiro, em 1982 foi vice, e em 1983 pintou a América e o Mundo de Azul. E o valor do Grenal mudou. Quem não valorizava passou a valorizar e quem valorizava passou a desdenhar. Para os colorados, que apenas haviam sido vice-campeões da América, ganhar um Grenal se tornara motivo de orgulho. Já para os gremistas, era apenas mais um jogo importante. Vieram anos de disputa e anos de angústias para os vermelhos da Padre Cacique. Nesse tempo, o tricolor venceu mais um Brasileiro, uma Libertadores, quatro Copas do Brasil, alguns Regionais, e também alguns Grenais, sem valor claro. O Inter? Apenas uma Copa do Brasil, alguns Regionais, e alguns Grenais claro, de muito valor. obviamente. Naquela época, enquanto o Grêmio empilhava títulos, o Inter se orgulhava em ser o maior vencedor de na história dos Grenais e em ser o primeiro no ranking do Campeonato Brasileiro. Quando venciam um Grenal, os Colorados, recalcados de inveja com os títulos gremistas, diziam: "no confronto direto somos os melhores. Para nós o que importa é vencer Grenal". Os tricolores, por outro lado, apenas retrucavam: "só converso com Campeão do Mundo e comemoro títulos. Grenal e Regional deixo para os pequenos. É cafezinho para quem tá sempre jantando". Aos colorados, cabisbaixos, apenas restava sonhar.

Mas como disse, o mundo da voltas...e em 2006 o sonho tornou-se realidade. A partir dali, quem tinha ganho o mundo descobriu ter ganho uma Toyota, e quem não tinha nada acabou ganhando TUDO. Grenal? Grenal acabou sendo mais um jogo sem importância para quem é o maior vencedor na história dos Grenais. Já para os vencedores de Toyota, restaram as Copas Nacionais, e o sonho claro, de um dia vencer novamente um Grenal. Um Grenal como aquele sem valor e desprezado durante anos.

É amigo, o mundo da voltas.